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domingo, 5 de novembro de 2023

Os funcionários que usam ChatGPT secretamente no trabalho

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Em levantamento, 68% de mais de 5.000 entrevistados que usaram inteligência artificial no trabalho disseram que não divulgam o uso aos seus chefes.
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TOPO
Por BBC

Postado em 05 de novembro de 2023 às 08h00m

Post. N. - 4.755

Imagem mostra celular com o logo do ChatGPT, robô conversador da OpenAI — Foto: Getty Images/BBC
Imagem mostra celular com o logo do ChatGPT, robô conversador da OpenAI — Foto: Getty Images/BBC

Desde que a OpenAI lançou o ChatGPT, um robô virtual (chatbot) que responde a perguntas variadas, em novembro de 2022, empresas têm se esforçado para manter o uso da ferramenta sob controle no ambiente de trabalho.

Muitas companhias estão preocupadas com o vazamento de seus dados – não apenas treinando involuntariamente algoritmos da OpenAI com informações confidenciais, mas também potencialmente revelando segredos corporativos às solicitações dos concorrentes, diz Simon Johnson, chefe do grupo de economia global e gestão da MIT Sloan School of Management, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

No entanto, muitos trabalhadores adoram a tecnologia e passaram a acessar e até mesmo a depender dela.

Essas são ferramentas práticas que facilitam a vida, como a agregação de conteúdo. Em vez de procurar em diversas fontes para encontrar uma política organizacional obscura, o ChatGPT pode fornecer um primeiro rascunho útil em instantes, diz Bryan Hancock, sócio da McKinsey & Co, com sede em Washington.

Eles também podem ajudar em tarefas técnicas, como codificação, e realizar tarefas rotineiras que aliviam a carga cognitiva e os horários dos funcionários.

O consultor de negócios Matt e seu colega foram os primeiros em seu local de trabalho a descobrir o ChatGPT, poucas semanas após seu lançamento. Ele diz que o chatbot transformou seus dias de trabalho da noite para o dia. Foi como descobrir um truque de videogame, diz Matt, que vive em Berlim.

"Fiz uma pergunta realmente técnica da minha tese de doutorado e ele forneceu uma resposta que ninguém seria capaz de encontrar sem consultar pessoas com conhecimentos muito específicos. Eu sabia que seria uma virada de jogo."

As tarefas diárias em seu ambiente de trabalho acelerado – como pesquisar temas científicos, reunir fontes e produzir apresentações completas para clientes – de repente se tornaram muito fáceis.

O único problema: Matt e seu colega tiveram que manter o uso do ChatGPT em segredo bem guardado. Eles acessaram a ferramenta secretamente, principalmente em dias de trabalho em casa.

"Tínhamos uma vantagem competitiva significativa em relação aos nossos colegas – nossa produção era muito mais rápida e eles não conseguiam compreender como. Nosso gerente ficou muito impressionado e falou sobre nosso desempenho com a alta administração", diz.

Quer a tecnologia seja explicitamente proibida, altamente desaprovada ou dê a alguns trabalhadores uma vantagem secreta, alguns funcionários estão procurando maneiras de continuar usando ferramentas de IA generativas de forma discreta.

A tecnologia está se tornando cada vez mais um canal de retorno para os funcionários: em um estudo de fevereiro de 2023 realizado pela rede social profissional Fishbowl, 68% dos 5.067 entrevistados que usaram IA no trabalho disseram que não divulgam o uso aos seus chefes.

Mesmo em casos sem proibições no local de trabalho, os funcionários ainda podem querer manter o uso da IA ​​oculto, ou pelo menos protegido, dos colegas.

Ainda não temos normas estabelecidas em torno da IA ​​– inicialmente, pode parecer que você está admitindo que não é tão bom no seu trabalho se a máquina estiver executando muitas de suas tarefas, diz Johnson. "É natural que as pessoas queiram esconder isso."

Como resultado, estão surgindo fóruns para os trabalhadores trocarem estratégias para se manterem discretos.

Em comunidades como o Reddit, muitas pessoas buscam métodos para contornar secretamente as proibições no local de trabalho, seja por meio de soluções de alta tecnologia (integrando o ChatGPT em um aplicativo disfarçado como uma ferramenta de local de trabalho) ou soluções rudimentares para obscurecer o uso (adicionando uma tela de privacidade ou acessando discretamente a tecnologia pelo celular).

E um número crescente de trabalhadores que passaram a depender da IA ​​poderá ter de começar a procurar formas de manter o uso. De acordo com uma pesquisa da BlackBerry de agosto de 2023 com 2.000 tomadores de decisão globais de tecnologia da informação, 75% estão atualmente considerando ou implementando proibições do ChatGPT e de outros aplicativos generativos de IA no local de trabalho, com 61% afirmando que as medidas devem ser de longo prazo ou permanentes.

Embora estas proibições possam ajudar as empresas a manter informações sensíveis fora do alcance de mãos erradas, Hancock diz que manter a IA generativa longe dos trabalhadores, especialmente a longo prazo, pode sair pela culatra.

As ferramentas de IA estão preparadas para se tornarem parte da experiência dos funcionários, portanto, restringir o acesso a elas sem fornecer uma visão de quando e como serão adotadas – como após a introdução de barreiras de proteção – pode criar frustração, diz ele.

E isso pode levar as pessoas a pensar em trabalhar em algum lugar com acesso às ferramentas de que precisam.

Quanto a Matt, ele encontrou uma solução alternativa para se manter um passo à frente: ele e seu colega começaram a usar secretamente a plataforma de busca Perplexity.

Assim como o ChatGPT, é uma ferramenta generativa de IA que retorna respostas escritas complexas a solicitações básicas em um instante.

Matt gosta ainda mais do Perplexity do que do ChatGPT: ele apresenta informações em tempo real e cita fontes que podem ser verificadas rapidamente, ideal quando suas apresentações exigem conhecimento aprofundado e atualizado.

Ele o consulta centenas de vezes por dia em seu laptop de trabalho, muitas vezes quando está em home office, e o usa mais do que o Google.

Matt espera poder continuar usando sua mais recente ferramenta de IA em segredo, pelo maior tempo possível.

Para ele, vale a pena a pequena inconveniência de ocasionalmente ter que diminuir a intensidade da tela do laptop no escritório – e não compartilhar recursos com sua equipe. Prefiro manter a vantagem competitiva, diz ele.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

'Inteligência artificial' é a palavra do ano do dicionário Collins

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Programas de computador que executam tarefas complexas em segundos ganhou destaque em 2023. 'Desinfluenciando' e 'ultraprocessados' foram outras palavras muito usadas.
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Por g1

Postado em 01 de novembro de 2023 às 12g40m

Post. N. - 4.754

Bard, ingeligência artificial do Google. — Foto: Divulgação
Bard, ingeligência artificial do Google. — Foto: Divulgação

O dicionário inglês Collins elegeu "IA - inteligência artificial" como a palavra do ano de 2023. De acordo com a publicação, as IA têm se desenvolvido rapidamente e foram assunto de muitas conversas ao longo dos últimos meses.

O Collins descreve o termo como "o modelo de funções mentais humanas realizado por programas de computador", em tradução livre.

🤖 Entre os robôs mais famosos estão o ChatGPT e o Bard, que conseguem realizar um sem-número de tarefas em poucos segundos e, às vezes, tão bem ou melhor do que um humano, como resolver problemas de matemática e escrever códigos de programação.

A escolha da palavra do ano foi feita por votação, a partir de uma lista de novos termos, pela equipe responsável pelo dicionário. O resultado foi divulgado na terça-feira (31).


No vídeo abaixo, confira os avanço da inteligência artificial.
Inteligência Artificial: entenda o que está por vir com as novas interações com as máquinasInteligência Artificial: entenda o que está por vir com as novas interações com as máquinas

Além do vocábulo, outros termos como "desinfluenciando", "ultraprocessados" e "semaglutida" também foram destacados pelo Collins.

Abaixo, veja o significado atribuído para estas e outras palavras amplamente utilizadas em 2023, segundo o dicionário.

  1. Inteligência artificial: Modelo de funções mentais humanas realizado por programas de computador.
  2. Bazball: Um estilo de teste de críquete em que o batedor joga de maneira altamente agressiva.
  3. Desinfluenciando: O uso de redes sociais para alertar seguidores para evitar certos produtos e escolhas de estilo de vida.
  4. Nepo baby ("bebê do nepotismo"): Uma pessoa, especialmente na indústria do entretenimento, que teria sido beneficiada por ter pais famosos.
  5. Ultraprocessados: Alimentos preparados usando métodos industriais complexos e muitos ingredientes, que geralmente possuem pouco ou nenhum valor nutricional.
  6. Evento canônico: Um evento que é essencial para a formação do caráter ou identidade de uma pessoa.
  7. Desbancarização: O processo de bloquear o acesso de um cliente a suas contas e operações bancárias.
  8. Gananciaflação: O uso da inflação como uma desculpa para aumentar os preços para níveis artificialmente maiores para aumentar o lucro corporativo.
  9. Semaglutida: medicamento utilizado para reduzir o apetite e controlar o nível elevado de açúcar no sangue.
  10. Ulez (acrônimo para "zona de emissão ultrabaixa" em inglês): zona em que somente veículos de baixa emissão de poluição são permitidos sem a cobrança de taxa.
ChatGPT: como usar o robô no dia a dia

ChatGPT: como usar o robô no dia a diaChatGPT: como usar o robô no dia a dia

Bard, o 'ChatGPT do Google', é lançado no Brasil

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terça-feira, 31 de outubro de 2023

Inteligência artificial: G7 vai criar código de conduta para empresas que desenvolvem a tecnologia, diz agência

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Documento será apresentado na segunda-feira (30) e aponta preocupações para aumentar a privacidade e reduzir os riscos com segurança.
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Por g1

Postado em 31 de outubro de 2023 às 09h00m

Post. N. - 4.753

Tela de computador — Foto: Reprodução
Tela de computador — Foto: Reprodução

O G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, vai realizar na próxima segunda-feira (30) um acordo sobre o código de conduta para empresas que desenvolvem sistemas avançados de inteligência artificial.

Formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, o documento do G7 mostra que os governos buscam reduzir os riscos e o potencial uso indevido da tecnologia.

Segundo a Reuters, no documento que será apresentado, o código de conduta voluntário vai estabelecer um marco na forma como os principais países governam a IA, em meio a preocupações com a privacidade e riscos de segurança.

Uma das provas desse avanço com a IA é o ChatGPT. Você pergunta o que quiser para ele e, para responder, ele se alimenta de textos que estão publicados na internet.

O curioso é que o sistema já se dá melhor em testes do que a maioria dos humanos e parece mesmo que você está falando com uma pessoa. Como, por exemplo, quando perguntam quais são os riscos que o robô impõe à sociedade.

O ChatGPT aproximou a inteligência artificial do usuário comum. — Foto: GETTY IMAGES
O ChatGPT aproximou a inteligência artificial do usuário comum. — Foto: GETTY IMAGES

Cúpula do G7 em Hiroshima

Reunião GR — Foto: Divulgação / G7
Reunião GR — Foto: Divulgação / G7

Em maio deste ano, os chefes de Estado dos países do G7 se reuniram na cidade Hiroshima, no Japão.

O grupo tratou de assuntos como a mudança no clima, risco de faltar comida, transição energética, guerra e paz.

O Brasil participou como convidado no encontro.

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