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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Maioria das empresas que sofrem ataques ransomware paga resgate para obter dados de volta, aponta pesquisa

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Negociar com os criminosos não é uma boa prática para impedir esse tipo de sequestro digital, aponta especialista em segurança.
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Por g1

Postado em 18 de maio de 2022 às 15h55m

Post. N. - 4.348

Levantamento aponta que 75% das empresas vítimas desse tipo de crime digital aceitam pagar resgates — Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels
Levantamento aponta que 75% das empresas vítimas desse tipo de crime digital aceitam pagar resgates — Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels

O crescimento dos ataques virtuais por ransomware tem colocado empresas em um dilema: até que ponto negociar com os criminosos. De acordo com uma pesquisa recente, mais de 75% das empresas vítimas desse tipo de crime digital aceitam pagar resgates para encerrar as atividades de hackers e recuperar o acesso aos dados.

Em 24% dos casos de sequestros digitais, mesmo com o pagamento, as companhias não conseguem recuperar as informações perdidas. Os dados estão presentes em um relatório global da empresa de segurança Veeam.

Para o levantamento, a Veeam contratou uma empresa independente de pesquisas, que entrevistou 1.000 líderes da área de tecnologia de marcas que foram vítimas de ataques de ransomware pelo menos uma vez nos últimos 12 meses.

Os entrevistados representaram organizações de todos os tamanhos de 16 países diferentes na Ásia, Europa, Oriente Médio e na América.

Ransomware é um tipo de vírus que sequestra o conteúdo do computador da vítima e cobra um valor pelo resgate. No caso de empresas, os hackers podem exigir milhões para devolver o controle s.

VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsõesVÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões

No Brasil, suspeita-se que a técnica criminosa tenha sido usada no ataque ao site do ConecteSUS e a página do Ministério da Saúde, em dezembro de 2021. Um grupo de hackers afirmou ter "copiado e excluído" 50 TB de dados internos do ministério.

No entanto, não há informações sobre pedido de resgate ou o pagamento por parte do governo brasileiro. O sistema ConecteSUS ficou fora do ar por 13 dias.

'Pagar criminosos não é estratégia'

“O ransomware democratizou o roubo de dados e exige a colaboração de organizações em todos os setores para maximizar sua capacidade de remediar e recuperar sem pagar o resgate”, afirma o diretor de tecnologia da Veeam, Danny Allan.

Segundo o executivo existe uma “narrativa” de que as empresas são impotentes frente aos ataques de criminosos. E incentiva os hackers a continuarem invadindo organizações de diversos tipos.

“Pagar a cibercriminosos para restaurar dados não é uma estratégia de proteção de dados. Não há garantia da recuperação, os riscos de danos à reputação e perda de confiança do cliente são altos”, explica o diretor de tecnologia da Veeam, Danny Allan.

Segundo o relatório da Veeam, na maioria dos casos, os criminosos obtêm acesso aos dados de empresas por meio de links maliciosos ou sites "não seguros" que são visitados por seus colaboradores.

Depois de acessar o ambiente corporativo, os invasores aproveitaram vulnerabilidades conhecidas, incluindo sistemas operacionais e servidores de banco de dados para apagar os backups, que são as cópias de segurança de informações vitais de uma empresa.

O levantamento aponta que 72% das organizações tiveram ataques parciais ou completos em seus repositórios de backup - o que impacta na capacidade da vítima de recuperar dados sem pagar o resgate.

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terça-feira, 17 de maio de 2022

Disparo em massa no WhatsApp: eleitores recebem mensagens a favor de pré-candidato ao Governo do Paraná; contas são banidas

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Telefones paranaenses receberam vídeo com conteúdo do pré-candidato do PSDB, Cesar Silvestri Filho. Assessoria do político afirmou que ele não é responsável pelo disparo em massa.
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Por Wesley Bischoff, g1 PR — Maringá

Postado em 17 de maio de 2022 às 14h30m

Post. N. - 4.347

Usuários do WhatsApp no Paraná receberam mensagens com conteúdo eleitoral — Foto: Divulgação
Usuários do WhatsApp no Paraná receberam mensagens com conteúdo eleitoral — Foto: Divulgação

O WhatsApp baniu ao menos duas contas de usuários que dispararam mensagens em massa para eleitores do Paraná, a favor do pré-candidato ao governo do estado Cesar Silvestri Filho (PSDB). A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pelo g1, nesta terça-feira (17).

A prática de envios de mensagens em massa com conteúdo eleitoral sem consentimento do destinatário é considerada ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O WhatsApp afirma que a prática fere os termos da plataforma e que usuários podem fazer denúncias.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, dois telefones de São Paulo e do Rio de Janeiro enviaram um vídeo para eleitores paranaenses com uma peça publicitária que foi produzida pelo PSDB para inserções no rádio e na televisão.

O vídeo tem 30 segundos e mostrava imagens do atual governador Ratinho Junior (PSD), do ex-governador Roberto Requião (PT) e do pré-candidato Cesar Silvestre Filho, que se apresenta como opção para a terceira via.

As mensagens foram enviadas por telefones que tinham a bandeira do Paraná como foto de perfil.

Ao g1, a assessoria de imprensa de Cesar Silvestre Filho afirmou que não é responsável pelo disparo das mensagens e que não tem conhecimento sobre os responsáveis pelos dispositivos.

Sobre o tema, a reportagem também procurou a Procuradoria Regional Eleitoral, do Ministério Público Federal (MPF), e aguarda retorno.

Cesar Silvestri Filho é ex-prefeito de Guarapuava — Foto: Reprodução/RPC
Cesar Silvestri Filho é ex-prefeito de Guarapuava — Foto: Reprodução/RPC

O que diz o WhatsApp

O WhatsApp confirmou que as contas que dispararam as mensagens foram banidas do sistema, assim como outras que foram identificadas com comportamento semelhante.

A empresa disse que a prática fere os Termos de Serviço da plataforma. Usuários também reportar condutas inapropriadas por meio da ferramenta "denunciar contato", disponível dentro das conversas.

"Em breve, também será possível denunciar tais contas suspeitas por disparos em massa diretamente na plataforma de denúncias desenvolvida em parceria entre WhatsApp e TSE, conforme recente anúncio com a Justiça Eleitoral", afirmou em nota.

O WhatsApp não informou quantos usuários receberam o conteúdo das contas banidas.

Resolução do TSE

Uma resolução publicada pelo TSE, no fim de 2021, proíbe o disparo em massa de conteúdo eleitoral por meio de aplicativos de mensagem de texto, sem consentimento prévio do destinatário.

Segundo o TSE, a prática pode ser considerada abuso de poder econômico e propaganda irregular, podendo resultar na impugnação do registro da candidatura e na inelegibilidade.

Além disso, o autor dos disparos em massa pode receber uma multa de até R$ 30 mil.

A decisão foi tomada depois de um julgamento do TSE de uma ação contra a chapa Bolsonaro-Mourão sobre denúncia do uso de empresas contratadas por empresários ligados à campanha de Jair Bolsonaro (PL), que usaram esses serviços para atacar adversários na campanha presidencial de 2018.

A Corte rejeitou caçar a chapa, mas reconheceu que os disparos em massa aconteceram.

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Instagram apresenta instabilidade nesta segunda

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Usuários relataram erros nos stories e na aba 'Explorar' durante a tarde. Rede social afirmou que houve problema técnico e pediu desculpas.
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Por g1

Postado em 16 de maio de 2022 às 17h10m

Post. N. - 4.346

Ícone do Instagram. — Foto: REUTERS/Thomas White
Ícone do Instagram. — Foto: REUTERS/Thomas White

Alguns usuários no Brasil encontraram dificuldades para acessar os stories do Instagram nesta segunda-feira (16). O problema foi normalizado por volta das 16h, de acordo com a ferramenta Downdetector.

Em nota, a rede social informou que um problema técnico fez com que algumas pessoas tivessem dificuldade para ver os stories e acessar o Explorar no Instagram. "Resolvemos o problema e pedimos desculpas por qualquer inconveniente”, afirmou a plataforma.

O site, que reúne relatos de instabilidade, registrou um pico de reclamações por volta das 15h (horário de Brasília) com mais de 610 notificações de instabilidade. Por volta das 16h, a ferramenta registrava menos de 30 reclamações.

Na versão do Downdetector para os Estados Unidos, houve um pico de 3.500 reclamações relacionadas à rede social.

No Twitter, o Instagram ficou entre os termos mais comentados, com mais de 31 mil tuítes sobre o assunto

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