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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

O que é o Rumble, a rede social que Moraes mandou bloquear no Brasil

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Plataforma é semelhante ao YouTube e passou a ser bastante popular entre conservadores a partir de 2021, após a invasão do Capitólio nos EUA por apoiadores de Trump.
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Por Redação g1

Postado em 21 de Fevereiro de 2.025 às 20h50m

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Rumble é uma plataforma de vídeos semelhante ao YouTube que passou a ser bastante popular entre conservadores nos EUA a partir de 2021 — Foto: Reprodução
Rumble é uma plataforma de vídeos semelhante ao YouTube que passou a ser bastante popular entre conservadores nos EUA a partir de 2021 — Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou bloquear a plataforma de vídeos Rumble no Brasil nesta sexta-feira (21).

Segundo Moraes, a rede social cometeu "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros" e instituiu um "ambiente de total impunidade e 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras".

Na quinta-feira (20), o ministro deu um prazo de 48 horas para a rede social informar quem é seu representante legal no Brasil, com poderes amplos para nomeação de advogados e cumprimento de decisões judiciais.

Não é a primeira vez que a plataforma sai do ar no Brasil. Em 2023, o Rumble desabilitou o acesso de usuários no país, citando ordens judiciais para "remover certos criadores". A rede social voltou a funcionar no Brasil em fevereiro de 2025.

Além disso, na quinta-feira (20), o Rumble apresentou à Justiça dos Estados Unidos uma ação contra Moraes, o acusando de censura e pedindo que as suas ordens para derrubada de contas de usuários não tenha efeito legal nos EUA.

O processo foi aberto em conjunto com o grupo de comunicação Trump Media & Technology Group, do presidente dos EUA, Donald Trump.

Saiba o que é o Rumble, a rede social que processa Alexandre de Moraes nos EUA

O que é o Rumble

É uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual.

Lançada em 2013, a rede social é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias.

A plataforma tem negócios com o grupo de comunicação de Trump e também já recebeu investimentos de pessoas próximas do republicano, inclusive o atual vice-presidente dos EUA, J.D. Vance.

Começo com virais de gatinhos

Uma reportagem do New York Times de 2024 apontou que o Rumble começou como uma plataforma onde circulavam principalmente vídeos virais de gatinhos.

A guinada aconteceu com o episódio da invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, por apoiadores de Trump. Eles queriam impedir a cerimônia de certificação de Joe Biden, que derrotou o republicano nas eleições de 2020. O resultado era contestado por Trump, sem provas.

Por ter usado as redes sociais para incentivar a invasão no 6 de janeiro, Trump acabou suspenso das principais plataformas, após intensa pressão da opinião pública.

Depois disso, e também por conta da pandemia, redes sociais como o então Twitter e o YouTube passaram a reprimir com mais frequência conteúdos que violavam suas regras, e muitos usuários migraram para outras plataformas, como o Rumble — incluindo Trump.

O Rumble, "rapidamente, abraçou seu novo papel como um refúgio de 'liberdade de expressão' — e viu sua avaliação subir para meio bilhão de dólares praticamente da noite para o dia", diz a reportagem do NY Times.

O texto diz ainda que, assim que Trump foi eleito para voltar à presidência neste ano, influencers lotaram a plataforma com a frase "Somos a mídia agora".

Em 2022, o Rumble tentou contratar um dos principais nomes dos conservadores na mídia, Joe Rogan. Com milhões de visualizações por episódio, o podcast do apresentador é um dos maiores do mundo e tem exclusividade com o Spotify.

Durante a pandemia, o Spotify sofreu pressão para punir Rogan por divulgar desinformação sobre a Covid e usar termos racistas no podcast. Foi nessa época que o CEO do Rumble fez uma oferta para o apresentador levar seu programa para a rede de vídeos.

"Caro Joe, nós estamos com você, seus convidados e sua legião de fãs que querem conversas reais", postou Chris Pavlovski.

"Que tal trazer todos os seus programas para o Rumble, tanto os antigos quanto os novos, sem censura, por US$ 100 milhões ao longo de quatro anos?", completou.

Christopher Pavlovski, CEO do Rumble, postou foto na Casa Branca em meados de fevereiro — Foto: Reprodução/Instagram
Christopher Pavlovski, CEO do Rumble, postou foto na Casa Branca em meados de fevereiro — Foto: Reprodução/Instagram

Em outro episódio polêmico, em 2023, a plataforma se negou a atender ao Parlamento britânico e interromper a monetização do canal de Russell Brand. O comediante e ex-marido da cantora Katy Perry estava sendo acusado por quatro mulheres de uma série de agressões sexuais.

Segundo a Reuters, Pavlovski disse que, "embora possa ser politicamente e socialmente mais fácil para o Rumble se juntar a uma multidão da cultura de cancelamento", fazer isso seria uma violação dos valores e da missão da empresa.

Brand se tornou réu neste mês, em Londres.

Envolvimento com Trump e vice

A Rumble e o grupo de comunicação de Trump têm diversos negócios conjuntos.

A Truth Social, rede social que Trump criou em 2022, após ser banido do então Twitter e suspenso do Facebook, do Instagram e do Youtube, na esteira do episódio da invasão do Capitólio, virou anunciante da plataforma de publicidade da Rumble em 2021.

O grupo de Trump e o Rumble também fecharam um acordo de "tecnologia e serviços em nuvem", que incluía vídeo e streaming para a Truth Social.

Ainda segundo a Reuters, o vice-presidente de Trump, J.D. Vance, investiu no Rumble em 2021, o mesmo ano em que Trump entrou na plataforma.

Também em 2021, outro nome ligado a Trump apostou no Rumble: Peter Thiel. Ele, que também foi um primeiros investidores do Facebook, é conhecido com um dos fundadores da empresa que deu origem ao site de pagamentos on-line Paypal.

Thiel é apoiador antigo de Trump e doou dinheiro para suas campanhas em 2016 e 2020. Ele não tem cargo no atual governo, mas sua influência ajudou a emplacar J.D. Vance como vice.

Outros três nomes da gestão do republicano têm ligação com o Thiel e o site de pagamentos, integrando o grupo ficou conhecido como máfia do Paypal. Entre eles está Elon Musk, responsável por um departamento que recomenda corte de gastos ao governo, onde já coleciona polêmicas.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Apple lança iPhone 6E, modelo mais 'barato' da linha; veja preços e detalhes

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Com o lançamento do iPhone 6E, a Apple descontinuou os modelos SE e 14. O novo dispositivo apresenta um design mais próximo dos modelos mais recentes.
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Por Darlan Helder, Marcelo Tuvuca, g1

Postado em 19 de Fevereiro de 2.025 às 13h25m

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Apple lança Iphone 16e — Foto: Apple
Apple lança Iphone 16e — Foto: Apple

A Apple apresentou nesta quarta-feira (19) o iPhone 6E, um modelo mais simples em comparação aos outros da linha, com a promessa de um "preço acessível".

A pré-venda do modelo no Brasil começa no dia 28 de fevereiro com preços a partir de R$ 5.799 (veja todos os preços). A Apple está lançando três versões diferentes, com opções de armazenamento de 128, 256 e 512 GB.

Com o lançamento do iPhone 6E, além de descontinuar o modelo SE, a Apple também retirou de linha o iPhone 14, lançado em 2022.

O iPhone 6E apresentado hoje possui um novo design em comparação ao SE, aproximando-se mais dos modelos mais recentes. Ele tem tela Super Retina XDR de 6,1 polegadas — mesmo tamanho dos iPhones 16.

Apple lança iPhone 16e — Foto: Apple
Apple lança iPhone 16e — Foto: Apple

Ele conta com um notch (entalhe) na parte frontal, que abriga o sensor do Face ID, permitindo o desbloqueio facial. Já o iPhone SE ainda utilizava o Touch ID, com o botão na frente, para o desbloqueio por impressão digital.

Na câmera traseira, o aparelho mantém apenas uma lente, agora com 48 megapixels — um avanço em relação aos 12 MP do SE.

O iPhone SE foi lançado pela primeira vez em 2016 e teve sua última atualização em 2022, quando ganhou conectividade 5G, um conjunto de câmeras melhorado e desempenho quase duas vezes mais rápido que o iPhone 8, de 2017, segundo a própria empresa.

Preços do iPhone 6E no Brasil

Em comparação com o SE de 2022, o iPhone 6E chega ao Brasil com um preço 20% mais alto na versão inicial de 128 GB, e 13% mais caro na versão de 256 GB.

Quando lançado, o SE começava com 64 GB — opção que não está disponível no modelo anunciado hoje. Além disso, a Apple não havia lançado uma versão básica com 512 GB.

  • iPhone 6E (128 GB): R$ 5.799
  • iPhone 6E (256 GB): R$ 6.599
  • iPhone 6E (512 GB): R$ 8.099

iPhone 16 é lançado com novo botão para controlar a câmera; veja preços no Brasil

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

CNJ aprova regras gerais para uso da inteligência artificial na Justiça

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Resolução deixa claro que ferramenta deve ser utilizada de forma auxiliar e complementar. Na prática, a IA não pode ser um instrumento autônomo de tomada de decisões. Texto é aplicável a todas as instâncias da Justiça no país.
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Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

Postado em 18 de Fevereiro de 2.025 às 18h20m

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Inteligência artificial: tecnologia demanda geração colossal de energia elétrica — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Inteligência artificial: tecnologia demanda geração colossal de energia elétrica — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Conselho Nacional de Justiça aprovou, nesta terça-feira (18), a proposta que estabelece como será o uso da inteligência artificial na Justiça brasileira.

O texto traz as normas gerais para que as instâncias da Justiça adotem modelos de inteligência artificial – e será aplicado em todo o Poder Judiciário.

O conjunto de orientações prevê, por exemplo, que a tecnologia tem que ser compatível com os direitos previstos na Constituição.

DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?

Também fixa mecanismos de monitoramento e fiscalização, assim como a necessidade de garantir a segurança jurídica e o respeito aos direitos de privacidade na Lei Geral de Proteção de Dados.

A resolução também deixa claro que o uso da ferramenta deve ser de forma auxiliar e complementar.

Na prática, a IA não pode ser um instrumento autônomo de tomada de decisões – a última palavra é do juiz, que será integralmente responsável pelo que determinar.

A proposta é resultado de um Grupo de Trabalho que funcionou no âmbito do Conselho, liderado pelo conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho.

O grupo teve discussões sobre o tema ao longo de um ano. Realizou, em setembro de 2024, uma audiência pública para debater a questão.

O voto do relator, favorável ao texto, foi apresentado em sessão no último dia 11.

"Talvez o aspecto mais relevante seja uma preocupação muito clara de garantir ao cidadão que ninguém vai ser julgado por robô. A resolução deixa claro o tempo todo a necessidade de supervisão humana", explicou o conselheiro na ocasião.

Bandeira de Mello deu exemplos de possíveis usos da inteligência artificial no trabalho da Justiça:

  • ajuda ao magistrado na formulação de perguntas em audiências de instrução e julgamento de processos;
  • auxílio para detectar possíveis contradições em depoimentos em tempo real;
  • classificação de processos sobre um mesmo tema;
  • organização de argumentos das diferentes partes do processo;
  • alerta para o juiz de que a decisão pode contrariar precedentes já firmados pela Justiça;

"A ideia é não paralisar os tribunais e não deixar de ter uma ferramenta que pode ser essencial para combater um dos maiores problemas de que o Judiciário é acusado, que é a morosidade", explicou o relator.
A resolução segue as seguintes orientações:

  • as instâncias do Judiciário devem adotar modelos de inteligência artificial que sejam compatíveis com a proteção de direitos fundamentais previstos na Constituição;
  • a solução tecnológica escolhida deve prever mecanismos que permitam monitoramento e fiscalização do trabalho realizado;
  • deve ser garantida a segurança jurídica;
  • o uso de dados de processos devem respeitar as regras de privacidade da Lei Geral de Proteção de Dados;
  • os tribunais devem implantar medidas para prevenir que a tecnologia viabilize o surgimento de tendências discriminatórias.

Os modelos de IA adotados pelo Poder Judiciário não podem:

  • impedir a revisão humana dos dados usados e os resultados propostos;
  • fazer juízos de valor de traços da personalidade, características ou comportamentos de pessoas naturais. A ideia é proibir o uso destas informações para tentar avaliar ou prever que um cidadão vai cometer ou será reincidente em crimes. Mais ainda, evitar que isso seja usado para fundamentar decisões judiciais;
  • classificar ou ranquear pessoas naturais, com base no seu comportamento ou situação social ou ainda em atributos da sua personalidade, para a avaliação da validade de seus direitos, méritos judiciais ou testemunhos;

O texto cria também um Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário, que terá 13 integrantes e vai funcionar no âmbito do próprio CNJ.

O Comitê poderá, entre outras atribuições, impedir ou limitar o uso de soluções de IA, considerando os critérios de segurança e risco das aplicações.

CNJ - Conselho Nacional de Justiça

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