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terça-feira, 27 de abril de 2021

Como suspensão de aluna por post no Snapchat virou batalha por liberdade de expressão na Suprema Corte dos EUA

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Julgamento que deve começar nesta quarta-feira (28/4) vai decidir se as escolas têm o direito de punir seus alunos pelo que dizem fora de seus portões.
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TOPO
Por BBC

Postado em 27 de abril de 2021 às 13h30m

  *.- Post.N. -\- 4.015 -.*  

Postagem de Brandi Levy aos 14 anos ganhou significado maior: representa agora pauta judicial sobre o direito de expressão dos estudantes — Foto: ACLU via BBC
Postagem de Brandi Levy aos 14 anos ganhou significado maior: representa agora pauta judicial sobre o direito de expressão dos estudantes — Foto: ACLU via BBC

Num sábado, em uma loja de conveniência na cidade americana de Mahanoy City, uma adolescente de 14 anos descontou sua frustração por não ter sido escolhida como líder de torcida da sua escola postando palavrões e xingamentos na rede social Snapchat.

Quatro anos depois, Brandi Levy, agora com 18 anos, viu a confusão com sua antiga escola chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos.

Espera-se que o julgamento do caso comece nesta quarta-feira (28/4), no qual será decidido se as escolas têm o direito de punir seus alunos pelo que dizem fora de seus portões. A pauta também coloca em questão a Primeira Emenda à Constituição americana, que protege o direito de expressão.

O que tinha na postagem, e como a escola reagiu?

Levy, então com 14 anos, postou o snap — uma combinação de foto e texto que desaparece após 24 horas — depois de receber a notícia de que não tinha sido escolhida para a equipe de líderes de torcida do seu colégio.

Ela aparecia com o dedo do meio levantado e um palavrão direcionado à equipe de líderes de torcida, aos treinadores e à escola.

A postagem foi registrada em print por um amigo e enviada a outra aluna, que era filha de uma das treinadoras da escola Mahanoy Area High School.

Levy foi suspensa da equipe por um ano.

Ela, então, processou seu o distrito escolar em Mahanoy, argumentando que a punição violava seu direito à liberdade de expressão.

Qual é o argumento da aluna?

Levy, agora com 18 anos, diz que a foto foi postada fora da escola e fora do horário de aula — o que significa que a escola não tinha autoridade para castigá-la por isso.

A liberdade de expressão dos alunos americanos é protegida por um caso histórico da Suprema Corte de 1969 — Tinker contra Des Moines Independent Community School District — quando os alunos usaram braçadeiras pretas para protestar contra a Guerra do Vietnã.

A Suprema Corte decidiu que a liberdade de expressão dos alunos é garantida, desde que não cause perturbação "material e substancial" na escola.

Quando o caso de Levy chegou ao Tribunal de Apelação no ano passado, o tribunal da Filadélfia decidiu a favor dela. A corte disse que a decisão de 1969 não deu aos funcionários da escola a autoridade para disciplinar os alunos por coisas que eles dizem fora do campus.

Levy disse à agência de notícias Associated Press: "Estou apenas tentando provar que jovens estudantes e adultos como eu não devem ser punidos por expressar seus próprios sentimentos e deixar que os outros saibam como se sentem".

O que a escola diz?

Após a decisão do Tribunal de Apelação no ano passado, o distrito escolar pediu à Suprema Corte para assumir o caso.

A escola argumenta que geralmente adota punições contra os alunos por causa da manifestações que acontecem fora do campus — e que nos últimos tempos isso se tornou ainda mais importante, pois o ensino remoto devido à pandemia de Covid-19 alterou os limites do que é considerado fora e dentro da escola.

A escola também diz que, como a postagem no Snapchat de Levy foi enviada para seus amigos da escola e outras líderes de torcida, ela afetou diretamente a comunidade escolar.

A direção argumenta que uma decisão a favor da adolescente tornaria mais difícil para as escolas policiarem o bullying, o racismo e o assédio que ocorrem fora do horário escolar nas redes sociais.

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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Polícia 'atualiza' vírus Emotet com programa de desinstalação após desmantelar operação de hackers

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Programa foi acionado para remover arquivos do vírus e desligar código malicioso que já estava sob o controle das autoridades.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 26 de abril de 2021 às 15h25m

  *.- Post.N. -\- 4.014 -.*  

Policiais usaram função de vírus que baixa programas para agendar sua própria desinstalação. — Foto: linusb4/Freeimages.com
Policiais usaram função de vírus que baixa programas para agendar sua própria desinstalação. — Foto: linusb4/Freeimages.com

Um programa desenvolvido pela polícia alemã foi acionado neste domingo (25) para desinstalar o vírus Emotet dos computadores em que ele ainda estava ativo.

O programa de desinstalação foi enviado aos sistemas contaminados como uma "atualização" do vírus após as autoridades assumirem o controle da infraestrutura do Emotet, em janeiro.

A ativação do código foi agendada para o dia 25 de abril para que as autoridades, usuários e empresas tivessem mais tempo para coletar provas da atuação da praga digital.

No entanto, como a infraestrutura já estava sendo controlada pela polícia, os sistemas contaminados não recebiam novos comandos dos criminosos.

De acordo com a análise de especialistas, o programa de desinstalação apaga arquivos e configurações do Emotet para que o vírus não seja mais executado nos computadores.

Embora a operação que tirou a infraestrutura do Emotet da mão dos criminosos tenha contado com a cooperação de autoridades de vários países, a criação do programa foi de responsabilidade da polícia alemã.

Antes de ser desarticulado, o Emotet funcionava como uma "rede zumbi de aluguel". Ou seja, os criminosos vendiam o acesso aos computadores contaminados para outras gangues realizarem suas fraudes.

Um dos programas instalados pelo Emotet era o Trickbot, que por sua vez era responsável pela instalação do vírus de resgate Ryuk.

Em janeiro, a polícia também prendeu dois indivíduos encarregados de manter os servidores do Emotet no ar. As autoridades ainda buscam os verdadeiros responsáveis pela operação.

Polícias atuando contra hackers

As ações policiais contra hackers vêm atingindo diretamente os usuários vitimados pelos invasores: computadores estão sendo descontaminados e dados compartilhados com empresas alimentam ferramentas para restabelecer os sistemas.

Em 2015, a polícia holandesa iniciou uma cooperação com a fabricante de antivírus russa Kaspersky, compartilhando dados apreendidos que a empresa usaria para criar ferramentas capazes de recuperar arquivos.

O projeto se expandiu e se tornou a iniciativa "No More Ransom", contando com várias outras empresas do ramo e com a Europol.

Já o FBI recentemente revelou que obteve autorização da Justiça para utilizar os canais de comando deixados por hackers e desinstalar as ferramentas sem aviso prévio.

O Emotet, por sua vez, exigiu o desenvolvimento de uma ferramenta personalizada pela polícia, que foi ativamente distribuído como uma "atualização".

Por ser uma rede zumbi de aluguel, a capacidade de baixar e executar qualquer programa definido pelo sistema de controle é essencial para que o Emotet cumpra sua função. Os policiais puderam se aproveitar disso para distribuir o software de desinstalação.

O programa, porém, não poderá remover outros vírus baixados pelo Emotet antes da ação da polícia em janeiro.

Enquanto a colaboração com empresas privadas para a criação de ferramentas não causa polêmica, casos como este ainda são tratados como excepcionalidades, já que "obrigam" os sistemas contaminados a executar um software criado pela polícia.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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sábado, 24 de abril de 2021

Aplicativo de transporte Cabify anuncia que deixará o Brasil em 14 de junho

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Companhia revelou saída do país pelas redes sociais. Falta de rentabilidade e "grave crise sanitária do país" foram apontados como motivos para os fim das operações.
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Por G1

Postado em 24 de bril de 2021 às 10h00m

  *.- Post.N. -\- 4.013 -.*  

Aplicativo de transportes Cabify — Foto: André Paixão/G1
Aplicativo de transportes Cabify — Foto: André Paixão/G1

O aplicativo de transporte Cabify anunciou nesta sexta-feira (23) pelas redes sociais que irá encerrar suas operações no Brasil a partir do dia 14 de junho.

O app funcionava nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo.

Em comunicado enviado ao G1, a empresa disse "tem um forte compromisso com a rentabilidade" e, por isso, tomou a decisão de encerrar o serviço no país.

A Cabify também disse que o mercado brasileiro ainda é afetado pela "grave situação sanitária do país e pela crise sócio-econômica local causada pela Covid", o que dificulta a "criação de valor".

Alguns usuários receberam um e-mail com um aviso, dizendo que ainda será possível fazer corridas até a data de encerramento.

Continua ativa em outros países

Na mensagem, a companhia diz que continuará "disponível em outras cidades da América Latina e na Espanha", onde a empresa foi fundada.

"Todas as cidades da América Latina e da Espanha onde Cabify está presente mostram bons índices de recuperação em comparação com o nível de atividade anterior à pandemia e, em média, a demanda global de viagens da Cabify se recuperou em 75% até o final de 2020", disse a empresa.

O aplicativo chegou ao Brasil em junho de 2016. Em 2017, o grupo Maxi Mobility, dona do Cabify, comprou a plataforma brasileira Easy Taxi, que dois anos depois foi incorporada ao app espanhol.

Veja como funcionam as 'barreiras' contra Covid dentro dos carros

Taxistas e motoristas de aplicativo usam placas como barreira contra a Covid-19
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