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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem, som de cinema e recursos interativos

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Com lançamento previsto para 2025, a tecnologia introduzirá uma experiência televisiva aprimorada, permitindo uma programação mais interativa e adaptada aos gostos do público.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 17 de outubro de 2024 às 06h120m

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DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem e recursos interativos

Emissoras, fabricantes de televisores e o governo federal se preparam para lançar a TV 3.0, também conhecida como DTV+ no Brasil. A nova geração de TVs promete melhor qualidade de imagem, som envolvente e interatividade, mantendo a TV aberta de graça.

A meta do Ministério das Comunicações é definir a tecnologia a ser utilizada até 31 de dezembro de 2024. No início de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá assinar um decreto estabelecendo o padrão tecnológico que será adotado.

O mercado espera que os primeiros usuários possam aproveitar essa inovação já durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o Ministério das Comunicações, dependendo da preparação das emissoras, a nova tecnologia poderá estar em vigor antes mesmo de 2026. Além do Brasil, outros países têm se preparado para adotá-la.

A DTV+ é o novo padrão da televisão digital, que tornará o sistema da TV mais inteligente e personalizado, além de melhorar imagem e som. Inicialmente, para usufruir da nova geração, será necessário adquirir uma caixinha.

No entanto, o objetivo é que, no futuro, os novos televisores já saiam de fábrica com toda essa tecnologia integrada.

Nesta reportagem, você saberá:

A primeira televisão, analógica e com imagens em preto e branco, ficou conhecida como 1.0. Anos depois, surgiu a TV 2.0, com imagens em cores e conectividade à internet.

Agora, a TV 3.0 representa o próximo patamar da televisão digital e, segundo especialistas, entregará mais interatividade, personalização e qualidade de imagem e som (entenda mais abaixo).

Em agosto de 2024, o Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre anunciou o novo nome da TV 3.0 no país, que passou a se chamar Digital Television+ (DTV+).

As vantagens da DTV+ (TV 3.0)

  • 🖼️ Melhores imagens: o usuário poderá assistir a conteúdos da TV aberta com mais definição, brilho e contraste, em qualidade 4K e até 8K.
  • 📺 Canais: a tecnologia permite que os canais de TV sejam semelhantes a aplicativos. "Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora, algo mais próximo do que já vemos hoje nas Smart TVs", diz Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações.
  • 🔈Som imersivo: a nova tecnologia oferece uma experiência sonora envolvente, com qualidade de cinema, de acordo com especialistas.
  • 📣 Personalização da publicidade: assim como já acontece nas redes sociais, as emissoras poderão segmentar ainda mais os anúncios, entregando opções personalizadas. "Se a pessoa quer trocar de carro, será possível exibir propagandas que falem diretamente com quem está em busca de um novo veículo," explica Leonora Bardini, diretora de programação da TV Globo.
  • Interatividade: o público poderá interagir com conteúdos da TV aberta, como votar em enquetes e até comprar produtos exibidos ao vivo.

"Assim que ligar e se logar, a TV já vai te conhecer, saber seus gostos e oferecer uma combinação de conteúdo e publicidade. É uma TV personalizada, feita exclusivamente para cada pessoa", diz Leonora Bardini. 
Depende de internet?

Não será necessária conexão à internet para usufruir das vantagens da TV 3.0, explica Wilson Diniz. "A qualidade de imagem 4K, 8K e o som imersivo estarão disponíveis, mesmo que o usuário não tenha conexão", garante.

No entanto, conectar a TV à internet permite uma experiência mais completa, ampliando as possibilidades de interatividade e personalização, segundo especialistas.

Por exemplo, será possível comprar a mesma roupa que o ator usa na novela ou o bolo que acabou de aparecer no programa de culinária. Além disso, você poderá votar para eliminar um participante de um reality show — tudo diretamente pela televisão.

"Em um jogo entre Brasil e Argentina, a TV já saberá que você é torcedor do Brasil e proporcionará uma experiência completa que dialoga com a sua seleção ou time do coração," exemplifica Leonora.

"Isso será possível porque você já informou o seu time ao acessar o ge.globo, por exemplo. Tudo estará sincronizado," completa a executiva.

Preciso trocar de televisão?

Assim como ocorreu na transição do sinal de TV analógico para o digital, inicialmente será necessário adquirir um conversor para usufruir da experiência da DTV+. A expectativa é que, no futuro, os novos televisores já venham de fábrica com suporte à nova tecnologia.

Wilson Diniz afirma que as fabricantes fazem parte do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre e estão envolvidas nas discussões da DTV+ desde o início, justamente para preparar o mercado.

"Estamos estudando formas de incentivar a adoção da tecnologia, inclusive com incentivos fiscais para os fabricantes que já adotarem a TV 3.0", completou.

Quanto vai custar o conversor?

Por enquanto, existem apenas protótipos dos conversores de TV 3.0, por isso ainda não é possível definir os preços para o consumidor, conforme explicou o Ministério das Comunicações ao g1.

O governo ainda não confirmou se os equipamentos serão distribuídos, mas há discussões sobre a possibilidade de entrega gratuita para famílias de baixa renda, similar ao que ocorreu na expansão do sinal digital.

Enquanto isso, a Globo está realizando testes, exibindo alguns recursos da DTV+ em regiões específicas, tanto em aparelhos conectados ao sinal broadcast (antena) quanto no Globoplay.

TV 3.0 vai ser interativa e gratuita, e dará acesso à programação de TV aberta e streaming no mesmo lugar

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O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024

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quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Tradução de ligações no WhatsApp chega a mais celulares Samsung; veja lista de modelos compatíveis

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Fabricante ainda anunciou a disponibilidade de mais ferramentas de inteligência artificial para a linha Galaxy S23, S24, dobráveis e mais.
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Por g1

Postado em 16 de outubro de 2024 às 10h15m

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Galaxy S24 Ultra, S24+ e S24 — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S24 Ultra, S24+ e S24 — Foto: Divulgação/Samsung

A Samsung anunciou a liberação de algumas ferramentas de inteligência artificial para mais celulares da marca. Entre elas, está o recurso de tradução simultânea de chamadas em mais aplicativos, como WhatsApp e Google Meet.

As novidades fazem parte do Galaxy AI, pacote de ferramentas de IA da fabricante sul-coreana, anunciado em julho deste ano.

A atualização foi disponibilizada gratuitamente na semana passada na Coreia do Sul, nos EUA e na Europa. A empresa confirmou ao g1 que o update já está disponível no Brasil através da One UI 6.1 (veja abaixo como fazer o download).

A companhia disse ainda que está expandindo para outros aparelhos a ferramenta que gera texto para e-mails e redes sociais, além do "Assistente de desenho", que pode complementar a imagem com algum objeto solicitado pelo usuário.

Veja os principais recursos do Galaxy AI:

📱 Com essa atualização, caso você precise conversar com alguém que fale outra língua, basta tocar na opção "Live Translate" para que a IA da Samsung traduza ligações em tempo real em aplicativos de mensagem, como WhatsApp, e de videochamadas, como Google Meet e Zoom.

📃 Como o próprio nome sugere, a "Tradução de Arquivos PDF" pode traduzir textos, imagens de textos e até gráficos em documentos PDF.

🎨 O "Assistente de desenho" permite que o usuário faça um esboço de um objeto sobre uma foto real. Em seguida, o Galaxy AI interpreta o desenho e cria o item em sua forma real.

📋 A IA pode traduzir e resumir anotações no bloco de notas do celular, além de contar com uma ferramenta de transcrição que gera notas rápidas a partir de gravações de voz.

Quais modelos suportam as novidades do Galaxy AI

  • Tab S9 (tablet)
  • Galaxy S23
  • Galaxy S23 FE
  • Galaxy S24
  • Z Fold 5
  • Z Flip 5
  • Z Fold 6
  • Z Flip 6
Como atualizar a One UI

  1. Primeiro, vá em "Configurações";
  2. Em seguida, toque em "Atualização de software";
  3. E, depois, "Baixar".

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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Por que empresas de tecnologia estão recorrendo à energia nuclear em projetos de IA

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Google se juntou nesta segunda-feira (14/10) a uma lista de gigantes da tecnologia que está se voltando à energia nuclear para abastecer a 'faminta' Inteligência Artificial (IA).
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Por João da Silva, Natalie Sherman, Michael Dempsey

Postado em 15 de outubro de 2024 às 15h10m

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Por que empresas de tecnologia estão recorrendo à energia nuclear em projetos de IA — Foto: Reuters
Por que empresas de tecnologia estão recorrendo à energia nuclear em projetos de IA — Foto: Reuters

O Google anunciou na segunda-feira (14/10) um acordo para usar pequenos reatores nucleares que devem abastecer centros de processamento de dados de inteligência artificial (IA).

De acordo com a empresa de tecnologia, o acordo com a companhia do setor de energia Kairos Power permitirá que o primeiro reator seja usado nessa década e que mais deles sejam implementados até 2035.

As partes não deram detalhes sobre o valor do acordo e a localização das usinas que serão construídas.

Empresas de tecnologia estão se voltando cada vez mais para fontes nucleares para obter a eletricidade necessária para grandes data centers (centros de processamento de dados) que impulsionam a IA e demandam muita energia.

"A rede precisa de novas fontes de eletricidade para dar suporte às tecnologias de IA", disse Michael Terrell, diretor-sênior de energia e clima do Google.

"Este acordo ajuda a acelerar uma nova tecnologia para atender às necessidades de energia de forma limpa e confiável, e a liberar todo o potencial da IA ​​para todos."

A energia nuclear, uma fonte essencialmente livre da emissão de carbono e capaz de fornecer eletricidade 24 horas por dia, tem se tornado cada vez mais atraente para a indústria de tecnologia — que tenta cortar emissões de poluentes ao mesmo tempo em que precisa de mais energia para nova tecnologias.

A IA requer muito mais poder de processamento do que a computação padrão.

"Um data center normal precisa de 32 megawatts de energia. Para um data center de IA, são 80 megawatts", explica Chris Sharp, diretor de tecnologia da Digital Realty, uma empresa dos EUA que constrói esses centros de processamento.

Os data centers convencionais já consumiam enormes quantidades de energia, mas a IA demanda ainda mais — Foto: Getty Images
Os data centers convencionais já consumiam enormes quantidades de energia, mas a IA demanda ainda mais — Foto: Getty Images

No mês passado, a Microsoft fechou um acordo de 20 anos para reiniciar as operações na usina Three Mile Island, o local do pior acidente nuclear dos Estados Unidos em 1979. A previsão é que a usina seja reaberta em 2028 após reformas.

Segundo a empresa Constellation Energy, responsável pelo local, o reator a ser reativado é "totalmente independente" da unidade que esteve envolvida no acidente de 1979.

A ocorrência não causou ferimentos ou mortes, mas provocou medo e desconfiança generalizados entre os americanos, desencorajando o desenvolvimento da energia nuclear nos EUA por décadas.

O presidente-executivo da Constellation, Joe Dominguez, disse em setembro que o acordo era um "símbolo poderoso do renascimento da energia nuclear como um recurso de energia limpo e confiável".

Dominguez defendeu que as usinas nucleares são as "únicas fontes de energia" que podem fornecer uma "abundância" de energia livre de carbono de forma consistente.

A Microsoft classificou o acordo como um "marco" em seus esforços para "ajudar a descarbonizar a rede".

Em março, a Amazon anunciou que compraria um data center movido a energia nuclear no Estado da Pensilvânia.

Reatores 'embutidos' nos data centers

O acordo do Google com a Kairos Power envolve a construção dos chamados pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês), que podem ser integrados aos próprios data centers, que teriam suas próprias pequenas usinas.

Para Chris Sharp, da Digital Realty, esse é o futuro da energia a abastecer a IA.

Embora ainda não haja SMRs em operação comercial ao redor do mundo, a China está construindo o primeiro do mundo, e tecnologia semelhante já é usada por submarinos movidos a energia nuclear.

Enquanto isso, universidades, como o Imperial College London do Reino Unido, operam há anos pequenos reatores nucleares para fins de ensino e treinamento.

Hoje, a maioria das empresas que desenvolvem SMRs para uso comercial está se concentrando em abastecer cidades.

No entanto, um grupo de empresas especializadas aposta que os data centers são os melhores candidatos para seus projetos de SMR.

"Data centers são coisas famintas por energia, mas com a IA, estamos chegando a um novo nível de demanda", explica Michael Bluck, diretor do Centro de Engenharia Nuclear do Imperial College London.

"Existem cerca de 50 projetos de SMR por aí. O desafio é construí-los com unidades semelhantes, estilo fábrica, padronizando linhas de produção."

Já Doug Parr, cientista chefe do Greenpeace Reino Unido, disse em fevereiro à BBC que o alto custo dos SMRs deverá ser uma barreira muito grande.

"Há um ânimo pouco realista por trás das estimativas de custo dos SMR", afirmou Parr.

"Esse ânimo vai decair à medida que atrasos e dificuldades surgirem", disse, defendendo que fontes de energia renováveis seriam mais vantajosas economicamente.

O Greenpeace também se opõe à energia nuclear por motivos de segurança, apontando o risco de acidentes e a necessidade de lidar com os resíduos radioativos.

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