Total de visualizações de página

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Mais da metade dos europeus utiliza mobile payments, mostra estudo da Visa


Susana Marvão, 
2016/10/17, 09:15
Postado em 18 de outubro de 2016 às 21h00m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Número de consumidores que utiliza regularmente um smartphone, tablet ou wearable para efetuar pagamentos triplicou em relação ao ano passado.

Atualmente, 54% dos consumidores europeus utilizam regularmente um dispositivo móvel para realizar pagamentos em diversas situações, comparativamente aos 18% no ano passado.


A Visa lançou o estudo “Digital Payments 2016” onde se constata que o número de consumidores que utiliza regularmente um dispositivo móvel – seja um smartphone, tablet ou wearable – para efetuar pagamentos triplicou.

Atualmente, 54% dos consumidores utilizam regularmente um dispositivo móvel para realizar pagamentos em diversas situações, comparativamente aos 18% questionados sobre o recurso a pagamentos móveis para a compra de bens e serviços do dia-a-dia, quando da realização desta mesma pesquisa no ano passado.

O estudo, que inquiriu mais de 36 mil consumidores online em 19 países europeus, revela como a adoção de pagamentos digitais por parte do consumidor mudou dramaticamente nos últimos 12 meses. Há um ano, lê-se no comunicado de imprensa, 38% das pessoas afirmaram nunca ter usado um dispositivo móvel para fazer pagamentos, não tendo inclusive planos de o fazer. Hoje em dia, esse número desceu para 12%.

Ao olhar para os dez países onde os pagamentos móveis são mais predominantes, estes dividem-se em duas categorias: mercados em desenvolvimento, como a Turquia e a Romênia, que foram ultrapassando os métodos de pagamento tradicionais adotando com maior rapidez as novas tecnologias; e os mercados desenvolvidos – particularmente os nórdicos – que estão a evoluir para a adoção de novas tecnologias a ritmos distintos.

Curiosamente, os utilizadores de pagamentos móveis afirmam encontrar-se igualmente à vontade tanto na realização de compras mais dispendiosas, assim como nos pagamentos do quotidiano através de dispositivos móveis.

O estudo revela também que a atividade de mobile banking está aumentando em todos os grupos etários. Pela primeira vez, mais de metade dos entrevistados europeus, em todas as faixas etárias, utilizam este tipo de serviços. Enquanto os millennials continuam como a categoria que mais utiliza estes serviços, outros grupos etários aproximam-se rapidamente. Com uma taxa de crescimento de 33%, a maior taxa de crescimento encontra-se na faixa etária dos 55-64, enquanto os millennials (18-34) apresentam uma taxa de crescimento de 24%.

Por toda a Europa, o número de inquiridos que utiliza os serviços de mobile banking contribui para que cada vez mais pessoas mantenham o controlo dos seus gastos e das suas responsabilidades financeiras – dois quintos (41%) afirmam verificar regularmente o seu saldo online ou através de uma aplicação bancária.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Carros conectados podem salvar receitas da indústria automotiva


Ana Rita Guerra, 
2016/10/17, 10:00
Postado em 17 de outubro de 2016 às 21h40m


A transformação digital também está atingindo a indústria automotiva. As montadoras de veículos se encontram em meio a um processo de transformação que tem as tecnologias digitais como origem, mas apenas aquelas que forem bem-sucedidas em se reinventar conseguirão se manter relevantes e sustentar suas receitas, diz a consultoria McKinsey & Company.

A firma sustenta que carros conectados abrem três novas avenidas de receita para as montadoras. A primeira é a venda de produtos e serviços diretamente para o dono do veículo, na forma de pacotes de atualização de mapas online, streaming de áudio e mesmo serviços de concierge.

A segunda avenida é a venda de dados digitais em grandes volumes (big data) a outras companhias, como seguradoras e varejistas, que podem analisar essas informações para adequar seus produtos e serviços.

Em terceiro lugar, há a possibilidade de usar os canais digitais integrados ao carro para viabilizar publicidade direcionada ao motorista – como promoções nas concessionárias locais e de empresas de produtos e serviços para o carro.

Segundo a McKinsey, hoje 65% das vendas de carros começam no ambiente digital, com o consumidor pesquisando as características e funcionalidades de modelos diferentes e comparando preços. Esse percentual deve chegar a 80% em 2022.

Os carros conectados também apresentam enormes oportunidades de redução de custos tanto para a montadora quanto para o usuário, segundo a McKinsey. Para a indústria, a análise remota de dados capturados por sensores nos carros digitais permite reduzir gastos com pesquisa e desenvolvimento e com materiais, monitorando tanto o comportamento de diferentes partes do carro como o estilo de condução, que pode ajudar na criação de sistemas para gerenciamento de combustíveis.

Para o motorista, os dados produzidos por seu carro podem ajudar a reduzir custos com seguro, dado seu perfil de uso, além de informar sobre a necessidade de manutenção antes de uma quebra e sugerir formas de otimizar os padrões de condução para reduzir o consumo de combustíveis.

O principal desafio para as fabricantes de veículos nos próximos anos será criar produtos e serviços que sustentem suas receitas ao mesmo tempo que reduzem custos para si próprias e para o próprio consumidor, explica a consultoria. Só assim poderão navegar um mundo em que as prioridades das pessoas em relação a mobilidade estão rapidamente mudando e a competição aumentando.

Essa quarta-feira, 19 de outubro, ocorre em São Paulo a McKinsey Digital Conference, em que temas como esse e outros ligados à transformação digital serão discutidos por especialistas da consultoria e clientes.

domingo, 16 de outubro de 2016

Galaxy Note 7: após incêndios, Samsung encerra fabricação do celular


Joana Pardal
por
Da redação
11/10/2016 09h47 - Atualizado em 11/10/2016 13h34
Postado em 16 de outubro de 2016 às 23h00m

A Samsung anunciou o fim da fabricação do Galaxy Note 7, após semanas de dúvidas a respeito da segurança dos smartphones. Em comunicado, a fabricante solicitou que os donos do celular o mantenham desligado e também pediu que as lojas e operadoras de telefonia suspendam imediatamente a venda sua telefone.

O sucessor do Galaxy Note 5 ficou conhecido pelo problema na bateria, que levou ao superaquecimento de dezenas de unidades. Algumas chegaram a pegar fogo, segundo o relato dos donos. O smartphone custaria R$ 4.299 no Brasil e iria brigar diretamente com o iPhone 7 Plus.

Testamos o Galaxy Note 7, o celular da Samsung com scanner de íris
Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo) (Foto: Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo))
Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos 
(Foto: Ana Marques/TechTudo)

Aplicativo do TechTudo: receba dicas e notícias de tecnologia no seu celular
A ordem chegou depois que um novo lote do Note 7, considerado "seguro", também teve unidades defeituosas. A Samsung prometeu fazer uma análise para descobrir as possíveis causas do problema, mas, por questões de segurança, determinou o recolhimento dos smartphones que já estão na rua e suspensão das vendas para o benefício da segurança dos consumidores", segundo o posicionamento.

Os consumidores que já adquiriram o aparelho serão reembolsados ou poderão trocar por um modelo de outra marca. Como o Galaxy Note 7 não desembarcou no Brasil – seu lançamento foi adiado, em meio à crise –, a fabricante não iniciou oficialmente um recall no país. 

A orientação dada por ela é para que os donos de Note 7 comprados no exterior entrem em contato com o SAC telefônico. O TechTudo procurou a Samsung para saber se as vendas no Brasil foram canceladas de vez, mas a empresa não se manifestou.
Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge) (Foto: Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge))
Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria 
(Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge)

O Galaxy Note 7 foi anunciado em agosto, num evento que antecedeu as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Desde então foram registrados mais de cem queixas de clientes com celulares que passaram por superaquecimento – oficialmente, a Samsung admitiu que 35 modelos do primeiro tiveram problema. A coreana anunciou um recall de todos os aparelhos em 2 de setembro, mas, mesmo os aparelhos que foram considerados seguros, entraram em combustão.

Companhias aéreas brasileiras ou que voam para o Brasil passaram a seguir uma recomendação da autoridade de aviação civil dos Estados Unidos, que pedia que os telefones Note 7 fossem mantidos desligados durante o voo, conforme mostra o vídeo abaixo.

O preço de lançamento do modelo era de R$ 4.299 e as vendas no Brasil começariam dia 22 de agosto, mas foram interrompidas após relatos do problema em redes sociais, como o Facebook.  O smartphone tinha uma configuração robusta e prometia bater de frente com o iPhone 7 Plus.

Na ficha técnica do Galaxy Note 7 estava a tela de 5,7 polegadas, o processador octa-core e a memória RAM de 4 GB. O produto teria 64 GB de armazenamento, com possibilidade de expansão por meio de cartão de memória. Outro destaque, as câmeras tinham 12 MP e 5 MP (megapixels). O Note 7 já estava à venda em mais de dez países, incluindo Estados Unidos, China e Coréia do Sul. Mais de 3 milhões de unidades foram vendidas.

Outro celular da Samsung pode pegar fogo? Usuários perguntam no Fórum
Colaborou Thássius Veloso