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sábado, 4 de agosto de 2018

ART IT e Logicalis trabalham juntas em solução de IoT para área da saúde


Redação B!T, 
2018/08/03, 13:40 
Postado em 04 de agostode 2018 às 17h00m 


Solução final será capaz de rastrear amostras de exames para laboratórios de análises clínicas.
A ART IT trabalhou junto com a Logicalis para entregar uma solução de rastreamento de amostras de exames a uma das maiores operadoras de telecomunicação do Brasil. O objetivo da operadora é oferecer essa plataforma para o setor de saúde, mais especificamente laboratórios de análises clínicas.
A operadora percebeu que esse setor demanda que as amostras de exames estejam seguras, que os dados dos pacientes sejam protegidos, e que os laboratórios consigam controlar facilmente as amostras, seja na coleta, na preservação ou na entrega. Assim, o primeiro passo do projeto foi construir um kit de demonstração da solução para que a operadora apresente a tecnologia aos seus potenciais clientes.
A Logicalis desenvolveu uma aplicação baseada no EUGENIO, sua plataforma de Internet das Coisas (IoT), para receber e correlacionar os dados dos tubetes conectados com os dados dos pacientes e dos médicos solicitantes, e contou com o apoio da ART IT para desenvolver toda a interface do kit de demonstração e integrá-la com o EUGENIO.
Assim, graças à aplicação da ART, é possível visualizar todas as funcionalidades que a solução futura pode oferecer aos laboratórios e demonstrar como seria o rastreamento das amostras em uma situação real. 
O kit de demonstração simula o rastreamento desde o momento da coleta dos exames, passando pelo armazenamento e preparo, transporte, controle de fatores como temperatura, resíduos infecciosos e tempo de armazenamento, monitoramento das remessas até a entrega ao destinatário e, finalmente, recebimento com informações em tempo real sobre as amostras.
“Por meio da nossa aplicação, é possível simular o transporte da amostra de exame, considerando todos os fatores do processo, da variação de temperatura até o recebimento dos tubetes”, explicou Rodrigo Bizarro, Diretor de Tecnologia e Inovação da ART IT. “Dessa forma, a operadora conseguirá demonstrar com detalhes a tecnologia e aumentar suas oportunidades de negócio.”

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

PowerGhost: Brasil está entre os países mais afetados por esse ataque


Redação B!T, 
2018/07/31, 10:45 
Postado em 01 de julho de 2018 às 15h35m 


Novo minerador de criptomoedas, descoberto pela Kaspersky Lab, também visa redes corporativas de países como Colômbia, México e Peru.

Os pesquisadores da Kaspersky Lab descobriram um novo minerador de criptomoedas, chamado PowerGhost, que atingiu redes corporativas em várias regiões – especialmente na América Latina. Esse é o caso mais recente de uma onda preocupante, em que os mineradores são cada vez mais usados por criminosos virtuais em ataques direcionados para obter lucro. Com a expansão dessa tendência, as grandes corporações estarão em risco, pois os mineradores sabotam e retardam as redes de computação, prejudicam os processos de negócios gerais e, assim, enchem os bolsos. 

Os mineradores de criptomoeda são um tema em alta no setor de cibersegurança. Esses softwares especializados em mineração criam moedas novas usando o poder de computação dos PCs e dispositivos móveis da vítima. Os mineradores maliciosos atuam às custas de outros usuários, explorando o poder de computadores e dispositivos sem o conhecimento do proprietário. 

A ameaça disparou nos últimos tempos, substituindo o ransomware como principal tipo de software malicioso, conforme já mostrou uma pesquisa da Kaspersky Lab. No entanto, o surgimento do PowerGhost dá uma nova dimensão a essa tendência. Ele demonstra que os desenvolvedores de mineradores maliciosos estão entrando no campo dos ataques direcionados para ganhar mais dinheiro, conforme previsão anterior dos pesquisadores da Kaspersky Lab.

 
O PowerGhost é distribuído em redes corporativas, infectando estações de trabalho e servidores. Até o momento, as maiores vítimas desse ataque são usuários corporativos no Brasil, Colômbia, Índia e Turquia. o entanto, vítimas também foram registradas no México, Peru e Equador. Um fato interessante é que o PowerGhost usa várias técnicas sem arquivos para se estabelecer nas redes corporativas de maneira discreta. Ou seja, o minerador não armazena seu corpo diretamente em um disco, aumentando a complexidade de sua detecção e neutralização. 

A infecção das máquinas ocorre remotamente, por meio de exploits ou ferramentas de administração remota. Quando o computador é infectado, o corpo principal do minerador é baixado e executado sem ser armazenado no disco rígido. Assim que isso acontece, os criminosos virtuais conseguem fazer com que o minerador se atualize, se propague pela rede e inicie o processo de mineração de criptomoedas, tudo automaticamente

O PowerGhost ataca empresas com o objetivo de instalar mineradores, gerando novas preocupações relacionadas ao software de mineração de criptomoedas. O minerador que examinamos indica que não é suficiente atingir os usuários; agora, os criminosos virtuais também estão voltando sua atenção às empresas. Assim, a mineração de criptomoeda torna-se uma ameaça à comunidade empresarial, declarou Vladas Bulavas, analista de malware da Kaspersky Lab.

Para reduzir o risco de infecção por mineradores, a Kaspersky Lab recomenda que os usuários:
1. Sempre mantenham o software atualizado em todos os dispositivos que usam. Para evitar que os mineradores explorem vulnerabilidades, é necessário usar ferramentas capazes de detectar vulnerabilidades automaticamente, e baixar e instalar todas as correções;

2. Não ignorem alvos menos óbvios, como os sistemas de gerenciamento de filas, terminais de PDV e até máquinas de venda automática. Esses equipamentos também podem ser sequestrados para executar a mineração de criptomoeda;

3. Usem uma solução de segurança dedicada, equipada com componentes de controle de aplicativos, detecção de comportamento e prevenção de exploits que consigam monitorar as ações suspeitas de aplicativos e bloquear a execução de arquivos maliciosos;

4. Para proteger o ambiente corporativo, instruam seus funcionários e suas equipes de TI, mantenham os dados sigilosos separados e restrinjam o acesso a eles.
Para saber mais sobre a ameaça PowerGhost.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Digitalização e robotização transformam o setor bancário


Inon Neves - VP da Access para América Latina, 
2018/07/27, 11:01 
Postado em 27 de 2018 às 21h00m 


Os bancos estão investindo cada vez mais em tecnologia para agilizar processos, além de reduzir custos e riscos de confiabilidade e segurança. Dados divulgados no início de maio pela Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária confirmam essa tendência. Segundo a organização, os investimentos em tecnologia no Brasil feitos pelo setor financeiro somaram R$ 19,5 bilhões em 2017 – um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Só os investimentos em software avançaram 15% em relação a 2016, e hoje representam quase metade do orçamento de tecnologia das instituições bancárias.

Mas como esses novos avanços estão ajudando o setor financeiro a lidar com a lentidão dos processos, os altos custos e os riscos de segurança, além vencer o desafio de satisfazer clientes mais imediatistas e exigentes do que nunca? A resposta está nas novas tecnologias de digitalização e análise de documentos, que é um dos processos mais importantes no setor bancário.
Com o aumento da busca por crédito, que cresceu 12,5% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, as instituições bancárias buscam soluções tecnologias como OCR (Optical Character Recognition) e robotização para dar mais agilidade à análise de documentos e atender às demandas dos clientes, ao mesmo tempo, reduzindo custos e mitigando erros.
O OCR é uma tecnologia de digitalização que converte documentos diversos em dados legíveis que o usuário pode pesquisar e editar por meio do computador. No setor financeiro, este recurso, além de ser útil na inclusão de dados nos sistemas de informação, dá muito mais eficiência na busca por informações em consultas futuras sobre dados de contrato solicitadas por clientes ou órgãos governamentais.
Mesmo que sua empresa já conte com alguma estratégia de digitalização, sem uma tecnologia como o OCR, não é raro encontrar documentos com assinaturas faltando, ilegíveis ou com prazo de validade vencido, por exemplo, especialmente no setor bancário, cujo volume de dados analisados todos os dias é enorme. Erros nesse processo podem acabar gerando uma série de retrabalhos devido ao envio de informações equivocadas, além de reduzir os níveis de satisfação do cliente e aumentar os riscos de compliance.
Ao unir o OCR à robotização – também conhecida como Automação Robótica de Processos (RPA) – na análise de documentos na formalização e na análise de crédito, os bancos podem obter ainda mais eficiência, além de reduzir custos processuais e mitigar os erros. Além disso, por meio da automatização de tarefas essencialmente manuais e repetitivas, o setor bancário pode investir mais no desenvolvimento de funcionários mais estratégicos.
Imagine, por exemplo, que um contrato de cessão de crédito é enviado para aprovação. Este documento pode ser escaneado por um dispositivo com tecnologia OCR e suas principais informações, por meio de um software de robotização, são automaticamente enviadas para algum sistema de automação bancária. Dessa maneira, é possível reduzir em até 70% o tempo de inserção de novos documentos.
Do modo “tradicional, esse mesmo documento teria de ser analisado por um funcionário, ou formalizador, que teria de avaliar as informações e digitá-las manualmente no sistema. Além de levar muito mais tempo, é comum que vários erros acabem passando despercebidos quando o indivíduo fica tempo demais concentrado nessa tarefa.
Em um cenário cada vez mais competitivo, o avanço de tecnologias como OCR e robotização vai ser um diferencial importante para as instituições bancárias, que precisam estar atentas às novas formas de obter mais agilidade e aumentar a produtividade para garantir processos mais eficientes e clientes mais satisfeitos.