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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ainda vale a pena comprar uma TV sem ser Smart? Descubra


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

22/08/2016 07h00 - Atualizado em 22/08/2016 07h00
Postado em 24 de agosto de 2016 às 23h40m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Atualmente, as TVs novas possuem um diferencial básico entre as configurações e especificações técnicas que classificam a qualidade do aparelho: ou o televisor é Smart, ou é comum. 

De um lado, TVs que possuem sistemas operacionais avançados, acessos a aplicativos e uma série de serviços da Internet. Do outro, modelos mais simples e que não se conectam à rede. Mas, além dessas diferenças, o que há de decisivo a favor das TVs que não são Smart? 

Veja pontos importantes e tire suas dúvidas sobre a TV 4K no Brasil
Abaixo, confira os prós e contras de uma TV comum, sem acesso direto a Internet, e descubra se comprar ou usar um televisor sem ser Smart ainda vale a pena. Confira detalhes como qualidade de imagem, tela, suporte a dongles e, principalmente, preço. 
Controle Remoto de Smart TV Samsung com 78 polegadas e tela curva 4K (Ultra HD) (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)
Pensando em ficar com TV comum? Veja se vale a pena abrir 
mão de Smart TV (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

O que você abre mão
Quando dizemos que uma TV é Smart nos referimos, principalmente, ao fato de que o aparelho pode ser conectado à Internet, tendo acesso a aplicativos, jogos e conteúdo distribuído via streaming a partir da rede.

Uma Smart TV costuma funcionar dentro de uma plataforma fechada desenvolvida pelo fabricante. As TVs da Samsung, por exemplo, rodam o sistema da marca, enquanto que as da LG usam uma plataforma exclusiva e assim por diante. Exceções nesse sentido são Sony e Philips, que usam o Android TV, sistema do Google para televisores e que tem como destaque acesso a aplicativos e jogos do Android dos celulares.

Já em uma TV convencional, não há nada disso: o aparelho não acessa a Internet e o sistema operacional, rudimentar, é feito apenas para gerenciar as funções do aparelho, como sintonização de canais, controle de volume, conexão com outros aparelhos via portas de saída e entrada e etc. Mas apenas observe que isso não quer dizer que são televisores inferiores em qualidade de som e imagem, e sim que são aparelhos com abordagem e experiência de uso mais simples.

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Qualidade de imagem, som e conectividade
Em relação à qualidade de imagem, não há nada que faça uma Smart TV oferecer uma tela de melhor qualidade simplesmente porque ela é Smart. 

A qualidade de aparelhos sem conectividade com a Internet será sempre equiparável aos aparelhos mais caros, desde que você esteja comparando tecnologias similares: uma TV com painel IPS de 32 polegadas e Full HD terá a mesma qualidade de uma Smart do mesmo tamanho, tipo de tela e resolução.

É claro que se você comparar a qualidade de imagem de um televisor de 32 polegadas não Smart com uma Smart TV de R$ 80 mil reais, resolução 4K, painel com pontos quânticos e tudo mais, a TV de entrada perderá de lavada.

As Smart TVs podem tirar proveito de ajustes mais precisos e recursos de configuração da qualidade de imagem e som que você, eventualmente, não encontraria na TV comum. Mas, a rigor, essas configurações avançadas não vão deixar um aparelho anos-luz à frente do outro em termos de qualidade de áudio e vídeo.
Televisores que não são smart usam as mesmas tecnologias de tela do que as Smart TVs (Foto: Divulgação/Panasonic) (Foto: Televisores que não são smart usam as mesmas tecnologias de tela do que as Smart TVs (Foto: Divulgação/Panasonic))
Televisores que não são Smart usam mesmas tecnologias de 
tela de Smart TVs (Foto: Divulgação/Panasonic)

Sobre conectividade, deixando de lado o fator evidente que a TV sem ser Smart em geral não acessa à Internet, é possível ver o mesmo grau de equilíbrio em termos de portas de entrada e saída.

Se você está no mercado por um novo televisor, aliás, quer o aparelho seja Smart ou não, sempre procure aparelhos de TV com a maior quantidade possível de portas HDMI e USB. 

O HDMI vai permitir deixar sua TV inteligente se você quiser (ou se ela já for Smart, vai te proporcionar uma porta de saída para experimentar outras plataformas), e a entrada USB garante que poderá baixar vídeos da Internet para reproduzir no seu aparelho.
Telas menores
Há um movimento no mercado que vem se consolidando nos últimos anos que aponta para a extinção dos televisores que não são Smart. Hoje, um aparelho de tela grande e alta tecnologia muito provavelmente será inteligente, já que os fabricantes estão privilegiando esse tipo de aparelho em suas linhas.
Pense nessa situação como aquela que basicamente dizimou os celulares que não são smart: eles ainda existem, são bem baratinhos, mas não são mais tão fáceis de encontrar. O resultado disso nas TVs é que aparelhos não inteligentes acabam sendo voltados para um nicho de mercado mais específico: quem procura um televisor digital barato, de tela menor, para ser um aparelho secundário na casa, do tipo que fica em um quarto, na copa ou na cozinha.
Telas enormes de resolução 4K só mesmo em Smart TVs (Foto: Divulgação/Samsung) (Foto: Telas enormes de resolução 4K só mesmo em Smart TVs (Foto: Divulgação/Samsung))
Telas enormes de resolução 4K só mesmo em Smart TVs 
(Foto: Divulgação/Samsung)

É por isso que ao considerar um televisor sem ser Smart você terá dificuldades em encontrar opções com tela maior do que 43 polegadas. Há exceções, claro, mas uma pesquisa nas principais lojas para ter ideia de opções e de preços vai consumir bastante tempo, já que há pouca oferta. Entre as marcas mais famosas, LG, Panasonic, AOC, Semp Toshiba e Philips contam com linhas mais completas de TVs sem Internet.

Preço de TV comum pode compensar
Por não oferecer conectividade com a Internet e acesso às plataformas na rede é comum que televisores sem o termo “Smart” sejam mais baratos que modelos similares, com as mesmas dimensões de tela.

Como comparação, podemos mencionar a LG 32LH515B, com 32 polegadas, e que pode ser encontrada por R$ 1.199 no mercado brasileiro. Uma TV da mesma marca, mesmo tamanho de tela, mas Smart, sai por R$ 1.300. Em um comparativo que examina TVs maiores, de 43 polegadas, a diferença cresce e pode passar dos R$ 400.
Chromecast é acessível (o de primeira geração é muito bom e mais barato) e torna smart qualquert TV (Foto: Caio Bersot/TechTudo)
Chromecast é acessível e torna qualquer TV smart 
(Foto: Caio Bersot/TechTudo)

Essa é uma amostra de economia de apenas R$ 200 porque comparamos dois produtos da mesma marca, mas é possível encontrar diferenças ainda maiores se você estiver disposto a comparar fabricantes diferentes. A AOC, por exemplo, dispõe de produtos no mercado nacional na faixa das 32 polegadas e que saem por R$ 1.000.

Você pode tornar sua TV Smart quando quiser
Supondo que nada desanimou você, que a falta de acesso à Internet e às plataformas dos fabricantes, que o risco de comprar uma TV comum com menos portas não tenha preocupado e que as telas menores não sejam um problema, você pode comemorar o fato de que não apenas o preço é um atrativo para os televisores mais simples, mas também a possibilidade de converter o aparelho em uma Smart TV.

Há alguns jeitos de fazer isso: o mais simples, mas não tão eficiente, consiste em conectar seu computador à TV. Mas, a melhor opção, é investir um pouco em dongles, como o Chromecast e seus rivais: o aparelho acessa à Internet, pode ser conectado ao seu smartphone para ter acesso a vídeos, aplicativos, Netflix, YouTube e jogos: todos os pontos fortes da parte inteligente das TVs mais caras.
Como resolver problemas de inicialização, imagem e som na Apple TV (Foto: Alessandro Junior/TechTudo)
Apple TV, Chromecast e similares permitem que TV mais simples 
se transforme em Smart (Foto: Alessandro Junior/TechTudo)

Conclusão
Comprar uma TV mais simples para depois ter que investir no Chromecast e em outros dispositivos do gênero pode ser interessante, já que o preço não assusta. O acessório do Google, por exemplo, pode ser encontrado no Brasil por R$ 160, tornando a proposta de adquirir um televisor não Smart mais atraente ao bolso.

Se o Chromecast não é exatamente sua praia, há opções similares no mercado, que também usam Android e oferecem as mesmas funcionalidades inteligentes por preços que saem dos R$ 120 e podem chegar a R$ 400 para as caixinhas mais completas. Há também a Apple TV, para quem gosta dos aparelhos da fabricante do iPhone.

Mas isso tudo só faz sentido se você souber muito bem do que está abrindo mão ao não comprar a Smart TV: telas menores, configurações e ajustes de som e imagem mais simples e risco de escassez de portas HDMI e USB são uma realidade para quem opta pelas TVs comuns.

HoloLens terá processador inteligente para evitar atrasos na imagem


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

24/08/2016 06h00 - Atualizado em 24/08/2016 06h00
Postado em 24 de agosto de 2016 às 22h35m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O HoloLens, dispositivo de realidade aumentada da Microsoft, será equipado com um processador específico batizado de HPU (sigla, em inglês, para Unidade de Processamento Holográfica), que foge do comum quando comparada com as CPUs utilizadas em celulares e tablets. 

Além da HPU, preparada para evitar atrasos na imagem, o headset terá processador Intel similar ao de smartphones, com memória RAM e um conjunto de sensores que dão ao óculos a capacidade de acompanhar o movimento do usuário. 

Fabricantes poderão criar aparelhos com tecnologia do Microsoft HoloLens
Os detalhes do hardware inteligente do HoloLens sempre foram cercados de mistérios, principalmente com a HPU. No anúncio da Microsoft, a companhia afirmou que o processador tem 24 núcleos e é produzido com uma arquitetura chamada Tensilica. 
HPU precisa ser ágil para processar grande volume de informações: qualquer imprecisão pode fazer com que a projeção do holograma apresente falhas, delays e outros problemas (Foto: Divulgação/Microsoft)
HPU precisa ser ágil para processar grande volume de informações 
(Foto: Divulgação/Microsoft)

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Cada um dos núcleos Tensilica tem uma função específica, como acompanhar as leituras do acelerômetro ou do giroscópio do HoloLens. Esses núcleos são do tipo DSP, um processador criado para trabalhar com funções específicas, como leitura em tempo real de um grande volume de dados vindo do mundo externo.

A HPU tem memória exclusiva, de 8 MB em SDRAM e precisa de apenas de 10 watt para processar um volume de um trilhão de cálculos por segundo. Isso tudo é fundamental para a inteligência do processador, pois caso contrário as leituras das informações dos sensores serão colhidas com atraso. 

Se isso ocorrer, o posicionamento das imagens projetadas pelo óculos pode apresentar lag, prejudicando a experiência de uso de forma decisiva.

Além do processador exótico, o HoloLens é equipado com um Atom da Intel, que em vez dos núcleos DSP, possui núcleos x86 da Intel, criados para processamento de informações gerais. Ao contrário do funcionamento altamente especializado da HPU, a CPU Atom é ideal para efetivamente rodar os aplicativos e jogos do Windows compatíveis.
Versão para consumidores do HoloLens ainda não está disponível no mercado (Foto: Elson Junior/TechTudo)
Versão para consumidores ainda não está disponível no mercado 
(Foto: Elson Junior/TechTudo)

Segundo a demonstração da Microsoft, a HPU é 200 vezes mais rápida do que a CPU Atom para processar as leituras dos sensores de posicionamento do HoloLens.

Dentro da CPU da Intel reside também o processador gráfico Intel HD Graphics. Além desses elementos, o HoloLens conta com 1 GB de memória RAM do padrão DDR3. 

Via The Register, Engadget