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segunda-feira, 7 de março de 2016

Smartphone chinês é o primeiro do mundo com memória RAM de 6GB

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Felipe Alencar
por
Para o TechTudo

02/03/2016 13h30 - Atualizado em 02/03/2016 18h11
Postado em 07 de março de 2016 às 17h45m


Nesta terça-feira (1), a empresa chinesa Vivo anunciou o primeiro smartphone do mundo com 6 GB de memória RAM.  O celular XPlay 5 impressiona pela quantidade gigantesca de memória e, nesse quesito, já ultrapassa o Zenfone 2, que chamou atenção durante o seu lançamento no ano passado por causa dos 4 GB de RAM. 

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A Vivo inaugura um novo passo no segmento de smartphones top de linha. Até então, o padrão dos modelos mais caros era 4 GB de RAM, e agora, a companhia eleva este patamar. Esse tipo de memória é responsável pelo desempenho do aparelho, por isso os 6 GB do XPlay 5 fazem com que ele se diferencie dos outros celulares. 
Vivo XPlay 5  (Foto: Divulgação/Vivo)
Vivo XPlay 5 é o primeiro smartphone do mundo com 6 GB de RAM 
(Foto: Divulgação/Vivo)

Cada aplicativo exige uma quantidade de RAM para funcionar. Assim, quanto maior for essa memória, mais rápido o celular tende a ser ao rodar os apps e mais tarefas poderão ser executadas ao mesmo tempo. Com seus 6 GB de RAM, o XPlay 5 não deverá apresentar travamentos e lentidões.

O smartphone Vivo também chama atenção pela similaridade com o Galaxy S7 Edge, lançado semana passada no MWC, em Barcelona. Ele possui uma tela curva nos dois lados, assim como seu concorrente sul-coreano. O display também usa um painel Super AMOLED de 5,4 polegadas e resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels).

Logo abaixo do display, estão os três botões capacitivos já tradicionais do Android, que permitem acessar a tela inicial, voltar para a tela anterior e ver os apps abertos recentemente. Na parte inferior, o celular tem uma porta USB-C e alto-falantes estéreos.

Até nesse aspecto o XPlay 5 sai na frente, visto que são poucos os aparelhos top de linha que contam com uma porta USB-C, que traz mais facilidade ao usuário. Os cabos USB desenvolvidos nesse padrão podem ser encaixados de qualquer lado, diferentemente do modelo tradicional.

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O processador usado é um Snapdragon 820 com GPU Adreno 530, ou seja, o mais avançado chipset da Qualcomm. A memória de armazenamento interno também não decepciona, chegando aos 128 GB, acima da média do mercado.
Vivo XPlay 5 é o primeiro smartphone do mundo com 6 GB de RAM (Foto: Foto: Divulgação/Vivo)
Vivo XPlay 5 conta com processador Snapdragon 820 
(Foto: Foto: Divulgação/Vivo)

A câmera traseira é de 16 MP e a frontal é de 8 MP. Na parte traseira, o XPlay 5 tem um leitor biométrico, para que o usuário possa desbloquear o celular com a sua digital. A bateria também não fica atrás e tem capacidade de armazenamento de 3.600 mAh. No entanto, sua autonomia não deve ser impressionante, visto que a tela consome muitos recursos.

O celular terá ainda uma versão mais básica, chamada de Standard Edition, que virá com um chip Snapdragon 625 e 4 GB de RAM. Apesar de não ser tão impressionante quanto os 6 GB da versão principal, ainda assim é uma boa quantidade de memória. Os dois modelos terão conectividade 4G LTE e suporte a dois chips SIM.

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O preço do XPlay 5 com 6 GB de RAM será de US$ 655, cerca de R$ 2.600. Já a versão básica sairá por US$ 565, que na cotação de hoje está valendo cerca de R$ 2.250. Por enquanto, não há previsão de lançamento do smartphone no Brasil.

domingo, 6 de março de 2016

Grafeno, material 200 vezes mais forte que o aço, ganha laboratório em SP

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Viviane Werneck
por
De São Paulo*

04/03/2016 12h38 - Atualizado em 04/03/2016 14h48
Postado em 06 de março de 2016 às 13h45m


O grafeno, material maleável, superresistente e que pode ser a chave para uma revolução na indústria, acaba de ganhar o primeiro centro de pesquisas privado da América Latina.

Inaugurado nesta quarta, 2 de março, pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) e Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), o Centro de Pesquisa Avançadas em Grafeno da América Latina, o MackGraph promete colocar o Brasil na vanguarda dos estudos com o material.

O que é grafeno e por que ele pode revolucionar os eletrônicos?
Mas o que há de tão especial no grafeno? Derivado do grafite, este material é uma estrutura bem simples, porém extremamente forte e resistente, mais que o diamante - inclusive. Além disso, é um excelente condutor de eletricidade, praticamente transparente, totalmente impermeável e flexível.  
grafeno (Foto: Divulgação/Mackenzie)
Grafeno sendo processado em seu estado líquido 
no MackGraph (Foto: Divulgação/Mackenzie)

Poucos ainda são os centros de pesquisa no mundo especializados em grafeno. Atualmente, ainda não há uma resposta exata sobre quais produtos poderão se beneficiar com a nova tecnologia no futuro, mas o alcance das possibilidades é surpreendente. 

Estudos já estão sendo feitos em áreas tanto das telecomunicações como em eletrônicos, abrangendo computadores, smartphones, tablets, TVs de ultradefinição, telas flexíveis e etc.

Até mesmo uma tinta a base de grafeno está sendo pesquisada em substituição a placas de circuitos - o que pode tornar alguns equipamentos eletrônicos mais leves e baratos.
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grafeno (Foto: Divulgação/Mackenzie)
O grafeno é um condutor de energia muito superior ao cobre 
(Foto: Divulgação/Mackenzie)

O físico russo e Prêmio Nobel de Física 2010, Sir Andre Geim, que descobriu o grafeno, esteve na inauguração do centro e afirmou que o material tem propriedades que possibilitam, sozinho ou em conjunto com outros elementos, o desenvolvimento de “inúmeras aplicações que ainda estão sendo exploradas pelos cientistas.

Novas baterias estão em processo de estudo, por exemplo. No futuro, baterias para aparelhos eletrônicos, a base de grafeno, com maior capacidade de armazenamento de energia e durabilidade podem sim ser uma realidade”, conta.

Grafeno e Internet
Recentes avanços em pesquisas demonstraram vantagens da aplicação do grafeno em fibras óticas, para melhorar a qualidade da transmissão de dados e ampliar a banda da Internet. 

O material, que é um ótimo condutor de energia - superior ao cobre, provou-se bem mais eficiente que os métodos atuais. Estudos teóricos prevêem transmissões ultra-rápidas em limites superiores a centenas de GHz. No entanto, como as pesquisas ainda são iniciais, ainda é prematuro afirmar quando esta nova tecnologia estará disponível.
laboratório grafeno (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)
Laboratório do MackGraph já realiza pesquisas sobre o grafeno 
na fibra ótica (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)

Baterias mais poderosas e menos poluentes
Com o esgotamento das fontes de combustíveis fósseis e problemas ambientais relacionados ao seu manuseio, tem-se desenvolvido uma consciência maior sobre o uso consciente de energia e pela busca de fontes renováveis e “limpas”. 

Em paralelo, o armazenamento desta energia também vêm recebendo preocupação mundial - principalmente devido a maioria das baterias comerciais possuírem materiais pesados em sua composição e apresentarem um tempo de vida cada vez menor.

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Neste cenário, a busca por novos materiais que possam ser usados, de forma mais eficiente, em dispositivos de armazenamento de energia (como as baterias) é de extrema necessidade. 

O grafeno, bem como outros materiais bidimensionais, mostrou-se ideal para o emprego no desenvolvimento de tais baterias, devido suas propriedades diferenciadas já citadas, como elevada condutividade elétrica, flexibilidade, leveza e grande área superficial.
laboratório grafeno (Foto: Divulgação/Mackenzie)
A professora Cecília de Carvalho acredita no uso do grafeno 
como forma de 'energia limpa' (Foto: Divulgação/Mackenzie)

A professora Cecília de Carvalho Castro e Silva, pesquisadora de energia do MackGraph, lidera um grupo de pesquisa que estuda a aplicação desses novos materiais na criação de baterias mais duráveis e menos poluentes. 

“O grande objetivo deste grupo de pesquisa é a miniaturização e integração destes dispositivos em plataformas flexíveis, extremamente finas e de baixo custo, buscando alcançar o conceito de ‘vestíveis' e portáteis”, explica a professora. 

“Baterias de grafeno podem ser também uma estratégia para aplicação em carros elétricos e substituindo, assim, os combustíveis fósseis”.

Há muito o que se descobrir sobre as propriedades do grafeno e, com as pesquisas sobre o material ainda recentes, está nas mãos dos cientistas e empresas de tecnologia a chave para a próxima evolução em matéria de energia, durabilidade e armazenamento de eletrônicos. 

"As aplicações para o grafeno estão vindo. Não tão rápidas quanto muitos gostariam, mas no tempo certo dentro das possibilidades científicas", diz o físico Sir Andre Geim.

*A jornalista viajou a convite do Mackenzie.

Mercado de Business Intelligence e analítica valerá 16,9 bilhões em 2016

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Ana Rita Guerra, 
2016/02/03, 15:30
Postado em 06 de março de 2016 às 12h45m


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O volume de negócios global do mercado de Business Intelligence e analítica vai crescer 5,2% este ano para 16,9 bilhões de dólares, de acordo com um novo relatório do Gartner.

A consultora refere que este segmento está “na fase final” de uma transformação de reporte liderado pelo departamento de TI para a analítica ‘self-service’ e liderado pelo gerenciamento. “Como resultado, a plataforma moderna de business intelligence e analítica emergiu para responder aos novos requisitos das organizações sobre acessibilidade, agilidade e discernimento analítico profundo”, diz o relatório.

O analista Ian Bertram sublinha que as empresas “devem transitar para plataformas de BI fáceis de usar, rápidas e ágeis, para criarem valor de negócio com o conhecimento analítico proveniente de diversas fontes de dados.” 

Uma nota interessante do relatório é sobre a democratização da analítica, que vai acontecer através das capacidades self-service das novas plataformas. Tornou-se tão estratégica que “todos os processos de negócio são processos de analítica” e “cada pessoa é uma utilizadora de analítica.”

Ian Bertram exemplifica com os responsáveis de marketing, que já não podem ser apenas especialistas em desenvolvimento de marca e colocação de anúncios – devem ser também especialistas em analítica de clientes. “O mesmo é válido para o diretor de recursos humanos, o responsável pela cadeia de fornecimento e o diretor financeiro na maioria das indústrias.”

A grande diferença entre as plataformas de Business Intelligence e analítica tradicionais e as modernas reside, segundo o Gartner, no tempo despendido na modelação e nas competências necessárias para criar conteúdo analítico.

“Para obter os benefícios totais das plataformas modernas de BI e analítica, os líderes devem repensar a maioria dos aspectos de seus desenvolvimentos centralizados no departamento de TI, incluindo tecnologia, papéis desempenhados e responsabilidades, modelos organizacionais, processos de governação e liderança”, conclui Bertram.