Total de visualizações de página

domingo, 5 de maio de 2024

Por que música de nova propaganda da Coreia do Norte viralizou no TikTok

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Uma música elogiando Kim viciou o TikTok – mas especialistas dizem que ela pode estar escondendo algo mais complexo.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 05 de maio de 2024 às 09h35m

Post. N. - 4.874

Quando o ditador da Coreia do Norte lançou o mais recente sucesso de propaganda do seu regime, há duas semanas, nem ele poderia ter previsto que se tornaria um grande sucesso no TikTok.

Friendly Father (Pai Amigável ou Paizinho) se tornou viral na rede social, enquanto usuários da Geração Z dançam ao som da canção de ritmo eletrônico.

A maioria desses usuários ignora o significado da letra, que elogia um homem que ameaçou “aniquilar completamente” os Estados Unidos, violou as sanções da ONU e lançou múltiplos mísseis balísticos.

“Vamos cantar Kim Jong-Un, o grande líder/ Vamos nos orgulhar de Kim Jong-Un, nosso pai amigável”, diz a música.

“Taylor Swift não esperava ser surpreendida logo após lançar seu novo álbum”; “Essa música precisa de um Grammy”, “É tão distópica da maneira mais cativante” – esses são apenas alguns dos comentários delirantes nos vídeos a respeito no TikTok.

Mas a ensolarada música pop esconde algo mais sinistro, dizem os especialistas. É o que vamos destrinchar a seguir.

Kim Jong-un supervisiona testes com "superlançadores" de foguetes na Coreia do Norte

Como criar uma propaganda de sucesso

Friendly Father é apenas a mais recente de uma série de canções de propaganda produzidas pela máquina pop do Estado comunista nos últimos 50 anos.

É enérgica, rápida e perigosamente cativante. Sua batida e gancho não diferem muito dos sucessos pop feitos no Ocidente, embora carregue uma certa qualidade de produção típica da era soviética.

“Nesse caso, a música tem grande influência de Abba. É otimista, não poderia ser mais cativante e um rico conjunto de sequências com sonoridade orquestral não poderia ser mais proeminente”, diz Peter Moody, estudioso sobre a Coreia do Norte na Universidade da Coreia.

Mas, ao se produzir um hit na Coreia do Norte é preciso pensar em mais do que questões comerciais - e buscar formas de penetrar mentes, diz Alexandra Leonzini, acadêmica da Universidade de Cambridge que investiga a história musical da Coreia do Norte.

Não há espaço para frases abstratas ou timings excessivamente complicados. As melodias devem ser simples e acessíveis – algo que as pessoas possam captar facilmente.

A canção também precisa ser afinada em um alcance vocal onde todos possam cantá-la.

Uma captura de tela do videoclipe de Friendly Father, a mais recente canção de propaganda norte-coreana — Foto: Televisão Central Coreana
Uma captura de tela do videoclipe de Friendly Father, a mais recente canção de propaganda norte-coreana — Foto: Televisão Central Coreana

Além disso, o país raramente produz faixas musicais que contenham emoção. “A ideia é que eles querem motivar a nação a lutar por um objetivo comum para o benefício da nação… eles não tendem a produzir músicas como baladas”, diz Leonzini.

Na Coreia do Norte há tolerância zero para as artes ou a criatividade fora do controle estatal. É ilegal que músicos, pintores e escritores produzam obras simplesmente por amor à arte.

“Toda a produção artística na Coreia do Norte deve servir à educação de classe dos cidadãos e, mais especificamente, educá-los sobre a razão pela qual devem ter um sentimento de gratidão, um sentimento de lealdade ao partido”, diz Leonzini.

O governo da Coreia do Norte acredita na “teoria da semente”, acrescenta ela, em que cada obra de arte deve conter uma semente ideológica, uma mensagem que é depois disseminada em massa.

Os norte-coreanos acordam todas as manhãs com canções de propaganda tocadas nas praças da vila, segundo especialistas. As partituras e letras das músicas recém-lançadas são impressas em jornais e revistas; geralmente a população também precisa aprender danças para acompanhar o ritmo, diz Keith Howard, professor emérito de musicologia da Coreia do Norte na Universidade SOAS, de Londres.

As artes criativas são rigidamente controladas na Coreia do Norte – e são vistas como pouco mais do que propaganda — Foto: Getty Images via BBC
As artes criativas são rigidamente controladas na Coreia do Norte – e são vistas como pouco mais do que propaganda — Foto: Getty Images via BBC

Ele visitou o regime várias vezes nas décadas de 1990 e 2000 e lembra em primeira mão os norte-coreanos cantando ao cumprimentar um estrangeiro.

“No momento em que a música é incorporada ao corpo, ela se torna parte da pessoa”, diz Howard sobre os cidadãos norte-coreanos. “Uma boa música ideológica faz isso – ela precisa incorporar a mensagem."

Fora da Coreia do Norte, o mesmo fenômeno pode ser observado de forma mais divertida, talvez, no TikTok: usuários ocidentais brincam que não conseguem parar de ouvir a música.

“Essa música fica presa na minha cabeça 24 horas por dia, 7 dias por semana”, escreveu um usuário.

A popularidade dessa canção também tem feito com que mais pessoas ouçam mais músicas de propaganda do Estado eremita.

“Eu pensei, ‘Oh, isso é interessante’”, diz Matas Kardokas, um usuário britânico que criou vídeos no TikTok com várias músicas de propaganda norte-coreanas.

Um de seus vídeos diz: “Ninguém na cafeteria da moda sabe que estou ouvindo música de propaganda norte-coreana neste momento”. Acumulou mais de 400 mil curtidas, o que o surpreendeu.

“Algo em mim clicou e eu pensei, ‘Ei, estou sentado em uma cafeteria agora ouvindo isso. Não é a coisa mais maluca que você poderia imaginar? Eu deveria fazer um TikTok sobre isso porque não é uma experiência universal'. Ninguém vai se identificar com isso", disse ele.

A ironia não passou despercebida a muitos: numa altura em que o aplicativo de propriedade chinesa pode ser proibido pelos EUA, a propaganda de um regime comunista tomou conta dos usuários.

Lendo nas entrelinhas

No mundo da música ocidental, os fãs estão debruçados sobre o novo álbum de Taylor Swift ou analisando o rap de seis minutos de Kendrick Lamar zombando de Drake.

Mas para os observadores do regime norte-coreano, a faixa de três minutos lançada no mês passado tem suas próprias pistas. O regime tem há muito tempo uma tradição de telegrafar grandes mudanças no país através das suas canções, e a mensagem em Friendly Father deixou alguns alarmados.

Não é a primeira música dedicada a Kim. Mas há uma diferença notável na linguagem e no vocabulário usados.

Pela primeira vez, Kim está sendo tratado como “pai” e “o Grande” – termos anteriormente reservados ao primeiro líder da Coreia do Norte, o seu avô Kim Il-Sung.

Kim fora inicialmente chamado de “Grande Sucessor” quando assumiu o cargo em 2012, após a morte de seu pai, Kim Jong-Il.

No entanto, mais de uma década depois, os analistas pensam que Friendly Father pode ser um sinal de que ele está tentando reforçar a sua imagem como “Líder Supremo” da Coreia do Norte.

Recentemente, ele também substituiu a letra de outra música de propaganda, trocando “nosso pai Kim Il-Sung” por “nosso pai Kim Jong-Un”.

A música pode ser um sinal de sua direção, dizem os especialistas.

Kim se torna cada vez mais hostil e agressivo com o reforço militar do seu regime.

No início deste ano, declarou que o Norte já não procuraria a reunificação com o Sul, que proclamou ser o “inimigo público número um”. Relatórios dizem que Pyongyang demoliu um grande arco que simbolizava a esperança de reunificação com o Sul.

Foi relatado que a remoção aumentou os receios de que a Coreia do Norte assumisse uma postura mais agressiva contra o Sul - enquanto Kim cada vez mais recorre ao aumento do arsenal militar do seu país.

“Uma música é quase como um jornal na Coreia do Norte”, diz Leonzini.

“As canções são usadas para indicar a direção que o Estado está tomando… para sinalizar momentos importantes e desenvolvimentos importantes na política.”

* Reportagem adicional de Rachel Looker, em Washington

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quinta-feira, 2 de maio de 2024

O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha em apps e redes sociais

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Tecnologia permite entrar em várias plataformas on-line sem a necessidade de digitar e-mail e senha. Muitas empresas já oferecem esse método gratuitamente, mas especialistas dizem que a adoção massiva ainda pode demorar.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Darlan Helder, g1

Postado em 02 de maio de 2024 às 07h10m

Post. N. - 4.873

O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha  em apps e redes sociais — Foto: Onur Binay/Unsplash
O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha em apps e redes sociais — Foto: Onur Binay/Unsplash

Imagina fazer login em sites de compras e em redes sociais sem precisar digitar e-mail e senha? Parece coisa do futuro, né? Mas isso já é possível graças às chaves de acesso (ou passkeys, em inglês).

Atualmente, essa tecnologia está disponível gratuitamente, ela promete ser mais segura e pode pôr fim aos logins que conhecemos hoje, segundo especialistas.

Várias empresas, incluindo as gigantes da tecnologia, defendem o uso das chaves de acesso e já começaram a introduzir esse mecanismo em seus serviços. É o caso de Apple, Microsoft, Meta, X (ex-Twitter), PlayStation, Amazon, Nintendo e TikTok, para citar algumas.

O WhatsApp, por exemplo, que é de propriedade da Meta, liberou na última semana o login por chave de acesso no seu app para iPhone. A função já estava disponível para Android desde 2023.

O g1 conversou com um especialista em tecnologia e inovação e com uma profissional especializada em identidades e acessos para entender como as passkeys funcionam, se elas são realmente seguras e se decretarão o fim das senhas.

🔑 O que são chaves de acesso (passkeys)? É uma tecnologia que permite fazer login em sites, aplicativos e redes sociais sem digitar a senha. Em vez disso, você desbloqueia suas contas usando apenas a impressão digital, o reconhecimento facial ou o PIN (código) do seu celular, por exemplo.

Exemplificando: com as passkeys, você pode fazer login no Facebook usando apenas o Face ID (reconhecimento facial) no seu iPhone, sem precisar digitar e-mail e senha. Ou, então, entrar na sua conta do Gmail usando apenas a impressão digital do seu celular Android.

"As pessoas não precisam mais se preocupar em lembrar senhas exclusivas ou em usar identificadores fáceis de adivinhar, como nomes ou aniversários", explica a Amazon, que já oferece esse tipo de credencial.

🤔 Elas vão acabar com as senhas comuns?

As empresas que adotam as chaves de acesso esperam que, em algum momento no futuro, os logins convencionais sejam extintos. O Google, por exemplo, defende que "continuará incentivando a indústria a migrar para essa tecnologia – tornando as senhas uma raridade e, eventualmente, obsoletas".

"Existe uma grande possibilidade, mesmo, porque elas são mais convenientes e há um movimento expressivo para adoção de grandes empresas e aplicativos", diz Micaella Ribeiro, especialista em identidades e acessos da IAM Brasil.

Já para o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, essa mudança massiva é muito pouco provável porque o combo de usuário e senha ainda domina amplamente todos os tipos de sistemas, ou seja, a migração 100% não deve ocorrer tão cedo.

"A senha já está enraizada no dia a dia. Porém, nada impede que no futuro a chave de acesso seja dominante, já que ela envolve métodos mais seguros de autenticação", afirma.

🔐 Mas elas são mais seguras?

Especialistas consultados pelo g1 dizem que sim. Isso porque as chaves de acesso oferecem um nível de segurança maior em razão da sua natureza única e exclusiva.

Ao contrário dos métodos tradicionais de autenticação que dependem de senhas, as chaves de acesso impedem uma variedade de invasões, como ataques de phishing, explica Micaella Ribeiro.

"Elas podem até evitar ataques mais elaborados, como clonagem do chip da vítima, que faz com que a verificação em dois fatores chegue nos dois dispositivos, implicando na possibilidade de o invasor ter acesso à conta de redes sociais, aplicativos diversos e até contas bancárias", diz Micaella.

"A segurança se torna ainda maior quando as passkeys estão combinadas com outros métodos de autenticação, como a de dois fatores, tornando o acesso ainda mais seguro", finaliza Igreja.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quarta-feira, 1 de maio de 2024

TikTok lança curso gratuito que ensina pequeno empreendedor a crescer na plataforma

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Com videoaulas sobre marketing, criação de conteúdo, monetização e mais, projeto é voltado principalmente para moradores de favelas, mas qualquer pessoa pode se inscrever.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 01 de maio de 2024 às 07h05m

Post. N. - 4.872

Paty Toledo é uma das professoras do "Cria que Cria", do TikTok — Foto: Divulgação
Paty Toledo é uma das professoras do "Cria que Cria", do TikTok — Foto: Divulgação

O TikTok está com inscrições abertas para um curso online e gratuito que ensina pequenos empreendedores e criadores de conteúdo a impulsionarem seus negócios por meio das ferramentas da plataforma.

É o “Cria que Cria”, um projeto com 25 mil vagas montado em parceria com a Digital Favela, empresa focada em influenciadores de favela, e realizado pela SoulCode Academy, que promove cursos de tecnologia.

A partir da inscrição no site do programa, o participante tem acesso às 25 horas do curso, com videoaulas sobre marketing, criação de conteúdo, monetização, como identificar seu nicho, como usar o TikTok para divulgação, etc.

Os inscritos poderão assistir às aulas nos dias e horários que desejarem, até o dia 31 de julho. E, apesar de o projeto ter sido criado principalmente para moradores de favelas, qualquer pessoa pode participar.

“O conteúdo do curso é tão democrático, tem uma linguagem tão simples, que a gente acaba falando com todos os pequenos empreendedores”, afirma Carmela Borst, CEO e fundadora da SoulCode Academy.

Desde o lançamento, mais de 19 mil pessoas se inscreveram, segundo a organização. Ao final da experiência, os participantes recebem um certificado de conclusão.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Favela em 2023 apontou que, das quase 18 milhões de pessoas que vivem nessas comunidades no Brasil, 5,2 milhões já empreendem e 6 milhões sonham em empreender.

Paralelamente, 82% dos usuários do TikTok dizem que descobriram uma pequena ou média empresa na plataforma antes de vê-la em outro lugar, mostra uma pesquisa da plataforma conduzida pela InSites Consulting no ano passado.

Assim, a ideia do “Cria que Cria” é atrair empreendedores da favela para o TikTok, para que eles possam aumentar a visibilidade dos seus negócios e serviços, gerando um real impacto econômico, afirma Carolina Bacarat, diretora de marketing do TikTok.

“Então, nosso plano de comunicação está usando veículos locais da favela para divulgar o programa, para convidar as pessoas onde elas estão. E a gente só vai conseguir trazer esse impacto com os nossos parceiros que têm propriedade para falar com esse público”, diz.

Os professores do projeto também são criadores de conteúdo que começaram na favela, explica Carmela, da SoulCode. “Tivemos o cuidado de trazer pessoas diversas que sentem e vivem essa realidade. Então, o empreendedor assiste e se reconhece”, conta.

TikTok 

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----