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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Plataforma processa Austrália por proibição de redes para adolescentes e cita liberdade de expressão

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Reddit, que abriga fóruns de discussão online, alega que lei deveria ser declarada inválida porque interfere na livre comunicação política, implícita na Constituição do país
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TOPO
Por Reuters

Postado em 12 de Dezembro de 2.025 às 12h10
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Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália
Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália

A plataforma de fóruns de discussão Reddit entrou com um processo na Suprema Corte da Austrália, nesta sexta-feira (12), para tentar derrubar a proibição de redes sociais para menores de 16 anos no país.

Segundo a plataforma, a legislação deveria ser declarada inválida porque interfere na livre comunicação política, implícita na Constituição do país.

A ministra das Comunicações, Anika Wells, e o governo australiano são citados como réus.

No processo, a Reddit diz que sua plataforma não se enquadra na definição de rede social e deveria ser isenta da lei mesmo se o tribunal mantiver a proibição do acesso.

Já uma porta-voz da ministra das Comunicações disse que o governo australiano está "do lado dos pais e das crianças australianas, não das plataformas" e que "permaneceria firme para proteger os jovens australianos de sofrerem danos nas mídias sociais".

Logo da Reddit — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Logo da Reddit — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

Batalha jurídica

A Reddit, sediada em San Francisco, nos EUA, classifica a Austrália como um de seus maiores mercados.

No entanto, a ação da plataforma aumenta drasticamente os recursos disponíveis para uma possível batalha judicial prolongada. A Reddit é uma grande empresa do Vale do Silício, com capitalização de mercado de US$44 bilhões.

A ação judicial ocorre dois dias após o lançamento da proibição nacional de acesso à mídia social por menores de 16 anos. Essa é a segunda investiga legal contra a medida, depois que dois adolescentes representando um grupo libertário australiano entraram com um processo contra o governo no mês passado.

Um eventual sucesso da empresa pode abrir a porta para que outras plataformas tomem medidas semelhantes.

A ação da Reddit gerou outras críticas do governo. O ministro da Saúde, Mark Butler, disse que a empresa Reddit entrou com a ação judicial para proteger seus lucros,e não o direito dos jovens à expressão política. "Lutaremos contra essa ação", acrescentou Butler.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Existe risco de 'apagão' na internet por sabotagem em cabos submarinos?

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Informações pessoais, dados de pagamentos e segredos de governo são transmitidos pelo fundo do mar. Tensões crescentes com a China expõem fragilidades do sistema.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 05 de Dezembro de 2.025 às 05h00m
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Navio usado para instalação de cabos submarinos na costa dos Estados Unidos em junho de 2023 — Foto: Divulgação/Prysmian Group
Navio usado para instalação de cabos submarinos na costa dos Estados Unidos em junho de 2023 — Foto: Divulgação/Prysmian Group

Eles são a espinha dorsal da globalização: cabos submarinos, que se estendem no fundo no mar, conectando países e continentes.

Segundo a plataforma Total Telecom, cerca de 500 cabos desse tipo atravessavam os oceanos em 2021, atingindo uma extensão de 1,3 milhão de quilômetros. Desde então, esse número aumentou ainda mais.

"Toda a troca de informações mundial está sendo transmitida por esses cabos", diz Johannes Peters, coordenador do Centro de Estratégia e Segurança Marítima da Universidade de Kiel, na Alemanha.

"A internet, dados de pagamento e informações de todas as formas imagináveis, todo o tipo de comunicação verbal – tudo isso passa quase exclusivamente por esses cabos", afirma Peters. "Ou seja, somos dependentes deles, e isso ao nível global".

Entretanto, essa estrutura de comunicação está em risco. Não por desgaste natural, mas por possíveis atos de sabotagem.

Um exemplo ocorreu recentemente no Mar Báltico. Um estudo da Universidade de Washington, em Seattle, aponta que cerca de dez cabos foram rompidos desde 2022, sete deles entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. Nos últimos meses, mais cabos foram destruídos.

A Rússia foi citada várias vezes como a responsável por esses estragos. Indícios como marcas de âncoras ou movimentos suspeitos de navios reforçam essa suspeita.

No entanto, não há provas conclusivas contra Moscou, nem de que os danos foram realmente intencionais, já que podem ter sido causados por acidentes ou mesmo por negligência.

Além da Rússia, outro país suspeito de ter destruído cabos subterrâneos no Mar Báltico é a China. Em novembro de 2024, a Suécia pediu ao governo chinês que colaborasse na investigação de um rompimento semelhante na região.

Na Ásia, aumentam as preocupações no Pacífico, onde redes de cabos conectam Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Governos da região temem que, em caso de conflito com a China, esses cabos se tornem alvo por serem infraestrutura crítica.

Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, a China desenvolveu um navio capaz de cortar cabos a até 4 mil metros de profundidade.

O relatório afirma que, somado às tensões em áreas marítimas estratégicas, o equipamento reforça a capacidade chinesa de atingir cabos com precisão.

A Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China (USCC) também mencionou essas capacidades no relatório anual enviado ao Congresso dos EUA.

Segundo o relatório, a China "tem participado cada vez mais de atividades de corte de cabos submarinos, usados como meio de pressão na zona cinzenta". "Ao mesmo tempo, há cada vez mais indícios de que Pequim está desenvolvendo novas tecnologias para cortar cabos que podem ser usadas em caso de guerra."

Destruição com enormes consequências

Para Kenny Huang, presidente do Asia Pacific Information Center (APIC), responsável pelo registro de domínios na região Ásia-Pacífico, a destruição de um cabo principal teria impacto imediato.

"Se o cabo principal for danificado, você perde toda a conexão com a internet", diz ele.

"A região afetada se torna um vácuo de informações, pois também não há mais acesso à rede interna", afirma Huang, que também é presidente do Taiwan Network Information Center.

Para Taiwan, um cabo submarino interrompido teria um impacto enorme, alerta o pesquisador.

"Isso isolaria Taiwan completamente do mundo exterior. O acesso à informação seria impossível. Isso teria consequências não apenas para a comunicação, mas também para muitos setores, como educação, economia, forças armadas, agricultura e muitos outros."

O mesmo se aplica a outros países da região. Além dos danos físicos, cabos também podem ser interceptados, alerta a revista Global Defense Insight.

"Países rivais podem explorar essas vulnerabilidades para obter informações ou vantagens estratégicas em conflitos de segurança marítima. A Coreia do Sul precisa melhorar sua estrutura de segurança cibernética e a cooperação internacional para proteger essas infraestruturas críticas", diz a publicação.

Laboratório de testes

A destruição de cabos submarinos não exige nenhum esforço gigantesco, explica Johannes Peters, da Universidade de Kiel.

"Basta apenas lançar no fundo do mar uma espécie de âncora, que pode puxar os cabos – que são, assim, rompidos em algum momento. Não é preciso ter nenhum navio particularmente poderoso", complementa.

Por isso, segundo Peters, é preciso observar os desdobramentos no Mar Báltico de uma perspectiva mais ampla.

"A China observará com muita atenção como o Ocidente reagirá aos ataques a cabos submarinos. Ela vai tentar identificar os problemas correspondentes dos países ocidentais – além dos problemas técnicos, também os jurídicos, decorrentes do direito marítimo internacional."

"Nesse sentido, o Mar Báltico é atualmente uma espécie de laboratório de testes para a guerra híbrida marítima, o que também se observa em outros lugares do planeta", complementa Peters.

Medidas de proteção

Um dos pontos que precisa ser aprimorado é a proteção jurídica aos cabos, diz Kenny Huang, do Asia Pacific Information Center. "Agora, é preciso aprovar leis que permitam aplicar penas mais severas ao corte intencional de cabos submarinos", afirma.

O desenvolvimento de medidas técnicas também é necessário, acrescenta.

"Quando um cabo é danificado, o tráfego de dados é normalmente redirecionado para outro cabo ou outro provedor. Um plano de backup em várias etapas para as operações diárias pode ajudar bastante. Mas mesmo com um plano de backup, isso nem sempre é possível. No caso de um ataque militar a um cabo submarino, não há nenhuma instalação que possa repelir uma ofensiva", diz.

Por isso, países da região ampliam medidas de prevenção. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, Japão e aliados vêm excluindo empresas chinesas de projetos de cabos com participação americana.

O Japão também tem instalado cabos mais afastados entre si para evitar que um único ataque comprometa toda a rede, afirma a entidade.

Os países também poderiam designar certas áreas em que os navios só atravessariam com autorização devido aos cabos instalados nesses locais, diz Peters.

"Os próprios cabos também podem ser parcialmente protegidos, por exemplo, com tecnologia de sensores adequada", conclui.

China 

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Rússia bloqueia Roblox e acusa plataforma de distribuir 'propaganda LGBT' e conteúdo extremista

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Autoridades do país afirmam que crianças são expostas a assédio e violência no app de jogos; Rússia já tinha ameaçado proibir o WhatsApp na semana passada.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 03 de Dezembro de 2.025 às 19h00m
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'Roblox': Entenda o que é a plataforma de games que virou fenômeno
'Roblox': Entenda o que é a plataforma de games que virou fenômeno

A Rússia bloqueou o acesso à plataforma de criação de jogos Roblox, de propriedade americana, acusando-a de distribuir materiais extremistas e "propaganda LGBT", informou a imprensa estatal nesta quarta-feira (3).

O Roblox, da empresa americana Roblox Corporation, foi procurada, mas não respondeu ainda a um pedido de comentário.

O Roblox, que permite aos usuários criarem seus próprios jogos e compartilhá-los com outros, foi o aplicativo móvel mais baixado na Rússia em 2023, segundo o jornal local Vedomosti.

O país frequentemente ameaça proibir certas plataformas estrangeiras. Associações de defesa de direitos consideram isso uma tentativa das autoridades de controlar o uso da internet.

Em um comunicado divulgado pelas agências de notícias russas, o regulador de comunicações Roskomnadzor acusou o Roblox de hospedar "conteúdo inadequado que pode afetar negativamente o desenvolvimento espiritual e moral das crianças".

"Os menores no jogo são submetidos a assédio sexual, enganados para fornecer fotos íntimas e incitados a cometer atos depravados e de violência", afirmou o órgão.

Na semana passada, o mesmo regulador ameaçou proibir o WhatsApp, o segundo aplicativo de mensagens mais usado no país, por supostamente não agir para prevenir crimes.

Plataforma de jogos Roblox é exibida em um tablet. — Foto: AP/Leon Keith
Plataforma de jogos Roblox é exibida em um tablet. — Foto: AP/Leon Keith

A plataforma conta com cerca de 100 milhões de usuários diários, dos quais aproximadamente 40% são menores de 13 anos, de acordo com dados da empresa para 2024.

Países como Catar, Iraque e Turquia também proibiram seu uso, sobretudo por preocupações com a segurança dos usuários menores. Os estados americanos do Texas e da Louisiana processaram o aplicativo pelo mesmo motivo.

A empresa afirma que modera todo o conteúdo por meio de revisão humana e ferramentas de inteligência artificial.

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