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sábado, 5 de abril de 2014

Fiat mira no interior e descentraliza Marketing


"João Batista Ciaco, Diretor de Publicidade e Marketing da montadora, enumera ações que buscam aumentar vendas de automóveis em meio ao cenário adverso para o setor."




#.*||*.# Por Renata Leite e Rodrigo Schmitt | 04/04/2014


Marketing,Estratégia,Empresa,Montadora,Digital,Planejamento,João CiacoA Strada e o Palio, da Fiat, superaram as vendas do Gol em março, tirando o carro da Volkswagen, líder há 27 anos, do topo da lista. Também foi a primeira vez que uma picape apareceu na preferência dos consumidores, com 13.017 unidades emplacadas, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O Gol continua à frente no acumulado do ano, mas o resultado é motivo de comemoração na montadora italiana, principalmente em meio ao cenário adverso que o setor enfrenta desde o ano passado.

O bom momento da Fiat reflete também nas apostas da marca para 2014. A empresa está em processo de ampliação da capacidade de sua linha de montagem de automóveis em Betim (MG) e também investe na construção de uma fábrica em Goiana (PE), voltada para produção do Jeep Renegade e de um carro compacto, que está em fase de desenvolvimento no Brasil. O movimento contrasta com a concessão de férias coletivas e redução dos trabalhos nas indústrias do setor.

As vendas totais de veículos, incluindo caminhões, ônibus e motocicletas, apresentaram retração de 13,28% na comparação com março de 2013. Assim como as outras empresas, a Fiat também vem realizando ajustes em sua produção, dando atenção ao interior e investindo mais na regionalização das ações de Marketing. 

A empresa acredita que grandes cidades, como São Paulo, possuem números expressivos de dois habitantes por carro, quase se aproximando da realidade dos países desenvolvidos. No entanto, o interior apresenta uma realidade distinta e possui um potencial de compras enorme.

Entre as estratégias da Fiat para elevar as vendas está o fato de desenvolver ações específicas para cada região do país. “A empresa articula ações por meio de oito grandes regionais: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, interior de SP, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife. 

Elas buscam entender as necessidades locais, os atributos que são valorizados em cada uma dessas áreas, a demanda dos consumidores, as peculiaridades que serão atendidas e, principalmente, as oportunidades para a marca”, afirma João Ciaco, Diretor de Publicidade e Marketing da Fiat, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mundo do Marketing: Qual o cenário enfrentado pelo setor automotivo hoje?
João Ciaco: O mercado brasileiro dobrou de tamanho nos últimos cinco anos. É um segmento que se acostumou a registrar crescimentos de mais de uma casa decimal. Tornou-se e vem se mantendo como o quarto maior mercado do mundo, atrás de EUA, China e Japão.  

Obviamente, quando se tem um descompasso econômico, o setor entra em alerta, que é o que estamos vivendo aqui hoje. Há reflexos imediatos no consumo como um todo, impactando também as compras de automóveis.

Mundo do Marketing: Como a Fiat está se preparando para as vendas nos próximos anos?
João Ciaco: A expectativa não é ter grande alteração de volume ou quedas significativas. Provavelmente, o tamanho do mercado este ano se manterá igual ao de 2013, que já havia registrado redução de aproximadamente 2% em relação a 2012. 

Estamos falando de um segmento de 3,6 milhões de carros. Esperamos para este ano a comercialização do mesmo número de veículos, podendo chegar a 3,7 milhões, o que continua sendo muito significativo.

Mundo do Marketing: A venda de automóveis está sem atrativos como a redução do IPI e enfrenta os juros altos, que dificultam o financiamento de um veículo. As estratégias mudam agora?
João Ciaco: O Brasil ainda está muito longe da realidade dos países desenvolvidos, onde há dois habitantes por carro. Metrópoles como São Paulo já estão próximas a esse número, mas a realidade no interior ainda é muito distinta, demonstrando um potencial enorme. 

O crescimento no mercado demandará, a partir de agora, um trabalho mais regionalizado. Os profissionais de Marketing traçarão estratégias segmentadas para aproveitar os potenciais de cada área. É aí que o mercado brasileiro de automóveis vai se desenvolver.

Temos que lembrar que o carro continua altamente desejado pelo consumidor brasileiro. Continuaremos trabalhando com esse desejo e investindo para dar acesso ao consumidor que entra agora no mercado de compra de carros novos.

Mundo do Marketing: Quais ações estão previstas para o interior? Como fazer para aproveitar mais essas regiões que têm potencial maior do que as metrópoles?
João Ciaco: A Fiat trabalha o Marketing de forma nacional, centralizada, com o olhar voltado para todo o país. No entanto, a empresa articula ações por meio de oito grandes regionais: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, interior de SP, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife.  

Elas buscam entender as necessidades locais, os atributos que são valorizados em cada uma dessas áreas, a demanda dos consumidores, as peculiaridades que serão atendidas e, principalmente, as oportunidades para a marca.

Além de ter um grande guarda-chuva global de Marketing, a Fiat tem estratégias regionais, que de alguma maneira fazem com que as ações nacionais sejam adaptadas para cada local. 

Isso ocorre especialmente no segmento de publicidade e promoção. Nossa compra de mídia varia em função das necessidades de cada grupo de consumidores. A própria escolha de patrocínio de programas e de veiculação nas mídias muda.

Os carros são desenhados para todo o país, mas os acessórios ganham maior ou menor importância na comunicação de acordo com o local. Por exemplo, não dá para vender carro sem ar condicionado no nordeste. É preciso entender essa série de peculiaridades para compor um portfólio de produtos mais adequado às necessidades regionais.

Mundo do Marketing: Algumas montadoras estão passando por ajustes, com redução no ritmo de produção, concessão de férias coletivas e demissões. Como está a Fiat?
João Ciaco: Tudo isso acontece em função do cenário. No caso da Fiat, vemos o mercado com potenciais enormes sobre as mais diversas perspectivas. Uma é a ascensão de classe que não entrava no lançamento de carros novos, só adquiria veículo usado. 

Outro fator é a própria contextualização mundial da Fiat, que acaba de comprar a Chrysler e se juntar à Jeep e à Dodge, que também mostram um potencial enorme no mercado brasileiro.

No momento, a Fiat elevará a capacidade de sua linha de produção de automóveis em Betim (MG), que hoje já produz 800 mil carros e vai passar para 950 mil. Estamos também apostando na construção da fábrica em Goiana (PE), voltada para produzir mais 200 mil carros por ano e o Jeep Renegade. 

Serão quase R$ 7 milhões em investimentos em Minas Gerais e R$ 5 milhões em Pernambuco, acreditando neste potencial de mercado. Isso não significa que o ano será fácil. Mas essa possibilidade de trabalhar oportunidades e ter nas mãos mais ferramentas de regionalização se torna bem interessante para a Fiat. 

Mundo do Marketing: Como está a concorrência com as novas montadoras que chegaram ao Brasil?
João Ciaco: O mercado ficou excepcional para o consumidor. Há cinco anos eram apenas cinco marcas no país e teremos quase 18 montadoras produzindo em 2016. O número de ofertas para o consumidor brasileiro aumentou sensivelmente. 

Ele agora tem mais poder de escolha, o que dificulta para as empresas trabalhar a fidelização. O consumidor novo custa nove vezes mais do que um cliente já existente, porque conquistar é uma atividade muito mais cara do que manter. A fidelidade torna-se fundamental para crescermos.

Fazer com que a sua marca seja relevante em meio a tantas opções também passa a ser uma estratégia fundamental para sobrevivência da empresa. A Fiat investe muito em dois polos: manter seus clientes e dar relevância à experiência de compra. 

Para dar relevância à marca, estamos cada vez mais buscando entender melhor o consumidor, regionalizar as ações e permitir a personalização para que o produto fique com a cara do cliente.

Mundo do Marketing: Qual a importância das ações digitais para a empresa?
João Ciaco: Investimos forte na internet para melhorar a experiência de compra dos nossos clientes. Hoje, quase 80% deles passam pelos nossos canais online antes de irem ao ponto de venda. Temos duas ferramentas muito interessantes: o Monte seu Carro e o Live Store. 

O primeiro oferece ao internauta a possibilidade de ver quais acessórios estão disponíveis, cor, motorização, entre outros, o que é muito importante na hora de decidir. Mas ainda sobram questões, geralmente bem técnicas, que precisam ser respondidas ao consumidor antes de chegar ao ponto de venda. 

Muitas vezes, nem o vendedor tem conhecimento suficiente para responder sobre elas rapidamente. Então Live Store vem nesse sentido, oferecendo uma experiência real-time, ao vivo. 

Neste canal, o cliente pode descobrir o tamanho do porta-malas, a distância entre o banco traseiro e o dianteiro, a força do motor, detalhes de tecnologia, tudo isso em uma conversa com o técnico. 

São elementos que tornam a experiência bem interessante e dão visibilidade e relevância para a marca nessa realidade concorrencial cada vez mais complexa.

TIM oferece opção de recarga pelo Facebook


"Usuários podem colocar créditos em suas linhas e também presentear amigos da rede social que tenham planos da operadora mesmo sem serem clientes da empresa."



*#.||.#* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 04/04/2014



A TIM oferece a seus clientes a possibilidade de para inserir créditos nos celulares pelo Facebook. Os usuários poderão adquirir recargas para seu próprio número ou mesmo presentear amigos da rede social que tenham linha da operadora. 

A cobrança é feita no cartão de crédito cadastrado no site do programa Recarga Express. Os clientes também podem inserir créditos em suas linhas pelo site, pelo aplicativo Recarga TIM, ligando para *244 e pela ferramenta USSD (*244#, com comandos no próprio celular).

Para utilizar o novo serviço no Facebook é preciso registrar um cadastro. Em seguida, o usuário poderá escolher uma das três opções disponíveis: recarregar sua própria linha, pedir créditos para um amigo de sua rede de contatos ou dar uma recarga de presente para outra linha da TIM. Mesmo pessoas que não são clientes da TIM podem presentear amigos com os créditos.
TIM, digital, Facebook