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sábado, 9 de maio de 2026

‘Dark patterns’: como big techs usam truques para manipular usuários e influenciar suas escolhas

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Irlanda está investigando Facebook e Instagram por suspeita de uso dos chamados padrões "sombrios" ou "obscuros" para manipular usuários. A internet está repleta dessas armadilhas. Saiba as mais comuns.
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TOPO
Por Thomas Latschan

Postado em 09 de Maio de 2.026 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash
Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash

Enquanto usuários, ainda temos controle sobre quais conteúdos nos são apresentados no Facebook ou no Instagram? Ou somos direcionados deliberadamente a algoritmos personalizados para que eles coletem mais dados sobre nós e aumentem o tempo que passamos nessas plataformas?

Essas são as questões centrais das investigações mais recentes da autoridade irlandesa de fiscalização de mídia contra a Meta, empresa‑mãe de ambas as redes sociais.

A autoridade está examinando se os sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram violam o Artigo 27 da Lei dos Serviços Digitais da UE (DSA, na sigla em inglês), criada para proteger cidadãos do bloco contra práticas desleais na internet.

Segundo a DSA, os usuários devem ter, a qualquer momento, a possibilidade de compreender e modificar os algoritmos de suas redes sociais.

Agora, no entanto, o foco é investigar se Meta usa interfaces manipulativas, conhecidas como "dark patterns" (padrões obscuros), para dificultar desnecessariamente essas opções de escolha.

Caso seja confirmada uma violação do DSA, podem ser aplicadas multas de até 6% do faturamento anual global. No caso da Meta, isso poderia chegar a 20 bilhões de euros (R$ 116 bilhões).

Como funcionam os dark patterns?

Dark patterns são truques específicos de design na internet que têm como objetivo levar os usuários a fazer algo que, na verdade, não querem ou que não é de seu interesse.

Eles exploram, por exemplo, a comodidade das pessoas, a falta de tempo ou o medo de perder algo. Assim, os usuários são induzidos a realizar compras, contratar assinaturas ou divulgar dados pessoais.

No caso atual, a autoridade irlandesa de mídia investiga, por exemplo, se a Meta esconde deliberadamente, em vários submenus, a opção de alternar entre um feed personalizado e um feed puramente cronológico.

Também se analisa se a empresa simplesmente redefine essa configuração após o fechamento do aplicativo, para que os usuários, frustrados, acabem concordando com o feed personalizado apenas para não serem mais incomodados.

Outros exemplos similares

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos — Foto: REUTERS/Nathan Frandino
Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos — Foto: REUTERS/Nathan Frandino

A Meta está longe de ser a única empresa de internet suspeita de usar esse tipo de prática. Interfaces do gênero existem tanto em redes sociais quanto em lojas virtuais, jogos para celular ou outros aplicativos. E praticamente todos nós já devemos ter nos deparado com um ou outro desses exemplos.

Entre os dark patterns mais comuns estão:

  • Confirmshaming: em uma solicitação ao usuário, por exemplo, para autorizar o rastreamento de dados para publicidade personalizada, há duas opções. O botão de consentimento é grande e colorido; o de recusa, pequeno e cinza. Muitas vezes, este último também traz uma rotulagem manipuladora, como "Não, prefiro continuar vendo anúncios irrelevantes", como se a escolha fosse vergonhosa ou inferior.
  • Botões de "não" escondidos: frequentemente existe um botão "sim", enquanto a alternativa leva a "mais opções", obrigando o usuário a se clicar por vários submenus para finalmente selecionar "não". Em alguns casos, opções já vêm previamente marcadas (pre‑ticked boxes), e o usuário precisa desmarcá‑las ativamente.
  • Pressão artificial de tempo: comum em lojas online, com a exibição de cronômetros piscando ou avisos como "Só resta 1 item em estoque!" ou "X pessoas estão vendo este produto agora". Isso cria estresse e incentiva compras rápidas e pouco refletidas.
  • "Nagging" (importunação constante): o usuário é repetidamente incitado a realizar determinada ação, até que concorde apenas para se livrar do aviso irritante. Isso ocorre, por exemplo, em reservas de viagem feitas em várias etapas, nas quais a cada página reaparece a oferta de contratar um seguro adicional ou reservar assento mediante custo extra.
  • Modelo "pague ou aceite" (pay or okay): obriga o usuário a escolher entre pagar para usar um site sem anúncios ou concordar com o processamento de dados para publicidade personalizada. Organizações de defesa do consumidor criticam esse modelo por não oferecer uma escolha realmente equivalente, pressionando os usuários a liberar seus dados, já que a alternativa é paga.
  • "Hotel de baratas": é muito fácil se cadastrar ou assinar um serviço com poucos cliques, mas extremamente difícil cancelá‑lo. As opções de cancelamento ficam escondidas em submenus ou exigem carta escrita ou ligação telefônica. O termo vem de uma armadilha para baratas, na qual os insetos entram facilmente, mas não conseguem sair.

Períodos de teste gratuitos que se convertem automaticamente em assinaturas pagas se não forem cancelados com antecedência. Os custos posteriores costumam ser exibidos de forma muito discreta.

Como se proteger de dark patterns

Com o Digital Services Act, a UE teoricamente proibiu operadores de plataformas online de usar tais práticas. Usuários não podem ser enganados, manipulados ou impedidos de tomar decisões livres por meio do design de um site.

No entanto, os dark patterns frequentemente se movem em uma zona cinzenta jurídica. Não existe uma definição legal única e totalmente clara sobre a partir de quando um design é considerado "manipulativo".

Por isso, a conscientização continua sendo a melhor proteção contra esses truques. Existem inúmeros dark patterns na internet – tantos que organizações de defesa do consumidor e projetos científicos já catalogaram diversos exemplos e tornaram públicos os mecanismos por trás deles.

De modo geral, a Central Alemã de Defesa do Consumidor recomenda agir sempre com cautela na internet, não clicar rapidamente em botões pré‑definidos e verificar cuidadosamente caixas de seleção e carrinhos de compra. Além disso, usuários não devem se deixar pressionar a tomar decisões de compra apressadas nem permitir que sites provoquem sentimentos de culpa.

Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas'
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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Instagram confirma remoção de contas após usuários relatarem perda de seguidores

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Na rede social X, usuários relatam queda no número de seguidores desde quarta-feira (6).
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Por Redação g1

Postado em 07 de Maio de 2.026 às 10h30m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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Ícone do Instagram em um smartphone. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração
Ícone do Instagram em um smartphone. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração

Usuários do Instagram vem relatando perda de seguidores desde quarta-feira (6). Nesta quinta (7), a Meta, dona da rede social, confirmou que desativou contas inativas como parte de um "processo rotineiro".

No X, são vários relatos de pessoas que viram o número de "seguindo" cair consideravelmente. "Instagram bugou de novo? Acordei com menos 200 seguidores 👀", escreveu um usuário. "Perdi 400 seguidores do nada", disse outra.

"Os seguidores ativos não foram afetados, e qualquer conta suspensa que tenha sido restaurada será incluída novamente na contagem após a verificação", afirmou a companhia (leia o comunicado na íntegra ao final da reportagem).

A empresa não informou o motivo da desativação dessas contas. Plataformas digitais, porém, costumam remover perfis inativos periodicamente. O WhatsApp, por exemplo, afirma que apaga contas após 120 dias sem uso.

Em sua central de ajuda, a Meta afirma que a remoção de contas invadidas ajuda a proteger a privacidade do usuário e a "integridade e a segurança dos seus dados e da sua conta".

A empresa diz analisar diferentes sinais para identificar se uma conta está ativa. Entre eles, estão publicações recentes de fotos e o ato de seguir outras contas.

O que diz o Instagram

“Como parte do nosso processo rotineiro de remoção de contas inativas, algumas contas do Instagram podem ter notado atualizações na contagem de seguidores. Os seguidores ativos não foram afetados, e qualquer conta suspensa que tenha sido restaurada será incluída novamente na contagem após a verificação.”

O que acontece com seus dados na internet quando você morre?
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Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs
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Anthropic lança recurso para que IA Claude se aperfeiçoe 'sonhando'

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Empresa também fechou acordo com a SpaceX para ter acesso ao Colossus 1, um enorme supercomputador de inteligência artificial.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 07 de Maio de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Logotipo da IA Claude, da Anthropic. — Foto: Reprodução
Logotipo da IA Claude, da Anthropic. — Foto: Reprodução

A ⁠empresa de inteligência artificial ⁠Anthropic apresentou ⁠nesta quarta-feira (6) um novo recurso para o chatbot Claude, chamado de "dreaming".

Disponível como uma ⁠prévia da pesquisa feita pela companhia, o "dreaming" vem com um software para gerenciar agentes, ou programas de IA que executam tarefas com pouco envolvimento humano.

➡️A proposta da ferramenta é permitir que ela melhore sozinha ao longo do tempo. Segundo a Anthropic, o sistema consegue analisar o trabalho desses agentes entre uma tarefa e outra, identificar padrões e atualizar arquivos com preferências do usuário e outras informações de contexto.

O novo recurso faz parte da estratégia da Anthropic para atrair mais clientes corporativos, impulsionada pelo aumento da popularidade de seu agente de programação.

Na terça-feira, a startup apresentou em Nova York dez agentes de IA voltados para o setor financeiro. Na ocasião, a empresa afirmou que a área de tecnologia é atualmente sua principal fonte de receita empresarial, seguida pelas instituições financeiras.

A Anthropic também anunciou a expansão da disponibilidade de outros recursos, incluindo seu agente de IA capaz de dividir tarefas e repassá-las para outros agentes especializados.

Anthropic fecha acordo com SpaceX

A SpaceX, de Elon Musk, informou nesta quarta-feira (6) que fechou um acordo para dar à Anthropic acesso ao Colossus 1, um enorme supercomputador de inteligência artificial, reunindo duas das empresas mais proeminentes da corrida pela IA.

A Anthropic pretende usar o poder computacional adicional para ampliar a capacidade de atendimento aos assinantes de seus assistentes de IA Claude Pro e Claude Max, informou a SpaceX em uma publicação em seu site.

A Anthropic também demonstrou interesse em trabalhar com a SpaceX no desenvolvimento de múltiplos gigawatts de capacidade computacional orbital para inteligência artificial, acrescentou a empresa de foguetes.

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