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segunda-feira, 1 de junho de 2020

99 implementa tecnologia de reconhecimento para verificar se motoristas estão usando máscara

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Caso não esteja usando proteção, motorista não poderá aceitar viagens pelo aplicativo. Medida semelhante já havia sido implementada pela Uber em maio. 
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Por G1  
01/06/2020 14h04  Atualizado há uma hora  
Postado em 01 de junho de 2020 às 15h10m  

Sistema de reconhecimento facial vai avaliar se motorista está usando máscara antes de iniciar corridas. — Foto: Divulgação
Sistema de reconhecimento facial vai avaliar se motorista está usando máscara antes de iniciar corridas. — Foto: Divulgação

A empresa de transporte por aplicativo 99 anunciou nesta segunda-feira (1°) que vai passar a exigir que motoristas estejam usando máscaras antes de iniciarem o trabalho com o app. A checagem será feita por um mecanismo de leitura facial e passará a ser obrigatória a partir do dia 9 de junho.
Segundo a companhia, as medidas foram implementadas há 3 meses na China e foram desenvolvidas pela Didi Chuxing, empresa dona da 99. Passageiros receberão, pelo aplicativo, perguntas para saber se os motoristas estão de máscara.

Já os motoristas vão poder cancelar corridas, caso o passageiro não esteja usando proteção facial. Será solicitada ainda uma declaração de temperatura corporal e condição de saúde, além de pedir que haja álcool em gel no carro.
O condutor deve fazer uma selfie do rosto para mostrar se a máscara está cobrindo nariz, boca e queixo. Caso seja aprovado, poderá dirigir normalmente. Se não, ele pode regularizar a situação pedindo revisão pelo app, disse a empresa em nota.
Uma medida semelhante foi implementada pela Uber, concorrente global da Didi, em maio. A Uber incluiu ainda, na tela de avaliação da corrida, a possibilidade de motoristas e passageiros apontarem a falta de máscara, o que pode levar à suspensão da conta caso muitas reclamações sejam feitas.
A 99 está entre as empresas que anunciaram auxílio financeiro para motoristas diagnosticados com Covid-19, além de higienização de automóveis e distribuição de máscaras.
Higienização de carros feita pela 99 no Brasil — Foto: Divulgação
Higienização de carros feita pela 99 no Brasil — Foto: Divulgação

sábado, 30 de maio de 2020

Webcrentes do TikTok: Quem são os jovens cristãos que fazem sucesso com pregações divertidas

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Tendência no app ganhou força na quarentena. Seminarista virou meme com reinterpretação da ressurreição de Jesus, mas rede também tem padre, 'gótica cristã' e 'otaku gospel'; veja vídeos. 
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Por Carol Prado, G1  
29/05/2020 06h00  Atualizado há um dia  
Postado em 30 de maio de 2020 às 12h00m  

Veja vídeos que brincam com temas religiosos no TikTok
Veja vídeos que brincam com temas religiosos no TikTok

A passagem bíblica que narra a ressurreição de Cristo só precisou de uma reinterpretação carismática e uma trilha remixada de Billie Eilish e Khalid para viralizar na internet.

Postado no TikTok pelo seminarista René Gomez, o vídeo revelou à web o mundo de publicações cristãs, que têm conquistado mais seguidores na rede social (assista a algumas delas no vídeo acima).

Na esteira de recordes batidos pela religião na internet durante a quarentena, o segmento também ganhou força no TikTok, segundo os responsáveis por algumas das maiores contas religiosas ouvidos pelo G1 - a empresa não divulga números.

A rede social, vista por muitos adultos como coisa da geração Z, viu seu público e conteúdo se diversificarem durante o confinamento causado pelo coronavírus.

Mexicano, René faz parte da Congregação dos Legionários de Cristo e trabalha em uma organização católica de adolescentes no Brasil, onde mora há menos de um ano.

Após a suspensão dos encontros do grupo por causa da pandemia, ele decidiu usar o TikTok para manter os jovens fiés engajados, postando desafios e vídeos engraçados, sempre relacionados à religião.

“Percebi que existe um mercado lá para o conteúdo religioso. Os adolescentes têm uma sede grande de espiritualidade, de conteúdos de formação católica, de valores e virtudes”, diz.
Menos de dois meses depois de se tornar mais ativo na rede, o seminarista acumula mais de 165 mil seguidores e 2 milhões de curtidas.
Seu público, ele diz, é formado principalmente por jovens de 13 a 16 anos, nem todos católicos. “Tento falar para todos. Acredito que o mundo precisa aprender a 
dialogar e escutar as diferentes opiniões.”

'Gótica cristã', 'otaku gospel'
Em seus vídeos, René prega a tolerância entre religiões. Ele costuma interagir com “tiktokers” de outras crenças.
Evy posta vídeos religiosos com maquiagem gótica no TikTok — Foto: Reprodução/TikTok
Evy posta vídeos religiosos com maquiagem gótica no TikTok — Foto: Reprodução/TikTok

Uma delas é Evy, 22, evangélica com 26 mil seguidores. Com maquiagem gótica, ela interpreta um diálogo com o pecado em um de seus vídeos. Ele lança a tentação: “Posso fazer você se sentir viva”. Ela responde: “Eu sei! Mas preciso de você para sobreviver?”.
Depois, com um edredom em volta da cabeça, Evy atua como Deus zombando do mal.

Para popularizar suas publicações, ela usa hashtags como “#webcrente” e “#christiangoth” (“gótica cristã”, em inglês).
“Esse público [do TikTok] é mais aberto, predominantemente jovem. É um público que gosta mais de falar do amor de Jesus do que de apontar o dedo para as pessoas”, avalia.

Filha de pastor, ela diz que, nas igrejas, há quem rejeite esse tipo de abordagem - mais leve - da religião. “Muitos amigos meus, que também usam o TikTok, reclamam que, na igreja deles, falam que eles não estão mais servindo a Deus.”

O padre Luiz Claudio Braga, que também usa a rede social para publicar vídeos divertidos, conta que a Igreja Católica também vê com receio algumas brincadeiras envolvendo a religião.
Padre Luiz Claudio Braga, que usa o TikTok para se comunicar com os fiéis — Foto: Reprodução/TikTok
Padre Luiz Claudio Braga, que usa o TikTok para se comunicar com os fiéis — Foto: Reprodução/TikTok

“É tênue a linha que divide o bom humor e a ridicularização. O que os padres pregam é que não haja uma ridicularização. A igreja zela pela imagem da instituição”, explica.

“Mas também existe uma corrente de leigos, mais conservadora, que não vê com bons olhos um padre na internet. Isso não vem dos bispos. Hoje a igreja sabe que precisa da tecnologia para se comunicar.”

Há ainda, no TikTok, quem mescle o conteúdo religioso com outros nichos.
Esther Manilha (a “otaku gospel”, com quase 26 mil seguidores) fala de Deus e animes, como na série de vídeos “Momentos que refleti na minha vida com Deus vendo Naruto”.
Esther Manilha mescla conteúdo religioso com vídeos sobre animes — Foto: Reprodução/TikTok
Esther Manilha mescla conteúdo religioso com vídeos sobre animes — Foto: Reprodução/TikTok

Luna (233 mil seguidores) faz sucesso com covers de músicas religiosas, temas de desenhos animados e outros.

Renner Aguiar (78 mil seguidores) cria memes com humor cristão, como em sua série de “palavrões gospel” (“Vá tomar na Santa Ceia!” e outros).

O último, aos 20 anos e evangélico desde os cinco, acredita que conteúdos religiosos atingiram, em 2020, o auge da popularidade entre jovens.

Por trás disso, ele diz, há uma geração que acredita na possibilidade de “se divertir, com decência”. “Deus é isso, é alegria e amor, mas com cuidado.”
As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Japão investiga se hackers obtiveram dados sobre protótipo de míssil após invasão da Mitsubishi

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Falha em antivírus teria permitido entrada de invasores chineses.  
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Por Altieres Rohr  
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos  
26/05/2020 12h00  Atualizado há 2 dias  
Postado em 28 de maio de 2020 às 14h00m  

 Mitsubishi Electric informou que hackers levaram 200 MB de dados pessoais de funcionários, mas governo teme que informações sobre míssil foram comprometidas.  — Foto: TheDigitalWay/Pixabay
Mitsubishi Electric informou que hackers levaram 200 MB de dados pessoais de funcionários, mas governo teme que informações sobre míssil foram comprometidas. — Foto: TheDigitalWay/Pixabay
O Japão está investigando a possibilidade de que hackers tiveram acesso a dados de um protótipo de um míssil licitado pelas forças armadas japonesas. As informações podem ter vazado da Mitsubishi Electric, que participou da licitação e teve sua rede invadida por hackers em março de 2019.

A investigação foi anunciada pelo secretário-chefe do gabinete do governo, Yoshihide Suga, mas o inquérito está sendo conduzido pelo Ministério da Defesa. Suga explicou que o objetivo é averiguar o "impacto" do vazamento na segurança nacional do Japão.

O blog procurou a Mitsubishi Electric nesta segunda-feira (25) para que a empresa se pronunciasse, mas não houve resposta até a publicação.

A licitação tratava de um míssil supersônico conhecido como HGV. De acordo com a "Associated Press", acredita-se que o Japão pretende adotar o armamento na defesa de ilhas remotas ameaçadas pela "assertividade" militar da China na região.

A Mitsubishi Electric é uma das várias empresas do conglomerado Mitsubishi e é focada na produção de equipamentos eletrônicos. A empresa não foi a vencedora da licitação, mas havia preparado um projeto para encontrar fornecedores e entrar na disputa. Durante esse processo, a empresa digitalizou instruções e documentos sigilosos do governo que haviam sido entregues em papel. A digitalização desses textos não era permitida.

A invasão à rede da Mitsubishi Electric foi revelada pela própria empresa em janeiro. A companhia informou que os invasores teriam copiado 200 MB de dados, entre os quais estariam informações pessoais de 8 mil indivíduos – todos colaboradores ou candidatos para vagas de emprego na empresa.

Segundo relatos publicados na imprensa japonesa, os invasores teriam conseguido acesso à rede explorando uma falha no programa antivírus usado pela Mitsubishi Electric. Os invasores estariam ligados ao Tick, um grupo de ciberespiões chineses conhecidos por atacar alvos no Japão.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com