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Tecnologia permite que chatbots escolham produtos e façam compras em nome dos consumidores; bancos afirmam que as regras e proteções ainda não acompanharam o avanço da ferramenta. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo Postado em 22 de Setembro de 2.026 às 11h35m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.536$*.#.
Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA
O uso de agentes de inteligência artificial (IA) para fazer compras pela internet pode aumentar os riscos de golpes, fraudes e problemas de privacidade, segundo um grupo de bancos internacionais.
Os chamados agentes de IA são sistemas capazes de realizar tarefas em nome do usuário. No comércio eletrônico, a ideia é que o consumidor peça, por exemplo, que uma ferramenta encontre determinado produto, compare opções e faça a compra por ele.
➡️ Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, enquanto varejistas buscam fazer com que seus produtos apareçam nas recomendações dos chatbots.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), bancos como NatWest (Reino Unido), Bank of America (Estados Unidos), ING (Países Baixos), Capital One (Estados Unidos) e Commonwealth Bank of Australia (Austrália)afirmaram que o avanço dessa tecnologia está ocorrendo mais rápido do que a criação de padrões para o setor e de mecanismos de proteção ao consumidor.
Quais são os riscos?
Um dos problemas apontados é que o agente pode tomar uma decisão diferente daquela esperada pelo consumidor, como escolher o produto errado ou gastar mais do que o planejado.
Também existe o risco de fraude. Um agente pode, por exemplo, pedir os dados do cartão do usuário e inseri-los diretamente em um site ou encaminhar o consumidor para uma forma de pagamento que ofereça menos proteção em caso de problema.
Aprivacidade é outra preocupação. Para realizar tarefas em nome do usuário, essas ferramentas podem precisar acessar informações pessoais e financeiras, aumentando a importância de definir como esses dados serão armazenados e utilizados.
O relatório afirma ainda que consumidores podem não saber quem deve ser responsabilizado caso uma compra feita por um agente dê errado.
Bancos propõem novas regras
O grupo pretende discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas para estabelecer regras para esse tipo de comércio.
Entre as sugestões estão a obrigação de informar quando um agente de IA estiver envolvido em uma transação e maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões.
Os bancos também defendem medidas para proteger os dados dos consumidores e afirmam que clientes e comerciantes devem poder escolher quais serviços de comércio eletrônico baseados em IA querem utilizar.
A interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que eles funcionem em conjunto, também aparece entre as propostas.
Uso da tecnologia cresce
O movimento já começa a aparecer no comportamento dos consumidores. A varejista britânica John Lewis informou que as buscas em seu site originadas por agentes de IA chegaram a 2,5% em setembro, ante 0,3% um ano antes.
Para os bancos, o crescimento reforça a necessidade de estabelecer regras e proteções antes que o uso desses sistemas se torne ainda mais comum nas compras pela internet.
Embora existam poucas empresas que fabriquem janelas para aeronaves, novos concorrentes têm dificuldade para entrar nesse mercado devido ao alto grau de regulamentação do setor. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Chris Baraniuk 20/09/2026 21h59 Atualizado há 24 minutos Postado em 20 de Setembro de 2.026 às 22h25m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.535$*.#.
Equipes de bombeiros jogam água em um tanque superaquecido em Los Angeles, em maio. — Foto: Los Angeles Times via Getty Images
Um pesadelo industrial começava a se desenhar no sul de Los Angeles, nos Estados Unidos.
No final de maio, um tanque de armazenamento de produtos químicos com mais de 7 mil galões de material tóxico começou a esquentar rapidamente. O tanque pertencia à GKN Aerospace, empresa que fornece peças para a indústria de aviação, entre elas janelas de aeronaves.
À medida que a temperatura dentro do tanque metálico aumentava, os trabalhadores perceberam que havia um problema. Havia risco de explosão do tanque, que poderia espalhar metil metacrilato (MMA) pelos bairros próximos. A substância, usada na produção de plásticos, pode causar irritação na pele e nos pulmões.
A temperatura no tanque chegou a 38°C (100°F), e pode ter subido ainda mais, já que esse era o limite máximo registrado pelo medidor instalado no interior do recipiente.
Mais de 50 mil moradores da cidade de Garden Grove foram retirados de suas casas, e equipes de bombeiros começaram a jogar água no tanque para tentar resfriá-lo. Em determinado momento, o tanque "chegou a estufar", segundo o chefe dos bombeiros locais.
Felizmente, não houve explosão. Meses depois, em agosto, a GKN e as autoridades locais anunciaram um programa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 513 milhões) para indenizar os moradores que tiveram de deixar suas casas durante o incidente. Mas a produção de janelas de aeronaves no local, interrompida após o episódio, ainda não foi totalmente retomada.
Pouquíssimas empresas fabricam janelas de aviões. — Foto: Getty Images via BBC
O episódio provocou preocupação na indústria aeronáutica porque a GKN é uma das poucas empresas no mundo que fabricam janelas de aeronaves, que são peças que exigem engenharia sofisticada e são essenciais para a segurança dos aviões.
A produção na fábrica da GKN em Garden Grove continua limitada a cerca de 50% do nível normal, segundo informações divulgadas pela Melrose Industries, controladora britânica da empresa. A meta é retomar totalmente a produção até 28/9. A GKN não aceitou conceder entrevista à reportagem da BBC.
"Ela [a GKN] é uma das raríssimas fornecedoras de janelas essenciais para a segurança das aeronaves", afirma Marisa Garcia, analista do setor de aviação. "Um dos pontos frágeis da cadeia de suprimentos da aviação é que há pouquíssimas empresas qualificadas para fazer determinadas coisas e, quando algo dá errado, todo o sistema é afetado."
A Boeing afirmou à BBC que está "tomando medidas para reduzir possíveis impactos" e descreveu a redução da produção como um problema que afeta todo o setor.
"Estamos dando suporte ao nosso fornecedor", acrescentou um porta-voz da empresa. Uma porta-voz da Airbus, por sua fez, afirmou: "Estamos acompanhando a situação de perto e observamos avanços positivos rumo à normalização."
O problema ocorre em um momento em que as companhias aéreas "não conseguem receber novos aviões com a rapidez necessária", afirma Mike Stengel, da consultoria AeroDynamic Advisory. "Elas estão mantendo as aeronaves em operação por mais tempo."
Embora existam poucas empresas que fabriquem janelas para aeronaves, novos concorrentes têm dificuldade para entrar nesse mercado devido ao alto grau de regulamentação do setor, acrescenta Stengel. "Pode levar tempo para mudar de fornecedor."
Isso exige um "equilíbrio" entre os fabricantes de aviões e as empresas que fornecem as peças de que eles dependem, afirma Stengel.
A fabricação das janelas começa com uma placa de acrílico. — Foto: Saint-Gobain via BBC
Como essas janelas são fabricadas
Para entender como é feita uma janela de avião, a BBC conversou com Jean-Eric Vermont, diretor-geral da empresa francesa Saint-Gobain Aerospace.
"Trabalhamos principalmente com aviões comerciais, aeronaves regionais e helicópteros", afirma.
Vermont, no entanto, preferiu não dizer qual é a participação da empresa no mercado de janelas de aeronaves, ou transparências, como são chamadas no setor.
As janelas ovais da cabine, ao lado dos assentos dos passageiros, costumam ser feitas com materiais à base de plástico, segundo Vermont. "Você começa com uma placa de acrílico", explica. "Depois, corta no tamanho necessário para dar o formato."
Um porta-voz da Saint-Gobain confirmou à BBC que a empresa não armazena nem processa MMA, como a GKN. Em vez disso, compra placas de MMA polimerizado, ou acrílico.
Segundo Vermont, da Saint-Gobain Aerospace, os fabricantes de aeronaves têm encomendado janelas de cabine cada vez maiores para oferecer aos passageiros uma visão mais ampla do lado de fora. Isso funciona como um atrativo comercial, mas exige testes adicionais para verificar se as janelas maiores têm a mesma resistência das menores.
A Saint-Gobain testa as janelas com pressões muito maiores do que as enfrentadas por uma aeronave durante voos em altitude.
Essas janelas de cabine feitas à base de acrílico costumam ter duas camadas. A Saint-Gobain também realiza testes para verificar se a janela resiste mesmo quando uma dessas camadas é danificada
Quanto maiores as janelas dos aviões, mais difícil é de fabricá-las. — Foto: Saint-Gobain via BBC
As janelas da cabine de comando, segundo Vermont, são "completamente diferentes".
Em geral, elas são feitas de vidro, reforçado quimicamente com a adição de potássio. No processo, íons menores de sódio são substituídos por íons maiores de potássio, que ajudam a preencher a estrutura molecular do vidro. Durante a fabricação, quando o material esfria, essa estrutura fica mais compacta e resistente.
Algumas das aeronaves mais recentes também têm janelas curvas na cabine de comando, o que deixa o avião mais aerodinâmico e melhora a eficiência no consumo de combustível. Mas fabricar essas janelas é um desafio: qualquer pequena distorção ou defeito fica claramente visível para o piloto.
Por isso, são adotados rígidos controles de qualidade para garantir que o produto final não tenha problemas desse tipo.
Todas as janelas de aeronaves precisam resistir a impactos, mas as da cabine de comando, na parte dianteira do avião, são especialmente vulneráveis a colisões com aves, afirma Vermont. "O problema não é a velocidade da ave, mas a velocidade da aeronave."
A Saint-Gobain usa simulações numéricas e "testes físicos que simulam o impacto de uma ave de grande porte" para avaliar a resistência das janelas a esse tipo de colisão.
"Normalmente, se o avião atravessa uma tempestade de granizo ou atinge uma ave grande o suficiente, a camada externa racha", afirma Vermont. "A janela da cabine de comando é projetada para suportar isso."
Recentemente, um voo de Londres para Londonderry foi afetado por uma rachadura em uma das janelas da cabine de comando. Embora tenha sido declarada uma emergência durante o voo, o avião pousou em segurança. "Casos assim podem acontecer", afirma Vermont, acrescentando que nenhuma janela da Saint-Gobain esteve envolvida recentemente em um episódio desse tipo.
"É claro que estamos falando de uma superfície em contato com dois ambientes muito diferentes", afirma Stengel, da AeroDynamic Advisory. "Por isso, esses produtos exigem um projeto de engenharia mais complexo."
Três robôs de pouco mais de 1 metro de altura circulam pelos corredores subterrâneos de Shinjuku, em Tóquio, para recolher resíduos e levá-los aos funcionários responsáveis pela remoção. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo 18/09/2026 17h08 Atualizado há um dia Postado em 20 de Setembro de 2.026 às 06h00m . #.* $ Post. - Nº.\ 5.534$*.#.
Tóquio testa robôs coletores de lixo na estação de trem mais movimentada do mundo
A estação de trem de Shinjuku, em Tóquio, a mais movimentada do mundo, começou a testar robôs para coletar lixo e reduzir o trabalho da equipe de limpeza.
O projeto, anunciado nesta sexta-feira (18) pela empresa ferroviária JR East, será realizado até o fim de novembro.
A AFP conseguiu registrar fotos e vídeos dos três robôs, com pouco mais de um metro de altura, circulando pelos corredores subterrâneos da estação a uma velocidade de 20 centímetros por segundo.Eles recolhem o lixo e o transportam até os funcionários responsáveis pela remoção.
"Queríamos testar até que ponto algo assim pode operar de forma automática e segura em um ambiente como a estação Shinjuku", disse Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da JR East, à AFP.
Shinjuku recebe mais de 2,7 milhões de passageiros por dia e detém o recorde mundial do Guinness de estação ferroviária mais movimentada do planeta.
Na área administrada pela JR East, as lixeiras precisam ser esvaziadas manualmente mais de dez vezes por dia. Apesar do tamanho do complexo, que tem dois andares acima do solo e uma extensa rede de passagens subterrâneas, esse trecho da estação conta com apenas sete lixeiras para lixo comum e reciclável.
A quantidade de lixeiras foi reduzida nos últimos anos por motivos de segurança e limpeza. Segundo alguns passageiros japoneses, as estações continuam limpas porque muitas pessoas levam o próprio lixo para casa.
O teste vai avaliar o funcionamento dos robôs nos corredores subterrâneos movimentados da estação e se eles conseguem operar de forma automática e segura no local. Robôs coletores de lixo. — Foto: Toshifumi Kitamura/AFP