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Aplicativo foi multado em R$ 82 milhões por ter permitido a criação de contas de até 1,4 milhão de crianças britânicas com menos de 13 anos, o que viola as suas próprias regras. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por RFI Postado em 06 de abril de 2023 às 16h30m Post. N. - 4.593
Aplicativo chinês TikTok — Foto: Michael Dwyer/ AP
O aplicativo chinês TikTokfoi multado nesta terça-feira (4) pela agência de regulação digital do Reino Unido
(ICO) em 12,7 milhões de libras esterlinas (o equivalente a R$ 82
milhões) por falhar em proteger a privacidade de crianças menores de 13
anos, além do uso “ilegal” de dados pessoais.
A agência reguladora britânica condenou o aplicativo por ter permitido a
criação de contas de até 1,4 milhão de crianças com menos de 13 anos
apenas no Reino Unido, algo que viola as próprias regras da rede social.
A agência considerou que os dados dessas crianças foram capturados e
tratados pelo aplicativo sem o consentimento de seus responsáveis.
A investigação da ICO revelou que oTikTok não implementou mecanismos adequados de verificação “para identificar e
anular as contas criadas por crianças” abaixo da idade mínima exigida
pela plataforma, apesar da preocupação ter sido apontada por diretores
em discussões internas da empresa, detalha o comunicado.
"Há leis no Reino Unidopara garantir a segurança de nossas crianças no ambiente virtual e o TikToknão as respeitou, comentou o comissário britânico da informação, John Edwards.
A punição acontece em meio a uma onda de proibições do uso do aplicativo chinês
por governos devido à falta de transparência no uso dos dados dos
usuários. Os governos temem que as informações sejam compartilhadas com
as autoridades chinesas.
O procurador-geral Mark Dreyfus disse que a decisão segue o conselho
das agências de inteligência do país e será implementada "assim que
possível".
Com mais de um bilhão de inscritos no mundo, especialistas em segurança
cibernética alertam que o aplicativo coleta dados em massa de seus
usuários, com pouca transparência sobre sua estocagem. Essas informações
podem ser potencialmente compartilhadas com o governo chinês.
A China
criticou a proibição da Austrália, como já havia feito com os outros
países, e afirmou que a medida é discriminatória em relação às empresas
chinesas.
"Pedimos às autoridades australianas que respeitem as normas da
economia de mercado e os princípios da concorrência leal, além de
proporcionar às empresas chinesas um ambiente comercial justo,
transparente e não discriminatório", declarou Mao Ning, porta-voz do
Ministério das Relações Exteriores.
Empresa deverá pagar R$ 1,5 mil à vítima que teve identidade usada por criminosos para aplicação de golpes. G1 tenta contato com Facebook. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 DF 05/04/2023 06h26 Atualizado há 2 horas Postado em 05 de abril de 2023 às 08h30m Post. N. - 4.592
Pessoa usa WhatsApp em celular — Foto: Divulgação
A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal condenou o Facebook Serviços Online do Brasil a indenizar um usuário que teve o WhatsAppfraudado para aplicação de golpes. Segundo a sentença por danos morais, a empresa deverá pagar R$ 1,5 milà vítima.
A decisão, em segunda instância, é da última sexta-feira (31) e foi
divulgada pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios nesta terça (4). De acordo com a sentença, com a identidade da vítima, os criminosos mandaram mensagens para todo Brasil em agosto de 2021.
"Os
estelionatários, de posse dos dados pessoais, ofereciam cartões de
crédito a diversas pessoas com finalidade de obter vantagem ilícita, em
detrimento da sua imagem e reputação", diz o processo.
O g1tenta
contato com o Facebook, que administra o WhatsApp. A Justiça considerou
que houve "falha na prestação de serviço", já que ficou "constatada a
fragilidade da segurança da empresa".
Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger
Segundo a decisão, a indenização por danos morais é justificada porque
um terceiro conseguiu utilizar o aplicativo vinculado ao número da
vítima, para enviar mensagens falsas em massa para números de todo
Brasil.
"A
fraude operada acarreta indignação e angústia que fogem aos meros
aborrecimentos do cotidiano, sobretudo diante do descuido com os dados
da parte autora, cujo sigilo violado causou-lhe também prejuízos à sua
imagem e honra", diz a decisão.
Especialistas definem os dois aplicativos de rede social como 'irmãos gêmeos separados no nascimento' — mas não são idênticos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 04/04/2023 15h11 Atualizado há 57 minutos Postado em 04 de abril de 2023 às 16h10m Post. N. - 4.591
Aplicativo chinês TikTok — Foto: Getty Images via BBC
Estamos no verão de 2016 no hemisfério norte, e uma revolução está se formando nos escritórios da ByteDance na China.
Um grupo de desenvolvedores, liderado pelo empresário Zhang Yiming,
está finalizando um aplicativo com o qual espera conquistar o incipiente
mercado de plataformas de vídeos curtos.
O tão esperado lançamento acontece em setembro.
Eles decidem chamar o aplicativo de Douyin e, em menos de um ano, ele alcança mais de 100 milhões de usuários.
O nome não soa familiar?
Douyin é a versão do TikTok usada na China, seu "irmão gêmeo". A ByteDance decidiu lançar o aplicativo com o nome de TikTok no Ocidente.
Só o TikTok
já foi baixado mais de 3,5 bilhões de vezes, impulsionado por um
algoritmo habilidoso que nos prende irremediavelmente à tela, gerando
preocupações.
A ferramenta coleta muitas informações: sua idade, localização, dispositivo e até seu ritmo de digitação.
Não é de se espantar que tenha levantado suspeitas por parte de vários
governos, especialmente pelos supostos vínculos da empresa com o Partido
Comunista chinês e as denúncias de que o mesmo usa o TikTok para espionagem e "lavagem cerebral".
Essas preocupações são agravadas pelo que está acontecendo com a versão chinesa do TikTok,
o Douyin, um aplicativo fortemente censurado e, segundo várias
reportagens, desenvolvido para incentivar a viralização de material
didático e não conflituoso.
Mas o que mais sabemos sobre o Douyin? E como ele se diferencia do TikTok?
Como surgiu o Douyin
O Douyin domina o mercado de aplicativos de vídeos curtos na China.
"No final de 2022, tinha 730 milhões de usuários", diz Zizheng Yu,
professor de publicidade e marketing da Universidade de Greenwich, no Reino Unido.
Como Yu explica em artigo publicado no site de notícias acadêmicas The Conversation, Douyin e TikTok são essencialmente o mesmo aplicativo, ambos permitindo que seus usuários criem, compartilhem e assistam a vídeos curtos.
O logotipo de ambas as ferramentas é o mesmo, e elas compartilham a mesma empresa-controladora, a ByteDance.
O Douyin e o TikTok foram desenvolvidos durante a gestão de Zhang
Yiming como CEO da ByteDance, um dos desenvolvedores de aplicativos mais
poderosos do mundo — Foto: Getty Images via BBC
Quando foi lançado em 2016, o Douyin logo se destacou com conteúdo novo e bem-humorado.
Brincadeiras simples como a sincronização labial — também conhecida
como lip sync — enquanto a música do momento tocava se espalharam
rapidamente.
Então vieram os desafios virais, e houve um crescimento meteórico na popularidade do aplicativo.
"No início, era para os jovens compartilharem e assistirem a vídeos de
música curtos. Agora se expandiu, e vários estilos surgiram, como vídeos
de média e longa duração", explica Nara Bi, do Nanjing Marketing Group,
na China, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
"A plataforma oferece uma ampla variedade de categorias, incluindo
entretenimento, notícias, comentários, gastronomia, animais de
estimação, saúde e conteúdo educacional", acrescenta.
Conteúdos que, por sua vez, também se popularizaram no TikTok nos últimos anos.
Ao estilo dos aplicativos chineses mais populares com vários recursos,
como é o caso do WeChat, o Douyin permite entrega de comida e
recomendações de restaurantes locais, por exemplo - um leque de
possibilidades que o TikTok não oferece no momento.
'Dois gêmeos separados no nascimento'
Em seu livro TikTok Boom, o jornalista britânico Chris Stokel-Walker cita um grupo de acadêmicos para definir a relação entre o TikTok e sua versão chinesa, o Douyin.
"Eles são como duas plataformas gêmeas separadas no nascimento,
desenvolvidas sob o mesmo teto, mas implementadas em dois contextos
muito diferentes."
Nara Bi cita algumas das particularidades que levaram ao lançamento do TikTok para os mercados internacionais.
"Cada país tem políticas e regulamentos diferentes, especialmente a China,
com mecanismos regulatórios únicos. Também há algumas restrições para
usuários chineses quando acessam sites estrangeiros", diz ela à BBC.
A transmissão ao vivo está disponível no Douyin desde o lançamento do
aplicativo, algo que o TikTok só implementaria anos depois — Foto: Getty
Images via BBC
"Portanto, o Douyin é exclusivo da China, enquanto o TikTok é para países estrangeiros", acrescenta a especialista em marketing.
O TikTok
foi lançado logo após o Douyin, em 2017, se popularizando primeiro em
outros mercados asiáticos, como Japão, Tailândia, Vietnã e Índia.
O Tenba Group, uma agência especializada em marketing digital chinês,
explica que "por ter duas plataformas separadas, a ByteDance pode
permitir mais conteúdo gerado por usuários no TikTok e cumprir com as restrições exigidas no Douyin".
Navegar em ambos os aplicativos é praticamente a mesma experiência:
layouts idênticos e menus simples que facilitam a criação, reprodução e
localização de vídeos.
Mas há várias diferenças.
A primeira é que são aplicativos diferentes. Em outras palavras, abrir uma conta no TikTok não é o mesmo que abrir uma conta no Douyin.
Quando eles foram lançados, a transmissão ao vivo estava mais estabelecida na China do que no Ocidente. Por isso, desde o início, o Douyin incentivou lives entre seus usuários. O TikTok só disponibilizaria essa função com a chegada dos lockdowns impostos pela pandemia de Covid-19.
Da mesma forma, as doações para criadores de conteúdo no Douyin são tradicionalmente mais comuns do que no TikTok.
Outra diferença fundamental é onde os dados são armazenados. Com o TikTok
ou qualquer outra rede social, a maioria de nós assume seu uso por meio
de um acordo nada secreto: oferecemos informações pessoais em troca de
entretenimento.
A possibilidade de os donos do TikTok
compartilharem os dados coletados com o governo chinês é uma das
principais preocupações que o aplicativo gera entre usuários e governos,
sobretudo no Ocidente.
Uma das peculiaridades do Douyin em relação ao TikTok é sua
multifuncionalidade, incluindo a possibilidade de fazer compras
diretamente no aplicativo — Foto: Getty Images via BBC
Mas essa relação entre o TikTok e a China não foi comprovada. Supostamente, os dados do TikTok são armazenados fora do gigante asiático.
Nos Estados Unidos, por exemplo, as informações se encontram em uma
base de dados no estado da Virgínia com backup em Cingapura.
O Douyin, por outro lado, armazena seus dados na China.
"Da mesma forma, o Douyin segue as leis chinesas de proteção de dados, enquanto o TikTok cumpre as regulamentações de outros países", explica Bi.
O Tenba Group também destaca a diferença de idade dos usuários.
"Os (usuários) do Douyin continuam sendo jovens, mas um pouco mais velhos do que os do TikTok. É por isso que o Douyin oferece mais conteúdo sobre estilo de vida, dicas de negócios e até vídeos de autoridades locais."
As hashtags e tendências do TikTok também variam de acordo com a localização e as diferenças culturais.
Voltando à multifuncionalidade do Douyin, as agências de marketing
digital destacam tudo o que pode ser feito no aplicativo, além de
publicar e interagir com vídeos como no TikTok.
Por exemplo, desde 2021, o Tenba Group diz que os usuários podem
comprar produtos diretamente em lojas nativas ou até mesmo em
transmissões ao vivo.
"O comércio eletrônico está se tornando cada vez mais popular dentro do
Douyin, você pode até mesmo reservar hotéis e fazer tours em
restaurantes", afirma.
Censura e controle de idade
O Tenba Group destaca a maior presença de vídeos educativos e voltados para negócios no Douyin, enquanto observa que o TikTok é mais focado em música e dança, "provavelmente devido ao público um pouco mais jovem".
Neste sentido, o Douyin também parece ser afetado pela forte censura que existe em todas as redes sociais na China,
com um exército de policiais na internet que apaga conteúdos críticos
ao governo ou que possam incitar instabilidade política.
Em 2019, enquanto o TikTok
começava sua grande ascensão internacional, a conta da usuária Feroza
Aziz foi suspensa após ela falar sobre o tratamento dado por Pequim aos muçulmanos uigures da Província de Xinjiang.
Em 2019, a criadora de conteúdo Feroza Aziz foi censurada no TikTok
após publicar um vídeo sobre a situação dos muçulmanos uigures na China —
Foto: Reprodução/ BBC
A decisão gerou fortes críticas, e o TikTok se desculpou e restabeleceu a conta.
Desde então, não parece ter havido muitos outros casos de censura, além
de certas decisões controversas de moderação de conteúdo comuns em
todas as plataformas.
Os pesquisadores do Citizen Lab realizaram uma comparação entre o TikTok e o Douyin e concluíram que o TikTok não aplica a mesma censura política que sua versão chinesa.
No entanto, os usuários relataram um fenômeno conhecido como "shadow
banning", uma espécie de censura encoberta que faz com que alguns
conteúdos tenham menos impacto e sejam menos promovidos pela plataforma.
Dois aplicativos na mira
Ambas as plataformas enfrentam críticas de usuários, instituições e meios de comunicação.
"O Douyin foi criticado por material vulgar, enquanto o TikTok foi criticado por questões de privacidade, suposta censura e disseminação de desinformação", diz Bi à BBC.
A especialista observa que o Douyin tem sido criticado na China
por prejudicar os jovens com um algoritmo que apresenta continuamente
conteúdos que interessam a eles, em vez de conteúdos que sejam bons para
eles.
“Isso pode deixar os usuários presos em uma câmera, expostos a um
alcance limitado de ideias e perspectivas. Eles podem se tornar mais
suscetíveis à influência do conteúdo que veem e perder a capacidade de
pensar criticamente”, avalia Bi.
O TikTok e o Douyin foram criticados, entre outras questões, pela suposta censura de conteúdo — Foto: Getty Images via BBC
Essas críticas levaram o Douyin a habilitar uma seção na aba "Descobrir" que tampouco vemos no TikTok.
Chama-se zheng nengliang, que pode ser traduzida como "energia
positiva", e exibe vídeos promovendo o Partido Comunista chinês e seus
ideais sociais, segundo conta Stokel-Walker em seu livro sobre o TikTok.
"Acadêmicos e analistas chamaram isso de 'tática de sobrevivência',
aplacando políticos que poderiam fechar o negócio por capricho (...)
Isso mostrou como, apesar do mesmo mecanismo que roda os dois
aplicativos, havia diferenças fundamentais entre eles em termos de
ambientes operacionais muito distintos", escreveu Stokel-Walker.
As preocupações em relação ao nível de dependência que a plataforma
pode gerar em menores de idade também tem sido alvo frequente de
críticas.
Em 2019, o Douyin limitou o uso do "modo adolescente" a 40 minutos por dia — e acessível apenas entre 6h e 22h. Depois, em 2021, esse modo adolescente se tornou obrigatório para usuários menores de 14 anos.
Esses tipos de medidas demoraram um pouco mais para chegar ao TikTok.
Só no início de março deste ano que a plataforma anunciou que
implementaria um limite padrão de 60 minutos por dia para usuários
menores de 18 anos.
Além disso, menores de 13 anos precisariam de um código inserido pelos pais para usar o aplicativo por mais 30 minutos.
Não está completamente claro, no entanto, como é viável cumprir essas limitações.