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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Quanto custam as peças do iPhone (em comparação com o preço final do celular)

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A tela, os componentes eletromecânicos e a câmera são as três peças mais caras para fabricar o dispositivo.
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 Por BBC  

 Postado em 19 de agosto de 2019 às 17h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O custo das peças do iPhone XS Max de 64GB, lançado em setembro do ano passado, é de aproximadamente US$ 392,50 — Foto: REUTERS/Stephen Lam O custo das peças do iPhone XS Max de 64GB, lançado em setembro do ano passado, é de aproximadamente US$ 392,50 — Foto: REUTERS/Stephen Lam

O iPhone não é mais a galinha dos ovos de ouro da Apple.
Foi o que se constatou quando a empresa apresentou os resultados do segundo trimestre do ano - até o mês de junho - e deixou os investidores com um gosto agridoce na boca.

Apesar do aumento do lucro global, a gigante da tecnologia registrou pela primeira vez desde 2012 que as vendas do iPhone representaram menos da metade das vendas totais da companhia.

Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, as vendas do dispositivo apresentaram uma queda de US$ 741 milhões (R$ 2,9 bilhões).
A Apple conseguiu compensar a diferença desta queda com uma receita maior em serviços, como streaming de músicas e sua loja de software.

Mas qual é o custo de fabricação de um iPhone?
Segundo dados da consultoria de tecnologia IHS Markit, o custo das peças do iPhone XS Max de 64GB - lançado em setembro do ano passado - é de aproximadamente US$ 392,50 (cerca de R$ 1.570) por unidade, enquanto este mesmo modelo é vendido nos EUA por US$ 1.099 (R$ 4.400, em valores atuais). Já no Brasil, o mesmo aparelho hoje custa R$ 7.999 no site da Apple.

Você precisa levar em conta, no entanto, que o primeiro valor corresponde apenas ao preço que a Apple paga pelas peças do telefone, e não inclui outros gastos, como a montagem.
Tampouco inclui o investimento que deve ser feito em pesquisa e desenvolvimento de produtos, logística e marketing.

Para efeito de comparação, quando o Samsung Galaxy S9+ de 64 GB foi lançado, o custo total das suas peças era de US$ 375,80 (ou R$ 1.504) – apenas US$ 16 a menos que as do iPhone XS Max.

Naquela época, esse modelo de smartphone era vendido nas lojas por cerca de US$ 840 (R$ 3.360); ou seja, US$ 259 (ou R$ 1.036) a menos que o celular da Apple.
Custo de produção do Samsung Galaxy S9 Plus é quase o mesmo do iPhone XS Max — Foto: Richard Drew/AP 
Custo de produção do Samsung Galaxy S9 Plus é quase o mesmo do iPhone XS Max — Foto: Richard Drew/AP

A tela, os componentes eletromecânicos e a câmera são as três peças mais caras para fabricar o iPhone.
Custam US$ 120, US$ 71,50 e US$ 51,10, respectivamente.

Por outro lado, o carregador, as portas USB, os fones de ouvido e os sensores do telefone custam US$ 11.

O iPhone XS Max, modelo mais novo da Apple, tem uma tela super retina HD de 6,5 polegadas e, de acordo com a própria empresa, sua bateria dura 30 minutos a mais do que o modelo anterior.

Evolução dos preços
Se olharmos para trás, o custo de fabricação de um iPhone 7 de 64GB era de quase US$ 225, enquanto o de um iPhone 8 era levemente mais alto, cerca de US$ 255, de acordo com a IHS Markit.

Ao serem lançados, os modelos foram colocados à venda por US$ 649 e US$ 699, respectivamente.
Já as peças da versão Plus do iPhone 8, também de 64GB, com uma tela maior, custavam US$ 295. E, quando chegou às lojas, era vendido por US$ 799.

As mudanças no design do dispositivo entre uma versão e outra (7 e 8), foram mínimas, embora no interior tenham sido incorporadas versões atualizadas de quase todos os componentes.

De acordo com cálculos feitos pela IHS Markit com base em dados coletados pelo site Statista, "a empresa de Cupertino (onde fica a sede da Apple, na Califórnia) teria ganhado uma média de aproximadamente US$ 500 com seu iPhone 8 e iPhone 8 Plus".

A consultoria avalia que esses ganhos tenham chegado a US$ 663 com o novo iPhoneX, lançado em 12 de setembro de 2018.

A primeira versão deste modelo mais sofisticado, o iPhone X, apresentada em setembro de 2017, representou realmente um salto no investimento que a Apple teve que fazer para comprar os componentes de cada unidade.

Seu preço inicial era de US$ 999.
Foi então que chegaram as telas com resolução mais alta e tecnologia AMOLED, a câmera dupla com reconhecimento facial e o revestimento de aço inoxidável de qualidade cirúrgica.
O custo total das peças passou de US$ 255 (iPhone 8) para US$ 370 (iPhone X).
Ou seja, uma diferença de US$ 115.

Após este salto, os modelos que seguiram o iPhone X, ou seja, o XR e o XS, aumentaram o custo de fabricação do dispositivo em US$ 20.
Para Jusy Hong, diretor de pesquisa e análise da IHS Markit, com o modelo X, a Apple começou a transferir toda sua produção de telefones para o segmento premium.

Esse aumento do padrão resultou, por exemplo, em vendas menores na China, onde a taxa de câmbio colocou os telefones da Apple fora do alcance de muitos consumidores.

"O iPhone é um produto em declínio e, como resultado, os lucros da empresa foram afetados", explica Dave Lee, repórter de tecnologia da BBC.

"As receitas da empresa aumentaram graças ao crescente sucesso de (seus produtos) para casa e acessórios (como Apple Watch e AirPods) e o crescimento contínuo de seus serviços (App Store, Apple Pay, Apple TV, Apple Music etc.)", acrescenta.

Para Lee, o gigante da tecnologia goza de boa saúde financeira. "Os investidores entendem que é uma empresa em transição."

sábado, 17 de agosto de 2019

Android precisa de antivírus? Vale a pena?

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Tira dúvidas explica quando pode ser importante instalar proteção no seu celular.
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 Por Altieres Rohr  
 É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos  

 Postado em 17 de agosto de 2019 às 19h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

É necessário instalar antivírus no Android? Eles funcionam? Você indica algum gratuito, sem muita propaganda? – Rosana
Altieres Rohr explica se Android precisa de antivírus
Altieres Rohr explica se Android precisa de antivírus

O Android já possui um antivírus embutido, o Google Play Protect. Algumas pessoas talvez precisem instalar mais um programa para reforçar a segurança do aparelho, mas o antivírus não é tão importante no celular quanto é no notebook ou no computador. No celular, conferir os ajustes de bloqueio de tela e a proteção contra roubo são mais importantes.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Redes sociais não fazem mal, desde que não substituam atividades mais saudáveis, diz estudo

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Pesquisa entrevistou milhares de adolescentes em escolas inglesas e também revelou que meninas são mais vulneráveis a 'cyberbullying'.
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 Por BBC  

 Postado em 16 de agosto de 2019 às 18h20m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Especialistas recomendam que celulares sejam deixados longe dos quartos depois das 22h — Foto: TV Globo 
Especialistas recomendam que celulares sejam deixados longe dos quartos depois das 22h — Foto: TV Globo

As redes sociais fazem mal para os adolescentes?
A pergunta que tira o sono de pais, educadores e cientistas em todo o mundo recebeu, por ora, uma nova resposta.

E ela é: as redes não prejudicam diretamente os mais jovens, mas podem tirar o tempo que eles gastam em atividades vitais e saudáveis, como dormir e se exercitar.

O alerta vem de pesquisadores do Reino Unido, que recomendam a proibição de celulares depois das 22h e incentivos a atividades físicas.
Segundo o estudo, as meninas são especialmente vulneráveis ​​ao cyberbullying, o que pode levar a problemas psicológicos.

No Reino Unido, nove em cada dez adolescentes usam redes sociais e há uma crescente preocupação com o seu impacto na saúde mental dos mais jovens.

Até agora, as conclusões das pesquisas são contraditórias devido à falta de estudos de longo prazo.

Neste estudo recente, publicado no na revista médica especializada "The Lancet Child & Adolescent Health", mais de 12 mil adolescentes em idade escolar na Inglaterra foram entrevistados durante três anos, dos 13 aos 16.

Eles cursavam os anos 9, 10 e 11 (equivalentes ao 9º ano do ensino fundamental e 1º e 2º do ensino médio no Brasil) do sistema de ensino britânico.

O que o estudo fez?
Os adolescentes informaram com que frequência checavam redes como Instagram, Facebook, WhatsApp e Twitter diariamente, mas não quanto tempo gastavam usando-as.

No ano 9, a maioria (51%) das meninas e 43% dos meninos entraram em redes sociais mais de três vezes por dia; no ano 11, a frequência subiu para 69% entre os meninos e 75% entre as meninas.

Já no ano 10, os mesmos jovens preencheram um questionário sobre sua saúde mental e relataram experiências de cyberbullying, sono e atividade física.

No ano 11, os adolescentes avaliaram seus níveis de felicidade e ansiedade.
Na pesquisa, meninas disseram usar redes sociais com mais frequência que meninos — Foto:  AJ PHOTO/BSIP/AFP 
Na pesquisa, meninas disseram usar redes sociais com mais frequência que meninos — Foto: AJ PHOTO/BSIP/AFP

O que a pesquisa encontrou?
Os meninos e meninas que verificavam suas redes mais de três vezes por dia tinham pior saúde mental e maior sofrimento psicológico.
As meninas também parecem mais propensas a dizer que são menos felizes e mais ansiosas à medida que os anos avançaram, ao contrário dos meninos.

Os pesquisadores dizem que há indícios de um vínculo forte entre o uso de redes sociais e saúde mental.

Nas meninas, os efeitos negativos são revelados principalmente em perturbações do sono, ciberbullying e, em menor medida, falta de exercício.

Nos meninos, os fatores também têm um impacto, mas muito menor.

Os pais devem se preocupar?
O coordenador do estudo, Russell Viner, professor de saúde do adolescente do University College London, diz: "Os pais andam em círculos quando o assunto é o tempo que seus filhos passam nas redes sociais todos os dias."
"Mas eles deveriam se preocupar com a quantidade de atividade física e sono dos filhos, porque as mídias sociais estão substituindo outras coisas."
As redes sociais também podem ter um efeito positivo nos adolescentes e "desempenham um papel central na vida de nossos filhos", acrescentou.

Também envolvida no estudo, a professora de psiquiatria infantil, Dasha Nicholls, da universidade Imperial College London, completa: "Não é o tempo na rede social em si, a questão é quando ela desloca os contatos e atividades da vida real."
"A questão é encontrar um equilíbrio."

É diferente para meninos?
A equipe de especialistas diz que, embora tenha observado diferenças no uso de redes sociais entre garotas e garotos, elas ainda não são bem compreendidas.

Também são necessários outros estudos para descobrir de que forma o uso das redes sociaiso pode influenciar o sofrimento psicológico dos meninos.

E quanto ao cyberbullying?
Nicholls diz que os pais devem monitorar as atividades de seus filhos para ter certeza de que não estão acessando conteúdo prejudicial, principalmente à noite.

"Com o cyberbullying, nem a nossa cama é um lugar seguro. Mas, se o seu celular estiver em outro cômodo da casa, você não pode ser intimidado em sua cama."

Louise Theodosiou, do corpo docente sobre crianças e adolescentes do Royal College of Psychiatrists (organização profissional de psiquiatras do Reino Unido), diz: "Mais estudos são necessários para entender como podemos evitar os impactos mais negativos das redes sociais, particularmente em crianças e jovens vulneráveis."
"É justo que as empresas de redes sociais contribuam para financiar esses estudos e façam mais para apoiar os jovens a usar a internet com segurança."