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domingo, 27 de fevereiro de 2022

Google suspende monetização da imprensa estatal russa em suas plataformas

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Na sexta-feira (25), o Facebook também proibiu a mídia estatal russa de monetizar publicações.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 27 de fevereiro de 2022 às 14h20m

Post. N. - 4.286

Uma loja do Google é vista no bairro do Chelsea em Manhattan, Nova York, nos EUA, em foto de arquivo de novembro de 2021 — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo
Uma loja do Google é vista no bairro do Chelsea em Manhattan, Nova York, nos EUA, em foto de arquivo de novembro de 2021 — Foto: Andrew Kelly/Reuters/Arquivo

O Google se tornou, neste domingo (27), o mais recente gigante de tecnologia a impedir a imprensa estatal russa de monetizar conteúdo em suas plataformas, em represália pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

"Em resposta à guerra na Ucrânia, interrompemos a monetização dos veículos financiados pelo Estado russo em nossas plataformas", disse um porta-voz do Google, em um comunicado.

"Estamos monitorando ativamente o desenrolar dos acontecimentos e tomaremos mais medidas, se necessário", acrescentou.

O anúncio surge horas depois de o YouTube anunciar que os veículos russos financiados pelo Estado não poderiam monetizar seus vídeos na plataforma, entre outras restrições.

"À luz das circunstâncias excepcionais na Ucrânia, estamos tomando uma série de medidas", declarou um porta-voz da empresa.

"Nossas equipes começaram a suspender a possibilidade de que alguns canais gerarem receita no YouTube, incluindo os canais RT em todo mundo", detalhou.

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Criada em 2005 como "Russia Today", a RT é acusada, com frequência, pelas autoridades ocidentais de contribuir para a desinformação.

Na sexta-feira, o Facebook anunciou a restrição da atividade da mídia estatal russa, que também não poderá fazer publicidade, nem gerar receita em sua plataforma.

A Alemanha proibiu a RT no início de fevereiro, o que levou a Rússia a fechar o escritório da Deutsche Welle em Moscou.

Vários países anunciaram sanções contra empresas, bancos e autoridades russas depois que Moscou invadiu a Ucrânia na última quinta-feira (24).

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