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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Nova essência do Facebook, privacidade pode ser melhor para a empresa do que para o usuário

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Novidades da rede social, que focam em privacidade e criptografia, podem tirar da empresa a responsabilidade de muito conteúdo que circula na plataforma.
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Por Thiago Lavado, G1 — San José, Estados Unidos - o jornalista viajou a convite do Facebook 

Postado em 01 de maio de 2019 às 15h15m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Mark Zuckerberg no evento anual do Facebook na Califórnia — Foto: Stephen Lam/Reuters

O Facebook, que até pouco tempo tinha como objetivo conectar as pessoas, agora quer ser um pivô da privacidade. Foi esse o tema que dominou não só a apresentação do presidente da rede social, Mark Zuckerberg, mas de todos os executivos que vieram depois dele no palco da F8, a conferência da empresa voltada para desenvolvedores, que começou nesta terça-feira (30).

A mudança já havia sido anunciada por Zuckerberg no início do ano e agora toma de fato os produtos da empresa. O próprio Facebook mudou: deixou de ser azul e passa a focar em eventos e grupos.

É a quinta maior mudança nos 15 anos da rede social, que deixa para trás o foco no famoso "Feed de Notícias".

Segundo o próprio Zuckerberg, a essência agora são as mensagens privadas, os pequenos grupos e os stories. Em um dos primeiros pontos da apresentação, ele afirmou que "o futuro é privado". Algo que seria repetido, com outras palavras, durante todo o evento.
Conforme o mundo se torna maior e mais conectado, precisamos do nosso senso de privacidade mais do que nunca, disse Zuckerberg, que também reconheceu as falhas do Facebook nos últimos anos.
Eu acredito que uma plataforma social privada vai ser mais importante nas nossas vidas do que as praças públicas digitais, completou.
Embora a empresa tenha anunciado mudanças no produto, o negócio do Facebook não mudou. No próximo trimestre, vai continuar mostrando aos investidores o faturamento de publicidade e o rendimento por usuário.

Na realidade, as palavras publicidade e anunciantes, tão importantes a uma empresa que ganha dinheiro vendendo propaganda de maneira segmentada, não foram nem ditas durante a apresentação de Zuckerberg. 
Mark Zuckerberg apresentou as bases do "novo Facebook", como interações privadas e criptografia. — Foto: Tony Avelar/AP 
Mark Zuckerberg apresentou as bases do "novo Facebook", como interações privadas e criptografia. — Foto: Tony Avelar/AP

Essa disparidade está explícita no "Dating", o mais novo produto do grupo lançado no Brasil. A rede social espera que digamos quem de nossos amigos é nosso crush secreto, ao mesmo tempo em que nos promete um ambiente de privacidade garantida.

As mudanças apresentadas — desde o redesenho do aplicativo do Facebook até a integração dos aplicativos de mensagem — são dois lados de uma mesma moeda.

De um lado, a empresa corre atrás dos usuários e tenta trazer de volta uma audiência que está insatisfeita com cada vez mais denúncias de vazamento de dados, de senhas salvas de maneira inapropriada, de boatos.

Do outro, tenta justamente deixar para trás a vida pública, focando nos grupos e nas mensagens, com tudo criptografado — uma gigante caixa preta em que o próprio Facebook pode não saber o que circula.
Um certo lado da privacidade já conhecemos bem: o WhatsApp. Criptografado de ponta-a-ponta desde 2012, o app já teve momentos marcantes nos tribunais brasileiros justamente por essa característica. Quem não se lembra da época em que era "normal" algum juiz ordenar o bloqueio do WhatsApp por se recusar a fornecer informações a investigações?

O Facebook sempre alegou que as informações não poderiam ser obtidas porque circulavam de maneira privada e criptografada, fora do controle da empresa.
Nova cara da timeline do Facebook — Foto: Divulgação 
Nova cara da timeline do Facebook — Foto: Divulgação

Algo semelhante aconteceu no ano passado, durante as eleições de 2018, com os boatos e notícias falsas que correram no aplicativo. O Facebook disse que não podia retirar links falsos do ar, porque as informações eram criptografadas e não tinha acesso ao conteúdo das conversas.

A Índia é um país que também conhece bem esse problema: lá, boatos do WhatsApp já levaram até a linchamentos e o Facebook teve que limitar o compartilhamento de mensagens para resolver o problema.

A aposta que o Facebook faz em privacidade é uma mudança enorme nos produtos da empresa e também na maneira com que nos comunicamos — o próprio Zuckerberg disse que para implementar isso será preciso mudar como a companhia funciona.

Resta saber se gostaremos do resultado dessa mudança e se ela trará mais privacidade para nós ou menos dores de cabeça para os executivos e acionistas da rede social.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Huawei volta ao Brasil com linha P30, a mais sofisticada da marca

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Chinesa chegou a vender celulares mais simples, sem sucesso no país. Aparelhos chegam importados, mas passarão a ser feitos no país; veja preços.
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Por André Paixão e Thiago Lavado, G1 

Postado em 30 de abril de 2019 às 23h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Huawei P30 Pro — Foto: André Paixão/G1
Terceira maior fabricante de smartphones do mundo, a chinesa Huawei voltou oficialmente para o mercado brasileiro nesta terça-feira (30). A empresa lançou no país dois modelos da família P30, a mais sofisticada da marca, em evento em São Paulo.

As vendas começam no próximo dia 17, inicialmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

A linha P30 representa a nova estratégia da fabricante, que chegou a vender celulares mais simples no país, sem sucesso. Revelados no final de março deste ano, em Paris, esses são conhecidos pelas câmeras de alta definição.

As do Pro, que custa R$ 5,5 mil, são feitas em parceria com a fabricante de lentes fotográficas da famosa marca alemã Leica. Veja mais detalhes dos modelos:

P30 Pro
Huawei P30 Pro — Foto: Divulgação 
Huawei P30 Pro — Foto: Divulgação
  • preço sugerido: R$ 5.499
  • câmeras: uma grande angular de 40 megapixels e outra de 20 mp, uma lente teleobjetiva de 8 mp com 5x com o zoom óptico, 10x com o zoom híbrido (óptico e digital) e 50x com o zoom digital. A quarta tem sensor de profundidade (TOF - Time-of-Flight). Segundo a marca, é possível gravar com duas câmeras simultâneas, a grande angular e a teleobjetiva. E a câmera frontal tem 32 mp.
  • memória: 8GB
  • processador: Kirin 980, o mais potente de fabricação própria da Huawei, de 8 núcleos.
  • tela: 6,47 polegadas. A Huawei diz que o modelo ele é mais leves do que o iPhone XS.
  • bateria: 4.200mAh
  • O modelo tem 2 anos de garantia.
Huawei P30 consegue gravar com duas câmeras ao mesmo tempo: uma grande angular e uma de superzoom — Foto: André Paixão/G1 
Huawei P30 consegue gravar com duas câmeras ao mesmo tempo: uma grande angular e uma de superzoom — Foto: André Paixão/G1

P30 Lite
Huawei P30 Lite — Foto: André Paixão/G1 
Huawei P30 Lite — Foto: André Paixão/G1
  • preço sugerido: R$ 2.499
  • câmeras: tripla, com sensor principal de 24mp, sensor secundário grande-angular de 8mp e sensor de profundidade de 2mp (foco) na traseira. A câmera frontal é 32 mp e é a primeira com tecnologia de inteligência artificial para "superselfies", diz a Huawei.
  • memória: 4GB
  • processador: Kirin 710
  • tela: 6,15 polegadas
  • bateria: 3.340mAh
Produção local
O diretor de vendas da Huawei, José Luiz do Nascimento, confirmou que a empresa começará a produzir celulares no Brasil no segundo semestre deste ano, por meio de uma parceria, sem no entanto, revelar qual será a empresa responsável.

"No Brasil, os impostos são uma questão relevante para a importação. Em médio e longo prazo, a produção local é mandatória", disse.

Nascimento também disse que a produção nacional não será da família P30, a topo de linha da empresa. "Modelos topo de linha não justificam o volume de produção", afirmou.
Com isso, espera-se que a Huawei fabrique no Brasil modelos mais baratos.

Ofensiva chinesa
Com alta performance e especificações de última geração, os P30 são parte da ofensiva da Huawei para crescer sua fatia no mercado de smartphones — a empresa já anunciou que planeja ser líder desse setor.

A linha de aparelhos fará frente aos Galaxy S10, lançadas pela Samsung no Brasil em março. Entre as concorrentes também está a Xiaomi, outra chinesa que voltou ao Brasil recentemente.
Huawei P30 é lançado no Brasil — Foto: André Paixão/G1 
Huawei P30 é lançado no Brasil — Foto: André Paixão/G1

Tanto a Huawei quanto a Xiaomi já haviam tentado entrar no mercado nacional, mas deixaram o país por conta da baixa adesão. A primeira chegou ao Brasil em 2014, com o modelo Ascend P7, que encontrou pouca demanda.

O desinteresse do consumidor brasileiro parece ter ficado no passado: segundo o site Zoom, especializado em listar preços e lojas confiáveis, no primeiro trimestre de 2019 as buscas por informações de celulares da Huawei cresceram 195% e as da Xiaomi, 254%, se comparadas ao mesmo período do ano passado.

Em 2018, a Huawei somou 206 milhões de celulares vendidos em todo o mundo. A fabricante também tem sido destaque pela briga com os Estados Unidos pela tecnologia 5G. Trump defende que a chinesa poderia usar o recurso para espionar os países para o governo chinês.

Questionado sobre a chegada quase simultânea das fabricantes, o diretor da Huawei minimizou. "O mercado brasileiro é muito amplo, tem espaço para outras empresas que ofereçam tecnologia inovadora", disse.

Fiat Chrysler adota tecnologia do Google e da Samsung para conectar veículos

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Intenção é que todos os carros das marcas do grupo tenham os sistemas até 2022. Android será o sistema padrão para a central multimídia UConnect.
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Por G1

Postado em 30 de abril de 2019 às 22h10m 

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Central Multimídia Uconnect, da Fiat Chyrsler — Foto: Divulgação 
Central Multimídia Uconnect, da Fiat Chyrsler — Foto: Divulgação

A Fiat Chrysler (FCA) disse nesta terça-feira (30) que usará a tecnologia do Google e da Samsung para conectar todos os seus veículos até 2022, proporcionando música, vídeo e facilitando capacidades futuras de compartilhamento dos carros e direção autônoma.

A partir do segundo semestre deste ano, a central multimidia UConnect passará a usar o Android, do Google, globalmente, em vez de uma mistura de softwares que varia por região.

A montadora também vai adotar uma plataforma digital baseada na nuvem da unidade Harman, da Samsung, oferecendo conexão 4G, já prevendo suporte para a evolução ao 5G.

O sistema vai funcionar como um assistente remoto para o motorista, "prevendo as necessidades de manutenção, localizando postos de combustível e recarga, recebendo solicitações de tráfego e ofertas de restaurantes e oferecendo assistência ao cliente ao vivo com o apertar de um botão".