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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Vision Pro: Apple começa a vender óculos de realidade virtual nos EUA por R$ 17 mil; veja detalhes

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Sem previsão de trazer dispositivo para o Brasil, a empresa evitou o termo 'metaverso' e o definiu como um 'computador espacial'. O rival Quest Pro, da Meta, custa a partir de R$ 7.400.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 02 de fevereiro de 2024 às 07h00m

Post. N. - 4.829


Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple

O Vision Pro, óculos de realidade virtual da Apple, começa a ser entregue para clientes dos Estados Unidos nesta sexta-feira (2), quase oito meses após ser revelado.

Sem previsão de chegada ao Brasil, ele é caro até para padrões americanos, onde estava em pré-venda há duas semanas: nos EUA, ele custa a partir de US$ 3.499 (mais de R$ 17 mil, na conversão direta).

Em sua chegada no setor de realidade virtual, a Apple evitou o termo "metaverso", que ficou famoso nos últimos anos devido a Mark Zuckerberg. A empresa que controla redes sociais do bilionário até passou a se chamar Meta para mostrar seu novo foco em realidades imersivas.

Mas as apostas no metaverso ainda não decolaram: os óculos costumam ser caros para a maioria das pessoas, o interesse pelo tema em buscas na internet está diminuindo e empresas como a Meta ainda estão longe de conseguirem lucrar nesse setor.

A Apple, por sua vez, diz que o Vision Pro é um "computador espacial revolucionário". A empresa defende que ele vai transformar como as pessoas "trabalham, colaboram, se conectam, revivem memórias e desfrutam de entretenimento".

"É o primeiro dispositivo da Apple que você olha através dele, não para ele", disse o CEO da Apple, Tim Cook, em junho de 2023, quando os óculos foram apresentados.

EyeSight, recurso do Apple Vision Pro, permite escolher se outras pessoas verão olhos de quem está usando os óculos — Foto: Divulgação/Apple
EyeSight, recurso do Apple Vision Pro, permite escolher se outras pessoas verão olhos de quem está usando os óculos — Foto: Divulgação/Apple

Como são os óculos da Apple?

À primeira vista, os óculos da Apple são bem parecidos com o Quest Pro, lançados pela Meta em 2022. Os dois têm baterias que duram cerca de 2 horas, de acordo com as fabricantes, e oferecem modos de realidade mista, em que o sistema interage com o ambiente ao redor do usuário.

Mas, enquanto no Quest Pro, da Meta, a transparência fica restrita à região das duas lentes, no Vision Pro, ela pode ficar em toda a tela. Isso é feito com o recurso EyeSight ("visão", em tradução direta), em que outras pessoas podem ver seus olhos (veja a foto acima).

Outra diferença entre os modelos é a navegação: no Quest Pro, tudo acontece com controles vendidos junto com o aparelho, e no Vision Pro, o uso depende apenas dos movimentos das mãos e dos olhos ou de comandos de voz.

Confira outras especificações do Apple Vision Pro:

  • 🏋️ Pesa cerca de 600 gramas, contra 722 gramas do Quest Pro;
  • 💾 Tem três opções de armazenamento (256 GB, 512 GB e 1 TB), enquanto o da Meta tem uma (256 GB);
  • 📹 Conta com 6 microfones e 12 câmeras, que permitem gravar vídeos e tirar fotos em três dimensões;
  • ⚙️ Usa o sistema operacional visionOS, que suporta centenas de aplicativos;
  • 🧠 O dispositivo é equipado com dois chips principais: o M2, que executa o sistema, e o R1, que se concentra em processar as imagens.

O Vision Pro pode custar ainda mais do que os US$ 3.499, seu preço de entrada. Com especificações mais avançadas e acessórios como bolsa e bateria externa, o preço do dispositivo pode chegar perto de US$ 5.200 (pouco mais de R$ 25 mil, em conversão direta).

Com o dinheiro da versão básica do Vision Pro, é possível comprar dois Quest Pro, que custam a partir de US$ 1.499 cada um (cerca de R$ 7.400) ou três iPhone 15 Pro Max, vendidos nos EUA por US$ 1.199 cada um (no Brasil, ele custa a partir de R$ 10.999).

Vision Pro, óculos de realidade mista da Apple — Foto: Divulgação/Apple
Vision Pro, óculos de realidade mista da Apple — Foto: Divulgação/Apple

A realidade virtual vai vingar?

A Apple não revela números sobre a pré-venda do Vision Pro, mas cerca de 200 mil unidades foram comercializadas em pré-venda nas últimas duas semanas, segundo o MacRumors, site especializado em notícias sobre a empresa.

Como comparação, o Meta Quest 2, modelo mais barato lançado em 2020, vendeu 10 milhões de unidades até setembro de 2023, de acordo com o site CNBC.

Meta Quest 3 — Foto: Divulgação/Meta
Meta Quest 3 — Foto: Divulgação/Meta

Agora, a expectativa é de que o Vision Pro dê novo fôlego para o setor. Para isso, a Apple precisará comunicar bem as vantagens da realidade virtual, avaliou Antônia Souza, diretora de operações da Lumx, que cria projetos de ambientes imersivos.

"Vimos o metaverso ser explorado, principalmente pela Meta, num campo que se assemelhava muito ao universo de games. Mas o que foi sendo contado pelas empresas dificultava a visualização desse produto pelos usuários", disse Antônia, ao g1.

"É como se as pessoas não enxergassem muitos usos para tecnologia que estava sendo entregue, embora existam. Tudo isso fez com que os resultados não fossem tão interessantes e expressivos quanto essas empresas esperavam".

A realidade virtual não foi totalmente explorada e, por isso, tem espaço para crescer "como metaverso ou com outro nome", analisou Rafael Alves, porta-voz da Siemens sobre metaverso industrial, conceito que recria linhas de produção em ambientes imersivos para tornar empresas mais eficientes.

"O ponto é o amadurecimento de todas essas tecnologias para que o metaverso seja factível para todos nós", disse Rafael. "Poucas pessoas testaram óculos de realidade virtual. Ainda é algo muito novo".

Mas, para realmente ter sucesso, o metaverso vai precisar trazer benefícios reais para os usuários. "Quando falamos do metaverso convencional, acho que ainda não vimos ele resolvendo alguns desafios que nós temos hoje na nossa sociedade".

Veja FOTOS do Apple Vision Pro

Apple apresentou óculos de realidade mista Vision Pro na WWDC 2023 — Foto: Divulgação/Apple
Apple apresentou óculos de realidade mista Vision Pro na WWDC 2023 — Foto: Divulgação/Apple


Vision Pro, óculos de realidade mista da Apple — Foto: Divulgação/Apple
Vision Pro, óculos de realidade mista da Apple — Foto: Divulgação/Apple


Apple Vision Pro — Foto: Reprodução / Apple
Apple Vision Pro — Foto: Reprodução / Apple


Apple Vision Pro — Foto: Divulgação/Apple
Apple Vision Pro — Foto: Divulgação/Apple


Apple Vision Pro tem botão no topo que permite controlar sistema — Foto: Divulgação/Apple
Apple Vision Pro tem botão no topo que permite controlar sistema — Foto: Divulgação/Apple

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

O pedido de desculpas de Mark Zuckerberg a famílias de crianças prejudicadas por redes sociais

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Mark Zuckerberg, CEO da Meta – que administra o Instagram e o Facebook –, disse para pais cujos filhos foram prejudicados pelas redes sociais que "ninguém deveria passar" pelo que eles passaram.
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TOPO
Por BBC

Postado em 01 de fevereiro de 2024 às 11h00m

Post. N. - 4.828

Zuckerberg disse a pais de filhos prejudicados pelas redes sociais que 'ninguém deveria passar' pelo que eles passaram — Foto: TASOS KATOPODIS/EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK
Zuckerberg disse a pais de filhos prejudicados pelas redes sociais que 'ninguém deveria passar' pelo que eles passaram — Foto: TASOS KATOPODIS/EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pediu desculpas a famílias que dizem que seus filhos foram prejudicados pelas redes sociais, durante audiência no Senado dos Estados Unidos.

Zuckerberg – que administra o Instagram e o Facebook – virou-se para pais de filhos presentes na audiência e disse que "ninguém deveria passar" pelo que eles passaram.

Ele e os diretores do TikTok, Snap, X e Discord foram interrogados durante quase quatro horas por senadores dos dois partidos.

Os parlamentares querem saber o que as empresas estão fazendo para proteger as crianças nas suas plataformas na internet.

Está em tramitação no Congresso uma legislação que busca responsabilizar as empresas de mídia social pelo material postado em suas plataformas.

A audiência de quarta-feira (31/1) foi uma rara oportunidade para os senadores dos EUA questionarem os chefes das empresas de tecnologia.

Zuckerberg e o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, concordaram voluntariamente em dar seu depoimento – mas os diretores do Snap, X (antigo Twitter) e da plataforma de mensagens Discord inicialmente recusaram e foram intimados.

Sentados atrás dos cinco diretores das gigantes de tecnologia estavam famílias que disseram que seus filhos se machucaram ou se mataram como resultado de conteúdo nas redes sociais.

Os pais se manifestaram o tempo todo durante a audiência — vaiando quando os CEOs entraram e aplaudindo quando os legisladores fizeram perguntas difíceis.

Embora a audiência tenha se concentrado principalmente na proteção das crianças contra a exploração sexual online, as questões variaram bastante, com os senadores aproveitando a oportunidade de ter cinco executivos poderosos sob juramento.

Shou Zi Chew, diretor do TikTok (que pertence à empresa chinesa ByteDance), foi questionado se sua empresa compartilhava dados de usuários dos EUA com o governo chinês, o que ele negou.

O senador Tom Cotton perguntou a Chew, que é de Singapura, se alguma vez ele pertenceu ao Partido Comunista Chinês.

"Senador, sou de Siganpura. Não", respondeu Chew.

Cotton então perguntou: "Você já foi associado ou afiliado ao Partido Comunista Chinês?"

Chew respondeu: "Não, senador. Mais uma vez, sou de Singapura."

Ele acrescentou que, como pai de três filhos pequenos, sabia que as questões em discussão eram "horríveis e o pesadelo de todos os pais".

Ele afirmou que seus próprios filhos não usavam o TikTok por causa das regras em Singapura, que proíbem menores de 13 anos de criar contas.

Pais de filhos que se machucaram ou se mataram por causa de redes sociais se manifestaram na audiência — Foto: Getty Images
Pais de filhos que se machucaram ou se mataram por causa de redes sociais se manifestaram na audiência — Foto: Getty Images

Senadores frustrados

O foco da audiência foi a atitude das empresas em relação à legislação de segurança online atualmente em tramitação no Congresso.

Isso foi resumido em um debate tenso entre Jason Citron, da empresa Discord, e o legislador republicano Lindsey Graham.

Graham listou uma série de projetos de lei em tramitação no Congresso relacionados à segurança online, perguntando se Citron os apoiava ou não.

Embora Graham tenha dado poucas oportunidades a Citron para responder, o chefe do Discord parecia ter reservas sobre a maioria deles.

Graham concluiu: "Então aqui está – se vocês esperam que esses caras resolvam o problema, vamos morrer esperando".

Antes da audiência, Meta anunciou novas medidas de segurança, incluindo que menores de idade não poderão receber mensagens de estranhos no Instagram e no Messenger.

O analista da indústria de mídia social Matt Navarra disse à BBC que acha que a audiência se assemelha a muitos outros confrontos — com exibição de muita arrogância por parte dos políticos e com Zuckerberg aproveitando uma oportunidade perfeita para aparecer nas fotos do noticiário, com seu pedido de desculpas, segundo ele.

O especialista diz que, apesar dos senadores concordarem com a necessidade de uma legislação bipartidária para regular as plataformas, não se sabe o que será decidido no futuro.

"Vimos essas audiências repetidas vezes, até agora, elas ainda não geraram nenhuma regulamentação significativa ou substancial", disse ele.

"Estamos em 2024 e os EUA praticamente não têm regulamentação, como foi apontado nas audiências, no que diz respeito às empresas de mídia social."

Na audiência, os diretores revelaram quantas pessoas contrataram para moderar o conteúdo em suas plataformas.

Meta e TikTok, com o maior número de usuários das plataformas representadas, disseram ter 40 mil moderadores cada; o Snap disse ter 2.300, o X, 2 mil e o Discord – que alegou ser uma plataforma menor – disse que tinha "centenas" de moderadores.

O Discord é uma plataforma de mensagens e já foi questionado no passado sobre como detecta e previne o abuso infantil em sua plataforma.

Após a audiência, alguns dos pais que estavam na sala organizaram uma manifestação do lado de fora, com vários apelando aos legisladores para aprovarem urgentemente legislação para responsabilizar as empresas.

"Assim como eu fazia antes, muitos pais continuam pensando que esses danos de que estamos falando hoje não afetarão suas famílias", disse Joann Bogard, cujo filho Mason morreu em maio de 2019. Ela disse que Mason participou de uma corrente no TikTok sobre asfixia.

"Esses danos estão acontecendo da noite para o dia com crianças comuns", disse ela. "Temos os testemunhos. Agora é a hora de nossos parlamentares aprovarem a Lei de Segurança Online para Crianças".

Arturo Béjar, um ex-funcionário de alto escalão da Meta que testemunhou no Congresso em novembro de 2023, também estava na audiência de quarta-feira e disse à BBC: "A Meta está tentando transferir aos pais sua responsabilidade de fornecer um ambiente seguro para os adolescentes, mas não adiciona um botão onde um adolescente pode dizer que sofreu uma abordagem indesejada."

"Como eles podem tornar esse ambiente seguro para os adolescentes sem isso?"

Durante a audiência desta semana, a Meta disse que criou "mais de 30 ferramentas" para gerar um ambiente seguro para adolescentes na internet.

Mark Zuckerberg pede desculpas por danos causados em suas redes sociais

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Xiaomi lança Redmi Note 13 com câmera de até 200 MP; veja preços no Brasil

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Representante oficial da empresa no país apresentou três modelos: Redmi Note 13, Note 13 5G e Note 13 Pro 5G. Preços começam em R$ 1.299 e chegam a R$ 3.299 na versão mais completa.
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Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Postado em 31 de janeiro de 2024 às 22h00m

Post. N. - 4.827

Novo Xiaomi Redmi Note 13 Pro 5G — Foto: Darlan Helder/g1
Novo Xiaomi Redmi Note 13 Pro 5G — Foto: Darlan Helder/g1

A Xiaomi anunciou nesta quarta-feira (31) novos celulares intermediário premium no Brasil. Ao todo, são três modelos: Redmi Note 13, Note 13 5G e Note 13 Pro 5G, que são considerados os aparelhos carro-chefe da marca no país.

Os smartphones têm tela AMOLED de 6,67 polegadas, desbloqueio facial com inteligência artificial (IA) e câmera principal de até 200 MP no modelo mais caro. Vale observar que o Redmi Note 13 é o único com conexão 4G.

Os preços começam em R$ 1.299 e chegam a R$ 3.299 na versão mais completa (veja todos os valores ao final da reportagem).

Em entrevista ao g1, Thiago Araripe, gerente de marketing da Xiaomi no Brasil, revela que a linha Redmi já ultrapassou a marca de 340 milhões de unidades vendidas no mundo. "A família Redmi é a de maior sucesso da marca no Brasil também", conta.

Principais configurações

Novo Xiaomi Redmi Note 13 Pro 5G — Foto: Darlan Helder/g1
Novo Xiaomi Redmi Note 13 Pro 5G — Foto: Darlan Helder/g1

Assim como em outros modelos dessa categoria, os novos Redmi Note 13 têm como destaque tela, câmeras e bateria. O mais avançado da família, Redmi Note 13 Pro 5G, tem como destaque a câmera principal que produz fotos de até 200 MP.

A empresa diz que a "tecnologia de zoom integrada dos sensores proporciona efeitos sem que se perca a qualidade de imagem. Dessa forma, é possível capturar os detalhes de paisagens distantes para criar ainda mais possibilidades".

Questionado pelo g1 sobre a tecnologia de reconhecimento facial com inteligência artificial, Thiago Araripe afirma que a IA aprimora a segura, "mapeando mais rapidamente o rosto do usuário".

Sobre bateria e carregamento, o Redmi Note 13 e o Note 13 5G vêm com carregador de 33 watts de potência. No modelo mais potente, esse número avança para 67 watts.

Xiaomi opera com representante no Brasil

Nova linha Xiaomi Redmi Note 13 — Foto: Divulgação/Xiaomi
Nova linha Xiaomi Redmi Note 13 — Foto: Divulgação/Xiaomi

A primeira vez que a Xiaomi desembarcou em solo brasileiro foi em 2015, mas ela diminuiu a sua presença no país no ano seguinte e deixou de fazer novos lançamentos por aqui.

Questões tributárias foram motivos para a pausa, segundo a companhia na época.

Após a DL assumir as operações, Luciano Barbosa, responsável pelo "Projeto Xiaomi no Brasil", disse que a "a fabricante assumiu de maneira global trabalhar com margem de lucro mínima. A DL também se compromete a isso".

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