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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Justiça francesa condena russo a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro de vírus de resgate

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Tribunal inocentou Alexander Vinnik por suposto envolvimento em operação das pragas digitais de ransomware, mas manteve acusação de lavagem de dinheiro.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
08/12/2020 12h20 Atualizado há 4 horas
Postado em 08 de dezembro de 2020 às 16h25m

  *.- Post.N. -\- 3.900 -.*  

Alexander Vinnik foi condenado por lavagem de dinheiro — Foto: Reuters/Alexandros Avramidis
Alexander Vinnik foi condenado por lavagem de dinheiro — Foto: Reuters/Alexandros Avramidis

O russo Alexander Vinnik foi condenado a cinco anos de prisão por um tribunal na França, onde autoridades o acusaram de comandar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes com vírus de resgate, os "ransomware". Ele também terá de pagar uma multa de 100 mil euros (cerca de R$ 615 mil).

A sentença, porém, é mais leve do que a esperada pelos promotores, que queriam 10 anos de prisão e uma multa sete vezes maior. O tribunal afastou 13 das 14 acusações contra Vinnik, incluindo as que envolviam um vírus de resgate conhecido como Locky. Segundo a Justiça francesa, as provas apresentadas não foram suficientes para estabelecer um vínculo de Vinnik com a operação do vírus.

Ficou mantida apenas a acusação de lavagem de dinheiro, segundo a qual Vinnik era um dos administradores da corretora BTC-e, que negociava criptomoedas como o Bitcoin. Por meio da corretora, ele teria atuado para facilitar a lavagem do dinheiro cobrado por esses vírus de resgate.

Ainda cabe recurso da decisão. O advogado de Vinnik já declarou a repórteres franceses que tentará derrubar a última acusação que ainda resta no processo contra seu cliente.

Em sua defesa, Vinnik alega que era apenas funcionário da BTC-e, da qual receberia um salário de 10 mil euros mensais, e não seu administrador. A corretora era notória por receber Bitcoins oriundos de pagamentos de resgates cobrados por vírus que criptografam dados para sequestrá-los, os "ransomware".

Sendo apenas funcionário, Vinnik não poderia responder pelos crimes da empresa, que encerrou suas operações em 2017 após uma operação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Saiba como recuperar arquivos após vírus de resgate

É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?
É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?

Rússia e EUA também disputam extradição

Vinnik ainda pode ser obrigado a enfrentar outro processo nos Estados Unidos. A prisão dele na Grécia, em 2017, foi realizada a pedido das autoridades norte-americanas, que o indiciaram por lavagem de dinheiro.

Mas a extradição de Vinnik para os Estados Unidos sofreu um revés depois que a França e a Rússia – país do qual ele é cidadão – também manifestaram interesse em julgá-lo.

Cada país tinha acusações diferentes, mas as da Rússia eram as mais brandas. Lá, Vinnik responderia por fraudes que somavam 9,5 mil euros (menos de R$ 60 mil). Nos Estados Unidos, Vinnik foi indiciado por auxiliar a lavagem de até US$ 9 bilhões (R$ 45 bilhões).

Na Grécia, Vinnik defendeu sua própria extradição para a Rússia por quase dois anos e meio, inclusive com uma greve de fome de 88 dias. No hospital, ele foi visitado por Tatyana Moskalkova, Comissária da Rússia para os Direitos Humanos. Contudo, autoridades gregas decidiram extraditá-lo para a França, o que ocorreu em janeiro de 2020.

Mesmo assim, os pedidos de extradição para os Estados Unidos e para a Rússia ainda aguardam um desfecho.

SAIBA MAIS:

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Governo do Japão vai ajudar a financiar inteligência artificial para formar casais, diz jornal

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Esforço faz parte de estratégia para conter a queda na taxa de natalidade do país: número de nascimentos em 2019 no país caiu 5,8%.   
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TOPO
Por Reuters  
07/12/2020 11h13 Atualizado há 4 horas
Postado em 07 de dezembro de 2020 às 15h45m

  *.- Post.N. -\- 3.899 -.*  

Japão vai ajudar a financiar sistemas de inteligência artificial para formar casais. — Foto: Unsplash/Shardayyy Photography
Japão vai ajudar a financiar sistemas de inteligência artificial para formar casais. — Foto: Unsplash/Shardayyy Photography

O governo japonês planeja intensificar os esforços para conter a queda na taxa de natalidade do país, ajudando a financiar sistemas de inteligência artificial (IA) para formar casais, informou um jornal local nesta segunda-feira (7).

O número de nascimentos em 2019 no país caiu 5,8%, para cerca de 865 mil, o menor número anual de todos os tempos. A queda no número de casamentos e um aumento na idade que as pessoas se casam tiveram um papel importante nesse cenário.

Em um país com uma longa história de pessoas que atuam como cupidos, os governos locais já passaram a usar sistemas de inteligência artificial para formar pares, mas muitos consideram apenas critérios como renda e idade e só produzem resultados se houver uma correspondência exata.

O mais recente investimento planejado do governo permitirá o acesso a sistemas que unem as pessoas a um parceiro em potencial, mesmo se as opções pessoais de renda ou idade não corresponderem, disse o jornal Yomiuri Shimbun.

Várias prefeituras do Japão já utilizam esses sistemas, que levam em conta os hobbies e valores das pessoas e produzem uma gama mais ampla de resultados, mas podem ser caros.

Saitama, ao norte de Tóquio, gastou 15 milhões de ienes (cerca de R$ 735 mil) no ano fiscal de 2019, mas viu apenas cerca de 21 casais estabelecendo o matrimônio.

Dados do governo mostram que o número de casamentos caiu em 200 mil no Japão de 2000 até o ano passado.

O governo federal garantirá cerca de 60% do custo dos sistemas de IA mais elaborados, dos 2 bilhões de ienes (cerca de R$ 98 milhões) que está solicitando para combater a queda da taxa de natalidade, acrescentou o jornal.

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Uma das maiores 'fazendas verticais' da Europa abre suas portas na Dinamarca

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Empresa, que utiliza um galpão como área de produção, espera colher cerca de 200 toneladas no primeiro trimestre de 2021 e quase 1 mil toneladas anuais até o fim do próximo ano.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 07 de dezembro de 2020 às 15h00

  *.- Post.N. -\- 3.898 -.*  

Estrutura utilizada pela Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação
Estrutura utilizada pela Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação

Uma luz roxa ilumina as caixas empilhadas onde alface, ervas aromáticas e couve brotarão em uma das maiores fazendas "verticais" da Europa, que acabou de abrir em um depósito na zona industrial de Copenhague.

Prateleiras de 14 níveis vão do chão ao teto neste enorme hangar de 7.000 metros quadrados, usado pela startup dinamarquesa Nordic Harvest. Os produtos que são cultivados aqui serão colhidos 15 vezes por ano, embora nunca entrem em contato com o solo ou recebam luz solar.

Eles são iluminados por 20.000 lâmpadas LED, vinte e quatro horas por dia.

Minúsculos robôs, carregando bandejas de sementes, se movem de um corredor para outro, dando à fazenda um toque ainda mais futurista.

Globo Rural: agricultura urbana ganha espaço nas grandes cidades do Brasil
Globo Rural: agricultura urbana ganha espaço nas grandes cidades do Brasil

As grandes caixas de papel alumínio estão quase vazias por enquanto, mas a alface e outras folhas verdes brotarão em breve.

Anders Riemann, fundador e CEO da Nordic Harvest, espera colher cerca de 200 toneladas de produção no primeiro trimestre de 2021 e quase 1.000 toneladas anuais quando a fazenda de 50 funcionários estiver operando totalmente no final do mesmo ano.

Isso torna o armazém Taastrup uma das maiores fazendas verticais da Europa.

Neutros em emissão de CO2

Essas fazendas urbanas receberam uma recepção fria de produtores rurais, que questionam sua capacidade de alimentar o planeta e criticam o consumo de eletricidade ou o preço de seus produtos.

Porém, Anders Riemann destaca os aspectos ecológicos de sua fazenda, com produtos cultivados próximos ao consumidor e o uso que se faz da energia verde.

"Uma fazenda vertical se caracteriza por não agredir o meio ambiente, reciclando toda a água, nutrientes ou fertilizantes", explica Riemann, que não usa agrotóxicos.

Plantação de hortaliças da Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação
Plantação de hortaliças da Nordic Harvest na Dinamarca — Foto: Nordic Harvest/Divulgação

Na Dinamarca, líder na Europa em parques eólicos, cerca de 40% da eletricidade vem de fontes renováveis.

"No nosso caso, usamos 100% da energia produzida pela energia eólica, o que nos torna neutros em termos de CO2", acrescenta o agricultor urbano.

Embora não queira revelar o valor da conta de eletricidade da Nordic Harvest, Riemann acrescenta que a energia vem de "certificados eólicos" registrados na bolsa de energia dinamarquesa.

Esses documentos legais garantem que "a quantidade de eletricidade consumida em um ano é equivalente à eletricidade produzida por turbinas eólicas numeradas no mar", ressalta Riemann.

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