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sábado, 11 de novembro de 2023

6,4 milhões de casas do país não têm acesso à internet, diz IBGE

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Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios sobre tecnologia de 2022, divulgada nesta quinta-feira (9).
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Por g1

Postado em 11 de novembro de 2023 às 17h30m

Post. N. - 4.761

6,4 milhões de casas do país não têm acesso à internet, diz IBGE. — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
6,4 milhões de casas do país não têm acesso à internet, diz IBGE. — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Em 2022, 6,4 milhões de domicílios do país não utilizavam a internet, mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), divulgada nesta quinta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os motivos foram:

  • nenhum morador sabia usar a Internet (32,1%);
  • serviço de acesso à internet era caro (28,8%);
  • falta de necessidade em acessar à rede (25,6%);
  • serviço de acesso à Internet não estava disponível (5,4%);
  • equipamento para acessar a Internet era caro (3,9%);
  • falta de tempo (1,1%);
  • preocupação com segurança (0,6%)
  • e outro motivo (2,6%).

Por outro lado, a internet é utilizada na maior parte das casas brasileiras. Em 2022, 68,9 milhões de domicílios (91,5%) tinham acesso à rede, o que representou uma alta de 1,5 ponto percentual em relação a 2021.

Segundo o IBGE, essa taxa de crescimento vem desacelerando na medida em que o país se aproxima da universalização. Além disso, o instituto destaca que a expansão tem sido mais rápida nas áreas rurais.

A banda larga tem sido o principal tipo de conexão à internet nos domicílios, variando entre 99,7% e 99,9%- entre 2016 e 2022.

Em 2021, a proporção de domicílios com banda larga móvel se reduziu, voltando a subir em 2022. Já a adoção da banda larga fixa cresceu ao longo de toda a série, superando a banda larga móvel em 2021 e 2022.

O menor percentual de domicílios com banda larga móvel estava no Nordeste (65,3%), enquanto as demais regiões superaram os 80%, com o Sudeste liderando (88,7%).

Mais idosos usando a internet

A pesquisa mostrou ainda que a proporção de pessoas com 10 anos ou mais de idade que utilizaram a Internet no país passou de 84,7% em 2021, para 87,2% em 2022.

A alta também ocorreu entre a terceira idade. O percentual de pessoas com 60 anos ou mais que utilizam a Internet subiu de 24,7% em 2016 para 62,1% em 2022.

O equipamento mais utilizado para se conectar foi o celular (98,9%), seguindo pela TV (47,5%).

Uso por região

A região com maior percentual de usuários da internet é o Centro-Oeste, influenciado pelo Distrito Federal, que tem a maior proporção (96,6%) de usuários entre as 27 Unidades da Federação (UFs).

As regiões Norte (82,4%) e Nordeste (83,2%) permaneceram com os menores resultados, mesmo apresentando as maiores expansões entre 2021 e 2022.

Na área rural, o percentual era menor, mas vem crescendo: começou em 33,9% em 2016, passou para 67,5% em 2021 e atingiu 72,7%, em 2022.

Streaming de vídeo está em 43,4% das casas

Entre os domicílios com televisão, 43,4% (ou 31,1 milhões) utilizavam algum serviço pago de streaming de vídeo.

Entre os domicílios com esse serviço, 95,3% também acessavam canais de televisão, sendo 93,1% na TV aberta e 41,5% com TV por assinatura.

Apenas 4,7% dos domicílios com acesso pago a streaming de vídeo não tinham TV aberta ou por assinatura.

Isso mostra que o streaming ainda está longe de substituir as modalidades mais tradicionais de TV, explica Leonardo Quesada, analista da pesquisa.

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Do 'crush' ao crime: veja dicas para se proteger do 'golpe do amor' usado para sequestrar e roubar vítimas

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Segundo o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), crime é classificado como estelionato. Na quinta-feira (9), em São Paulo, um homem foi forçado a compartilhar as senhas das contas bancárias a criminosos após marcar um encontro com uma mulher que ele conheceu no Tinder.
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Por g1

Postado em 11 de novembro de 2023 às 12h15m

Post. N. - 4.760

Entre as estratégias dos criminosos, estão atrair as vítimas para bairros isolados logo após os contatos no aplicativo de paquera — Foto: Priscilla Du Preez via Unsplash
Entre as estratégias dos criminosos, estão atrair as vítimas para bairros isolados logo após os contatos no aplicativo de paquera — Foto: Priscilla Du Preez via Unsplash

Você já usou algum aplicativo de relacionamento para marcar um encontro com um "crush" - termo usado para descrever sentimentos por alguém - virtual? Se sim a resposta for sim, é melhor tomar cuidado. Plataformas digitais como Tinder, Bumble e Happn têm sido usadas por criminosos para atrair novas vítimas.

Na quinta-feira (9), na Zona Leste de São Paulo, um homem de 52 anos foi sequestrado e roubado ao se encontrar pela terceira vez com uma mulher que ele conheceu pela internet.

O homem foi abordado pelos criminosos enquanto aguardava a mulher na Cidade Tiradentes, dentro de um carro de aplicativo. Ele havia solicitado a corrida para buscá-la e, depois, ir a um shopping.

Em depoimento à Polícia Civil, a vítima disse que foi levada por três homens para uma rua escura, onde foi forçada a desbloquear o celular e informar as senhas dos aplicativos bancários e do cartão.

Esse tipo de crime não acontece de forma isolada. Em São Paulo, entre janeiro até março deste ano, a Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), unidade especializada em sequestro da Polícia Civil paulista, registrou 18 casos de "golpe do Tinder".

Entre as ocorrências, 14 foram esclarecidas e resultaram na prisão de 56 suspeitos. Em 2022, foram 115 casos durante todo ano.

Diante desta onda de crimes de estelionatos, o g1 reuniu dicas sobre o que fazer durante o uso dos apps para evitar cair em armadilhas dos "golpistas do amor".

As informações foram obtidas com o delegado da Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas e especialistas em segurança digital.

Essas "dicas de ouro" não garantem 100% a proteção, mas são os filtros básicos que podem evitar muita coisa ruim, segundo presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, Hiago Kin.

Não compartilhe informações pessoais com a outra pessoa: evite falar se mora sozinho, se tem carro, se a família é de outro estado, o endereço de trabalho ou em que dias você vai à academia.

🤥 Verifique se o perfil do crush é fake: criminosos muitas vezes acabam utilizando fotos que geralmente pertencem a outra pessoa; veja abaixo como fazer uma análise após o match:

🎭 Observe se há sinais que podem indicar manipulação da imagem: bordas ou sombras irregulares e resolução baixa são indícios de montagem ou retirada de fotos de outros perfis.

🔎 Pesquise pelo nome que aparece no perfil: utilize buscadores e outras redes sociais para ver quais informações aparecem sobre o crush e se a foto corresponde com as imagens que foram apresentadas pela pessoa.

🖼️ Cadastro sem foto ou com imagens disponíveis em bancos: isso aumenta a chance de ser um perfil enganoso.

🧐 Faça uma pesquisa reversa: é possível utilizar a busca de imagens do Google. Para isso, clique no botão de câmera. Arraste ou envie o arquivo de uma imagem que desejar pesquisar, por upload ou link, e o buscador exibirá resultados iguais ou semelhantes. Desse modo, será possível verificar se a foto é original ou tem outras versões distintas, além de saber quem mais já divulgou o conteúdo.

Pesquise qualquer imagem com o Google Lens — Foto: Reprodução/ Google
Pesquise qualquer imagem com o Google Lens — Foto: Reprodução/ Google

📱 Cuidado na elaboração do seu perfil: levando em consideração que os golpistas acabam explorando detalhes como sobrenome ou local de trabalho para manipular as vítimas ou cometer crimes, seguem algumas orientações:

  • Utilize o nome abreviado ou apelido;
  • Reduza as informações pessoais como gosto de cachorros ou do RJ para o mundo, pois são características particulares que podem atrair o golpista para o lado sentimental da vítima;
  • Evite colocar informações sobre profissão;
  • Não use fotos que mostram viagens internacionais e ao lado de carros de luxo.

💵 Nunca envie dinheiro ou compartilhe dados bancários: se alguém fizer algum pedido de dinheiro ou números de documentos pelo aplicativo de relacionamento, informe a plataforma de paquera.

📵 Evite convites para conversar em outros apps: prefira manter a conversa pelo aplicativo que iniciou a interação. Então, nada de cair no papo de que "não consigo entrar aqui toda hora ou que "minha assinatura do app está prestes a expirar.

⚠️️Proteja sua conta: escolha uma senha forte e sempre tome cuidado ao fazer login em um computador público ou compartilhado. O Tinder, por exemplo, não envia e-mail solicitando nome e senha. Se receber esse tipo de solicitação, denuncie imediatamente.

🔗 Cuidado para links enviados pelos usuários: é preciso ter atenção para não clicar em qualquer link suspeito. Denuncie se receber spam ou ofertas, incluindo links para sites comerciais ou tentativas de vender produtos ou serviços.

🤝🏻 Uso de confiança para aplicar golpe: evite falar para o crush sobre informações de amigos e familiares. O golpista pode continuar a conversa por semanas para conseguir dados para roubar sua identidade ou de conhecidos, que também podem ser futuras vítimas.

🤳🏻 Videochamada: a Polícia Civil e o Tinder recomendam fazer uma videochamada antes do encontro.

😶 Modo anônimo e dispositivo para bloquear: o Tinder disponibiliza para os usuários premium o "modo anônimo", que permite ocultar totalmente o perfil. Os usuários também podem bloquear um perfil para evitar que ele apareça nas sugestões. A plataforma explica que é uma forma de evitar ver colegas de trabalho e ex-namorados (as).

📍 Escolha do lugar: marque o encontro durante o dia, evite encontros em uma residência, escadarias de shopping ou estacionamento de supermercados. Escolha um local público, movimentado e fora de uma região de risco. Avise colegas e familiares onde será o primeiro date e compartilhe a sua localização.

🚨 Combine uma ligação de emergência: peça para que pessoas de confiança liguem para saber como está a situação. Se ela não conseguir resposta poderá tomar providências ou até mesmo acionar socorro.

Mudanças de planos: se de última hora a pessoa mudar o ponto de encontro, a recomendação é cancelar.

🚘 Não aceite caronas: tenha o controle de como chegar e sair de seu encontro, para poder ir embora quando quiser. Se você estiver dirigindo, é recomendável ter um "plano B", como um aplicativo de transporte ou um amigo para ajudar com uma carona.

Como denunciar

🤬 Se ficar desconfortável, vá embora: se você não sentir em segurança, peça ajuda nas plataformas ou ligue para autoridades policiais (190).

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quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Seu Wi-Fi está seguro? Veja dicas para proteger a internet sem fio de invasores

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Desconhecidos podem usar aplicativos para burlar a proteção ou descobrir a senha para, então, ter acesso à sua rede. Informações pessoais podem ser acessadas pelo Wi-Fi caso a conexão não seja segura.
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Por Murillo Otavio, g1

Postado em 09 de novembro de 2023 às 07h35m

Post. N. - 4.759

Logo do Wi-Fi. — Foto: Divulgação
Logo do Wi-Fi. — Foto: Divulgação

Você sabe como melhorar a segurança do seu Wi-Fi? Não é incomum que pessoas tentem invadir a sua rede sem autorização com aplicativos que roubam a senha ou tentando descobrir a senha caso ela seja frágil.

E até mesmo suas informações pessoais podem ser acessadas pela rede sem fio caso a conexão não seja segura. É o que explica Marcelo Teixeira, professor e pesquisador em segurança da informação e redes de comunicação da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Alphaville).

Por exemplo, acessando o Wi-Fi, é possível monitorar onde você está navegando na internet. Se está pesquisando sobre convênios médicos, por exemplo, informações sobre saúde podem ser usadas para aplicar um golpe.

Além disso, o acesso aos seus dados pessoais e até atividades fraudulentas em seu nome podem ser feitas a partir da conexão à internet.

Por isso, é importante "conhecer as proteções mesmo que seja um usuário sem experiência digital", acrescenta.

Para evitar essas situações, o pesquisador sugere algumas dicas de proteção. Veja abaixo

🔑 Não coloque senhas fracas

Um ponto importante é alterar a senha padrão do roteador. Ela é propositalmente fácil para, num primeiro momento, o dono da rede conseguir alterá-la. Porém, algumas pessoas acabam mantendo essa configuração.

De preferência, crie a sua própria senha seguindo as dicas abaixo:

  • Use letras maiúsculas e minúsculas, além de números e caracteres especiais, como @ e $;
  • Não use a mesma senha que você utiliza em outros lugares;
  • Evite senhas óbvias, como data de aniversário ou seu próprio nome.
Deixe sua rede 'invisível'

Há uma função do roteador chamada Service Set Identifier ("Identificador do Conjunto de Serviços" ou SSID) que, quando ativada, pode deixar a rede "invisível", tornando-a mais segura.

Na prática, esse recurso é o nome da rede, que aparece na lista de conexões disponíveis ao pesquisar pelo computador ou celular, por exemplo.

É possível acionar o "modo invisível" da rede pelo computador ou pelo celular, por exemplo. Com os aparelhos, é possível alterar essas e outras configurações. Veja no manual do seu modelo do roteador para saber como.

Se quiser compartilhar a rede com algum conhecido, basta informar o nome e a senha correta. Não é preciso pesquisar redes disponíveis neste formato.

Neste caso, o nome da rede não vai ser exibido para quem pesquisar o Wi-Fi nas proximidades.

Os equipamentos de roteador têm padrões de criptografia, processo que embaralha dados para dificultar a espionagem, oferecendo, assim, mais proteção.

Nas configurações da conexão Wi-Fi, dê preferência aos protocolos WPA2 ou WPA3. Os dois protegem a conexão sem fio e, ao mesmo tempo, escondem dados e preservam comunicações, além de bloquear aplicativos que tentam invadir o sistema.

Os padrões usam criptografia AES, uma padronização de segurança norte-americana. Esse ajuste, por sua vez, permite uma camada de segurança mais robusta com senhas mais complexas.

🛜 Deixe o roteador atualizado

O roteador tem um sistema operacional de segurança chamado "firmware". Você precisa atualizá-lo manualmente. Para isso, acesse as configurações do aparelho através de um computador ou celular.

A atualização é baixada pela internet. Após obter a versão mais recente no seu aparelho, ative-a manualmente.

As novas versões incluem, geralmente, correções de segurança importantes. Sem esses ajustes, a rede poderá ter brechas e ser acessada por terceiros.

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