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domingo, 28 de julho de 2019

Nubank capta US$ 400 milhões em rodada liderada pelo fundo TCV

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É o sétimo aporte recebido pela fintech. Fundo norte-americano já investiu em empresas como Netflix, Spotify e Airbnb.
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 Por Reuters  

 Postado em 28 de julho de 2019 às 15h30m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A plataforma de serviços financeiros Nubank anunciou nesta sexta-feira (26) que recebeu um investimento de US$ 400 milhões numa nova rodada de investimento liderada pelo fundo norte-americano TCV.

O aporte foi acompanhado de Tencent, DST Global, Sequoia Capital, Dragoneer, Ribbit e Thrive Capital, que já participaram em aportes anteriores no Nubank.

"Isso vai nos ajudar com nossa expansão das nossas operações no Brasil e nos nossos novos mercados, México e Argentina", disse à Reuters o presidente e sócio-fundador do Nubank, David Vélez, em entrevista por telefone.
Logotipo do Nubank é fotografado na sede do banco, em São Paulo — Foto: Paulo Whitaker/Reuters 
Logotipo do Nubank é fotografado na sede do banco, em São Paulo — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Este é o sétimo aporte recebido pela fintech, que surgiu em 2013 e que hoje tem cerca de 12 milhões de clientes. Segundo o Nubank, incluindo o aporte anunciado nesta sexta-feira, já recebeu 820 milhões de dólares.

Com os sucessivos investimentos recebidos nos últimos anos, a companhia vem expandindo rapidamente tanto em termos de área de atuação como geograficamente. Hoje se apresenta como a sexta maior instituição financeira do país em número de clientes.

Após anos concentrado em seu principal produto, o de cartões de crédito sem anuidade, e tendo recebido licença como instituição financeira, o Nubank lançou no começo do ano empréstimos pessoais. Na semana passada, anunciou que vai abrir contas para pequenas e médias empresas.

E maio, a plataforma estreou no México. No mês passado, abriu operações na Argentina. Segundo Vélez, o plano por ora é se concentrar nesses dois mercados além do Brasil. O Nubank tem no conjunto um total de 1.700 empregados, incluindo um escritório na Alemanha.

Vélez declinou de comentar sobre qual a participação os investidores terão na empresa com o novo aporte, dizendo apenas que será "bem minoritária".

Com sede na Califórnia, o TCV já investiu em empresas como o serviço de streaming de vídeo Netflix, o de streaming de música de áudio Spotify e a plataforma de hospedagem Airbnb.

O anúncio do investimento chega quase dois meses após notícias de que o Nubank negociava receber uma aporte de cerca de um bilhão de dólares do grupo japonês Softbank, processo que avaliaria a fintech em cerca de US$ 10 bilhões de dólares, mas que não evoluiu.

sábado, 27 de julho de 2019

Apple compra negócio de modems para celular da Intel por US$1 bilhão

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Após a conclusão do acordo, a Apple terá mais de 17 mil patentes de comunicação sem fio e contratará cerca de 2,2 mil funcionários da Intel.
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 Por Reuters  

 Postado em 27 de julho de 2019 às 17h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A Apple anunciou nesta quinta-feira (25) a compra da maior parte dos negócios de modem para smartphones da Intel por US$ 1 bilhão, meses depois da fabricante de chips anunciar planos de sair do mercado de chips 5G.
Apple confirma aquisição de negócio de modens para celular da Intel. — Foto: Thomas Peter/Reuters 
Apple confirma aquisição de negócio de modens para celular da Intel. — Foto: Thomas Peter/Reuters

A Apple terá mais de 17 mil patentes de comunicação sem fio e contratará cerca de 2,2 mil funcionários da Intel após a conclusão do acordo, informou a fabricante do iPhone.

A Intel se posicionou como a única fonte de modems para iPhone no ano passado, depois que a Apple entrou em uma prolongada disputa judicial com a fornecedora anterior, a Qualcomm.

Mas em abril, a Apple chegou a um acordo surpreendente com a Qualcomm, que determinou à empresa voltar a usar os modems da fabricante, o que levou à decisão da Intel de abandonar o negócio.

O acordo de aquisição deve ser fechado no quarto trimestre de 2019, disseram as empresas.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

O FaceApp é um vírus ou instala publicidade abusiva no celular?

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Pacotão de Segurança Digital também responde dúvida sobre contaminação por vírus em trabalho remoto.
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 Por Altieres Rohr  
 É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos  

 Postado em 25 de julho de 2019 às 13h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
Até o momento, nenhuma prática abusiva ou prejudicial foi detectada no FaceApp, mas criminosos divulgam versões falsas do aplicativo — Foto: Reprodução/Google Play 
Até o momento, nenhuma prática abusiva ou prejudicial foi detectada no FaceApp, mas criminosos divulgam versões falsas do aplicativo — Foto: Reprodução/Google Play

Dúvidas sobre o FaceApp
  • Não instalei esse App [FaceApp] em meu smartphone, mas de segundos em segundos aparecem propagandas em meu dispositivo e não consigo remover. Como devo fazer? – Daniela Sanches
  • É verdade do que dizem do App de envelhecimento, se trata de vírus ou hacker? – Carlos Alberto
O FaceApp não é um programa malicioso. Como este blog já explicou, a desenvolvedora do aplicativo é uma empresa pequena – uma startup – que tomou medidas para corte de custos, usando contratos simples e mecanismos para poupar com burocracia.

Embora sejam práticas suspeitas em determinados contextos, também são práticas válidas que podem ajudar uma empresa a controlar seus custos enquanto está crescendo.
Alguns sites alertaram sobre a questão do acordo de privacidade adotado pelo aplicativo, que é bastante vago justamente por não ter sido escrito especificamente para as funcionalidades do programa.

Só que essa questão do acordo de privacidade é muito secundária: não importa o que diga o documento, pouquíssimas pessoas teriam condições de acionar tribunais na Rússia para garantir a validade do que está escrito.
De todo modo, vale repetir: o FaceApp não é um vírus e nem foi associado a hackers. Isso vale para o FaceApp legítimo disponível na Play Store.

Caso você tenha instalado uma versão falsa do aplicativo, fora da Play Store, é possível que essa versão adulterada do FaceApp (ou de qualquer outro programa) realize atividades indesejadas no celular. A exibição de anúncios invasivos é uma das práticas mais comuns.

Isso que está acontecendo em seu celular, Daniela, pode ter relação com algum outro aplicativo instalado em seu celular. 
Infelizmente, muitos aplicativos responsáveis por essas propagandas abusivas também fazem o possível para ocultar a origem dos anúncios. Em vários casos, o aplicativo responsável até some da lista de aplicativos instalados.

Por isso, o caminho mais rápido para resolver esse tipo de problema no celular é usando a restauração das configurações de fábrica.

Recomenda-se realizar o backup dos dados antes de prosseguir, já que a restauração apaga todos os dados do telefone. Não se esqueça de sincronizar fotos com serviços de armazenamento em nuvem (como o Google Fotos), já que isso é uma configuração separada.
Em seguida, realize a restauração seguindo os passos informados pelo Google. Se esses passos não forem idênticos em seu celular, procure as orientações do fabricante.
Programa de acesso da Área de Trabalho Remota — Foto: Reprodução 
Programa de acesso da Área de Trabalho Remota — Foto: Reprodução

Trabalho remoto e contaminação por vírus
"Trabalho de casa, acessando o computador (servidor) de um escritório de contabilidade pela Conexão de Área de Trabalho Remota. Tenho um login e senha que foram criados pelo administrador da rede do escritório.

No meu acesso, abro um programa de contabilidade onde faço a minhas digitações. Não abro nenhuma página de Internet lá no servidor. Se preciso ver algo na internet, minimizo a minha conexão remota e abro o navegador aqui no meu computador. Para ler os e-mails que recebo dos clientes do escritório, utilizo o Outlook instalado no meu computador.
Acontece que das 3 vezes em que o servidor teve os dados invadidos, eu fui o único que estava conectado ao servidor via acesso remoto. Aliás, sou o único que utiliza o acesso remoto. Os demais funcionários acessam via rede local lá no escritório.

Desta última vez, pegamos o [Bad] Rabbit, onde o técnico disse que a contaminação foi através do Adobe Flash Player e nos enviou o link do G1 para gente ler e tomar ciência. Afirmou que alguém atualizou o Adobe flash através de uma página falsa.

A minha dúvida é:
Se eu tivesse atualizado o Adobe Flash na minha máquina, eu também não estaria com os meus arquivos corrompidos, sequestrados, enfim? Ou ao atualizar a minha máquina, através desta página falsa, o [Bad] Rabbit somente iria se manifestar após eu me conectar com o servidor invadindo e sequestrando o servidor?
Todos os meus arquivos aqui de casa estão intactos. Já passei antivírus, programas de malware, enfim... não encontrei nada. – João Batista"
João, há vários temas envolvidos nessa sua pergunta – que tem muito a ver com a tendências de home office e trabalho remoto. O primeiro fato a ser analisado é o caso concreto do vírus "Bad Rabbit": esse vírus foi distribuído na Rússia e na Ucrânia em 2017. Ele não faz parte das pragas atuais e nunca foi relevante no Brasil.

Sendo assim, se o vírus em questão não foi o Bad Rabbit, não é muito produtivo falarmos especificamente desse vírus. Pode ser que o ataque tenha ocorrido a partir de outras pragas. Existem inúmeros vírus que são distribuídos por atualizações falsas do Flash Player, então esta característica não é suficiente para identificar o código responsável pelo ataque.

Segundo, como você não abre páginas no servidor, segundo o seu relato, não é possível que o vírus tenha sido executado por você. O vírus teria de estar em seu computador e, de alguma forma, pulado para o servidor pelo acesso remoto. No caso do Bad Rabbit, isso é impossível – a praga não tem essa função.

Se existe algum outro vírus no seu computador que foi programado para atacar através da área de trabalho remota, ele poderia, sim, cruzar essa ponte e atacar apenas o servidor que você acessa. Ele poderia inclusive permanecer ocioso em seu computador para garantir esse acesso. Mas isso é apenas uma hipótese pouco provável que só deve ser considerada depois de muitas outras serem eliminadas.

Supondo que seu computador esteja realmente contaminado com vírus, o mais provável seria algum vírus ladrão de senhas em seu computador que roubou suas credenciais (o login e senha) do acesso remoto para, posteriormente, o hacker utilizar essa senha para atacar o servidor diretamente.

Porém, mesmo que seu computador esteja contaminado e que sua senha tenha sido roubada, o acesso que você tem ao servidor é delimitado pelas permissões do seu usuário. Isso quer dizer que, se o seu usuário não tem permissão para modificar o sistema, a contaminação teria que ficar isolada ao seu usuário no servidor.

Se a contaminação não ficou isolada ao seu usuário, há duas possibilidades: ou o seu usuário não foi configurado de forma segura ou o servidor tem algum outro problema de segurança sem qualquer relação com o seu acesso.

O mais provável é que o servidor tenha, sim, problemas na configuração de segurança. Infelizmente, erros de configuração e manutenção do sistema são bastante comuns. Esses erros abrem brechas para que hackers e vírus ataquem servidores de acesso remoto: como esses computadores ficam expostos na internet, eles precisam de uma segurança um pouco diferenciada.

A própria Área de Trabalho Remota pode expor o servidor para ataques on-line. É imprescindível atualizar o sistema e garantir que nenhum usuário configurado para login na máquina tenha uma senha fraca – se houver, o servidor certamente será invadido.

Não são medidas complicadas. Porém, como o servidor é muitas vezes o "coração" de um escritório, a regra de "não mexer em time que está ganhando" acaba empurrando para depois essas medidas de manutenção, dando tempo suficiente para que criminosos se aproveitem das falhas.

O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!
 — Foto: Ilustração: G1 
— Foto: Ilustração: G1