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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

OpenAI nega boato de que ChatGPT deixou de dar conselhos jurídicos e médicos

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Publicações nas redes sociais distorcem uma atualização das regras de uso da IA e fazem parecer que ela deixou de oferecer orientações sobre esses temas.
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Por Redação g1

Postado em 05 de Novembro de 2.025 às 07h00m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais
Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

Circula na internet a informação de que uma atualização do ChatGPT passou a impedir o robô de dar conselhos jurídicos e médicos.

Mas a afirmação é falsa, segundo Karan Singhal, chefe de IA em saúde da OpenAI, em post publicado na rede social X. "O comportamento do modelo permanece inalterado", escreveu Karan.

"O ChatGPT nunca substituiu o aconselhamento profissional, mas continuará sendo um excelente recurso para ajudar as pessoas a compreenderem informações jurídicas e de saúde", completou.

A informação falsa afirma que, desde o mês passado, a IA deixou de ser um consultor para se tornar uma "ferramenta de educação".

Boato distorce atualização das políticas de uso

ChatGPT — Foto: AP Photo/Matt Rourke
ChatGPT — Foto: AP Photo/Matt Rourke 

A fake faz uma interpretação equivocada de uma atualização publicada em 29 de outubro deste ano pela OpenAI, que lista uma série de usos proibidos do ChatGPT.

Entre eles está: "fornecimento de aconselhamento personalizado que requer uma licença, como aconselhamento jurídico ou médico, sem o envolvimento adequado de um profissional licenciado".

Essa regra, no entanto, não é nova. Ela já constava nas Políticas de Uso anteriores da OpenAI, de janeiro de 2025.

O que a empresa quer dizer é que os usuários não podem usar a IA para dar aconselhamento jurídico, médico/de saúde ou financeiro sem revisão por um profissional qualificado.







Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
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Apple anuncia o novo Iphone 17 Pro
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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

OpenAI pagará US$ 38 bilhões para ter infraestrutura da Amazon na corrida pela IA

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Dona do ChatGPT faz contrato com a AWS, divisão de computação na nuvem da Amazon.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 03 de Novembro de 2.025 às 21h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou um acordo de US$ 38 bilhões (R$ 204 bilhões) com a AWS, divisão de computação na nuvem da Amazon, para comprar capacidade adicional de desenvolvimento para sua plataforma de inteligência artificial.

Assim, a startup continua sua ambiciosa campanha por mais potência computacional e de armazenamento, junto a provedores de nuvem, como a AWS, e fabricantes de chips, para garantir sua competitividade na corrida pela IA.

A OpenAI pretende a ser a primeira do setor a desenvolver um modelo de IA geral, conhecido como AGI (na sigla em inglês), que se iguale ao conjunto das capacidades intelectuais humanas.

"Desenvolver a IA mais avançada requer capacidades de cálculo muito grandes e confiáveis", explicou o diretor da OpenAI, Sam Altman, em comunicado. "Nossa parceria com a AWS reforça o ecossistema que apoiará esta nova fase e tornará a IA avançada acessível para todos".

A negociação fez subir as ações da Amazon na bolsa de Nova York, e também refletiu positivamente para a Nvidia, cujos chips serão utilizados nessa parceria (saiba mais abaixo).

Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP
Sam Altman, CEO da OpenAI — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP

Possível bolha da IA

Na semana passada, Altman revelou que a OpenAI assumiu compromissos de U$ 1,4 trilhão (R$ 7,5 trilhões) com fornecedores de serviços na nuvem e da indústria de chips.

Esses contratos exigirão 30 gigawatts (GW) de eletricidade, o que equivale a mais de 2% da capacidade total instalada nos Estados Unidos no final de 2023, segundo dados da EIA, a agência de informação energética dos EUA.

Uma parte dos investidores mostra cada vez mais cautela diante do frenesi de compras da OpenAI.

Isso porque as receitas projetadas da empresa para este ano giram em torno de US$ 13 bilhões (R$ 69,7 bilhões), mas estima-se que ela não será lucrativa antes de 2029, conforme admitido pelo próprio Altman.

Questionado sobre o tema em um episódio do podcast "BG2 Pod" publicado na última sexta-feira (31), Altman demonstrou sinais de irritação e respondeu que a OpenAI gerará "muito mais" receitas do que essa estimativa.

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
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Como será o convênio com a AWS

O acordo com a AWS foi o primeiro desde que a OpenAI formalizou sua nova estrutura, na qual a empresa tem mais liberdade para se afastar de suas origens sem fins lucrativos e gerar benefícios para seus investidores.

O convênio com a AWS tem duração de sete anos e assegura à OpenAI disponibilidade adicional imediata na nuvem, com um lançamento completo antes do final de 2026.

A parceria anunciada baseia-se na colaboração existente entre as duas empresas, com os modelos mais abertos da OpenAI já disponíveis nos servidores da Amazon.

As infraestruturas de nuvem que a AWS colocará à disposição da empresa californiana serão baseadas principalmente em processadores do gigante Nvidia, os GPUs (Unidades de Processamento Gráfico), considerados os mais avançados do mercado.

Elas não serão utilizadas apenas para trabalhos nos novos modelos da OpenAI, mas também para operar o ChatGPT e gerenciar as solicitações dos mais de 800 milhões de usuários semanais da plataforma, especificou a companhia.

A OpenAI opta pelos chips da Nvidia, em vez dos desenvolvidos pela AWS, que, segundo especialistas, atingiram níveis de desempenho agora próximos aos GPUs da líder mundial do setor.

Parceira privilegiada da OpenAI, da qual controla 27% do capital após ter investido mais de US$ 13 bilhões (R$ 69,7 bilhões), a Microsoft aceitou há alguns meses a ideia de que a startup de São Francisco busque capacidades de nuvem em outros lugares.

Isso mostra que a Microsoft, embora também forneça serviços de nuvem, já não consegue atender toda a demanda de seus clientes em termos de armazenamento e processamento de dados.

O que é nuvem?

Toda empresa que trabalha com processamento de dados precisa de computadores para armazenar informações, arquivos e softwares.

Esses computadores, que geralmente são grandes equipamentos com alta capacidade, podem ser mantidos pela própria empresa em sua sede ou em outro lugar.

Como isso custa caro e exige manutenção constante, as empresas optam por terceirizar essa estrutura e contratam companhias com maior capacidade de manter esses supercomputadores, como AWS, Azure, Google Cloud, Oracle e IBM.

Nuvem é o nome dado ao serviço que permite transferir, guardar e processar dados em outros lugares, usando a internet. Pessoas também usam serviços na nuvem ao salvarem fotos no Google Fotos e no iCloud, da Apple, ou ao rodar jogos online, sem baixar e instalar programas, por exemplo.

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sábado, 1 de novembro de 2025

Por que grandes empresas de tecnologia como a Amazon estão demitindo milhares de funcionários

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Um estudo recente do Federal Reserve, o banco central americano, em Saint Louis, no Estado de Missouri, encontrou uma correlação entre ocupações com maior presença de IA e aumentos no desemprego desde 2022.
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TOPO
Por Danielle Kaye

Postado em 01 de Novembro de 2.025 às 19h50m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Por que grandes empresas de tecnologia como a Amazon estão demitindo milhares de funcionários — Foto: BBC
Por que grandes empresas de tecnologia como a Amazon estão demitindo milhares de funcionários — Foto: BBC

A gigante da tecnologia Amazon confirmou na última terça-feira (28) que planeja cortar milhares de empregos, reduzindo sua força de trabalho global em "aproximadamente 14 mil cargos". A decisão alimentou uma preocupação antiga: a de que a inteligência artificial (IA) está começando a substituir trabalhadores.

A gigante da tecnologia juntou-se a uma lista crescente de empresas nos Estados Unidos que apontam a tecnologia de IA como motivo por trás das demissões.

Mas alguns questionam se a IA é totalmente responsável por isso — e expressam ceticismo sobre se as recentes demissões de grande destaque são realmente um sinal claro do impacto da tecnologia no emprego.A Chegg, empresa de educação online, citou as "novas realidades" da IA ao anunciar, na segunda-feira (27), uma redução de 45% em sua força de trabalho.

Quando a Salesforce, que oferece serviço como software em nuvem, cortou 4 mil cargos de atendimento ao cliente no mês passado, seu diretor-executivo afirmou que agentes de IA estavam realizando esse trabalho.

A gigante americana de logística UPS afirmou, na terça-feira, que cortou 48 mil empregos desde o ano passado. A presidente da empresa de entregas já havia relacionado as demissões, em parte, ao uso de aprendizado de máquina (machine learning em inglês), que permite que computadores aprendam e melhorem com a experiência.

Mas extrapolar as declarações de executivos durante cortes é "possivelmente a pior forma" de determinar os efeitos da IA sobre os empregos, avalia Martha Gimbel, diretora-executiva do Budget Lab, centro de pesquisa em economia da Universidade de Yale, nos EUA.

Segundo ela, dinâmicas específicas de cada empresa costumam influenciar esses movimentos.

"Há uma tendência real — porque todos estão muito assustados com o possível impacto da IA no mercado de trabalho daqui pra frente — de reagir de forma exagerada a anúncios isolados de empresas", afirmou Gimbel.

Certos grupos da força de trabalho — como recém-formados e funcionários de centros de dados, por exemplo — são, de fato, particularmente vulneráveis à adoção da tecnologia.

Um estudo recente do Federal Reserve, o banco central americano, em Saint Louis, no Estado de Missouri, encontrou uma correlação entre ocupações com maior presença de IA e aumentos no desemprego desde 2022.

Mas Morgan Frank, professor da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, estudou o risco de desemprego por ocupação e descobriu que os únicos trabalhadores afetados pelo lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, foram os do setor de apoio administrativo e de escritório.

Para eles, a probabilidade de solicitar seguro-desemprego aumentou no início de 2023, segundo ele — imediatamente após a chegada do chatbot desenvolvido pela OpenAI.

Já para as ocupações de computação e matemática, "não há nenhuma mudança perceptível na tendência em torno do lançamento do ChatGPT", disse Frank.

"Tanto os trabalhadores de tecnologia quanto os administrativos estão em um mercado de trabalho mais difícil do que há alguns anos", afirmou.

"Mas eu seria cético em dizer que a IA é a razão de tudo isso", acrescentou.

'Padrões' de contratação e demissão

Professor defende que impacto do ChatGPT em empregos foi limitado — Foto: Getty Images via BBC
Professor defende que impacto do ChatGPT em empregos foi limitado — Foto: Getty Images via BBC

A Amazon e muitas de suas concorrentes no setor de tecnologia contrataram em ritmo acelerado nos anos que antecederam a pandemia de coronavírus e nos primeiros meses dela, quando o Federal Reserve (Fed) reduziu as taxas de juros dos Estados Unidos para quase zero.

Segundo especialistas, esse movimento de contratações acabou preparando essas empresas para reduções futuras em sua força de trabalho — uma dinâmica separada do boom da inteligência artificial generativa observado nos últimos três anos.

O Fed também começou a elevar as taxas de juros aproximadamente na mesma época em que o ChatGPT foi lançado.

"Muito dessa conversa soa muito diferente para as pessoas porque a expressão 'inteligência artificial' está no meio dela", disse Martha Gimbel, do Budget Lab.

"Mas, até agora, nada do que vi parece diferente dos padrões típicos de contratação e demissão das empresas, especialmente neste ponto de um ciclo econômico."

Uma grande questão, acrescentou ela, é como serão os padrões de contratação quando a economia voltar a um período de crescimento sólido.

A longo prazo, disse Gimbel, será fundamental distinguir entre as perdas de empregos provocadas por fatores cíclicos e as causadas pela IA.

Se, por exemplo, a economia dos EUA entrar em recessão, cargos em recursos humanos e marketing seriam cortes esperados.

Esses empregos, porém, também estão entre os mais expostos à IA — o que complica a tarefa de identificar se os cortes resultam das condições macroeconômicas, da adoção da tecnologia, ou de uma combinação das duas coisas.

Amazon na linha de frente

A Amazon, que confirmou o plano de cortar cerca de 14 mil cargos corporativos, afirmou que precisa estar "organizada de forma mais enxuta" para aproveitar as oportunidades oferecidas pela inteligência artificial.

A empresa vem apresentando bom desempenho. Em julho, divulgou resultados trimestrais que superaram as expectativas de Wall Street em vários aspectos — incluindo um aumento de 13% nas vendas em relação ao ano anterior, totalizando US$ 167,7 bilhões (R$ 902,8 bi).

Enrico Moretti, professor de economia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que as maiores empresas de tecnologia, como a Amazon, estão na linha de frente dos cortes de empregos relacionados à IA, "em parte porque são tanto produtoras quanto consumidoras de IA".

Ainda assim, ele reconhece que uma correção após o forte ritmo de contratações durante a pandemia também pode ter motivado a nova rodada de demissões da empresa.

A Amazon provavelmente consegue automatizar funções mais rapidamente do que a maioria de suas concorrentes por causa de sua escala, afirmou Lawrence Schmidt, professor associado de finanças na escola de gestão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (o MIT).

"Não é nada absurdo pensar que a Amazon queira eliminar certos tipos de cargos — ou deixar de contratar mais pessoas para determinadas funções — se essas atividades puderem ser rapidamente automatizadas", disse Schmidt.

"Independentemente do que aconteça com o número total de empregos", acrescentou, "é de se esperar que haja uma realocação."

Nuvem da Amazon cai e derruba serviços no mundo todo
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