Total de visualizações de página

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rússia bloqueia WhatsApp, Instagram e Facebook, diz jornal

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Aplicativos foram derrubados de diretório controlado pelo governo, segundo o Financial Times. O WhatsApp acusa o governo russo de direcionar usuários para um aplicativo de vigilância estatal.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1

Postado em 11 de Fevereiro de 2.026 às 21h55m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.345     *.# .

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta — Foto: Richard Drew/AP
Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta — Foto: Richard Drew/AP

A Rússia bloqueou o acesso a WhatsApp, Instagram e Facebook, informou nesta quarta-feira (11) o jornal americano Financial Times. Os aplicativos foram removidos de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor, órgão regulador da internet no país.

Na prática, a medida apaga as plataformas da internet russa, tornando praticamente impossível o acesso sem meios alternativos como VPNs.

Na decisão de derrubar o Instagram e o Facebook, também controlados pela Meta, do diretório online, a Rússia classificou os aplicativos como "extremistas". O acesso ao YouTube também foi limitado, mas, de acordo com o Financial Times, não está claro se ele foi derrubado desse diretório.

Ainda segundo a reportagem, o governo russo já tinha adotado outras medidas contra o WhatsApp, mas esta decisão indica que o país pretende manter o aplicativo suspenso por um período maior ou até mesmo de forma permanente.

O WhatsApp afirma ter 100 milhões de usuários na Rússia e classificou o bloqueio como um "retrocesso" que só pode levar menos segurança para a população do país.

"Hoje, o governo russo tentou bloquear completamente o WhatsApp, numa tentativa de direcionar os usuários para um aplicativo de vigilância estatal", afirmou o WhatsApp ao Financial Times.

O posicionamento do WhatsApp faz referência ao Max, aplicativo inspirado no chinês WeChat e que permite trocar mensagens e utilizar serviços de governo.

Ao contrário do WhatsApp, o Max não tem criptografia, o que permitiria a terceiros acessar conversas de seus usuários, informou o Financial Times. A Rússia nega as acusações.

O Max foi criado pela rede social russa VKontakte (VK), mas era pouco conhecido até ser classificado como o "mensageiro nacional". A VK é controlada por aliados do presidente russo Vladimir Putin.

A Rússia também restringiu parcialmente o acesso ao Telegram e impediu as chamadas de voz pelo aplicativo, algo que já tinha acontecido com o WhatsApp.

A medida foi criticada pelo cofundador do Telegram Pavel Durov, que acusou a Rússia de forçar sua população a migrar para o Max.

"Há oito anos, o Irã tentou a mesma estratégia e falhou", disse Durov. "Apesar da proibição, a maioria dos iranianos ainda usa o Telegram, contornando a censura, e o prefere em vez de aplicativos monitorados".

"Restringir a liberdade dos cidadãos nunca é a resposta certa. O Telegram defende a liberdade de expressão e a privacidade, independentemente da pressão".

  1. LEIA TAMBÉM:
  2. Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil
  3. Governo e MPF dizem que X não comprovou que agiu contra imagens eróticas do Grok
  4. Microsoft inaugura dois data centers de IA no Brasil
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------  

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Big techs planejam gastar US$ 600 bilhões na ‘corrida da IA’ em 2026 e deixam investidores apavorados

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Nervosismo cresce enquanto o mercado financeiro avalia um possível exagero que pode prejudicar a rentabilidade das empresas.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 08 de Fevereiro de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.344     *.# .

Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. — Foto: Jeenah Moon/Reuters
Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. — Foto: Jeenah Moon/Reuters

Um pacote de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial, planejado por grandes empresas de tecnologia para 2026, aumentou a preocupação dos investidores. Eles analisam os efeitos sobre a rentabilidade e uma possível ameaça ao futuro das empresas de software.

As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6). Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano. A Meta Platforms caiu 1,31%.

Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%. O índice de referência S&P 500 subiu 1,97%, enquanto o Nasdaq avançou 2,18%, embora ambos tenham encerrado a semana em queda.

“O mercado entende que a aposta na expansão da IA — e a forma como esses ganhos foram antecipados por muitos anos — ficou cara demais”, disse à agência Reuters Andrew Wells, diretor de investimentos da SanJac Alpha, em Houston.

“Não é que essa tese tenha acabado, mas ela ficou cara demais ao antecipar receitas futuras sem considerar adequadamente os riscos. Por isso, trata-se de um movimento de redução de exposição”, acrescentou.

Enquanto isso, as ações de empresas de análise de dados seguiram sob pressão, diante do receio de que novos modelos avançados de IA representem uma ameaça a seus negócios.

A canadense Thomson Reuters, que sofreu uma queda recorde em um único dia no início da semana, recuou 0,64%. Já as ações da RELX, listada em Londres, caíram 4,6% e acumulavam perda de quase 17%, na pior semana desde 2020.

O índice S&P 500 de software e serviços caiu quase 8% na semana e perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 28 de janeiro.

“Manchetes que, no auge do otimismo com a IA, teriam levado as ações a novos recordes agora estão sendo interpretadas com muito mais cautela pelos investidores”, disse à Reuters Carlota Estragues Lopez, estrategista de ações da St. James’s Place, em Londres.

“Não é apenas o retorno sobre o investimento que preocupa, mas também o risco de uma liderança de mercado muito concentrada, restrita a poucas empresas de grande valor de mercado”, acrescentou.

Impacto sobre empresas de análise de dados

Uma forte venda de ações de empresas de software e de análise de dados foi provocada pelo lançamento de um novo plug-in do Claude, modelo de IA da Anthropic.

As ações do London Stock Exchange Group acumularam queda de quase 8% na semana — a segunda consecutiva de perdas expressivas.

A queda das ações mais expostas à inteligência artificial nesta semana pressionou os mercados acionários de forma mais ampla. O índice global da MSCI, que acompanha bolsas ao redor do mundo, recuou 0,14% no período.

A correção foi mais intensa na Índia, onde ações de exportadoras de software caíram mais 2% na sexta-feira, encerrando uma semana que eliminou US$ 22,5 bilhões em valor de mercado.

O nervosismo dos investidores com possíveis mudanças profundas provocadas pela IA coincide com uma tendência crescente de penalizar big techs que sinalizam gastos ainda maiores com a tecnologia.

A controladora do Google, Alphabet, também elevou seus planos de investimento na quinta-feira, o que levou suas ações a cair até 8% em determinado momento, embora tenham fechado o dia estáveis.

“Tanto a Alphabet quanto a Amazon apresentaram desempenho operacional sólido, impulsionado por um crescimento em nuvem acima do esperado", disse à Reuters Aarin Chiekrie, analista de ações da Hargreaves Lansdown.

"Mas isso não foi suficiente para desviar a atenção do mercado de seus planos elevados de investimento”, concluiu.

Drones de guerra, robôs humanoides e disputa EUA x China: confira retrospectiva dos avanços da Inteligência Artificial em 2025
Drones de guerra, robôs humanoides e disputa EUA x China: confira retrospectiva dos avanços da Inteligência Artificial em 2025

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ações da Amazon caem 9% após empresa anunciar investimento de US$ 200 bilhões em IA

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Mercado reage ao tamanho dos investimentos em inteligência artificial e teme que os ganhos não acompanhem o ritmo dos gastos das big techs.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Fevereiro de 2.026 às 13h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
. #.*     Post. - Nº.\  5.343     *.# .

As ações da Amazon caem 9% nesta sexta-feira (6), com os papéis sendo negociados a US$ 202,21, após a empresa anunciar um plano de investir US$ 200 bilhões ao longo do ano.

O volume de recursos previsto reacendeu dúvidas entre investidores sobre se os retornos da inteligência artificial conseguirão acompanhar o ritmo acelerado dos gastos.

O anúncio colocou a Amazon ao lado de outras grandes empresas de tecnologia que projetam forte aumento de despesas em 2025.

Juntas, essas companhias devem direcionar mais de US$ 630 bilhões para data centers e chips voltados à inteligência artificial, um patamar inédito de investimentos no setor.

Embora o mercado já esperasse uma ampliação dos gastos, analistas apontam que a dimensão dos valores surpreendeu.

  • 🔎 A avaliação é que o salto nas despesas levanta incertezas sobre o tempo necessário para que esses investimentos se traduzam em resultados financeiros.

Analistas ouvidos pela Reuters afirmaram que, apesar de o aumento dos investimentos já ser esperado, o tamanho do avanço ficou acima do consenso do mercado.

Segundo eles, a Amazon projeta um crescimento de cerca de 50% nos aportes, o que ampliou as preocupações dos investidores.

Expectativas com a IA

O movimento reacendeu comparações com o início dos anos 2000, quando empresas de tecnologia investiram pesadamente na infraestrutura que ajudou a construir a internet moderna, mas nem sempre conseguiram retorno proporcional ao volume de recursos empregados.

O anúncio da Amazon ocorre em um ambiente de maior instabilidade no mercado, influenciado pelas expectativas em torno da inteligência artificial. Nos últimos dias, ações da Microsoft e da Alphabet também recuaram após a divulgação de seus resultados.

Ao mesmo tempo, novas tecnologias desenvolvidas por startups apoiadas por essas empresas provocaram quedas em ações de companhias de software e intensificaram o debate sobre os impactos da IA no setor.

Desde 28 de janeiro, o índice de software e serviços do S&P 500 perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Para o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mould, o movimento reflete uma saída de investidores de ações em que as boas surpresas se tornaram mais difíceis.

“É mais fácil decepcionar do que muitos imaginam nesse momento do mercado”, disse à Reuters.

Mould também avalia que grandes empresas de computação em nuvem estão mudando seu modelo de negócios.

De acordo com ele, essas companhias deixam estruturas mais leves e passam a operar com volumes maiores de ativos, com os investimentos crescendo mais rapidamente do que as vendas.

Se a queda se mantiver, a Amazon pode perder cerca de US$ 200 bilhões em valor de mercado. A empresa negocia atualmente com um múltiplo preço/lucro de 27,01, acima do registrado pela Microsoft, de 21,62, e próximo ao da Alphabet, de 28,36.

Executivos mantêm defesa dos investimentos

Apesar das dúvidas do mercado, executivos das grandes empresas de tecnologia seguem defendendo os gastos elevados. A aposta é que os ganhos com a inteligência artificial irão superar os custos envolvidos nessa corrida.

Na teleconferência após a divulgação do balanço, o presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, destacou o crescimento de 24% da receita da Amazon Web Services.

O desempenho ficou abaixo do avanço registrado pelo Google Cloud, de 48%, e pelo Azure, da Microsoft, de 39%.

Segundo Jassy, a comparação deve considerar o tamanho da operação. “Como lembrete”, afirmou aos analistas, a AWS tem uma base de negócios maior do que a dos concorrentes, o que torna mais difícil manter taxas elevadas de crescimento.

Parte dos analistas concorda com essa avaliação, mas ressalta que o volume de investimentos reduz a margem para erros. Para a MoffettNathanson, embora haja sinais de demanda, o nível de gastos aumenta os riscos.

“Não acreditamos que eles estariam gastando US$ 200 bilhões no ano fiscal de 2026 sem indícios suficientes de demanda, mas a margem de erro está diminuindo”, afirmaram.

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Logo da Amazon, gigante da tecnologia. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------