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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

ChatGPT brasileiro? Criado há quase 20 anos, Robô Ed já foi sensação na internet e responde perguntas sobre vários assuntos

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Tecnologia, que ainda está no ar, foi lançada por programa ligado à Petrobras em 2004. Apesar de ser mais simples e limitado que o ChatGPT, Robô Ed também foi elaborado com base na inteligência artificial.
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Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

Postado em 13 de fevereiro de 2023 às 07h00m

Post. N. - 4.556

Interface antiga do Robô Ed — Foto: InBot/Divulgação
Interface antiga do Robô Ed — Foto: InBot/Divulgação

Sucesso recente na internet, o robô-conversador ChatGPT tem chamado a atenção pela rapidez e quantidade de funções para produção de conteúdo. Mas há quase 20 anos, uma ferramenta semelhante foi lançada no Brasil e virou sensação na internet: o Robô Ed. Apesar de já ter sido um hit nas redes sociais, o robô brasileiro é bem mais simples e limitado que o ChatGPT.

O Robô Ed foi lançado no dia 20 de outubro de 2004 pelo Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), ligado à Petrobras. A ideia foi trazer uma ferramenta educacional sobre energia e meio ambiente. Ele continua ativo até os dias de hoje.

Assim como o ChatGPT, o Robô Ed foi criado a partir de inteligência artificial. O principal objetivo da ferramenta é falar sobre assuntos voltados ao uso racional da energia. No entanto, o Robô Ed responde perguntas sobre diversos temas, incluindo ciência e tecnologia.

Alguns anos após ser criado, o Robô Ed ganhou repercussão nas redes sociais por usuários que tentavam irritá-lo. Nem sempre o robô conseguia fugir de perguntas controversas, mas geralmente ele pedia educadamente para mudar de assunto e sugeria falar sobre energia renovável.

O g1 revisitou o Robô Ed para testar como a ferramenta está funcionando hoje em dia. Ao contrário do ChatGPT, ele não consegue criar resumos ou escrever textos longos. No entanto, o robô conversa com o usuário como se fosse um chat:

  • g1: Robô Ed, você me conta uma piada?
  • Robô Ed: Não sei contar piadas. Conte você!
  • g1: Então me conta uma história?
  • Robô Ed: Ah, vou contar como surgiu o petróleo.

A partir daí, o robô contou curiosidades sobre o petróleo e sugeriu perguntas sobre curiosidades a respeito do tema. Ele contou, por exemplo, que as jazidas de petróleo mais novas têm cerca de 10 milhões de anos, enquanto as mais antigas podem chegar a 400 milhões de anos.

"Posso falar mais sobre a formação do petróleo?", disse depois de contar a história.

Quando perguntamos o que cada uma das tecnologias pode fazer, o ChatGPT apresentou um grande leque de funções. Por outro lado, o Robô Ed focou no objetivo educacional. Veja o que cada um disse:

Robô Ed

"Minha especialidade é o uso eficiente da energia, mas também sei outras coisas. Tem muita coisa que você pode fazer. Por exemplo, não deixar a torneira pingando. Ou apagar a luz ao sair. Assim você economiza energia!"

"Embora minha especialidade seja o uso racional da energia, posso falar de várias coisas. Por exemplo, de coisas do mar: nomes de mares e de peixes, vida marinha, profundidade dos oceanos e até sobre o aproveitamento das marés."

ChatGPT

"Eu sou o modelo de linguagem ChatGPT treinado pela OpenAI. Tenho habilidades avançadas em compreender e gerar texto natural em vários tópicos, incluindo história, ciência, tecnologia, entre outros. Eu posso responder perguntas, ajudar com traduções, gerar texto baseado em um prompt e muito mais."

"Além disso, estou sempre aprendendo e evoluindo com novos dados e atualizações de treinamento. Tentarei responder a qualquer pergunta ou tarefa dentro da minha capacidade e conhecimento."

O que um fala do outro?

Tanto o Robô Ed quanto o ChatGPT dizem saber da existência um do outro. Veja a seguir o que cada um falou quando perguntado se conhecia "o colega".

Robô Ed

  • g1: Você conhece o ChatGPT?
  • Robô Ed: Conheci pela Internet! Não entendo muito deste assunto, mas conheço outros: história, geografia, oceanografia, física, matemática, português... Além de energia e meio ambiente, claaaro.
ChatGPT

  • g1: Você conhece o Robô Ed?
  • ChatGPT: Sim, conheço o Robô Ed. O Robô Ed é uma ferramenta de resposta automatizada que utiliza tecnologia de processamento de linguagem natural para responder a perguntas e fornecer informações. É uma tecnologia semelhante à que eu, o ChatGPT, foi treinado. O objetivo do Robô Ed é fornecer informações precisas e úteis rapidamente, ajudando as pessoas a encontrar as respostas que procuram sem precisar esperar por uma resposta humana.

ChatGPT: como usar o robô no dia a diaChatGPT: como usar o robô no dia a dia

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domingo, 12 de fevereiro de 2023

'TikTok de textão': conheça o app que é aposta do brasileiro que criou o Instagram

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App promete entregar feed de notícias e textos personalizado com inteligência artificial de acordo com os interesses do usuário.
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Por g1

Postado em 12 de fevereiro de 2023 às 13h00m

Post. N. - 4.555

“Artifact”, novo aplicativo de texto em desenvolvimento  — Foto: Reprodução/ Artifact
“Artifact”, novo aplicativo de texto em desenvolvimento — Foto: Reprodução/ Artifact

Um feed de notícias e textos selecionados por inteligência artificial de acordo com os interesses do usuário é a proposta do Artifact, novo aplicativo em desenvolvimento, que surge em meio à hegemonia dos vídeos curtos nas redes sociais.

O brasileiro Mike Krieger e o norte-americano Kevin Systrom, criadores do Instagram, deixaram a empresa em 2018, seis anos após ser vendida por US$ 1 bi para o Facebook (hoje, Meta).

"Mike Krieger e eu estamos de volta com o Artifact", disse Systrom em post publicado no fim de janeiro no Twitter. Durante o anúncio, ele aproveitou para convidar os usuários para se inscrever e participar da comunidade.

Como é o app?

Para entender de forma mais simples, podemos fazer uma analogia que o app pretende ser uma espécie de TikTok para texto e se parece com o Google Reader, aposentado em 2013.

Diante da disseminação de fake news, o "Artifact" se propõe em oferecer uma curadoria de fontes e processo de verificação de fatos, com objetivo de oferecer notícias e informações de qualidade. Segundo os criadores, a plataforma também irá remover postagens de conteúdo falso e enganoso.

Brasileiro Mike Krieger, um dos criadores do Instagram  — Foto: Reprodução/Instagram
Brasileiro Mike Krieger, um dos criadores do Instagram — Foto: Reprodução/Instagram

Como irá funcionar?

  • Ao abrir o aplicativo, o usuário poderá fazer a seleção dos artigos que mais tenha interesse.
  • No feed terá artigos selecionados de editoriais que vão desde grandes jornais até textos de blogs.
  • Depois o próprio Artifact vai selecionar conteúdos semelhantes, que podem ser da preferência do usuário.
  • O app foi inspirado no comportamento dos algoritmos do TikTok ao criar recomendações de conteúdo personalizadas aos usuários, mesmo que vindas de contas que não são seguidas por eles. Esse algoritmo será um dos principais diferenciais do app, de acordo com os criadores.
  • Também será possível, em breve, seguir outras pessoas e interagir com elas por meio de comentários e mensagens diretas.
  • O que representa o nome? O nome vem da junção das palavras “articles” e “facts” - artigos e fatos, em inglês - o que revela as intenções dos idealizadores do projeto.
Testes já começaram?

O aplicativo ainda não está com lançamento público e os interessados precisam deixar o número de telefone para poder ser convidado. Por enquanto, também tem fila de espera para usuários norte-americanos.

Na página do site oficial tem um aviso que o app está em um “teste beta privado”. Algumas pessoas já conseguiram o acesso e reagiram nas redes sociais.

"Primeiras impressões: interface do usuário limpa e intuitiva. O feed corresponde com precisão aos meus tópicos iniciais escolhidos, preenchidos com publicações populares que já leio regularmente", escreveu um dos usuários.

A editora da "NBC News" Sally Shin também comemorou o teste feito no app ao notar que o artigo foi selecionado para o feed:

Como posso me inscrever?

Pelo site oficial. O app pode ser encontrado nas lojas de aplicativos dos sistemas operacionais iOS e Android.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Neuralink, de Elon Musk, pode ter transportado patógenos ilegalmente, dizem defensores dos animais

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Documento afirma que registros que o grupo obteve mostram casos de patógenos, que podem ter sido transportados sem medidas de contenção adequadas.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 10 de fevereiro de 2023 às 08h00m

Post. N. - 4.554

Logotipo da Neuralink e Elon Musk  — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Logotipo da Neuralink e Elon Musk — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

Uma organização de bem-estar animal disse nesta quinta-feira (9) que planeja pedir a uma agência do governo dos Estados Unidos para investigar a Neuralink, empresa de implantes cerebrais de Elon Musk, sobre suspeita de que, segundo o grupo, a companhia tenha transportado ilegalmente patógenos perigosos.

O Comitê de Médicos para Medicina Responsável (PCRM) disse em uma carta ao Departamento de Transportes dos EUA, que obteve emails e outros documentos que sugerem embalagens e movimentações inseguras de implantes removidos de cérebros de macacos.

Esses equipamentos podem ter transmitido doenças infecciosas, violando a lei federal norte-americana, disse o PCRM.

A carta afirma que registros que o grupo obteve mostram casos de patógenos, como estafilococos resistentes a antibióticos e vírus da herpes tipo B, que podem ter sido transportados sem medidas de contenção adequadas.

Os incidentes que envolveram possíveis violações dos regulamentos de transporte de materiais perigosos aconteceram em 2019, quando a Neuralink contou com a Universidade da Califórnia para ajudar a realizar seus experimentos com primatas, de acordo com os documentos citados pelo comitê.

Embora a parceria da Neuralink com a UC tenha terminado em 2020, o PCRM disse que a empresa continua a empregar o neurocirurgião que supervisionou os experimentos e outros funcionários envolvidos também podem ainda estar empregados.

Representantes da Neuralink, incluindo Musk, e do Departamento de Transportes não comentaram o assunto. Um porta-voz da UC disse apenas que a universidade cumpre todos os regulamentos de risco biológico e de segurança de laboratório.

O PCRM, que se opõe ao uso de animais em pesquisas médicas, não identificou nenhum dano como resultado desses incidentes, mas disse que as ações da Neuralink "podem representar um risco sério e contínuo à saúde pública".

O grupo disse que também encontrou casos que parecem descrever funcionários da UC pedindo treinamento imediato de risco biológico para funcionários da Neuralink após incidentes que causaram preocupações de contaminação.

Em uma ocasião, em abril de 2019, um funcionário escreveu em um email afirmando que o centro de primatas da universidade está “em risco” de “hardware contaminado por macacos”.

“Esta é uma exposição para qualquer um que entre em contato com o hardware explantado contaminado e estamos fazendo um grande alarde sobre isso porque estamos preocupados com a segurança humana”, escreveu o funcionário, cujo nome foi retirado dos registros.

Durante sua parceria com a UC Davis, a Neuralink ficou frustrada com o "ritmo lento" dos testes em primatas, disseram funcionários e ex-funcionários da empresa à Reuters, e desde então construiu extensas instalações internas de testes em animais.

A empresa, no entanto, perdeu os prazos estabelecidos por Musk para iniciar testes em humanos. A pressão sobre a equipe de pesquisadores para progredir contribuiu para erros que afetaram alguns experimentos, informou.

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