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sexta-feira, 8 de março de 2019

Roubo de contas de clientes no comércio eletrônico brasileiro supera média global, aponta estudo



Pesquisa da Visa entrevistou profissionais do segmento de gestão de fraudes. Golpe mais comum detectado por lojas online é o 'teste de cartão'; veja como funciona.


Por Altieres Rohr 

Postado em 08 de março de 2019 às 17h40m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Hackers assumem contas de clientes em sites de e-commerce e lojistas precisam exercer cautela — Foto: Pierre Amerlynck/Freeimages.com 
Hackers assumem contas de clientes em sites de e-commerce e lojistas precisam exercer cautela — Foto: Pierre Amerlynck/Freeimages.com
O número de empresas brasileiras no comércio eletrônico que relataram ter sofrido algum problema por causa de roubo de conta de clientes superou a média mundial em estudo realizado pela Visa.

Segundo o levantamento feito com 2,8 mil profissionais da área de gestão de fraudes de empresas e organizações dos setores de bens duráveis, turismo, serviços, gastronomia e eletroeletrônicos, 42% afirmaram ter lidado com esse tipo de caso no Brasil.

A média mundial é de 37%. No entanto, o índice brasileiro ainda é inferior ao da média latino-americana, que é de 47%.

O roubo de conta ocorre quando o cliente tem seu usuário e senha obtidos por um terceiro, que pode realizar compras sem autorização.

'Teste de cartão'
A fraude mais comum identificada no comércio eletrônico brasileiro é o chamado "teste de cartão", quando um criminoso tenta utilizar dados do cartão de outra pessoa pela primeira vez.
O golpe consiste em realizar compras de baixo valor, para verificar se os dados são válidos, e, posteriormente, consumir o limite em compras de valor maior.
De acordo com a Visa, 45% dos especialistas ouvidos no Brasil relataram ter detectado essa fraude, outro número acima da média mundial (36%).
O Brasil também tem percentual maior no uso abusivo de cupons (40% contra 33% na média mundial) e de fraudes em programas de fidelidade (30% no Brasil contra 23% no mundo).

Por outro lado, ficou abaixo da média em casos como fraudes de sites falsos com as técnicas de "phishing", "pharming" e "whaling" (45% no mundo, mas 26% no Brasil), solicitação indevida de estorno após compras (33% no mundo, mas 28% no Brasil) e "botnets" (28% no mundo, mas 9% no Brasil), que são computadores infectados com softwares maliciosos para roubar dados e acessar dispositivos.

Dificuldades
Segundo os especialistas, os números dependem do que as empresas conseguem detectar em seu ambiente. No entanto, 65% dos profissionais latino-americanos entrevistados reconheceram dificuldades em identificar as fraudes que ocorrem e responder aos casos – o que significa que muitas podem passar despercebidas.

O objetivo do levantamento é identificar pontos que exigem cautela e cuidados – ou oportunidades de melhoria – por parte dos lojistas. O estudo destaca, por exemplo, que a análise do histórico de pedidos é uma das ferramentas mais úteis para detectar desvios no comportamento dos clientes e, portanto, pedidos problemáticos.

De acordo com o estudo da Visa, a América Latina é um dos mercados que mais cancela pedidos após uma revisão manual. Embora 1 em cada 5 pedidos acabe passando por revisão manual – o que é menos do que a média global, de 1 em cada 4 -, 20% deles são recusados – quase 7 vezes maios do que a média global, de 3%.

O estudo pode ser baixado (em português) aqui.
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