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quinta-feira, 16 de março de 2017

Investigadores descobrem vulnerabilidades no Whatsapp e Telegram


João Pardal, 
2017/03/16, 11:00
Postado em 16 de março de 2017 às 17h10m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

A Check Point descobriu uma nova vulnerabilidade nas versões para navegadores do WhatsApp e do Telegram – WhatsApp Web e Telegram Web – dois dos serviços de mensagens mais populares do mundo. Ao explorar esses pontos fracos, os atacantes podem assumir o controlo das contas das vítimas na totalidade.

A vulnerabilidade permite aos cibercriminosos enviarem o código malicioso oculto dentro de uma imagem de aspeto inofensivo. Assim que o usuário carrega na foto, abre o acesso completo aos dados armazenados no WhatsApp ou Telegram. Os cibercriminosos podem, em seguida, enviar o ficheiro malicioso a todos os contactos da vítima.

A Check Point revelou essa informação às equipes de segurança da WhatsApp e Telegram no passado dia 8 de março. Ambas as companhias reconheceram o problema de segurança e desenvolveram uma solução para os clientes web em todo o mundo.

WhatsApp e Telegram usam um processo de encriptação de mensagens end-to-end como medida de segurança de dados, de modo a garantir que só as pessoas que se comunicam possam ler as mensagens. A técnica foi a fonte deste ponto fraco, sendo que as mensagens foram encriptadas uma vez enviadas pelo remetente, as aplicações não puderam ver o seu conteúdo, pelo que não conseguiram evitar que fosse enviado malware.

Essa nova vulnerabilidade põe em risco centenas de milhões de usuários do WhatsApp Web e do Telegram Web”, explica Oded Vanunu, diretor de investigação de vulnerabilidade de produtos da Check Point. 

Ao enviar simplesmente uma foto aparentemente inofensiva, um cibercriminoso pode passar a controlar a conta de um usuário, aceder ao historial de mensagens, ver e descarregar todas as fotos compartilhadas e enviar mensagens em nome da vítima, complementa o diretor.

É de recordar que ambos os apliccativos contam com mais de 100 milhões usuários diariamente. No caso do Telegram, há uma média de 15 milhões de mensagens enviadas em cada dia.

O Brasil na era da digitalização bancária


Reginaldo Santos - Diretor Executivo da Provider IT, 
2017/03/16, 11:15
Postado em 16 de março de 2017 às 16h45m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

A digitalização bancária já é uma realidade. Mesmo as instituições que efetivamente ainda não possuem processos automatizados o bastante para caracterizar esse conceito, esforçam-se para passar essa imagem do novo banco. Para destacarem-se em um mercado cada vez mais competitivo, as instituições precisam estar alinhadas e preparadas para essa nova realidade digital.
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Essa necessidade está atrelada ao cenário de clientes cada vez mais informados e conectados e de suas novas expectativas em relação aos serviços que consomem, não só financeiros, mas com influência inclusive das demais indústrias e de suas redes de relacionamento.

A digitalização bancária chega para atender esse consumidor moderno, que agora consegue transacionar com as instituições sem a necessidade de intermediários por meio de seu dispositivo – como desktop, notebook, celular, tablet -, facilitando o relacionamento e melhorando a comodidade do cliente.

Com a chegada das agências digitais, os bancos passam por uma quebra de paradigma no que diz respeito ao relacionamento com seus clientes. O foco deixa de ser a concorrência e as instituições direcionam seus esforços para aprofundar o entendimento de seus clientes, suas necessidades e expectativas. 

Assim, surge uma nova cultura digital, na qual é necessária não só uma adaptação de produtos e serviços, operações, modelos de negócio e organização, como uma ampliação de serviços para uma abordagem consultiva em relação ao cliente e colaborativa em relação ao mercado.

Já os clientes esperam ser encantados e passam a exigir experiências cada vez mais consistentes e incorporadas às necessidades de seu dia a dia, com alta qualidade e disponibilidade nos canais de relacionamento de sua preferência.

Cada vez mais deve-se necessitar menos das operações de retaguarda. O modo de pensar no momento da definição de produtos e processos deve levar isso em consideração. O conceito é que tudo deve ser resolvido de forma automatizada ou com o mínimo de interação manual.

O segmento bancário vem investindo em iniciativas para sua transformação digital, no entanto, muitas delas ainda estão focadas no front-end, como canais, aplicativos e atendimento. 

Uma das dificuldades em adequarem-se ao novo conceito está vinculada à necessidade de ampliar as ações para suas operações e modelos de negócio de forma rápida, ágil e com menor custo, frente à dificuldade de integração com sua infraestrutura atual (legados). Outro desafio é a chegada de novos players como, por exemplo, as fintechs e as empresas de pagamentos. A associação com os sistemas de redes sociais e aplicativos colaborativos é mandatória.

O conceito de jornada do cliente passa a estar presente na forma de pensar dos responsáveis pelos atuais produtos bancários, substituindo o modelo de oferta desses produtos. Agora, é preciso identificar as necessidades do cliente de acordo com seu perfil e suas escolhas no momento em que está transacionando ou navegando na web. Após essa descoberta pode-se oferecer algo mais indicado para aquele cliente naquele instante. 

O maior benefício da digitalização reside na transformação do relacionamento e na fidelização do cliente, além da redução de custos e maior eficiência operacional. Outra vantagem é a bancarização, ou seja, a ampliação de clientes considerando a população não bancarizada e já conectada. A exposição desse viés de modernidade e mudança do modelo bancário tradicional visa atrair, também, a geração chamada millennial, de jovens entre 18 e 34 anos.

Essa tendência já é fato no Brasil, e foi impulsionada pela questão dos não bancarizados e da pressão por eficiência e redução de custos. Os bancos, mesmo não estando 100% preparados, já se preocupam em passar a imagem de que são digitais. 

Por conta da importância e urgência dessa transformação digital, as instituições financeiras têm conseguido prioridade interna em seu portfólio de projetos, por isso, existem muitas iniciativas e projetos em andamento no país. Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido para a completa digitalização.

Para tornar-se digital, é fundamental adotar uma estratégia clara e consistente que engloba a transformação do relacionamento com o cliente, das operações e dos modelos de negócio. Ainda há muito trabalho a fazer com relação ao amadurecimento de uma cultura verdadeiramente digital nas organizações, e o consequente investimento em construir uma visão clara, o engajamento de toda a organização, o roadmap de transformação e mecanismos para aferi-la.

Pensar de forma digital é o grande desafio das áreas internas dos bancos, pois muitos processos internos precisam ser repensados e as questões de segurança devem ser priorizadas. Recentemente, o Banco Central criou uma norma que autoriza a abertura de contas sem a presença do cliente em agência, validando o que antes era uma tendência para uma realidade palpável. 

Sem dúvida foi um grande avanço, mas ainda há um enorme gap na adoção de uma cultura digital, associado à questão de segurança. A autorização de abertura de contas de forma não presencial pressupõe o desenvolvimento de mecanismos cada vez mais complexos e efetivos de segurança e garantia de informações. Ademais, essa mensagem de segurança e cumprimento das obrigações legais também precisa chegar de forma clara ao consumidor, evitando desconforto e qualquer tipo de desconfiança.

O Brasil caracteristicamente é um país com foco em inovação, empreendedorismo e adoção de tecnologias disruptivas e, consequentemente, aberto a mudanças. Este mindset passa a impressão de que já estamos prontos para adotá-la ou até mesmo que esta já é uma realidade, mas está claro que ainda há muito trabalho a fazer quanto à transformação nos bastidores. 

A digitalização carrega em si a ideia de simplificação, e este sim é o grande desafio, um desafio e tanto. Além dos bancos, outros players do segmento financeiro também estão movimentando-se para participarem desse movimento de digitalização. Financeiras, empresas de meios de pagamento,acquirers, entre outros. É um movimento sem volta e quem ficar de fora certamente terá muita dificuldade para sobreviver.