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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Venda de smartphones cai pela primeira vez


"Apenas em maio, a queda foi de 16%, mudando cenário tradicional de boas vendas em datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados. Segundo semestre deve ter redução de 12%."



*-.:.-* Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 03/07/2015



Nem mesmo os smartphones estão livres dos impactos do atual momento econômico brasileiro. As vendas de celulares inteligentes registraram queda pela primeira vez no país, indo contra as previsões do IDC, que esperava crescimento de 5%. 

Em abril, foram cerca de 4,86 milhões de aparelhos comercializados, 1% a menos do que no mesmo mês de 2014, segundo o estudo Mobile Phone Monthly Tracker. Já em maio, a queda foi de 16%, com 3,89 milhões de smartphones vendidos.

Para o segundo trimestre, os números preliminares mostram que as vendas devem cair 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. No total de 2015, a perspectiva é de que sejam vendidas 54 milhões de unidades – 9,5 milhões a menos do que a previsão inicial.

Alguns fatores podem ter influenciado as compras em um período tradicionalmente otimista para o mercado de smartphones, marcado por datas como o Dia da Mães e o Dia dos Namorados. 

A alta do dólar é um deles, já que encareceu de R$ 30,00 a R$ 60,00 os preços de modelos intermediários e de R$ 100,00 a R$200,00 os tidos como top de linha.

O repasse ao bolso do consumidor também diminuiu o poder de consumo e confiança. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,4% em junho e chegou a 83,9 pontos, segundo menor nível desde que o índice foi criado, em setembro de 2005. 

Já o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 4,9% no mês passado, com 68,1 pontos, o menor nível da série iniciada em outubro de 2005. 

Com a queda, as lojas encontram-se com os estoques lotados, fazendo com que as operadoras também reduzam o volume de compras. Os fabricantes, por sua vez, estão reajustando os negócios e as projeções de venda frente a essa nova realidade do mercado brasileiro.
Smartphones, Crise, Telecomunicações

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