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sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Entenda o que é um 'hacker' e a diferença para 'cracker'

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Para separar o hacker 'do bem' e 'do mal', foram criados os termos white hat, grey hat e black hat, que organizam as atividades; veja o que cada um significa.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 18 de agosto de 2023 às 13h15m

Post. N. - 4.705

Entenda o que é um 'hacker' e a diferença para 'cracker' — Foto: Marcos Serra Lima/g1
Entenda o que é um 'hacker' e a diferença para 'cracker' — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Embora seja popular e conhecido há muito tempo, o termo "hacker" tem outros significados e ainda gera confusões de entendimento na comunidade.

Em termos gerais, o "hacker" é aquela pessoa que busca falhas de segurança e ajuda a empresa a resolver essas vulnerabilidades. Enquanto, o "cracker" é o "hacker do mal", que rouba senhas e implementa vírus, por exemplo.

Esses nomes foram subdivididos em "chapéus": white hat, grey hat e black hat, que organizam essas atividades (entenda abaixo).

O que é um 'hacker'

Começando pelo mais popular, "'hacker" é o nome que foi dado para a pessoa que fuça em sistemas computacionais. Normalmente, o objetivo de um hacker é fazer com que um sistema faça algo que não foi projetado para fazer", explica Lucas Lago, membro do Instituto Aaron Swartz de Ciberativismo.

Popularmente, ele é chamado de "hacker ético" ou "hacker do bem". Até mesmo empresas de tecnologia costumam adotá-los em competições de busca de falhas de segurança em seus sistemas. Só que, ao mesmo tempo, ambos são considerados negativos pela comunidade de cibersegurança:

"Isso porque não existe 'hacker do bem' e 'hacker do mal'. O 'hacker do mal' é meramente um criminoso. Ninguém fala 'frentista do bem' e 'frentista do mal', por exemplo", diz Marina Ciavatta, especialista em conscientização em segurança da informação.

Já o "cracker" seria o hacker mal-intencionado, que aproveita dessas habilidades computacionais para obter vantagens e causar danos.

"Nesse caso, é a pessoa que explora vulnerabilidades para o mal, para extorquir, difamar, para vazar informação confidencial, por exemplo", explica Angelo Zanini, coordenador do curso de engenharia de computação do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Geraldo Guazzelli, diretor-geral da Netscout Brasil, explica que, muitas vezes, os "crackers têm as mesmas capacidades, aptidões e conhecimento técnicos de um hacker".

Classificação de chapéus

Como alternativa ao "hacker ético" e ao "cracker", foram criados três termos menos polêmicos: white hat, grey hat e black hat. Traduzindo para português, chapéu branco, chapéu cinza e chapéu preto, respectivamente. Veja o que é cada um:

  • White hat: é o mesmo que o "hacker ético", um profissional de segurança dedicado apenas a proteger sistemas;
  • Grey Hat: é a pessoa que vai mexer em sistemas que estão no ar, sem autorização. Mas ao descobrir uma falha, vai reportar aos responsáveis ou fazer algo que comprove a falha, mas sem efeito nocivo - aqui vai entrar a maioria dos pesquisadores independentes, explica Lucas Lago.
  • Black hat: é o criminoso. É a pessoa que vai abusar de sistemas para benefício próprio.

"Sendo assim, 'cracker' seria o 'black hat'. Eu gosto da classificação dos chapéus porque ela dá a ideia de que uma pessoa pode transitar livremente entre eles. Não é um negócio estático", explica Lago.

"Por exemplo, um pesquisador que na universidade é um white hat pode no tempo livre atuar como gray hat - mas vai continuar sendo um hacker", finaliza.

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quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Como escolher uma senha segura

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Hacker Walter Delgatti disse que, entre as senhas do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estavam '123mudar' e '12345', que aparecem entre as mais comuns em vazamentos de dados. É possível seguir cinco dicas para proteger a conta.
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Por g1

Postado em 17 de agosto de 2023 às  21h35m

Post. N. - 4.704

A escolha das senhas é um passo importante para dificultar o surgimento de problemas no mundo digital.  — Foto: Reprodução
A escolha das senhas é um passo importante para dificultar o surgimento de problemas no mundo digital. — Foto: Reprodução

O hacker Walter Delgatti disse nesta quinta-feira (17) à CPI dos Atos Golpistas que as senhas usadas no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) eram "123mudar", "CNJ123" e "12345". A fala chamou atenção pela suposta facilidade para acessar ambientes que deveriam estar protegidos.

A sequência numérica "12345" foi a 4ª senha mais encontrada em vazamentos de dados de usuários no Brasil em 2022, enquanto "123mudar" aparece na 21ª posição. O levantamento foi feito pelo serviço de gerenciamento de senhas NordPass.

A escolha de uma senha forte é um dos principais fatores para proteger celular e computador, bem como redes sociais ou contas usadas no trabalho. Confira abaixo como criar uma senha segura e proteger suas contas.

  • Crie senhas longas, que são mais difíceis de serem adivinhadas por tentativa e erro – uma dica é usar truques para criar senhas mais criativas, como pequenos trechos de frases ou músicas importantes para você;
  • Use letras maiúsculas e minúsculas, além de números e caracteres especiais, como @ e $;
  • Não use a mesma senha em vários sites ou aplicativos;
  • Use um gerenciador de senhas, que permite armazenar as credenciais com segurança -- o navegador Google Chrome e o aplicativo Microsoft Autenthicator são alguns dos que oferecem essa ferramenta.
  • Quando possível, ative a proteção de dois fatores em sua conta – assim, mesmo que alguém descubra a sua senha, será preciso inserir outro código, que pode ser enviado por e-mail, SMS ou um aplicativo de autenticação que você escolher.

VÍDEO: Como criar uma senha forte?VÍDEO: Como criar uma senha forte?

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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

TweetDeck passa a ser pago e só assinantes do Blue terão acesso

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Antes gratuito, serviço permite monitorar o que repercute na rede social, o que é útil especialmente para empresas.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 16 de agosto de 2023 às 14h20m

Post. N. - 4.704

TweetDeck — Foto: Reprodução/TwitterTweetDeck — Foto: Reprodução/Twitter

O aplicativo TweetDeck começou a ser pago na terça-feira (15), e os usuários da rede social X (ex-Twitter), passaram a ser redirecionados a uma página para assinar o serviço quando tentam acessá-lo.

A rede social X anunciou em julho que o TweetDeck, que permite aos usuários monitorar várias contas simultaneamente, seria acessível apenas aos usuários "verificados" a partir de agosto.

Na terça, ao tentar acessar a ferramenta, que agora se chama X Pro, os usuários recebiam uma mensagem que solicitava o pagamento anual R$ 440 para aderir à verificação.

O bilionário Elon Musk, que comprou o Twitter no ano passado, fez uma profunda reforma na plataforma, cortando funcionários e buscando assinaturas e rendas adicionais para um serviço extremamente popular, mas com algumas falhas.

Linda Yaccarino, a nova diretora da X, assegurou na semana passada que a plataforma se encontra "perto do equilíbrio" e voltou a contratar pessoal.

O TweetDeck foi lançado há mais de uma década e permite ao usuário organizar em seu computador suas contas por temas, através de colunas. O Twitter comprou o aplicativo em 2011 por US$ 40 milhões de dólares.

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