Total de visualizações de página

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O constante desafio de gerar experiências para o cliente no PDV



"Empresas como Polishop e Livraria da Vila investem no conceito da experimentação como ferramenta de Marketing para cativar os consumidores e gerarem vendas."



*\\\* Por Leticia Muniz || 04/09/2012



Polishop,Livraria da Vila,Varejo,Experiências,ChertoUm perfil de consumidor cada vez mais exigente, em busca não apenas de preço e marca, mas também de um atendimento de qualidade, vem fazendo com que o varejo tenha que buscar formas para se diferenciar e oferecer experiências. Empresas como Polishop e Livraria da Vila já trabalham dentro do conceito de Varejo 3.0, que estimula consumidores a experimentarem produtos antes da compra.

Para se gerar uma boa experiência de consumo é preciso, em primeiro lugar, quebrar paradigmas e construir pontos de venda diferenciados que se transformem em espaços de convívio. O assunto foi debatido durante o painel “Como gerar experiências positivas de consumo com consistência”, apresentado durante o Brazilian Retail Week pelo CEO do Grupo Cherto, Marcelo Cherto.

Para atuar com experiências é preciso que os varejistas invistam em treinamento para transformar o bom atendimento em uma ferramenta de Marketing. “As lojas tradicionais pedem que as pessoas não toquem nos produtos. Nesse novo perfil, pelo contrário, se estimula que o consumidor experimente tudo o que está ali e veja realmente o que funciona para ele”, explica Marcelo Cherto, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Relacionamento com o cliente
O conceito de Varejo 3.0 busca não apenas a venda imediata, mas a construção de um relacionamento com quem vai ao ponto de venda para que ele, no futuro, possa se tornar um cliente. Outro ponto utilizado como Marketing é o “boca-a-boca”. O objetivo é que as pessoas visitem o espaço, vejam, experimentem os produtos e compartilhem as experiências com os familiares e amigos.

Os comentários entre os consumidores são fundamentais para as vendas futuras. “A vantagem principal disso é que as vendas aumentam com a fidelização. O boca-a-boca gera venda porque a primeira pessoa pode até não comprar, mas leva outras até o ponto de venda. Além disso, a primeira visita pode não gerar uma venda, mas certamente, essa pessoa retorna em uma outra ocasião. Gerar experiências é um conceito muito interessante”, diz Cherto.

Experimentação no ponto de venda
Uma empresa que trabalha nestes moldes nos seus pontos de venda é a Polishop. Nascida como uma marca de comércio de produtos pela TV, internet e telefone, ela viu nas lojas uma oportunidade de mostrar aos consumidores todas as qualidades dos itens, o que não era possível apresentar por meio dos outros canais.
Quem passa pelos espaços é convidado a experimentar tudo o que está exposto, desde pranchas de cabelo e equipamentos de ginástica até cafeteiras e fritadeiras. Alimentos cortados e temperados ficam nos refrigeradores para serem fritos pelos clientes.

A ideia é que as pessoas possam ver na prática o que é demonstrado na televisão. “Somos uma empresa multicanal. Tudo começa pela TV e as lojas são a oportunidade de mostrarmos aquilo que é apresentado e nem sempre as pessoas acreditam. Ao contrário das outras lojas, nas nossas dizemos: por favor, toque nos nossos produtos. Tudo pode ser experimentado. O cliente pode levar de casa o seu alimento para fritar na loja, se quiser”, conta o presidente da Polishop, João Appolinário ao Mundo do Marketing.


Multicanais
O objetivo é também tirar todo o medo que os consumidores têm de comprar pela internet ou pelo call center. Os canais contam com uma interação entre si e, muitas vezes, o consumidor vai até o ponto de venda para experimentar um produto e efetiva a compra em casa, por telefone, para garantir comodidade.

A aceitação do modelo é tão boa que a Polishop já planeja a ampliação dos seus pontos de venda com a abertura de cinco novas lojas com mil metros quadrados cada. “A ideia é que elas funcionem como um parque de diversões mesmo, onde absolutamente tudo pode ser tocado e usado. Queremos que o cliente veja na hora se o produto se adapta às suas necessidades”, diz João Appolinário.

Polishop,Livraria da Vila,Varejo,Experiências,ChertoTreinamento de vendedores
A Livraria da Vila, em São Paulo, também estimula a experimentação. A experiência começa pelo atendimento, já que todos os vendedores contratados conhecem, entendem e gostam de livros. A ideia é que eles saibam dar dicas precisas aos clientes que entram na livraria em busca de algum assunto e saibam identificar os gostos de cada um.

Quem passa pelo local é estimulado a pegar os livros, folhear e até levá-los até o café para uma leitura, independente de comprar o exemplar ou simplesmente devolvê-lo na estante. “Essa é a forma pura e simples que acreditamos que uma livraria deva ser. Queremos que o público fique à vontade para interagir e o manuseio nada mais é que uma extensão do conceito de entender o que está no produto”, pondera o presidente da Livraria da Vila, Samuel Seibel, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apesar do risco de algum exemplar ser sujo no café ou danificado durante o manuseio, a experiência não é negada nem há a interferência de funcionários. “O risco existe, mas o estímulo não deve ser cortado por causa disso. O contato é fundamental para permitir a escolha e temos que lidar com o consumidor não como um destruidor, mas como alguém que quer ser bem tratado”, completa Seibel.

Experimentação para crianças
Para as crianças a fórmula é a mesma. Elas são convidadas a terem o contato com os livros para que possam escolher o que querem e estimuladas a desenvolverem o prazer pela leitura. A experiência é baseada nos sentidos. “Uma das nossas missões é despertar esse prazer e as crianças são muito táteis. Elas precisam ver, sentir, tocar os livros. São muitos produtos e histórias diferentes e é assim que elas escolhem. O contato é fundamental”, diz Samuel Seibel.

Apesar de algumas marcas já possuírem os pontos de venda diferenciados, o caminho para a quebra de paradigmas ainda é longo. “Ainda temos uma grande trilha para percorrer porque não faz parte do perfil das empresas fazer com que as pessoas experimentem. É preciso se colocar no lugar do cliente e observar que ele não é um bandido ou um destruidor. Esse modelo deveria ser uma tendência, mas ainda não vejo movimentos concretos nesse sentido”, conta Marcelo Cherto ao Portal.

Nestlé, Samsung, Adidas e Nike são marcas mais desejadas pela Classe C



"Pesquisa do Data Popular criou ranking com empresas preferidas da nova classe média após ouvir 22 mil pessoas em 153 cidades e registrou 84% de consumidores fiéis."



*\\\* Por Bruno Garcia || 05/09/2012


As marcas Nestlé, Samsung, Adidas e Nike – empatadas no terceiro lugar – são as mais desejadas pelos consumidores da Classe C. Elas obtiveram médias de aprovação de 4,1%, 3,9% e 3,7%. Um estudo "Top of C" realizado pelo Data Popular ouviu 22 mil pessoas da chamada nova classe média em 153 cidades e identificou as empresas preferidas por este grupo. No ranking geral, os consumidores elegeram como marcas mais relevantes e confiáveis aquelas que se enquadram nas categorias alimentos, informática, automóveis, ELETÔNICOS e celulares.

Entre os homens, Adidas, Nike e Samsung estão entre as preferidas com 5,8%, 5,1% e 4,9%, respectivamente. As mulheres elegeram Nestlé, O Boticário e Hering com 6,3%, 4,2% e 3,1%. Quase metade dos ENTREVISTADOS (46%), no entanto, afirmou não ter sido conquistado por nenhuma marca. Ainda assim, 84% deles afirmam serem fiéis às empresas. Conheça abaixo o ranking:

Automóvel
Fiat – 21,2%
Volkswagen – 18,8%
Chevrolet – 15,7%

Alimentos
Nestlé – 32,3%
Sadia – 27,2%
Perdigão – 3,9%

Bebidas Alcoólicas
Skol – 27,1%
Brahma – 14,8%
Antarctica – 8,3%

Bebidas não-alcoólicas
Coca-Cola – 48,8%
Del Valle – 6,9%
Antarctica – 6,4%

Calçados
Nike – 9,2%
Adidas – 6,9%
Ramarim – 6,8%

Higiene Pessoal
Dove – 14,5%
Colgate – 11,4%
Johnson & Johnson – 8,2%

Material de limpeza
Veja – 28,1%
Omo – 21,7%
Bombril – 13,1%

Roupas
Hering – 12%
Adidas – 3,2%
Colcci – 3,2%

Cosméticos
Natura – 35,1%
O Boticário – 18,9%
Avon – 18,5%

Informática
HP – 18,1%
Dell – 17%
Samsung – 13,3%

Eletroeletrônicos
Samsung – 20,2%
Brastemp – 17,7%
LG – 12,4%

Bancos
Banco do Brasil – 25,8%
Itaú – 23,9%
Caixa Econômica Federal – 18,8%

Cartões de crédito
Visa – 50,9%
Mastercard – 24,1%
ITAUCARD – 4,4%

Companhias aéreas
TAM – 50%
Gol – 34,8%
Azul – 6,9%

Telefonia Móvel
Tim – 29,3%
Vivo – 28,8%
Oi – 19,8%

Varejo de moda
C&A – 15,4%
Renner – 13,2%
Riachuelo – 10,4%

Varejo de eletroeletrônicos
Casas Bahia – 10%
Lojas Americanas/Ponto Frio – 6,9%
Magazine Luiza – 6,8%