Total de visualizações de página

terça-feira, 9 de abril de 2019

Yahoo! faz acordo de US$117,5 milhões em processo de violação de dados



Vazamento de informações chegou a atingir cerca de 3 bilhões de contas. Verizon, atual dona do Yahoo!, anunciou investimentos em segurança.



Por Reuters 

Postado em 09 de abril de 2019 às 23h15m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Empresa anunciou acordo com milhões de pessoas que tiveram informações vazadas. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic 
Empresa anunciou acordo com milhões de pessoas que tiveram informações vazadas. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O Yahoo chegou a um acordo para pagar US$ 117,5 milhões a pessoas que tiveram seus endereços de e-mail e outras informações pessoais roubados na maior violação de dados da história. Estima-se que cerca de 3 bilhão de contas de usuários tiveram informações comprometidas.

O acordo foi divulgado nesta terça-feira (9) requer a aprovação da juíza distrital norte-americana Lucy Koh em San Jose, Califórnia. Os beneficiados pelo acordo são cerca de 194 milhões de pessoas nos Estados Unidos e em Israel.

Koh rejeitou, em janeiro, uma versão anterior do acordo por "não ser fundamentalmente injusto, adequado ou razoável", por não apresentar valores financeiros ou o quanto as vítimas poderiam esperar recuperar. Ela também afirmou que as taxas legais aparentavam ser altas demais.

O Yahoo, agora parte da operadora de telefonia Verizon, é acusado de atrasar a divulgação de três violações de dados que afetaram cerca de 3 bilhões de contas entre 2013 e 2016.

O novo acordo inclui pelo menos US$ 55 milhões para despesas e outros custos das vítimas, US$ 24 milhões para dois anos de monitoramento de crédito, até US$ 30 milhões para honorários legais e até US$ 8,5 milhões de dólares para outras despesas.

Separadamente, a Verizon concordou em gastar US$ 306 milhões entre 2019 e 2022 em segurança da informação, cinco vezes o que o Yahoo gastou de 2013 a 2016. A empresa também prometeu quadruplicar o pessoal do Yahoo nessa área. "O acordo demonstra nosso forte compromisso com a segurança", disse a Verizon em comunicado.

Wing, empresa de delivery por drone do Google, começa a fazer entregas na Austrália



Companhia recebeu autorização de órgão regulador do país. De início, cerca de 100 residências devem se beneficiar do projeto, que já espera expandir nos próximos meses.


Por G1 

Postado em 09 de abril de 2019 às 17h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Drone da Wing sendo testado na Austrália. Emrpesa poderá fazer entregas após receber autorização de órgão regulador do país — Foto: Divulgação/Wing
A Wing, empresa de delivery por drones do Google, está lançando o primeiro serviço de entregas comerciais por drone em Camberra, na Austrália, após ter recebido aprovação da autoridade de aviação do país.

A empresa funciona em parceria com pequenos negócios locais, como cafés e farmácias, por exemplo, para realizar o envio de produtos em questão de minutos. De início, cerca de 100 residências localizadas em subúrbios poderão utilizar os serviços de entrega, mas a Wing já planeja expansão nos próximos meses.
"A Wing está testando a entrega de drones na Austrália desde 2014. Nos últimos 18 meses, a empresa forneceu alimentos, pequenos utensílios domésticos e produtos químicos de consumo mais de 3 mil vezes para as residências australianas nas comunidades de Fernleigh Park, Royalla e Bonython" disse a companhia em um anúncio no blog oficial.
Drone testa delivery de produtos na Austrália. — Foto: Divulgação/Wing 
Drone testa delivery de produtos na Austrália. — Foto: Divulgação/Wing

Estimativas da empresa esperam que esse tipo de entrega possa gerar entre US$ 21 milhões e US$ 28 milhões para os negócios da região e que até 2030 os drones podem ser responsáveis por 25% dos envios de mercadoria locais.

O lançamento do serviço é uma vitória da Wing frente à concorrência da Amazon, que apesar de já ter testado entregas com drones, ainda não lançou um serviço comercial de delivery com essa tecnologia.

A Wing se tornou uma empresa da Alphabet, a companhia mãe do Google, no ano passado, e passou a figurar ao lado de empresas como a Waymo, que faz carros autônomos. Em dezembro, a empresa disse que testaria um serviço de entrega com drones também na Finlândia.

A Autoridade de Segurança da Aviação Civil da Austrália (CASA, na sigla em inglês) disse nesta terça-feira que a "operação da Wing atende a um nível aceitável de segurança" e trabalha dentro das diretrizes para operadores de drones comerciais pesando acima de 2 kg.

Reconhecimento ultrassônico de digital do Samsung Galaxy S10 é burlado com impressão 3D



Vídeo mostra digital impressa burlando leitor ultrassônico de modelo topo de linha da Samsung.


Por Altieres Rohr, G1 

Postado em 09 de abril de 2019 às 13h30m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Internauta mostra digital que teria burlado o leitor ultrassônico do Samsung Galaxy S10 — Foto:  darkshark/Imgur 
Internauta mostra digital que teria burlado o leitor ultrassônico do Samsung Galaxy S10 — Foto: darkshark/Imgur

Uma publicação feita no fórum on-line "Reddit" afirma que é possível burlar o leitor de digital presente no Samsung Galaxy S10, modelo topo de linha da marca sul-coreana. O usuário, que usa o nome de "darkshark9", extraiu a própria digital a partir de uma foto de uma taça de vinho e fez uma impressão 3D (em relevo) da digital, burlando o sensor do celular.

O experimento foi detalhado e uma prova em vídeo foi publicada pelo usuário "darkshark9". Segundo o autor, o processo de preparação para impressão da digital leve 3 minutos e a impressão em si leva 13 minutos.

Em muitos casos, a digital pode ser extraída do vidro do próprio telefone, o que significa que esse processo tem potencial para ser usado no desbloqueio de quase qualquer telefone roubado ou perdido que esteja protegido por reconhecimento de digital, por exemplo.

A Samsung afirmou ao G1 que "o Leitor de impressão digital Ultrassônico do Galaxy S10 oferece um sistema de segurança avançado, amplamente testado, sendo que, se houver uma possível vulnerabilidade identificada, agiremos prontamente para investigar e resolver a questão".

O Galaxy S10 possui um sensor ultrassônico localizado sob a tela do aparelho, diferentemente de modelos anteriores da linha Galaxy S que utilizavam um leitor do tipo ótico. A mudança foi necessária para que o leitor não precisasse ser localizado na traseira ou na parte frontal do telefone, como outros fabricantes e a própria Samsung já fizeram.

Reconhecimento facial também é falho
Em março, uma ONG holandesa publicou um estudo mostrando que o reconhecimento facial do Galaxy S10 pode ser burlado com um retrato de qualidade do dono do aparelho. O site "The Verge" e o canal de YouTube "Unbox Therapy" também expuseram problemas semelhantes, mas com vídeos: basta reproduzir um vídeo de qualidade em frente ao sensor de reconhecimento facial para desbloquear o celular.
Segundo a ONG holandesa Consumentenbond, que testou 110 aparelhos de marcas como Lenovo, Sony, Motorola, LG e Xiaomi, 42 modelos tem problemas semelhantes.
Isso é possível porque, diferente do FaceID usado em aparelhos iPhone da Apple, celulares Android em geral não realizam um mapeamento 3D da face do usuário. Foi esse mapeamento que levou um pesquisador a criar uma máscara para enganar o sistema da Apple.

Em uma declaração dada ao site "TechRadar", a Samsung chegou a recomendar para usuários que priorizam segurança e não conveniência o uso do reconhecimento ótico, da íris do olho, que também está disponível nos aparelhos, em vez do facial. Caso outras pessoas consigam repetir o experimento já publicado na web, no entanto, até o leitor de digitais do S10 seria inadequado para consumidores preocupados com a segurança dos dados do telefone.

Na prática, quem realmente se importa com a segurança do telefone deve recorrer aos tradicionais métodos de PIN, padrão ou senha, especialmente em telefones com leitores de digitais ultrassônicos.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1