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domingo, 20 de dezembro de 2020

Google e Qualcomm anunciam mudança para viabilizar até 4 anos de atualização para celulares Android

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Google renovou tecnologia Treble e Qualcomm vai se comprometer com atualizações de compatibilidade para seus chips.  
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Por Altieres Rohr  
17/12/2020 09h30 Atualizado há 3 dias
Postado em 20 de dezembro de 2020 ás 16h00m

  *.- Post.N. -\- 3.910 -.*  

Google vai manter Android retrocompatível com hardware para facilitar atualizações. — Foto: Mike Blake/Reuters/Arquivo
Google vai manter Android retrocompatível com hardware para facilitar atualizações. — Foto: Mike Blake/Reuters/Arquivo

O Google e a fabricante de chipsets Qualcomm anunciaram uma mudança no Android elaborada para permitir que smartphones recebam atualizações por até quatro anos. Com a simplificação do sistema de atualização, o objetivo é diminuir a quantidade de dispositivos que permanecem em versões antigas do sistema, sem os recursos mais novos e com vulnerabilidades conhecidas em sua segurança.

A Qualcomm é uma fabricante de chipsets ou SoCs ("sistema em um chip", na sigla em inglês). Esse componente funciona como "cérebro" do celular, e traz eletrônicos dedicados para diversas modalidades de processamento, incluindo gráficos, fotos, comunicação sem fio e atividades gerais do smartphone. Muitos aparelhos topo de linha utilizam os chips Snapdragon da Qualcomm.

A decisão de distribuir uma atualização do sistema permanecerá nas mãos da fabricante do aparelho. A Samsung anunciou em agosto um compromisso de atualizar seus aparelhos da linha Galaxy S por três gerações do Android, mas diversas fabricantes não adotam uma postura transparente sobre este tema.

Ao contrário do iPhone, da Apple, que utiliza componentes da própria marca em sua fabricação, celulares com Android são muitas vezes montados a partir de peças de terceiros, como a Qualcomm. Se esses fornecedores não garantirem a compatibilidade com novas versões do Android, o produto final também não poderá receber uma atualização.

O Google e a Qualcomm então colaboraram para projetar um mecanismo de atualização para o Android que facilitasse a manutenção da compatibilidade do hardware, modificando a arquitetura conhecida com o "Treble" e o próprio Android.

O 'novo' Treble do Android 11

O Android é um sistema de código aberto, permitindo que cada marca de smartphone o modifique para criar uma experiência única e diferenciada dos concorrentes. Essas mudanças precisavam ser refeitas ou remodeladas a cada atualização do Android, e muitos fabricantes decidiam não atualizar seus aparelhos devido aos custos e incompatibilidades.

No Android 8, o Google introduziu o Treble, um mecanismo de atualização que divide o Android em camadas. Com o Treble, as modificações dos fabricantes são colocadas "por cima" da base do sistema, não sendo mais necessário mexer nos componentes básicos.

Isso reduz os custos para manter as modificações da fabricante compatíveis com versões novas do sistema. Inclusive, o Treble prevê que o próprio Android seja programado, pelo Google, de forma a garantir a compatibilidade com modificações feitas para versões anteriores.

Essa compatibilidade, porém, não valia para o hardware. Se um celular fosse lançado com Android 8 e depois atualizado para Android 9, por exemplo, a camada base do sistema não seria a igual a de um modelo que saiu de fábrica com mesmo chip, porém com Android 9. Na prática, a Qualcomm e outros fabricantes tinham de criar e manter diversas camadas de sistema – uma para cada configuração.

Com as mudanças feitas ao Treble a partir do Android 11, até quatro versões do Android serão retrocompatíveis com um mesmo chip, não exigindo mais a manutenção de versões diferentes do software que o sistema precisa para funcionar com o chip.

Processador Qualcomm Snapdragon 888. — Foto: Divulgação/Qualcomm
Processador Qualcomm Snapdragon 888. — Foto: Divulgação/Qualcomm

Por enquanto, a novidade só vale para aparelhos com Snapdragon 888 – que é o atual modelo topo de linha da Qualcomm. A fabricante prevê, no entanto, que a novidade chegue para os chips mais modestos.

Para que servem as atualizações

Além de permitir que aparelhos antigos sejam compatíveis com as versões mais recentes de aplicativos e com as funções mais novas do sistema, as atualizações desempenham um papel fundamental para a proteção de dados.

São as atualizações que garantem a segurança de uso do smartphone. Sistemas desatualizados não contêm correções para vulnerabilidades conhecidas, o que simplifica ataques de hackers contra esses sistemas. É mais fácil, por exemplo, para burlar a tela de bloqueio ou criar um app que obtenha permissões maiores do que as concedidas pelo usuário.

A maioria dos aparelhos com Android é atualizado por menos de três anos – muitos não chegam a dois anos. Porém, isso não significa que esses aparelhos são imunes a falhas graves. Em julho, a Samsung lançou uma atualização especial para corrigir uma brecha crítica no processamento de fotos dos seus celulares, que poderia comprometer os dados do telefone com um SMS. O Galaxy S5, de 2014, foi um dos modelos a receber essa atualização, embora não estivesse mais recebendo mais atualizações oficiais desde o Android 6, de 2015.

Mesmo com a promessa de quatro anos de atualização, o Android ainda não alcançaria o cronograma atual da Apple. A fabricante do iPhone mantém regularmente o iOS 13 atualizado para o iPhone 6S, lançado em 2015, e iPadOS 14 com o iPad Air 2, de 2014.

Para a Apple, manter os iPhones atualizados traz a vantagem de manter esses aparelhos compatíveis com as técnicas mais recentes de desenvolvimento de aplicativos, diminuindo custos para criadores de apps – o que tem o potencial de melhorar os apps disponíveis e, com isso, permitir que a Apple fature mais com as comissões de venda.

No Android, esse benefício não existe na mesma proporção para os fabricantes. A Play Store é controlada pelo Google e, mesmo que a empresa compartilhe parte do faturamento com os fabricantes, esse repasse não será integral, como é com a Apple.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Google recebe aprovação da União Europeia para comprar Fitbit por US$ 2,1 bilhões

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Negócio foi anunciado em 2019, mas reguladores europeus investigavam aquisição e impuseram restrições sobre uso de dados pela companhia. 
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TOPO
Por Reuters  
17/12/2020 12h52 Atualizado há 3 dias
Postado em 20 de dezembro de 2020 às 13h00m

  *.- Post.N. -\- 3.909 -.*  

Pulseira inteligente da Fitbit, que permite medir passos, batimentos cardíacos, entre outras funções.  — Foto: Divulgação
Pulseira inteligente da Fitbit, que permite medir passos, batimentos cardíacos, entre outras funções. — Foto: Divulgação

O Google recebeu nesta quinta-feira (17) a aprovação antitruste da União Europeia para sua aquisição de US$ 2,1 bilhões da fabricante de pulseiras e relógios inteligentes Fitbit, anunciada em 2019.

O aval veio após a companhia concordar com restrições sobre como usará os dados relacionados à saúde dos clientes.

A transação gerou críticas de defensores da privacidade, organizações de consumidores e rivais do Google sobre o poder de mercado da empresa e a utilização de dados de saúde dos usuários para direcionar anúncios.

A Fitbit, que já foi líder no setor de dispositivos vestíveis, perdeu participação de mercado para Apple, Xiaomi, Samsung e Huawei nos últimos anos.

A Comissão Europeia disse que havia feito concessões com o Google, válidas por 10 anos com a possibilidade de prorrogação por mais 10 anos, abordando as preocupações sobre a concorrência.

O Google armazenará os dados do usuário do Fitbit separadamente dos dados do Google usados para publicidade e não usará os dados de dispositivos vestíveis para o Google Ads.

Os usuários podem decidir se desejam armazenar seus dados de saúde em sua conta do Google ou do Fitbit.

A empresa continuará a fornecer uma licença de API de software gratuita para funcionalidades essenciais aos fabricantes de dispositivos Android, permitindo que seus gadgets funcionem com smartphones Android.

A aprovação acontece em um período próximo a investigações e processos sobre o poder de grandes empresas de tecnologia, incluindo o Google, na Europa e nos EUA.

A aquisição da Fitbit não está diretamente relacionada com essas ações, mas os reguladores europeus impuseram restrições que limitam o uso de dados para anúncios na internet.

Na última quarta-feira (17), o Google foi processado pelo Texas e mais 9 estados, acusado de monopólio do mercado de publicidade digital.

Em outubro, o Departamento de Justiça dos EUA também processou a companhia por abuso de poder e concorrência desleal relacionadas ao seu sistema de buscas.

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