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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Canais digitais serão decisivos nas eleições de 2014


"Para vencer a briga eleitoral, candidatos devem enxergar as mídias sociais como um canal de comunicação e de monitoramento das reações estratégicas. Não há espaço para amadorismo."




*#* Por Rodrigo Schmitt | 22/04/2014



Marketing Político,Digital,Partido,EleiçãoOs canais digitais devem cumprir papel decisivo na briga eleitoral deste ano. O gerenciamento dos perfis em redes sociais tem potencial para decidir o resultado que sairá das urnas, acabando com o espaço para amadorismo na área. 

As ações que envolvem essas ferramentas já vêm sendo pensadas para permitir a disseminação de informação, o monitoramento das reações dos eleitores e o diálogo dos candidatos com o público. Assim como as corporações fazem com seus produtos e serviços, os políticos precisam vender sua imagem para gerar identificação nas pessoas.

Nem todos os eleitores estão presentes nas redes sociais e na web, mas os formadores de opinião e os jovens estão tornando esse canal de comunicação estratégico. Contratar pessoas para sacudir bandeiras nos semáforos e imprimir milhares de folhetos coloridos dos candidatos não são mais suficientes para obter sucesso. Assim como não basta criar uma página apenas para o período eleitoral, como fez a Presidente Dilma Rousseff em sua conta no Twitter, em 2010.

As redes sociais deixaram de ser uma aposta e passaram a ser realidade. É preciso ter candidatos preparados para atuar neste ambiente e dar continuidade ao trabalho nesses canais de comunicação com o eleitor. “Os políticos não devem fazer outra vez uma campanha digital de ocasião, ou seja, começar a acelerar seus conteúdos e sua participação nas redes apenas no período de votação. 

É fundamental estar sempre presente, discutindo plataformas, debatendo e interagindo com o usuário. Eles estão preparados para o evento e não para a rede em si”, diz Risoleta Miranda, Diretora da FSB Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Marketing Político,Digital,Partido,EleiçãoUm olho na TV e outro na web
Gratuito e exibido na televisão e no rádio, o horário político obrigatório das eleições de 2014 terá um diferencial em relação aos anos anteriores. A mudança será em torno das pessoas que irão assistir ao programa enquanto usam a internet. “Esta será uma oportunidade para os candidatos interessados estenderem a sua conversa com o público. 


É preciso participar no momento que o internauta se conecta nas redes sociais para comentar a propaganda eleitoral”, explica Gabriel Rossi, Diretor da Gabriel Rossi Consultoria, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

O uso correto dos dados disponíveis na web será um importante diferencial para qualquer partido. “A rede será fundamental para candidatos, especialmente para os que têm pouco tempo na televisão e no rádio. Os políticos poderão aproveitar as ferramentas disponíveis na internet para aumentar o tempo de contato com o eleitor. Esta será uma eleição completamente diferente de todas as outras”, comenta Mario Marques, Diretor-Executivo da LabPop Content, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além do diálogo, é importante haver o monitoramento, para se chegar a um panorama dos assuntos que mais interessam ao eleitorado hoje e quais questões mais criticam em relação aos adversários. Por meio da rede mundial de computadores, os partidos grandes e pequenos podem mapear seus eleitores mais comunicativos, trabalhar com os militantes e segmentar todas as mídias, divulgando a campanha.

Oportunismo nas eleições
O importante neste momento é não se deixar levar pelo modismo de criar canais de comunicação com o público nas diversas plataformas, mas deixar de atualizar as páginas e de interagir com o usuário. No lugar de mero apoio às estratégias de comunicação dos políticos, as contas no Facebook, no Twitter, em websites e em blogs precisam ser constantemente alimentadas com conteúdo de interesse público.


Isso não foi feito por Dilma Rousseff e sua equipe com o perfil no Twitter. A então candidata à Presidência da República utilizou a rede social durante sua campanha de 2010, mas logo após as eleições deixou de atualizar a conta. “A comandante perdeu a oportunidade de continuar conversando com o público e utilizar as ferramentas a seu favor. No caso dela, foi adotada uma estratégia de campanha para o militante e não para o eleitor. O público quer informação e não sangue nas redes sociais”, completa Gabriel Rossi.

A Presidente abandonou a plataforma e recentemente retornou a utilizar a ferramenta para se relacionar com o público. “Aproveitar apenas o momento para gerar conteúdo nestes canais de comunicação é um erro gravíssimo. Isso é coisa de oportunista que pensa nas eleições apenas como um evento. Não dar sequência ao trabalho com o eleitor é considerado um pecado capital no meio digital”, comenta Risoleta Miranda.

Marketing Político,Digital,Partido,EleiçãoWeb tem vantagens e desvantagens
As redes sociais apresentam vantagens e desvantagens. “Acredito que este ano vai acontecer uma invasão de candidatos nas redes sociais. Isso tem um lado de aproximação com o leitor, mas também tem o fato de se tornar cansativo para as pessoas. O internauta pode se sentir muito invadido por assuntos supérfluos. Esta será uma eleição em que a rede social vai ajudar os que souberem utilizar as ferramentas e atrapalhar os que apenas publicarem fotos”, afirma Mario Marques.


Cada canal tem sua particularidade e deve ser trabalhado com objetivos e de formas diferentes. O Twitter deve ser usado para monitorar e dirigir o conteúdo para um público bastante segmentado e com um perfil mais politizado. “O Twitter não é mais uma rede social e sim um canal de notícia. Quer saber o que está acontecendo no Brasil e como as informações repercutiram? É só analisar a sua timeline. Ele é o melhor termômetro de busca que existe”, diz Mario Marques.

A rede de Mark Zuckerberg, por sua vez, ganha destaque pelo alcance maior. “O Facebook terá participação extrema em função dos serviços e do maior número de usuários que pode atingir. Os candidatos que desejam dialogar com o eleitor precisam utilizar esta rede social. Ela será a bola da vez”, acredita Gabriel Rossi.

Montanha de informações
Os partidos irão montar suas estratégias de campanha com base nos monitoramentos. As redes sociais poderão fornecer informações para que os profissionais de Marketing desenvolvam ações tentando atingir o maior público possível. É preciso que a estratégia esteja alinhada com as demais ferramentas da campanha. Não basta criar um perfil nas redes sociais e publicar fotos para que os investimentos digitais tenham resultado.


O aproveitamento dos dados contidos no Big Data deve ser maior nas eleições de 2014. “Aqui no Brasil ainda não utilizamos as informações de maneira adequada. O partido que mapear seu público alvo, se relacionar com ele, trocar ideias, pode se beneficiar destes dados. É preciso uma estratégia sólida para prever e antecipar certos comportamentos do eleitor”, diz Gabriel Rossi.

Apesar de estar em evidência no mercado, essa montanha de dados precisa ser analisada criteriosamente na tomada de decisão para gerar informações corretas no futuro. Com esta ferramenta é necessário estudar o que deseja o eleitor e as melhorias que precisam ser feitas nas cidades para, a partir desse contexto, montar uma estratégia que consiga projetar e fortalecer a imagem do candidato.

Veja a entrevista completa de Gabriel Rossi à TV Mundo do Marketing:

Interação entre marca e público na web aumenta em 60% chance de venda

"Em três anos, a utilização de redes sociais fez crescer em 59% o nível de recomendações de alguns serviços para amigos, segundo a pesquisa da eCGlobal Solutions."




*#* Por Rodrigo Schmitt | 23/04/2014




Digital,Facebook,Pesquisa,Whatsapp,Twitter,eCGlobal Solutions
As redes sociais mudaram o relacionamento entre as empresas e o seu público. Mais do que um canal de informações sobre a marca, as mídias digitais servem hoje para aumentar vendas, já que o uso delas pode elevar em até 60% a probabilidade de o consumidor comprar o produto de uma companhia. Nos últimos três anos, a utilização dessas ferramentas fez crescer em 59% o nível de recomendações de alguns serviços para amigos, segundo a pesquisa “Redes Sociais Latam Contexto e Utilização 2011 – 2013”, realizada pela eCGlobal Solutions.

Este consumidor busca a web para se manter atualizado sobre as marcas e participar das promoções e sorteios realizados no meio digital. O fato de o internauta poder se expressar também é importante. De acordo com o estudo, este relacionamento é favorecido pelo hábito do usuário de permanecer conectado por longos períodos do dia. Ele costuma passar quase 10 horas na rede, atento a até cinco redes sociais, por meio de seu smartphone e computador.

As redes sociais são hoje indispensáveis, mas, ao mesmo tempo, impõem desafios. “A ferramenta exige, por exemplo, uma segmentação contínua dos usuários com base na relação deles com a marca e um monitoramento das plataformas a fim de executar campanhas compatíveis e adequadas”, comenta Iván Casas, CEO da eCMetrics, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Números de usuários
O aumento no uso das redes sociais e dispositivos móveis mudou o comportamento de consumo e a forma como os indivíduos interagem com as marcas. O crescimento do número de usuários é capaz de definir a evolução e as mudanças deste meio. Nos últimos dois anos, a América Latina se consolidou como a quarta região com a maior quantidade de internautas, aumentando em 1.310,8% o número de pessoas conectadas de 2000 a 2012. Em 2013, se comparado ao ano anterior, o incremento foi de 12%.


As atividades das pessoas no meio digital variam conforme a plataforma e o target, segundo perfil traçado pela eCGlobal Solutions. O Facebook é a ferramenta mais utilizada, com público alvo de indivíduos com até 35 anos. Nesta plataforma quatro entre 10 internautas estão seguindo as empresas e, por isso, falando mais a respeito de seus produtos e serviços. Os usuários entram nas páginas para curtir publicações, ler o feed de notícias, fazer comentários, compartilhar posts, atualizar status e postar novidades.

O WhatsApp é outra ferramenta que se destaca no meio digital. O APP atinge hoje 11% das pessoas que vivem em países de língua espanhola, sendo o segundo principal canal de interesse do público naquela região. No Brasil, esse índice é de 2%, segundo a pesquisa da eCGlobal Solutions.

Os avanços se devem ao fato de os smartphones aparecerem na preferência para acesso às redes sociais, após o PC e notebook, abrangendo 78% da população. “O celular é o dispositivo pelo qual o WhatsApp é usado. Já o computador é mais utilizado em acessos ao YouTube, Google+ e LinkedIn. O Twitter e o Facebook são comuns em ambos aparelhos eletrônicos”, diz Iván Casas.

Relacionamento com o cliente
Os usuários costumam utilizar rede de Mark Zuckerberg como um canal de relacionamento com a marca. “Existem duas maneiras pelas quais os internautas interagem com as empresas na América Latina. Uma delas é por meio de likes, compartilhamento e comentários pelo Facebook. A outra é pelo conteúdo, em que o usuário fica mais tempo conectado à fan page da companhia”, afirma Iván Casas.


As relações virtuais com o cliente podem ser ampliadas se as marcas compartilharem suas ideias e experiências que serão usadas nos próximos lançamentos, fazendo com que o próprio consumidor divulgue os serviços e produtos. Essa interação das pessoas nas redes sociais possibilita que as organizações criem ações diferenciadas para conquistar o engajamento do público.

As perdas referentes à redução do alcance orgânico do Facebook, que limitou a apenas 6% dos seguidores o recebimento de postagens, podem ser compensadas pelas marcas. Uma maneira é a criação de publicações com conteúdo especifico para atrair um determinado público alvo. Outra forma é utilizar a ferramenta para promover ações de Marketing e também como instrumento de feedback sobre o que os clientes pensam, desejam e falam sobre a marca.

Estratégias e desafios
A conectividade entre as pessoas e as marcas gera um grande desafio para as companhias. O meio digital pode ser utilizado para promover e aumentar o nível de engajamento dos clientes e como fonte de pesquisa de insights sobre esses consumidores. No entanto, as empresas passam a ser cobradas constantemente para realizarem ações que comprovem o real interesse em gerar valor e dar voz para os consumidores.


As marcas devem segmentar de forma estratégica os usuários das redes sociais com base nas relações especificas com a empresa. Essa ação permite que a companhia direcione melhor seus esforços. “Outra atitude que precisa ser priorizada é a de monitorar, sempre, as plataformas preferidas, pelos segmentos específicos, a fim de executar campanhas compatíveis e mais adequadas às plataformas em questão”, analisa Iván Casas.

O uso crescente de smarthopnes para acessar as redes sociais e as rápidas mudanças de preferência dos usuários também precisam estar nas estratégias dos profissionais de Marketing. Adequar a plataforma para a utilização no modelo mobile também é importante para facilitar o acesso do público ao canal enquanto estiver em trânsito, como ressalta a pesquisa “Redes Sociais Latam Contexto e Utilização 2011 – 2013”.

Veja a pesquisa da eCGlobal Solutions na íntegra no Mundo do Marketing Inteligência. Exclusivo para assinantes.

Assita também a entrevista de Iván Casas, CEO da eCMetrics, em entrevista à TV Mundo do Marketing.