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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Bolão da Copa 2022: conheça 4 apps gratuitos para fazer suas apostas

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Opções para celulares e navegador permitem criar grupos ilimitados, públicos ou privados, e acompanhar o resultado das partidas em tempo real.
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Por g1

Postado em 23 de novembro de 2022 às 09h00m

Post. N. - 4.494

Troféu da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Reuters
Troféu da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Reuters

A Copa do Mundo do Catar 2022 já começou e, durante esse período, muita gente começa a fazer suas apostas em bolões com os colegas de trabalho, amigos e familiares.

A boa notícia é que a tecnologia facilitou a brincadeira e já é possível encontrar aplicativos que facilitam a criação de bolões. O g1 lista abaixo quatro opções gratuitas:

Dacopa

App Dacopa  — Foto: Reprodução
App Dacopa — Foto: Reprodução

O Dacopa é um app que permite abrir bolões público e privados. Nele, é possível criar vários jogos, comparar os seus palpites com os demais amigos e familiares, e acompanhar a sua classificação a cada gol.

O Dacopa está disponível em versão web (navegador) e para usuários de Android e iPhone (iOS).

Chute Perfeito — Foto: Reprodução
Chute Perfeito — Foto: Reprodução

Além da Copa, o Chute Perfeito já é conhecido por permitir bolões em outros campeonatos, como o Brasileirão, a Copa do Brasil e o Campeonato Inglês. O app atualiza placares e permite que o próprio usuário defina os critérios de pontuação.

Ele está disponível em versão web e para usuários de Android.

Bolão Copa 2022

Bolão Copa 2022 — Foto: Reprodução
Bolão Copa 2022 — Foto: Reprodução

Outra opção é o Bolão Copa 2022. Entre os destaques, o app exibe a seleção que tem mais chances de ganhar a partida e permite a criação de vários grupos, sem limites. Assim como os demais apps, o Bolão Copa 2022 exibe o resultado do jogo em tempo real.

O app está disponível tanto para Android como para iPhone (iOS).

Bolão App — Foto: Reprodução
Bolão App — Foto: Reprodução

Quem optar por usar o Bolão App também poderá criar grupos ilimitados (públicos ou privados) e acompanhar ao vivo o resultado dos jogos e o ranking atualizado. Como diferencial, o app tem as "Vantagens", recurso que exibe promoções em bares e restaurantes na sua região para aproveitar melhor o campeonato.

O Bolão App está disponível para Android e iPhone (iOS).

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terça-feira, 22 de novembro de 2022

Facebook e Twitter estão 'ameaçados de extinção'?

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Em meio a quedas na receita e notícias de demissões em massa, as duas plataformas de rede social estão enfrentando um momento de acerto de contas — mas será que isso era inevitável?
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TOPO
Por BBC

Postado em 22 de novembro de 2022 às 19h45m

Post. N. - 4.493

Milhares de funcionários foram demitidos do Facebook e do Twitter nas últimas semanas — Foto: Getty Images via BBC
Milhares de funcionários foram demitidos do Facebook e do Twitter nas últimas semanas — Foto: Getty Images via BBC

A menos que você tenha ficado offline nas últimas semanas, provavelmente está ciente da onda de choque que atinge o mundo das grandes empresas de tecnologia.

No mês passado, veio à tona que alguns dos maiores players do setor — Apple, Netflix, Amazon, Microsoft, Meta (dona do Facebook) e Alphabet (dona do Google) — sofreram uma perda de mais de US$ 3 trilhões em valor de mercado nos últimos 12 meses na bolsa americana.

Em novembro, vários deles, incluindo a gigante do comércio eletrônico Amazon, anunciaram grandes demissões que, ao redor do mundo, já somavam 136 mil postos de trabalho até 21 de novembro, de acordo com o site Layoffs.fyi, que monitora os cortes de empregos na área de tecnologia.

Alguns dos cortes mais substanciais vieram da Meta, controladora do Facebook, que demitiu 11 mil funcionários; e do Twitter, que demitiu 3,7 mil profissionais até agora (cerca de metade de sua força de trabalho).

Isso tudo suscitou dúvidas sobre o futuro de duas das plataformas de rede social mais populares do mundo.

Qual o tamanho do problema do Facebook e do Twitter?

Como mostram os números acima, essas plataformas estão expostas à desaceleração econômica global da mesma forma que outros setores.

Isso significa menos dinheiro sendo investido nas empresas — principalmente receitas de publicidade, no caso de plataformas de rede social.

"Qualquer um tentando ganhar dinheiro na área de tecnologia agora terá dificuldade", diz o professor Jonathan Knee, especialista em mídia e tecnologia da Columbia Business School, em Nova York.

Knee afirma que as plataformas de rede social "basicamente se tornaram empresas de publicidade".

"Quando você depende desse tipo de receita, uma recessão torna o ambiente muito difícil", ele observa.

O último relatório financeiro da Meta, divulgado no fim de outubro, mencionou a queda nas receitas de publicidade como parte dos problemas da empresa, mas também citou o aumento da concorrência de plataformas rivais como o TikTok.

O Twitter, que saiu do mercado de ações após ser comprado pelo bilionário Elon Musk, também foi duramente atingido e pode enfrentar desafios adicionais ligados ao estilo de liderança mordaz e às tomadas de decisão controversas de Musk.

Mas os sinais de alerta já existiam antes da chegada de Musk: documentos internos obtidos pela agência de notícias Reuters em outubro mostraram que os usuários mais ativos da plataforma — alguém que se conecta seis ou sete dias por semana e tuíta cerca de três a quatro vezes por semana — estavam em declínio acentuado desde o início da pandemia de covid-19.

A Reuters citou um pesquisador do Twitter que disse que os usuários mais ativos representam menos de 10% do total, mas geram 90% de todos os tuítes e metade da receita global da plataforma.

A chegada de Musk, no entanto, parece ter criado outro êxodo. Em um estudo publicado em 3 de novembro, apenas uma semana após ele concluir a compra da plataforma, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos EUA, estimaram que o Twitter perdeu um milhão de usuários.

Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia — Foto: Reprodução/Twitter
Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia — Foto: Reprodução/Twitter

Ciclos de vida

Mas será que o problema atual é simplesmente o que alguns especialistas veem como o fim do ciclo de vida natural de uma empresa de rede social?

"Cada plataforma tem sua própria trajetória de crescimento e maturidade/declínio. Elas declinam em grande parte devido a novas plataformas que as substituem", explica Natalie Pang, especialista em comunicação e novas mídias da Universidade Nacional de Cingapura.

Pang acredita que o Facebook e o Twitter "cresceram muito pouco para seus mercados" durante as fases mais agudas da pandemia de covid-19, em que milhões de pessoas em todo o mundo foram submetidas a lockdowns e outras restrições de movimento.

"Durante a pandemia, as plataformas tecnológicas cresceram rapidamente porque a digitalização era um mecanismo para lidar (com a pandemia)."

Agora, segundo ela, é um momento de reajuste.

Outra especialista que vê sinais de declínio no Facebook e no Twitter é Lianrui Jia, especialista em mídia digital da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

"Talvez tenhamos dado como certa a longevidade dessas plataformas", diz Jia.

"Os usuários agora podem estar começando a reconhecer alguns problemas com essas plataformas e partindo."

As duas empresas podem contar com uma base de usuários enorme, mas o Facebook contava com quase três bilhões de usuários ativos por mês no terceiro trimestre de 2022, de acordo com a Meta, o que faz dele a plataforma de rede social mais popular do mundo.

Em fevereiro, no entanto, a Meta anunciou que a plataforma havia perdido usuários pela primeira vez em 18 anos de história, o que derrubou suas ações.

Desde 2019, o Twitter adota uma métrica que considera apenas os usuários diários que podem ver anúncios, em vez do total de usuários. O número mais recente, divulgado em outubro, é de 238 milhões, e vem crescendo, de acordo com a plataforma.

Mas há preocupações de que o motivo pelo qual as pessoas estão usando a plataforma esteja mudando, se afastando das notícias e assuntos atuais em direção a mais conteúdo adulto e sobre criptomoedas.

Isso pode torná-lo menos atraente para os anunciantes, que tendem a evitar conteúdo controverso.

Renaud Foucard, professor de economia da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, destaca que o aumento da regulamentação por parte dos governos também se tornou um obstáculo para as empresas de tecnologia porque tornou a concorrência pelos usuários mais acirrada.

"Nos últimos anos, tanto os EUA quanto a União Europeia tornaram mais difícil para as empresas de tecnologia simplesmente comprar seus rivais, como o Facebook fez com o Instagram e o WhatsApp no passado", explica Foucard.

"Mais empresas estão competindo agora por usuários e receitas."

Cair no esquecimento

As plataformas, às vezes, desaparecem ou se tornam irrelevantes.

Um dos casos mais famosos é o do MySpace. A primeira rede social a atingir uma audiência global nos anos 2000, tinha 300 milhões de usuários em 2007.

Mas perdeu para o Facebook — e hoje sobrevive como uma mistura de comunidade online e serviço de streaming de música, com apenas seis milhões de usuários em todo o mundo.

Na mesma década, o Orkut, comprado pelo Google, também se tornou brevemente a plataforma de rede social mais popular do mundo antes de ser deixado para trás pela plataforma de Mark Zuckerberg — e foi desativado em 2014.

Será que esses casos servem de alerta para as plataformas de hoje? Nem todo especialista é pessimista em relação ao futuro delas.

A ideia de que estamos testemunhando o fim do ciclo de vida natural das redes sociais é sedutora.

Basta olhar para o cemitério das redes sociais para ver várias evidências de que esse é um fenômeno real.

Bebo, MySpace, Vine, todos vieram e se foram.

Mas o mundo da tecnologia, ao longo dos anos, se transformou em algo além das plataformas que operam.

O Facebook é um grande exemplo disso.

A empresa se preparou para o futuro com sucesso ao comprar o Instagram e o WhatsApp anos atrás para se manter relevante.

Embora o crescimento e a popularidade do Facebook possam ter atingido seu pico, não há sinais de diminuição do interesse nos outros produtos da empresa.

O Twitter também parece estar à beira de ficar offline ou forçar seus usuários a migrar.

Mas será que as pessoas vão mesmo deixar o Twitter? Eu duvido.

Essas plataformas sempre são tão boas quanto seus usuários, e nos últimos cinco anos houve uma consolidação de poder e influência nesses sites que será difícil de replicar ou passar adiante para plataformas alternativas.

Sim, às vezes pode surgir uma revelação como o TikTok para desafiar os grandes nomes, mas mesmo no ano passado vimos outros concorrentes ir e vir, como o Club House e o BeReal.

Concorrência

Quer seja apenas uma pedra no meio do caminho do Facebook e do Twitter ou o fim da linha, alguns acreditam que o fato de plataformas populares enfrentarem problemas é um bom sinal.

"É bom que uma das razões pelas quais essas plataformas estão com problemas seja o aumento da concorrência", avalia Renaud Foucard.

"Em um mercado mais justo, novas empresas podem oferecer mais opções para os usuários, há mais oportunidades de proporcionar melhores experiências para eles".

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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Quem foi Virgínia Leone Bicudo, psicanalista negra pioneira homenageada pelo Google

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Buscador da internet lembra a trajetória da especialista brasileira que completaria 112 anos nesta segunda-feira.
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TOPO
Por BBC

Postado em 21 de novembro de 2022 às 11h40m

Post. N. - 4.492

Virgínia Leone Bicudo é a homenageada do Google nesta segunda-feira (21) — Foto: Divulgação
Virgínia Leone Bicudo é a homenageada do Google nesta segunda-feira (21) — Foto: Divulgação

Nascida em 21 de novembro de 1910, a paulistana Virgínia Leone Bicudo foi pioneira nas várias áreas em que atuou.

Ela foi a primeira não-médica a ser reconhecida como psicanalista. Fundou sociedades de especialistas no tema em São Paulo e em Brasília. Se tornou uma das primeiras professoras universitárias negras do país. E publicou alguns dos artigos fundadores sobre as relações raciais e o racismo.

No que seria o aniversário de 112 anos da pesquisadora, o Google fez uma homenagem a ela na página principal do buscador.

Primeiros anos e formação

Bicudo nasceu na cidade de São Paulo, filha de Theofilo Bicudo, descendente de africanos escravizados que sonhava em ser médico, e Giovanna Leone, imigrante italiana que trabalhava como empregada doméstica.

Estudou na Escola Normal Caetano de Campos, também na capital paulista, e foi a única mulher a obter o bacharelado em ciências sociais na Escola Livre de Sociologia e Política, em 1938, segundo a Folha de S.Paulo

Em 1945, ela defendeu uma tese de mestrado sobre as questões raciais do Brasil, um dos primeiros trabalhos acadêmicos sobre o assunto do qual se tem notícia.

Já formada, Bicudo fez parte dos grupos de estudos que deram origem à Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, entidade da qual ela foi diretora nos anos 1960 e 1970.

Ela também foi a primeira não-médica a ser reconhecida como psicanalista no país e se tornou uma das primeiras professoras universitárias negras, com aulas ministradas na Universidade de São Paulo, na Santa Casa e na Escola Livre de Sociologia e Política.

Numa entrevista à Folha em 1994, a especialista disse que escolheu estudar psicologia para se proteger do preconceito.

A mistura entre sociologia e psicanálise, inclusive, deu o tom de todo o trabalho de Bicudo.

A tese de mestrado que ela escreveu, intitulada Estudo de Atitudes Raciais de Pretos e Mulatos em São Paulo, leva em conta as noções de subjetividade e inconsciente, inauguradas nos escritos de Sigmund Freud.

No caminho inverso, ela sempre tentou demonstrar como o racismo impactava a vida psíquica e a saúde mental das pessoas.

Difusão de conhecimento

No final dos anos 1940, Bicudo também integrou a equipe de pesquisadores do "Projeto Unesco de Relações Raciais", de acordo com um texto publicado no site da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS).

A iniciativa reuniu grandes acadêmicos do país, como Oracy Nogueira, Florestan Fernandes, Roger Bastide, Aniela Ginsberg, Luiz de Aguiar Costa Pinto e Rene Ribeiro, "no contexto da definição de uma agenda antirracista, sob o impacto do nazismo, da persistência do racismo e do processo de descolonização africano e asiático".

"O Brasil era considerado um contra-exemplo em matéria de racismo, em perspectiva comparada com a experiência internacional, notadamente os EUA e a África do Sul do pós-2ª Guerra", contextualiza a SBS.

Bicudo desafiou a tese em voga à época de que o Brasil seria uma "democracia racial", ou seja, um país mais tolerante e sem preconceitos.

A psicanalista também se notabilizou pelo esforço de explicar conceitos da área para o público geral e para as pessoas que não eram especialistas.

No início da década de 1950, ela idealizou um programa transmitido pela Rádio Excelsior que fez muito sucesso.

Pouco tempo depois, ela assinou uma série de 22 textos no jornal Folha da Manhã.

A coluna, que ganhou o nome de Nosso Mundo Mental, tentava levar a psicanálise aos debates públicos — e ganhou destaque até nas manchetes de capa das edições em que foi publicada.

De acordo com a Folha de S.Paulo, tanto os episódios transmitidos pela rádio quanto os artigos da professora falavam sobre temas como maternidade, educação das crianças, amor, ciúme e medos.

Os textos que Bicudo escreveu para o jornal foram depois compilados num livro — Foto: Divulgação
Os textos que Bicudo escreveu para o jornal foram depois compilados num livro — Foto: Divulgação

Em 1955, Bicudo mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar a psicanálise infantil.

De acordo com o site Google Discovery, durante o período no exterior ela chegou a transmitir pela BBC palestras para divulgar entre os brasileiros o trabalho que estava fazendo.

De volta ao Brasil nos anos 1960, Bicudo foi morar em Brasília, que havia se tornado a capital do país há pouco tempo.

Ela estava interessada em estudar as relações entre psicanálise e poder — e chegou a atender e ter reuniões com muitos políticos.

No Distrito Federal, a psicanalista ainda ajudou a fundar a Sociedade de Psicanálise de Brasília.

Bicudo morreu em 2003, aos 93 anos, na cidade de São Paulo.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63704390

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