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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Saiba como ouvir as notícias do g1 na Alexa e no Google

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Assistente Boletins diários trazem as principais notícias do Brasil e do mundo.
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Por G1

Postado em 14 de fevereiro de 2022 às 17h35m

Post. N. - 4.273

Os usuários dos assistentes de voz Alexa e Google Assistente podem ouvir diariamente as principais notícias do Brasil e do mundo por meio dos boletins produzidos pelo g1. São 3 boletins diários de voz.

Compensa comprar um alto-falante conectado?
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Saiba como ouvir o g1 na Alexa e no Google Assistente

Como ouvir o g1 na Alexa

  • Depois de comprar o Amazon Echo e configurar o aparelho para português, instale o aplicativo da Alexa no seu celular
  • Baixe o aplicativo da Amazon Alexa na Play Store ou na App Store
  • Com o aplicativo instalado, acesso o menu no canto superior à esquerda
  • Clique em skills e jogos
  • Na lupa, no canto superior à direita, procure por g1
  • Acione o botão ativar para o uso
  • Após ativar para o uso, o conteúdo do g1 estará disponível. Basta dizer: Alexa, notícias do g1 para pedir que o assistente toque o boletim de notícias.
Como ouvir o g1 no Google Assistente

  • Para os usuários de celulares com sistema operacional Android, o Google Assistente já está instalado
  • Para quem usa Iphone, é preciso baixar o aplicativo na App Store
  • Diga ok, Google para falar com o assistente
  • Diga o comando: ouvir as notícias do g1

GUIA DE COMPRAS: Alto-falante inteligente vale a pena? g1 testa

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sábado, 12 de fevereiro de 2022

O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade

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Técnica que usa inteligência artificial para criar adulterações realistas já serviu para espalhar nudes falsos e vídeo editado de Mark Zuckerberg.
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Por g1

Postado em 12 de fevereiro de 2022 às 08h35m

Post. N. - 4.272

Deepfake de Mark Zuckerberg publicado em 2019 — Foto: Reprodução/BuzzFeed
Deepfake de Mark Zuckerberg publicado em 2019 — Foto: Reprodução/BuzzFeed

A criação de vídeos adulterados e realistas ficou muito mais simples com o chamado deepfake. Com ele, é possível colocar pessoas em situações constrangedoras ou, no mínimo, inusitadas. Mas o que esse termo significa?

Deepfake é uma técnica que permite mostra o rosto de uma pessoa em fotos ou vídeos alterados com ajuda de inteligência artificial. Para criar o material editado, basta ter um vídeo verdadeiro e modificá-lo com um dos vários aplicativos criados com essa finalidade.

Um dos usos mais preocupantes dessas ferramentas é a criação de vídeos pornográficos com o rosto de outras pessoas. Em 2020, um relatório da empresa Sensity indicou que nudes falsos de mais de 100 mil mulheres estavam sendo compartilhados na internet.

As imagens adulteradas também são usadas na política. Em 2019, a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, foi vítima de um deepfake que se baseou um vídeo autêntico para sugerir que a representante democrata tinha dificuldades na fala em um discurso.

O autor desse deepfake desacelerou o vídeo original e editou a fala para dar a entender que ela estava tropeçando em suas palavras. O conteúdo com desinformação teve ampla circulação nas redes sociais e chegou a ser removido do YouTube.

Inicialmente, o Facebook se limitou a reduzir a distribuição do vídeo e a alertar usuários que o material poderia ser enganosos. No início de 2020, a plataforma anunciou que passaria a remover deepfakes, exceto em casos de sátiras.

Antes do vídeo falso de Pelosi, até mesmo o cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, apareceu em um deepfake. O vídeo adulterado mostra o que seria ele falando sobre dominar o mundo e foi mantido no ar pelo Instagram, controlado pela empresa do executivo. Confira:

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Os hackers que caçam bilhões em bitcoins perdidos

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Estima-se que milhões de bitcoins acabam se perdendo, mas hackers estão ajudando seus donos a encontrar essas criptomoedas.
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TOPO
Por BBC

Postado em 11 de fevereiro de 2022 às 11h35m

Post. N. - 4.271

Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas

Rhonda Kampert investiu em criptomoedas bem antes de se tornar moda. Ela comprou seis bitcoins em 2013, quando cada uma ainda custava US$ 80.

"Eu costumava ouvir shows de rádio e eles começaram a falar sobre criptomoedas e bitcoins, então me interessei", diz ela. "Naquela época, era tudo muito complicado, mas dei um jeito de entender o processo e comprar."

Rhonda, que vive nos Estado americano de Illinois, gastou parte do seu dinheiro digital no ano seguinte à compra e depois acabou esquecendo o assunto.

Mas quando ela viu as manchetes do final de 2017 anunciando que o valor individual do bitcoin havia alcançado quase US$ 20 mil ela correu para o computador para resgatar o que havia investido. Mas havia um problema. Rhonda não se lembrava de alguns detalhes do login para acessar sua carteira de bitcoin- um programa de computador que armazena uma série de números secretos ou chaves particulares.

"Eu tinha um pedaço de papel com minha senha, mas não tinha ideia de qual era o ID da minha carteira", conta. "Foi horrível. Eu tentei tudo por meses, mas não consegui entrar. Então, acabei desistindo." 


Rhonda Kampert (à esquerda) usou suas bitcoins resgatadas para pagar custos associados à faculdade da filha dela, Megan — Foto: Arquivo pessoal via BBC
Rhonda Kampert (à esquerda) usou suas bitcoins resgatadas para pagar custos associados à faculdade da filha dela, Megan — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Caçadores de tesouro

Em meados de abril do ano passado, o valor do bitcoin alcançou mais de US$ 50 mil – mais de 600 vezes o que Rhonda pagou oito anos antes.

Com um incentivo a mais para encontrar suas bitcoins, ela passou a pesquisar como fazer isso na internet e encontrou Chris e Charlie Brooks, pai e filho que trabalham como caçadores de criptomoedas.

"Depois de conversar com eles online por um tempo senti confiança para passar os detalhes de login de que eu ainda me lembrava. Aí, comecei a esperar", diz.

"Eventualmente, fizemos uma chamada de vídeo e eu assisti ao processo. Chris abriu a minha carteira e os bitcoins estavam lá. Eu me senti tão aliviada!".

Charlie e Chris Brooks dizem que encontraram milhões em bitcoins perdidos — Foto: Arquivo pessoal via BBC
Charlie e Chris Brooks dizem que encontraram milhões em bitcoins perdidos — Foto: Arquivo pessoal via BBC

A carteira de Rhonda, com três criptomoedas e meia, valia, na ocasião, US$ 175 mil. "Eu dei os 20% combinados a Chris e Charlie. Depois, a primeira coisa que eu fiz foi sacar US$ 10 mil para ajudar a pagar a faculdade da minha filha, Megan", diz.

Ela diz que está guardando o restante numa carteira de hardware – um dispositivo semelhante a um pendrive que armazena os detalhes de login de Rhonda offline. A senha de login para acessar a nova carteira de hardware está gravada na memória dela.

Rhonda espera que os bitcoins, que agora valem US$ 43 mil cada, subam de valor novamente. Ela considera essas economias como um fundo de aposentadoria, para usar quando parar de trabalhar como corretora de ações e criptomoedas.

Bilhões perdidos

Há várias Rhondas por aí que precisam de ajuda para recuperar suas criptomoedas. Uma estimativa da Chainanalysis, que pesquisa criptomoedas, sugere que dos 18,9 milhões de bitcoins em circulação, 3,7 milhões tenham sido perdidos pelos seus donos.

E no mundo descentralizado das criptomoedas não há encarregados pelo sistema – então se você esquece seus detalhes de login da carteira não há muitas alternativas para resgatar o dinheiro.

Chris e Charlie estimam que serviços como os que oferecem, que usam computadores para tentar centenas de milhares de possibilidades de ID e senhas, poderiam recuperar 2,5% dos bitcoins perdidos- um valor que alcança US$ 3,9 bilhões.

Chris começou seu negócio, o Crypto Asset Recovery, em 2017, mas interrompeu e focou em outros projetos por tempo. Foi numa conversa com o filho, Charlie, há pouco mais de um ano, que ele decidiu reviver a Crypto Asster Recovery.

"Tivemos a ideia de retomar o negócio, então nas semanas que se seguiram, compramos vários servidores de computador e reativamos tudo", conta Charlie, que hoje tem 20 anos.

Trabalhando da casa de praia da família em New Hampshire, na Inglaterra, pai e filho começaram a receber mais de 100 e-mails e ligações por dia de potenciais clientes quando o preço do bitcoin subiu pela última vez, em novembro de 2021.

Bitcoin — Foto: Divulgação
Bitcoin — Foto: Divulgação

Agora que os valores caíram um pouco eles estão tentando adiantar a fila de pedidos feitos naquela ocasião. O negócio está indo tão bem que Charlie não pretende mais terminar sua faculdade de ciência da computação. No entanto, a dupla brinca que passa todo o seu tempo numa frustração eterna.

Com os resquícios de memória e a papelada confusa de seus clientes, que dão pistas sobre os detalhes possíveis de login, eles só alcançam sucesso na tarefa em 30% dos casos.

Mesmo assim, normalmente ficam desapontados com o que encontram. "Na maior parte dos casos, não conseguimos identificar o que há dentro da carteira, portanto temos que confiar no que diz o cliente e acreditar que o valor que realmente está lá justifica todo o nosso trabalho de busca", explica Charlie.

"Tivemos um caso no verão em que uma pessoa nos disse que tinha 12 bitcoins. Nós agimos de maneira profissional na frente dele, mas estávamos pulando de alegria com o potencial pagamento que receberíamos. Gastamos umas 60 horas de servidor de computador, mais 10 horas com o cliente tentanto identificar pistas", diz.

"Aí, numa chamada por vídeo, quando abrimos a carteira, ela estava totalmente vazia."

Chris e Charlie dizem que a única ocasião em que um cliente subestimou o número de bitcoins que havia na carteira foi quando acharam a maior quantia – US$ 280 mil em bitcoins.

No ano passado, eles dizem que recuperaram milhões, no total, em bitcoins perdidos.

Mercado em crescimento

Pai e filho são parte de uma indústria crescente de hackers éticos, que usam seus conhecimentos para ajudar pessoas a recuperarem criptomoedas perdidas.

Outro profissional desse setor é Joe Grand, que começou a atuar como hacker quando era adolescente.

Recentemente ele fez um vídeo no YouTube que viralizou sobre como ele hackeou uma carteira de hardware contendo US$ 2 milhões de uma criptomoeda chamada Theta.

Joe dedicou meses de preparo e prática, no seu escritório em Portland, em Oregon, nos EUA, tentando entrar em outras carteiras de hardware até criar um método próprio.

Ele finalmente conseguiu acessar as criptomoedas perdidas combinando duas vulnerabilidades descobertas previamente na carteira em questão. "Quando você entra numa carteira de criptomoeda ou quebra um sistema de segurança, a sensação é mágica não importa quantas vezes você faça isso", diz Joe.

O trabalho do dia a dia de Joe é ensinar fabricantes a garantir que seus produtos sejam seguros a ataques de hackers, mas ele agora está abrindo um negócio de resgate de carteiras de criptomoedas.

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