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domingo, 3 de maio de 2020

Nokia volta a vender smartphone no Brasil e lança modelo 2.3 por R$ 899

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Aparelho vem com sistema operacional Android One, feito pelo Google sem alteração das fabricantes.
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 Por Thiago Lavado, G1  

 Postado em 03 de maio de 2020 às 13h05m  

Nokia 2.3 marca o retorno da marca ao Brasil. — Foto: Divulgação 
Nokia 2.3 marca o retorno da marca ao Brasil. — Foto: Divulgação

Os celulares da Nokia voltam a ser vendidos no Brasil a partir desde domingo (3). O modelo 2.3 chega ao país comercializado pela HMD Global Oy, representante dos smartphones da marca desde 2016.

O Nokia 2.3 é um aparelho de entrada, mas ainda com boas especificações e preço abaixo de lançamentos recentes. Ele chega no Brasil por R$ 899 e passa a ser vendido em varejistas parceiros da HMD no país.

Veja algumas especificações do modelo:
  • Tela HD+ de 6,2 polegadas (720x1520 pixels);
  • 2GB de memória RAM;
  • 32GB de armazenamento interno (expansível em até 512GB)
  • Câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 2 megapixels
  • Processador quad-core Helio A22, da MediaTek
O aparelho conta ainda com a possibilidade de atualização para o novo Android 10, lançado em 2019. A versão do sistema operacional no aparelho é Android One, modelo feito em parceria com o Google que garante mais tempo de atualização e menos customizações das fabricantes. Até então, apenas a Motorola havia lançado aparelhos Android One no Brasil.

Produto virá com Android 9, mas será atualizado para Android 10 e também para a versão que vier depois. O aparelho vai ficar cada vez melhor e ninguém da concorrência terá tantas atualizações do sistema operacional nessa faixa de preço afirmou Juan Olano, diretor de portfólio da HMD Global para as Américas.
Nokia 2.3 chega com sistema operacional Android One. — Foto: Divulgação 
Nokia 2.3 chega com sistema operacional Android One. — Foto: Divulgação

Além do sistema operacional, o modelo vem também com a promessa de uma bateria que dura até dois dias, incluindo gestão de energia com inteligência artificial, que promete interpretar as necessidades do usuário.

A câmera também promete recursos inteligentes, melhorando o processamento das imagens. O modo retrato, aquele que desfoca o fundo e dá um aspecto mais profissional às imagens, está disponível graças à câmera traseira dupla.

O Nokia 2.3 está disponível nas cores verde, dourado e cinza.

Escolha do modelo para o Brasil
De acordo com Junior Favaro, diretor de vendas e marketing da HMD Global para o Brasil, a escolha pelo 2.3 é porque essa faixa de preço representa um mercado de 22 milhões de aparelhos o Brasil e que teve um crescimento de 32% no ano passado.Achamos a estratégia interessante de trazer o primeiro produto nessa faixa de preço, explica.

Segundo os executivos, a empresa deve expandir o portfólio no futuro e trazer outros modelos da Nokia para o Brasil.

A Nokia já operou no Brasil vendendo celulares e smartphones com sistemas operacionais Windows, Symbian e Meego. Atualmente, a marca é representada pela HMD, que assinou um acordo de licenciamento em 2016.

sábado, 2 de maio de 2020

Programa espião para Android conseguiu chegar à Play Store para atacar usuários, diz empresa

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Estudo aponta que Google já retirou apps do ar, mas lojas 'alternativas' ainda oferecem os programas para download.
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 02 de maio de 2020 às 13h00m  

App prometia turbinar navegação web, mas instalava programa espião no smartphone. — Foto: Reprodução
App prometia turbinar navegação web, mas instalava programa espião no smartphone. — Foto: Reprodução

A fabricante de antivírus Kaspersky publicou um relatório detalhando um programa espião chamado PhantomLance ("Lança fantasma", em tradução livre), que está ativo desde 2016. O programa se destaca pela sofisticação e discrição, conseguindo inclusive chegar à Play Store pelo menos oito vezes entre agosto de 2018 e novembro de 2019.

O aplicativo mais recente publicado pelos hackers na Play Store prometia "turbinar" o navegador do smartphone para acelerar a navegação na internet e remover arquivos desnecessários. Ao longo dos anos, invasores também utilizaram bloqueadores de anúncios e plug-ins para "atualizar" o smartphone ou componentes.

O app falso avisava ao usuário que, para desempenhar todas as funções, era preciso acesso "root" – um tipo de permissão que só aparelhos modificados podem conceder.
Se o acesso root fosse concedido, o programa espião teria liberdade para roubar diversas informações do telefone, incluindo contatos e mensagens. O celular também ficaria sob o controle do hacker.
O levantamento da Kaspersky teve início após um alerta da Dr. Web, outra fabricante de antivírus, que apontou a existência de um programa de espionagem na Play Store em 2019. A Kaspersky começou então a investigar aplicativos com características semelhantes – o que levou à descoberta de uma campanha que há anos marca presença na Play Store

Como os apps chegaram à Play Store
A Play Store utiliza diversos filtros – inclusive revisão humana, de acordo com o Google – com o objetivo de bloquear o cadastramento de aplicativos falsos. Para driblar essas medidas, os hackers responsáveis pelo PhantomLance utilizaram truques e códigos escondidos.

Uma das técnicas era cadastrar o app sem nenhum código malicioso, deixando o componente de espionagem para ser incluído em uma atualização. Isso ajudava o app a conseguir mais downloads do que denúncias e avaliações negativas. Depois, a atualização automática se encarregaria de distribuir a versão maliciosa do app a todos os usuários que já tinham instalado o programa anteriormente.

O componente de espionagem era criptografado ("embaralhado") para escondê-lo dentro do aplicativo. Além disso, parte do conteúdo estava intencionalmente corrompido com dados em ordem inválida. A reconstrução do código, para que pudesse ser executado pelo Android, ocorria apenas no momento necessário.

As permissões do programa espião também eram solicitadas de forma dinâmica – ou seja, durante o uso do aplicativo. Isso não é normal em programas de espionagem, já que há um risco considerável de a vítima negar essas permissões. No entanto, isso também pode ter colaborado para fazer o app passar pelas barreiras da Play Store.

Apesar de ter aparecido na Play Store, o PhantomLance representa um risco maior para quem baixa aplicativos fora da loja do Google. Nas lojas "alternativas", os apps continuam disponíveis; na loja oficial do Google, eles foram removidos.

Alvo provável é o Vietnã
A Kaspersky encontrou semelhanças entre o PhantomLance e o OceanLotus, um grupo de hackers notório pela sua atividade no sudeste asiático, em especial no Vietnã.

O OceanLotus desenvolve ferramentas de espionagem para outras plataformas, incluindo macOS e Windows. Apesar das diferenças entre os programas de cada plataforma, a Kaspersky encontrou indícios de uma origem comum.

A suspeita também é corroborada pelos dados antivírus da Kaspersky, que indicam a presença dos aplicativos do PhantomLance em smartphones na Índia, no Vietnã e na Indonésia. Também foram registrados casos na Argélia e na África do Sul, no continente africano. A Kaspersky não indicou registros em outros países.

Algumas versões do PhantomLance também miram diretamente os cidadãos do Vietnã. Um dos apps, por exemplo, promete "encontrar bares" no Vietnã; outro app semelhante prometia indicar a localização de igrejas.
Aplicativo promete indicar localização de igrejas no Vietnã. — Foto: Reprodução/Kaspersky
Aplicativo promete indicar localização de igrejas no Vietnã. — Foto: Reprodução/Kaspersky

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terça-feira, 28 de abril de 2020

Conexão à internet das empresas brasileiras melhora e 2 em cada 3 já utilizam fibra ótica, diz pesquisa

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Levantamento feito pelo Cetic também mostrou que presença on-line cresceu, com perfis em redes sociais e com uso de aplicativos de mensagens como o WhatsApp.
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 Por Thiago Lavado, G1  

 Postado em 28 de abril de 2020 às 12h50m  

Segundo pesquisa, 98% das empresas brasileiras já usam a internet, com destaque para a conexão via fibra ótica — Foto: Mario Alberto Magallanes Trejo/FreeImages  
Segundo pesquisa, 98% das empresas brasileiras já usam a internet, comdestaque para a conexão via fibra ótica — Foto: Mario Alberto Magallanes Trejo/FreeImages
O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), que fornece informações sobre o estado da conexão à internet no Brasil, divulgou nesta terça-feira (28) os dados da pesquisa TIC Empresas.
O levantamento mostra que cresceu o número empresas brasileiras que usam fibra ótica para se conectar à internet, de 49% em 2017 para 67% em 2019. A fibra ótica é uma tecnologia de conexão mais robusta, com maior agilidade e com menor tempo de resposta.

De todas as empresas que responderam à pesquisa, 98% delas têm acesso à internet, seja via fibra ótica, linha telefônica (DSL) ou ainda modem 3G ou 4G, ou outras tecnologias.

É um sinal de melhoria da qualidade da internet com que as empresas estão trabalhando, explicou Leonardo Lins, coordenador da pesquisa.

A pesquisa consultou 7 mil empresas de 11 segmentos e inclui pequenas, médias e grandes empresas. Microempresas, com menos de 10 empregados, não foram contempladas no levantamento.

Segundo a TIC Empresas a velocidade contratada também aumentou. Em 2019, 17% das empresas tinham velocidade de conexão acima de 100 Mbps (megabits por segundo), mais do que o dobro dos 7% registrados em 2017. Velocidades entre 10Mbps e 100Mbps também aumentaram, de 44% para 53% nesse mesmo período.

Presença on-line aumentou
A pesquisa aponta que 54% das empresas possuem site e 36% pagaram por anúncios online.
O número de empresas com perfil em redes como Facebook aumentou de 59% para 62% entre 2017 para 2019. Mas o dado chama a atenção em redes sociais e aplicativos de mensagem, que ganharam ainda mais notoriedade nos últimos anos.

Segundo a pesquisa, em 2019 54% das empresas tinham contas para atuar em aplicativos como WhatsApp Telegram, alta em relação aos 42% de 2017.

Aplicativos e canais de mensagens também foram os meios mais usados para vender on-line nos últimos 12 meses, com 42% das empresas usando essas plataformas. Na sequência vêm e-mail, usado por 39% das empresas, e redes sociais, usadas por 20%.
A presença no LinkedIn também aumentou, de 12% para 15%, e dobrou na categoria de redes sociais que inclui o Instagram, de 22% em 2017 para 44% em 2019.

Segundo Lins, esse aumento está em linha com o que foi apurado na pesquisa TIC Domicílios, que afere o atual estado do uso da internet entre residências e consumidores. Em 2018, a pesquisa mostrou que 70% da população tinha acesso à internet, com metade das classes mais baixas já conectadas.