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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

First Mile: o que se sabe sobre o software espião usado pela Abin

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Tecnologia de empresa israelense monitorou irregularmente a localização de celulares de políticos, policiais, jornalistas e até mesmo juízes, segundo a investigação da PF. Sistema é israelense e empresa por trás não apresenta informações sobre ele em seu site.
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Por g1

Postado em 20 de outubro de 2023 às 16h15m

Post. N. - 4.749

Abin, Agência Brasileira de Inteligência — Foto: Jornal Nacional
Abin, Agência Brasileira de Inteligência — Foto: Jornal Nacional

O caso do rastreamento irregular de celulares sem autorização judicial pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) fez a Polícia Federal deflagrar uma operação nesta sexta-feira (20).

O uso da tecnologia de espionagem, chamada de First Mile e desenvolvida pela empresa israelense Cognyte (ex-Verint), foi revelado em março, pelo jornal O Globo.

A investigação da PF apontou que o software comprado pelo governo usava de GPS para monitorar irregularmente a localização de celulares de servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e até mesmo juízes.

Naquele momento, quando a denúncia do uso do sistema veio à tona, a Abin confirmou ao g1 que utilizou a tecnologia. O programa foi comprado no fim do governo Temer, a poucos dias da posse de Jair Bolsonaro, e usado até parte do terceiro ano do seu mandato.

"A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) informa que o contrato 567/2018, de caráter sigiloso, teve início em 26 de dezembro de 2018 e foi encerrado em 8 de maio de 2021. A solução tecnológica em questão não está mais em uso na ABIN desde então", afirmou.

Apuração da TV Globo e da GloboNews descobriu que, segundo investigadores, há indícios de que o uso do First Mile se intensificou nos últimos anos do governo Bolsonaro.

Em nota após a operação da PF, nesta sexta, a Abin disse que instaurou procedimento para apurar o caso e que todas as solicitações da PF e do STF foram atendidas integralmente (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).

O que se sabe sobre o First Mile

Desde março, o g1 tenta contato com representantes da Cognyte, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Em seu site, a empresa, que diz ser "líder de mercado em software de análise investigativa", não apresenta informações do First Mile.

Em maio de 2019, a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) atestou que a empresa Suntech é a representante e "desenvolvedora do VERINT First Mile – Geolocalização Celular Remota" no Brasil (veja aqui). A Abin não informou se adquiriu o software com a Suntech. O g1 também não conseguiu contato com a representante.

Até aqui, as informações sobre o software dão conta de que:

  • o First Mile permitia o monitoramento de até 10 mil donos de celulares a cada 12 meses. Bastava digitar o número do contato telefônico desejado no programa, de acordo com O Globo. A tecnologia localizava aparelhos que utilizam as redes 2G, 3G e 4G.
  • Segundo a Data Privacy Brasil, além de identificar a localização aproximada dos dispositivos, o sistema era capaz de gerar alertas sobre a rotina de movimentação dos alvos de interesse.
  • Reportagem da revista "Forbes", de dezembro de 2020, que denunciava empresas israelenses que capturam dados de localização de pessoas em vários países, disse que a Cognyte/Verint comercializa todo tipo de ferramenta de espionagem. A partir do número de telefone da pessoa, uma das tecnologias vendidas poderia localizar o indivíduo por meio de torres de celular próximas.
  • A "Forbes" apontou que, para isso, segundo fontes anônimas, a Cognyte/Verint explora o sistema de vendas de anúncios online.
O que diz a Abin

Leia na íntegra a nota da Abin sobre a operação da PF realizada nesta sexta-feira (20):

"A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) informa que, em 23 de fevereiro de 2023, a Corregedoria-Geral da ABIN concluiu Correição Extraordinária para verificar a regularidade do uso de sistema de geolocalização adquirido pelo órgão em dezembro de 2018.

A partir das conclusões dessa correição, foi instaurada sindicância investigativa em 21 de março de 2023. Desde então, as informações apuradas nessa sindicância interna vêm sendo repassadas pela ABIN para os órgãos competentes, como Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal.

Todas as requisições da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal foram integralmente atendidas pela ABIN. A Agência colaborou com as autoridades competentes desde o início das apurações.

A ABIN vem cumprindo as decisões judiciais, incluindo as expedidas na manhã desta sexta-feira (20). Foram afastados cautelarmente os servidores investigados.

A Agência reitera que a ferramenta deixou de ser utilizada em maio de 2021. A atual gestão e os servidores da ABIN reafirmam o compromisso com a legalidade e o Estado Democrático de Direito."

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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

WhatsApp começa a liberar login sem autenticação por SMS no Android; veja como usar

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Aplicativo passa a permitir entrada pela chave de acesso (passkeys), que substitui autenticação de dois fatores por SMS pela biometria facial, impressão digital ou senha (PIN) do celular. Ainda não há data de disponibilidade para iPhone.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 18 de outubro de 2023 às 13h25m

Post. N. - 4.748

Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos  — Foto: AP Photo/Patrick Sison
Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos — Foto: AP Photo/Patrick Sison

O WhatsApp anunciou que donos de celulares Android já podem fazer login no aplicativo sem precisar digitar códigos recebidos por SMS. Isso é possível porque a empresa adotou o sistema de chave de acesso (ou "passkeys", em inglês).

O recurso substitui a autenticação de dois fatores por SMS e usa reconhecimento facial, impressão digital ou código de segurança do seu telefone para que você tenha acesso ao seu WhatsApp.

Ao g1, a Meta, dona do WhatsApp, disse que a função está "sendo disponibilizada gradualmente para todos os usuários de Android nas próximas semanas e meses". Ainda não há uma data de disponibilidade para quem usa iPhone (iOS).

Como criar uma chave de acesso no WhatsApp

Segundo a empresa, para configurar uma passkey, o celular precisa estar com o sistema operacional Android 9 ou posterior. Além disso, é precisa ter uma conta Google vinculada, ter a configuração da tela de bloqueio ativada e a versão mais recente do Google Play Store instalada. Veja como configurar:

  • Abra o WhatsApp e toque nos três pontinho no topo do aplicativo;
  • Em seguida, vá em "Configurações", "Chaves de acesso" e, então, "Criar uma chave de acesso";
  • Toque em "Continuar" e ative a sua chave.
O que é chave de acesso (passkey)

A chave de acesso é uma tecnologia que permite fazer logins em sites e aplicativos sem precisar informar o nome de usuário e a senha. Ela usa a impressão digital, biometria facial ou PIN (senha numérica do celular) para liberar sua entrada na conta.

A passkey uma alternativa mais fácil e segura. Isso porque a pessoa não precisa se preocupar em memorizar e gerenciar várias senhas de inúmeras plataformas disponíveis, além de eliminar a autenticação por SMS, que não é segura.

Segundo o Google, "depois que uma chave de acesso é criada, o usuário pode alternar facilmente para um novo dispositivo e usá-lo imediatamente, sem precisar se registrar novamente (ao contrário da autenticação biométrica tradicional, que exige a configuração em cada aparelho)".

De acordo com o gerenciador de senhas 1Password, Google, Adobe, Uber, Nintendo, Nvidia, OnlyFans, PayPal, TikTok e Amazon, entre outras empresas, já estão com as chaves de acesso disponíveis.

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terça-feira, 17 de outubro de 2023

Windows tem atalhos 'secretos' que abrem Word, Excel, Outlook e até LinkedIn; conheça

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No computador, ao apertar cinco teclas ao mesmo tempo, você consegue abrir vários programas da Microsoft. Veja 9 comandos pouco conhecidos.
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Por g1

Postado em 17 de outubro de 2023 às 07h10m

Post. N. - 4.747

Como abrir o Microsoft Teams, Excel, Outlook (e até o LinkedIn) no teclado do Windows — Foto: Unsplash/Hal Gatewood
Como abrir o Microsoft Teams, Excel, Outlook (e até o LinkedIn) no teclado do Windows — Foto: Unsplash/Hal Gatewood

O teclado do Windows "esconde" muitas funções que nem todo mundo conhece. Por exemplo, sabia que é possível abrir o Word, Excel, Outlook, PowerPoint e até o LinkedIn só apertando 5 teclas ao mesmo tempo no seu computador?

Tudo bem que, no caso do LinkedIn, é mais rápido e prático digitar o endereço da rede social no navegador, mas essa opção do teclado acaba sendo uma alternativa (embora curiosa).

⌨️ Como abrir apps da Microsoft pelo teclado

O g1 testou todas essas ações e apertar cinco teclas ao mesmo tempo exige uma certa "habilidade nos dedos", já que, para dar certo, você precisa acionar todas elas ao mesmo tempo.

Mas boa parte delas está agrupada no canto inferior esquerdo do teclado, o que já facilita. Confira abaixo todos os comandos:

  • Word: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + W
  • Excel: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + X
  • PowerPoint: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + P
  • Outlook: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + O
  • LinkedIn: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + L
  • Teams: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + T
  • OneDrive: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + D
  • OneNote: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + N
  • Yammer: CTRL + SHIFT + ALT + WIN + Y

Caso você não tenha um desses programas instalados no seu computador, os comandos acima vão abrir os serviços da Microsoft no navegador, por meio do site office.com.

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