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Ação coletiva alega que Facebook e Instagram expuseram menores a conteúdos prejudiciais e usaram algoritmos para mantê-los viciados
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Renju Jose, da Reuters
Postado em 22 de Outubro de 2.025 às 05h00m
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Imagem ilustrativa de logo da Meta • 11/09/2025REUTERS/Dado Ruvic
A ação, apresentada neste mês pelo escritório de advocacia MinterEllison à Corte Federal, a segunda mais alta instância judicial da Austrália, pode ser a primeira no país a responsabilizar as redes sociais por danos causados a seus usuários, especialmente crianças e adolescentes.
O processo coletivo foi movido em nome de oito autores, que alegam ter sofrido danos causados pela Meta quando tinham menos de 18 anos, e buscam indenização.
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“Estamos cientes dessa ação e nos defenderemos vigorosamente”, afirmou um porta-voz da Meta por e-mail.
Em uma ordem de sigilo emitida na segunda-feira (19), o tribunal proibiu a divulgação de qualquer informação que pudesse revelar a identidade dos autores da ação, bem como do conteúdo da petição inicial.
O processo ocorre em meio ao aumento das tensões entre a Austrália e as grandes empresas de tecnologia, após a implementação de uma proibição inédita no mundo ao uso de redes sociais por menores de 16 anos e a apresentação de novas regras propostas que poderiam permitir aos usuários desativar conteúdos determinados por algoritmos em seus feeds.
Em agosto, a Meta concordou em pagar US$ 18 bilhões para encerrar disputas com quase todos os estados dos Estados Unidos e resolver acusações de que a empresa desenvolveu redes sociais para viciar crianças.



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