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domingo, 13 de outubro de 2024

TikTok sabe que pode deixar usuários viciados e gerar ansiedade, revelam documentos internos

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Para a plataforma, os documentos foram 'tirados do contexto' e citados de forma 'enganosa'.
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Por France Presse

Postado em 13 de outubro de 2024 às 07h00m

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Documentos internos do TIkTok revelam que big tech sabe dos seus efeitos prejudiciais à saúde dos jovens. — Foto: AFP
Documentos internos do TIkTok revelam que big tech sabe dos seus efeitos prejudiciais à saúde dos jovens. — Foto: AFP

As equipes do TikTok sabiam dos efeitos nocivos da plataforma sobre os usuários jovens, mas limitaram as medidas preventivas por medo de uma queda no número de usuários, de acordo com documentos internos revelados nesta sexta-feira (11) pela rádio pública do estado de Kentucky, nos Estados Unidos.

Para a plataforma, os documentos foram "tirados do contexto" e citados de forma "enganosa". A empresa destaca que implementou medidas de proteção aos menores em sua rede social.

Os documentos foram mencionados na citação judicial emitida pelo promotor de Kentucky, juntamente com outros 12 estados dos EUA e pelo promotor de Washington D.C., acusando o TikTok de prejudicar a saúde mental de seus usuários jovens.

A Rádio Estadual de Kentucky reconstruiu as comunicações antes que um juiz estadual ordenasse que os documentos fossem removidos dos registros públicos.

Os documentos mostram que o TikTok estava ciente do poder de atração de sua plataforma e de seu algoritmo de recomendação, que oferece vídeos em cadeia.

"Precisamos estar cientes" das consequências que o algoritmo pode ter no "sono, na nutrição, na movimentação pelo quarto ou no olhar alguém nos olhos", escreveu um executivo da empresa.

Em outro documento interno, o TikTok avaliou que um usuário pode "ficar viciado" a partir de 260 vídeos visualizados.

"O uso compulsivo (do TikTok) está ligado a uma série de efeitos negativos na saúde mental, como a perda da capacidade analítica" e também prejudica "a formação da memória, a capacidade de contextualizar, conversar e ter empatia", concluem os investigadores da própria empresa, conforme os documentos.

O uso frequente da rede social também gera "um aumento da ansiedade", segundo a mesma fonte.

O TikTok acrescentou uma série de funções para limitar o uso da plataforma por usuários mais jovens, como o controle parental e a interrupção após uma hora de uso.

No entanto, segundo os documentos, a filial chinesa ByteDance não tentou melhorar esta ferramenta, embora tivesse ciência da sua eficácia limitada.

"Nosso objetivo não é reduzir o tempo gasto" na plataforma, escreveu um gerente de projeto do TikTok. "É muito irresponsável que (a rádio pública) tenha publicado informações protegidas por lei", comentou o TikTok em uma reação enviada à AFP.

Por que o TikTok pode ser banido dos Estados Unidos?

37 é o 'número mágico'? Entenda mistério que viralizou no TikTok

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sábado, 12 de outubro de 2024

Google pede suspensão de ordem judicial que exige a abertura da sua loja de aplicativos

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Empresa enfrenta um processo de monopolização ilegal e tenta impedir o avanço de liminar que pode entrar em vigor em 1º de novembro.
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Por Reuters, g1

Postado em 12 de outubro de 2024 às 16h35m

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Google pede suspensão de ordem judicial — Foto: Arnd Wiegmann/Reuters
Google pede suspensão de ordem judicial — Foto: Arnd Wiegmann/Reuters

O Google pediu a um juiz federal da Califórnia que suspenda a ordem judicial que exige que a empresa abra sua loja de aplicativos Play para maior concorrência.

Em uma notificação judicial na noite desta sexta-feira (11), o Google disse que a ordem liminar do juiz distrital dos EUA, James Donato, que entra em vigor em 1º de novembro, prejudicaria a empresa e introduziria "sérios riscos de segurança e privacidade ao ecossistema Android".

A gigante da tecnologia, uma subsidiária da Alphabet, pediu a Donato para suspender a ordem enquanto ele recorre.

O juiz emitiu a liminar no dia 7 de outubro em um caso movido pela fabricante do jogo "Fortnite", Epic Games, que convenceu um júri federal no ano passado de que o Google estava monopolizando ilegalmente como os consumidores baixam aplicativos em dispositivos Android e como eles pagam por transações no aplicativo.

A ordem do juiz diz que o Google deve permitir que os usuários baixem plataformas ou lojas de aplicativos Android de terceiros e não pode mais proibir o uso de métodos de pagamento concorrentes no aplicativo.

Além disso, a ordem também proíbe a empresa de fazer pagamentos a fabricantes de dispositivos para pré-instalar sua loja de aplicativos e de compartilhar a receita gerada pela Play Store com outros distribuidores de aplicativos.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Imprensa internacional fala em 'derrota' para Musk após X cumprir ordens e ser liberado; veja repercussão

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Jornais como o New York Times, Washington Post e El País disseram que o episódio representou uma derrota para Elon Musk. Anatel já notificou operadoras para que liberem acesso ao X.
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Por g1

Postado em 10 de outubro de 2024 às 08h45m

#.* Post. - Nº.\  4.977 *.#

O bilionário Elon Musk, dono do X — Foto: Getty Images
O bilionário Elon Musk, dono do X — Foto: Getty Images

A ordem de desbloqueio do X no Brasil, dada na terça-feira (8) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repercutiu na imprensa internacional.

Jornais como os norte-americanos The New York Times e Washington Post e o espanhol El País registraram a decisão e classificaram o episódio de bloqueio da plataforma, que durou 39 dias, como uma derrota para Elon Musk, proprietário do antigo Twitter.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quarta-feira (9) que começou a notificar as operadoras para que elas liberem o acesso ao X. No começo da noite de terça, alguns usuários relataram que voltaram a ter acesso à rede social.

Veja a repercussão:

'The New York Times', Estados Unidos

Repercussão do desbloqueio do X no The New York Times — Foto: Reprodução
Repercussão do desbloqueio do X no The New York Times — Foto: Reprodução

O jornal escreveu que o X retornou ao Brasil após seu dono, Elon Musk, se render em sua briga com a Suprema Corte do país.

A publicação destaca que o STF ressaltou que o X concordou com as ordens do tribunal envolvendo o bloqueio de perfis, pagamento de multas e a indicação de um representante no país.

A conformidade do X foi uma grande reversão para o Sr. Musk, que criticou e desafiou o tribunal de forma ruidosa por meses, chegando ao ponto de publicar decisões sigilosas [do STF] e fechar o escritório do X no Brasil. O tribunal respondeu bloqueando o X em todo o Brasil em agosto, enviando milhões de brasileiros para os concorrentes da plataforma, diz o jornal.

De acordo com o NYT, a aparente resolução para a batalha de meses representou uma derrota para o Sr. Musk, que se autodenominou um defensor declarado da liberdade de expressão.

Sua empresa perdeu um mês de negócios em um de seus maiores mercados, permitindo que os rivais ganhassem espaço, apenas para terminar exatamente onde começou.

O jornal também ressalta que,apesar da perda legal e comercial, Musk e seus apoiadores podem enxergar o episódio como uma vitória de relações públicas.

Enfrentar a Suprema Corte do Brasil — que agiu de forma agressiva para censurar certas vozes nas mídias sociais — atraiu elogios generalizados ao bilionário de pessoas preocupadas com governos restringindo o que pode ser dito online. Isso ocorreu apesar de sua conformidade com ordens governamentais em outros lugares para remover contas e postagens.

O New York Times ainda afirma que a disputa representou uma vitória para o STF e sugere que os estados-nação ainda estão em vantagem na disputa de poder em andamento com as grandes empresas de tecnologia.

  • 'The Washington Post', Estados Unidos
Reportagem do Washington Post sobre o desbloqueio do X no Brasil — Foto: Reprodução
Reportagem do Washington Post sobre o desbloqueio do X no Brasil — Foto: Reprodução

Para o Washington Post, a ordem de suspensão de Moraes, em agosto, foi uma derrota política para Elon Musk.

Segundo o jornal, o bilionário, “que busca o manto de ser o defensor global da liberdade de expressão” desde que comprou o X, pagou para ver em sua aposta com o Judiciário brasileiro. E perdeu, diz a publicação.

Em poucas semanas, ficou claro que o X — que já estava perdendo usuários brasileiros para seus concorrentes — precisava muito mais do Brasil do que o Brasil precisa do X. A plataforma anunciou que cederia às exigências do tribunal. 
'El País', Espanha
Reportagem do El País inclui episódio do bloqueio do X no Brasil como fator que pode estimular a regulação das redes sociais — Foto: Reprodução
Reportagem do El País inclui episódio do bloqueio do X no Brasil como fator que pode estimular a regulação das redes sociais — Foto: Reprodução

O espanhol El País destacou que Elon Musk desafiou o Brasil e suas autoridades, e perdeu. O jornal também citou a decisão de Moraes e disse que o ministro do Supremo é o juiz mais amado e odiado do Brasil.

Em uma análise publicada numa seção chamada Tendências, o jornalista Luis Enrique Velasco elenca o episódio do X no Brasil como um dos fatores que indicam que as plataformas digitais podem estar a caminho da regulação no mundo.

No texto, Velasco cita o bloqueio do X, a prisão do fundador do Telegram, Pavel Durov, na França, e a mudança de política de privacidade do Instagram envolvendo menores de idade.

Não é uma coincidência, apontam os especialistas. A pressão dos governos começa a quebrar a ordem que manteve as grandes plataformas praticamente intocáveis desde suas fundações, diz o autor.

O jornalista destaca que Musk, inicialmente, recusou-se a ceder terreno, mas a pressão — e o fato de o Brasil ser um dos mercados mais importantes da rede — rendeu frutos, e a plataforma começou a ceder aos pedidos da Justiça.

Mídia especializada

A liberação do X também recebeu destaque em sites especializados de tecnologia, como o Wired, o The Verge e o TechCrunch. "Depois de semanas sem obedecer [às decisões], parece que Elon Musk cedeu", disse o Wired.

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