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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Hackers usaram entrevista de emprego falsa para invadir sistema e roubar US$ 6,3 bi da Binance

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Sistema foi invadido após ser comprometido por uma entrevista de emprego falsa. Segundo a empresa, uma ferramenta interna de IA também foi usada para obter controle sobre carteiras.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 03 de Novembro de 2.026 às 20h50m

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Binance teve US$ 6,3 bilhões em ativos de criptomoedas roubados. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Binance teve US$ 6,3 bilhões em ativos de criptomoedas roubados. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

A Binance afirmou nesta terça-feira (3) que hackers usaram uma falsa entrevista de emprego para comprometer um computador e uma ferramenta interna de inteligência artificial para assumir o controle das carteiras de criptomoedas da empresa.

Em um relatório inicial sobre as falhas que permitiram o ataque, a maior corretora de criptomoedas do mundo detalhou uma ação sofisticada que começou em junho, com um anúncio de uma versão adulterada de uma ferramenta de programação.

A partir daí, uma sequência de violações de segurança culminou no roubo, em 29 de outubro.

FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da
FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da Empresa

 O FBI atribuiu o ataque a um grupo de hackers norte-coreano, acusação rejeitada pela Coreia do Norte.

A Binance informou que está ressarcindo todos os clientes que perderam recursos no ataque.

Segundo a corretora, a invasão começou quando um funcionário da equipe de desenvolvimento de carteiras baixou, em junho, uma ferramenta de inteligência artificial adulterada.

A Binance detectou o problema, substituiu o equipamento e alterou as credenciais de acesso. Mesmo assim, o hacker teve acesso a informações sobre as funções desse funcionário e de outros integrantes da equipe de carteiras.

Em setembro, um segundo engenheiro de software, que procurava um novo emprego, baixou um “repositório de código malicioso” em seu computador após participar de uma entrevista para uma vaga que acreditava ser legítima.

O processo incluiu uma reunião virtual com o CEO de uma empresa fictícia.

Em 20 de outubro, o invasor usou o computador comprometido e uma ferramenta interna de inteligência artificial para assumir o controle do sistema de um desenvolvedor de carteiras e do sistema de um segundo desenvolvedor da mesma equipe.

No dia 29, o hacker usou o computador do segundo desenvolvedor, com credenciais roubadas do primeiro, e executou um script malicioso para iniciar o ataque.

“Isso não deveria ter acontecido, e pedimos desculpas pela preocupação, pelos transtornos e pela incerteza que isso causou aos nossos usuários, parceiros e ao setor como um todo”, afirmou a Binance no relatório.

Após o ataque, a corretora informou que está ampliando os investimentos em detecção com uso de inteligência artificial.

Também afirmou que trabalha na criação de um fundo de pesquisa em segurança e em iniciativas específicas com empresas líderes em IA.

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Justiça proíbe Meta de usar conteúdo jornalístico sem autorização

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Empresa passou a condicionar o uso que os meios de comunicação fazem de suas redes a uma autorização de acesso irrestrito a todo o conteúdo produzido por eles. Meta não vai comentar a decisão.
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Por g1 redação

Postado em 03 de Outubro de 2.026 às 20h15m

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Logo da Meta. — Foto: Daniel Cole/Reuters
Logo da Meta. — Foto: Daniel Cole/Reuters

A Justiça de São Paulo concedeu decisão liminar favorável à Associação Nacional de Jornais (ANJ), à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e à Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) contra a Meta.

A empresa, dona do Facebook, do Instagram, do WhatsApp e do Threads, passou a condicionar o uso que os meios de comunicação fazem de suas redes a uma autorização de acesso irrestrito a todo o conteúdo produzido por eles para o treinamento e a alimentação da sua inteligência artificial.  

As condições permitiriam à empresa utilizar programas automatizados para acessar, copiar, armazenar e analisar reportagens, fotografias, vídeos e publicados pelos sites dos veículos.

A regra foi estabelecida pela Meta em alteração feita pela empresa em seus termos comerciais, com vigência prevista para 20 de novembro. 

De acordo com a decisão, a Meta fica obrigada a manter as contas, as páginas e também as ferramentas dos veículos em pleno funcionamento, sem bloqueios, restrições ou punições pela recusa das condições impostas pela empresa.

A Justiça fixou multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento, limitada a R$ 100 milhões.

"Justifico o valor elevando da multa diária tendo em vista que a ré tem se mostrado especialmente reticente no cumprimento de decisões proferidas em outros autos, escolhendo quando cumprir e quando não cumprir", afirmou o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, na decisão. 
A Meta não vai se manifestar sobre a decisão.

Em um posicionamento conjunto, ANJ, ABERT e ANER disseram que recorreram à Justiça "para proteger os direitos autorais dos veículos associados e impedir o uso de seus conteúdos sem autorização".

As entidades alertaram ainda para o desequilíbrio econômico entre plataformas digitais e empresas responsáveis pela produção de informação jornalística.

"A decisão representa uma vitória inicial das três associações na defesa da propriedade intelectual e da sustentabilidade do jornalismo profissional, essenciais para garantir o acesso da sociedade à informação de qualidade", afirmou as associações na nota.

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