Total de visualizações de página

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Di Santinni desiste do e-commerce


"Companhia diz que medida é estratégica e visa o fortalecimento das lojas físicas. Saída da Internet acontece um ano e cinco meses após empresa lançar social commerce."


*#:#* Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 22/08/2014



A Di Santinni encerrou suas operações na internet no dia 12 deste mês. De acordo com um comunicado publicado pela varejista no site que abrigava o e-commerce, a medida visa dar ênfase às lojas físicas da rede. 

“Essa é uma decisão estratégica da companhia, que fortalece seus esforços administrativos e de vendas nas 125 lojas físicas da marca”, informou a empresa.
A rede se comprometeu a entregar todas as encomendas feitas no prazo estabelecido no momento da compra. 

Os clientes que desejarem podem entrar em contato por meio do telefone disponibilizado na página, do Chat online ou de e-mail.  No site do Reclame Aqui haviam 582 reclamações de consumidores com relação ao e-commerce da marca em 21 de agosto. As principais queixas são sobre problemas na entrega, como extravio ou demora, valor do frete e promoções que não foram cumpridas.

A decisão de não vender mais pela internet veio um ano e cinco meses depois de a companhia apostar no projeto “Minha loja Di Santinni”, que permitia que os consumidores montassem perfis nas redes sociais com produtos da marca para serem vendidos a seus amigos. Os consumidores ganhavam uma comissão pela divulgação.
Di Santinni, e-commerce, digital, loja, física

Dica | E-commerce

5 perfis de consumidores


"Varejo encara o desafio de inspirar e encantar público-alvo, mesmo dentro de uma gestão cada vez mais científica, direcionada por algoritmos, diz estudo da McCann."



*$:$* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 22/08/2014



A adesão crescente das marcas e dos consumidores ao e-commerce e o uso cada vez mais estratégico das informações contidas no Big Data desafia o varejo a, mesmo nesse contexto, não abolir o encanto da experiência de compra. 

Segundo estudo “Truth About Shopping – a verdade sobre o ato de comprar”, da McCann Truth Central, é preciso haver um equilíbrio entre essa gestão mais científica e a arte, a emoção.

Para 52% das pessoas entrevistadas pela consultoria, comprar hoje em dia se tornou algo muito impessoal, sendo que 57% receiam que o uso exacerbado dos algoritmos restrinja sua capacidade de descobrir novidades. 

Isso aconteceria, na opinião delas, caso as empresas sempre lhes mostrem aquilo que já procuraram anteriormente. Enquanto isso, 66% dizem esperar que os varejistas os inspirem no momento de compra, desejando um atendimento pessoal e personalizado.

A McCann traçou cinco perfis de compradores:

1 – Robótico: Esta é a mentalidade mais negativa e desengajada, presente globalmente em 6% dos consumidores (3% no Brasil). Os consumidores parecem estar no “piloto automático” em suas experiências de compra, e é preciso que o lojista faça muito para chamar a sua atenção.

2 – Estudante: Esta é a mentalidade mais prevalecente no mundo (39%), com exceção do Brasil (23%). Os consumidores estão abertos a aprender sobre novos produtos. Eles estão ansiosos para tocar, interagir e fazer perguntas sobre um item ou uma categoria específica.

3 – Apaixonado: Neste perfil, presente em 14% dos consumidores globais (17% no Brasil), os consumidores estão buscando ser seduzidos. Eles esperam ser encantados pelos produtos e ofertas, além de receber um tratamento especial por parte da loja ou dos vendedores.

4 – Explorador: Esta mentalidade é a mais engajada e positiva, presente em 14% dos consumidores globais (17% no Brasil). Os consumidores estão abertos a experimentar de tudo. Eles querem descobrir, explorar e realmente ir atrás de suas compras. Eles esperam ser surpreendidos e encantados pela loja ou pelo produto.

5 – Lutador: Quando os consumidores têm essa mentalidade, eles estão sempre fazendo pesquisas para se armar com questões e desafios para disparar contra a marca e os seus vendedores. Eles sempre lutam pelo melhor negócio. Esse é o perfil mais presente entre os brasileiros (40% vs. 27% da média global).
McCann, varejo, consumidor